quinta-feira, 17 de março de 2011

Um tal de Descartes ...

Um Tal de Descartes em suas andanças pela França entre outros lugares se permitiu mergulhar em pensamentos, e tirou do exercício de pensar e da busca pela razão a legitimidade de sua existência. A razão estaria ligada ao tão falado e cobrado bom senso, que seria o poder de julgar entre o certo e o errado. Este poder racional seria igual em todos os homens, as diversas opiniões e avaliações sobre um determinado assunto seriam conseqüências das diferentes linhas de raciocínio adotadas por cada um.

Para esse tal de Descartes a razão seria o conhecimento para a elevação do espírito, é o que separa os homens dos animais. Sentado á sombra escreveu um livro intitulado “O discurso do método”, procurou mostrar o caminho que ele utilizou para alcançar a razão, seu intento não é desenvolver um método infalível que deva ser seguido por todos, e sim gerar um incentivo e um apoio para que outros trilhem seus próprios caminhos.

O aprendizado das letras e o estudo em outras instruções mostram-se fundamentais, assim como a experiência prática de entrar em contato com outros povos e culturas em suas andanças, posteriormente aplicar esses conhecimentos em si mesmo para as escolhas de seus caminhos. As ciências ocultas como a alquimia, astrologia e a magia, são colocadas como inibidoras do crescimento da razão, assim, esse Descartes começava uma ruptura com os seus antecessores oriundos do feudalismo, que baseavam seus estudos nessas ciências ocultas, por chefiar esse processo de ruptura ganhou a alcunha de fundador da filosofia moderna.

Espalhou ainda que não se deve acreditar em tudo que se lê como uma verdade absoluta, é necessário mantermos sempre em nossas analises o senso da dúvida, pois esse sentimento nos leva a criar nossas próprias linhas de raciocínio assim como nossas próprias ideias.

Sugere que o caminho do conhecimento deva ser trilhado em conjunto, onde um estudioso começaria a partir do término de seus antecessores, e seu sucessor partisse de seu ponto final, possibilitando a humanidade em conjunto alcançar um ponto mais distante nessa trilha do conhecimento e da razão.

Esse Descartes andou por um período conturbado e de mudanças políticas, econômicas e sociais que afetaram o modo de pensar dos homens, eles procuravam respostas baseadas na ciência e na racionalidade, assim dentro desse contexto o nosso personagem ganhou espaço e incentivo para formar as bases da nova maneira de pensar que o homem ansiava e que marcaria o período da modernidade histórica.

Alex Almeida da Silva - 1º ano SS Matutino

Pensar e existir

De acordo com o meu entendimento sobre o livro “Discurso do Método”, Descartes faz uma análise e críticas sobre a razão, afirmando que esta não é absoluta, mas sim relativa, podendo sofrer alterações ao longo das experiências.

Não podemos dizer que uma coisa é boa ou ruim, que é verdade ou mentira sem antes procurar conhecer profundamente algo ou alguém. É através dos questionamentos que vamos dar maior atenção ao que existe, às diversidades. É a partir daí que vamos procurar estudar, conhecer, sentir, entender para compreender e é desta forma que podemos mudar nossas opiniões sobre o que pensamos, ou até mesmo continuar acreditando.

Todo e qualquer ser humano é provido de inteligência e têm a capacidade de pensar, de refletir sobre as situações cotidianas, sobre os problemas sociais e é isso que o torna vivo, para poder questionar e encontrar soluções que possam tornar a sociedade melhor.

Descartes faz também uma reflexão sobre a existência de Deus, mostrando que existe uma força maior e que da mesma forma que existem crenças opostas, ele afirma que essa existência é possível e fundamental para nós humanos.

E por fim, o autor ressalta a importância de escrever pensamentos voltados a esses temas tão complexos e que é através deles que nos norteamos a pensar, a questionar, a refletir e portanto, existir.



Jéssica Taís da Silva - 1º ano de Serviço Social/ Noturno

Discurso do Método


As razões que levaram Descartes a publicar sua obra,foi acreditar que a pesquisa sobre a evolução da ciência moderna apenas com base em regras metodológicas fundada na subjetividade humana e não no ser, abriria caminho para o desencantamento do mundo.

Claudia Pimenta Freitas 1° ano SS Noturno.