segunda-feira, 28 de março de 2011

Ao estudar Bacon percebemos que a interpretação da mente seria um senso comum e que a interpretação da natureza seria a ciência propriamente dita.
Nunca poderiamos deixar nossa mente se guiar sozinha, pois ela poderá seguir pensamentos equivocados, todavia se fizermos experiências e compreender o que é o pensamento equivocado e o que é verdade da nossa mente, podemos, sim, ser guiado por ela.
Além disse, Bacon também fazia critica aos gregos e sua filosofia, afirmando que os gregos não estavam prontos para inovar, pois ele afirmava que essa ciência, a dos gregos, não buscava o bem estar do homem, a filosofia tradicional não servia ao bem estar do homem.
Era necessário também curar a mente, boa ciência é a que combina o pensamento (racionalização) com o criar, o saber.
A verdadeira ciência, atuava como representação da ciência humana com a mente divina, e que os ídolos era uma falsa percepção do mundo.


"Um pouco de filosofia inclina a mente do homem para o ateísmo, mas profundidade em filosofia traz de volta as mentes das pessoas para a religião."

Carta Francis Bacon

Franca, 27 de março de 2011. São exatamente 5:52 e estou aqui, de frente ao computador, buscando inspiração para escrever sobre Francis Bacon. Sinceramente me perco em meus objetivos, se é me manter acordado, ou aquecido. Quando subitamente lembro-me que é falar sobre o bendito Bacon e seus pensamentos. Dissertar sobre ciência, sociologia...

E nessa busca intensa de interpretar a sociedade um nome ecoa em minha mente: Francis Bacon. Será que ele passou por isso?! “Bacon, meu caro Bacon, pensaste muito sobre os homens e a natureza não é?” Tenho certeza que virou várias noites acordado pensando a ciência, tentando livrar o mundo do senso comum e aprofundando o pensamento humano na mais importante descoberta científica, a de que a ciência é a interpretação da vida real, de que o homem deve parar de se esconder atrás de explicações fracas e levianas do mundo a sua volta.

Busca em seus anseios utilizar a ciência como uma maneira de dominar a natureza. Mãe de tudo, chefe da sorte ou azar humano. Na busca implacável de emancipação e independência o homem, exatamente por isso, sente a necessidade de dominá-la. E você Bacon enxerga isso e escreve sobre e interpreta tal contexto histórico e torna-se alguém além de seu tempo.

É meu caro, foram poucas palavras, perto do que representa para a humanidade. Mas pelo menos fez sentido virar a madrugada de domingo para segunda-feira a fim de estudá-lo e entendê-lo. Sinceramente posso tê-lo desgraçado em algumas palavras. Mas do que é feito o homem, senão de contradições e dialética?

Volte então Francis Bacon para o local onde guardo meus textos que eu irei para debaixo do cobertor. E aguardo nosso próximo encontro

Abraços


Pedro Fernandes Russo - 1º SS diurno

Cultivar e descobrir

Em Novum Organum Francis Bacon demonstra sua
maneira critica de pensar, e enxergar o mundo.
Chega a criticar a filosofia grega e tradicional, pois alega que ela
não serve ao bem estar do homem por ser "superficial" e cheia de teorias
que muitas vezes não são ut
eis para a pratica.
Propõe um novo método: basear-se em experiências para obter a ciência
de uma mente sã,
não permitindo que ela se guie por si mesma,pois as antecipações da mente podem gerar o senso comum,que por sua vez não é uma idéia da verdade,
e sim uma conclusão equivocada a que se chega baseando-se em gostos,ídolos e vícios pessoais.
Bacon utiliza cada descoberta científica como comprovação da existência de Deus, não um Deus
mágico e possuidor de super poderes,mas um ótimo biólogo,engenheiro e cientista,responsável pela criação de cada detalhe mínimo dos elementos terrestres.



Leticia Nascimento Silva , SS-Noturno.


Sempre muito critico aos outros pensadores Bacon escreveu há alguns séculos atrás, mas o seu raciocínio ainda é refletido na sociedade atual. Bacon se mostrou preocupado com as falsas noções, que deu o nome de “ídolos”, estes ídolos seria o motivo que levaria e ainda leva muitas pessoas ao erro sobre determinado assunto ou ciências.

Bacon afirmou a necessidade de ir a campo, observar a realidade concreta para se obter um resultado verdadeiro para a vida humana. Com isso Bacon sugeriu a inovação como forma de conseguir se chegar ao conhecimento real, pois só com a mente não fazemos nada, precisamos buscar o inexplicável, fugir do senso comum que sempre é o formador de opiniões de muitos.

Recentemente uma pesquisa feita pelo Conselho Tutelar de Franca mostrou um aumento de 60% na evasão escolar, sendo que o principal motivo desse assustador número é o envolvimento com as drogas pelos alunos. Porem, o mais dramático é quando ouvimos pessoas criticar as crianças por entrar nessa vida sem volta, só que infelizmente os seres humanos que fazem essas criticas não conhecem a verdadeira realidade dessas crianças que sem escolha acabam se envolvendo com o vicio, ou você conhece algum dependente químico que se diz satisfeito com a sua vida? Eu não conheço.

Na mesma linha de pensamento do Bacon acredito que os críticos precisam observar a vida humana como realmente ela é, não é em um passeio pela periferia dentro de seu carro blindado e com os vidros fechados que você vai descobrir o que se passa na cabeça e no coração de cada criança, mendigo, morador de rua, trabalhador, desempregado ou mesmo do ladrão que você se esconde em seu pequeno mundo.

