terça-feira, 22 de março de 2011

Um Tal de Bacon ...

Um tal de Bacon com aquele ar de lorde Inglês, sentado em um banco de uma praça de filósofos, observava os seus com uma certa indignação. Diante de si, um bando de homens pregando uma falsa dialética, submersos em uma guerra de argumentos que visava à satisfação de seus egos, em algumas ocasiões brotava até ataques pessoais, que pulavam de um lado para o outro.

Para Bacon a filosofia necessitava enfrentar uma reforma e uma reestruturação. A ciência deveria ter por finalidade o bem estar do homem e exercer uma função prática em sua vida, e não apenas residir em sua mente e em suas palavras.

Assim, se propôs a elaborar uma nova abordagem filosófica, que não teria o objetivo de extinguir as demais, e sim coexistir com elas e realizar uma dialética proveitosa para a existência humana. Bacon acreditava em dois métodos. Primeiro na antecipação da mente, que seria o ato de divulgar e analisar as idéias e filosofias existentes, e segundo na interpretação da natureza que teria como intuito pesquisar novos caminhos e compreensões filosóficas.

Ainda sentado em seu banco Bacon respirou fundo, decidiu que iria colocar essas idéias num papel em uma tentativa de mudar a situação a sua frente. Retirou de seu bolso um relógio e constatou que faltavam quinze minutos para as cinco da tarde, deveria se apressar ou chegaria atrasado para um compromisso inadiável. O primeiro passo de seu futuro livro ficou para a noite.


Alex Almeida da Silva - 1º SS - Diurno