Para concluir coloquei algumas das fotografias que venho produzindo nos últimos anos sobre como acostamos a conviver com tais situações ridículas a condição humana e fazemos pouco quase nada para muda-la, como; a garota que ao invés de estudar precisa cuidar da sua irmã mais nova, pois, ela não tem uma vaga na creche e sua mãe precisa trabalhar, o jovem que todos os dias furta para conseguir consumir uma pedra de crack, o desempregado que dorme dentro de uma caixa de papelão e não vê seus filhos há quatro anos ou os irmãos que tomam banho no córrego que passa atrás do barraco onde moram.




A ciência que buscamos tem que ser a exploração da natureza com um fim concreto que tenha um resultado verdadeiro para a vida humana, não devemos inclinar a ter por verdade o que preferimos ou se iludir com os falsos HERÓI define Francis Bacon.



Marcos Limonti 1º SS Noturno

Visualizar e antecipar as tecnologias

Pra Bacon a verdadeira ciência é encontrada na natureza e na exploração da mesma, afirma que é necessário o homem domesticar a natureza para obter uma dinâmica de constante inovação. A verdade científica precisa ser de fácil entendimento além de útil ao bem estar humano. É preciso estabelecer os graus de certeza da verdade encontrada, não deixar que a mente guie por si mesmo, pois ela pode errar, é preciso ir além, pois a mente distorcer e enganar. Muitas vezes a razão não está fundamentada em alicerces sólidos o que pode gerar percepções erradas, como por exemplo; uma pessoa que faz uso de alucinógeno, seus sentidos o enganam. Bacon afirma que é necessário parar de “ tagarelar” e ter ação, o mesmo define que uma boa ciência combina a capacidade teórica à prática. É necessário não caminhar para o senso comum, este, por ser de fácil absorção e entendimento, dificulta uma interprtação científica acerca do assunto, prejudicando assim a criação de instrumentos tecnológicos sociais acerca da questão abordada, reafirma a busca do conhecimento por meio da exploração e experimentação sem limites (“ir a campo”), propõe a destruição das falsas representações do mundo, as associações que nossa mente faz, as representações teatrais das coisas, são em sua maioria distorções dos nossos sentidos. Para o autor, Saber é Poder: “ Se não conhecemos a força das águas, como saber seus efeitos para o bem ou para o mal?”, o mesmo defende que o intelecto deve sempre ir além, enxergar aquilo que a sociedade não consegue ver, visualizar as invisibilidades, atentar-se prever ou antecipar tecnologias sociais e pensamentos para fatores futuros, apenas assim vamos avançar em nossas compreensões.

Cássia Regina Rosa 1º Ano Serviço Social - Diurno

Ciência como Instrumento


O Novum Organum de Francis Bacon procura mostrar que a verdade,na ciência, surge da união da experiência e da razão.
Precisamos nos libertar de nossos ídolos.O interesse da ciência não é apenas de contemplação, precisamos estender nosso poder sobre a natureza usando o saber científico.
Ele nos apresenta as falsas noções ou ídolos: O da tribo: falsa consciência da realidade. Ídolo da Caverna: A formação cultural do indivíduo. Ídolos da vida pública: associações e influências. Ídolos do teatro: Demonstrações e invenções.
A ciência tem que ser um instrumento para a produção de bens úteis. Temos que interpretar a natureza ao ponto de transforma-las em algo útil.

A Ciência Materializada


A obra de Bacon é quase que um complemento das idéias de Descartes .

Bacon não só propõe um novo modo de ciência, mais também, uma ciência que não fosse baseada na razão, mais uma que se baseasse também na experiência , com objetivo de observar, aprender e analisar.

Sugeria a experiência e a exploração de qualquer tipo de assunto, independente da área de estudo.

Dessa forma Bacon preconiza que a boa ciência não é a que produz argumentos bons, mas sim aquela que explicacom clareza qualquer assunto .



Beatriz S. Araujo - SS Diurno

Aprender para transformar

A proposta de Bacon reproduz e aprofunda as teorias de René, quando visa à busca da razão como instrumento para a instrução, para a colaboração do bem-comum e não apenas para serem reconhecidos como lindas teorias. Para ele a filosofia tradicional não servia para o bem-estar do homem,pois ficava só mundo das idéias e não no concreto, ele chama a atenção para essa nova proposta, e a pratica da totalidade da teoria. Para René e Bacon essa busca da razão e uma forma de cumprir e descobrir os designos e a vontade de Deus, pois assim, estaríamos compreendendo e por isso melhor e colaborando com toda a sua criação.

Podemos usar como exemplo, o termo oração, já que esta e composta por orar+ação, ou seja, de nada adianta uma pessoa ficar apenas no plano da oração sendo que a pratica não e executada, assim como de nada adianta a pratica sem a oração, uma vez que uma completa a outra. Resumindo e preciso conciliar a teoria e a pratica para que uma e outra ganhe um sentido próprio e colabore com a vida e o bem estar comum.

Nos futuros assistentes sócias teremos um grande desafio pela frente, ou seja, transformar todo conhecimento que iremos adquirir para colaborar para uma sociedade mais justa e humana.

Janaina Faria- 1 ano de Servico Social

Francis Bacon

Para Bacon a ciência não poderia ser algo ‘estéril’ ( sem utilidade ), e sim ter algum fim específico, para que não mais a mentalidade humana , continuasse sem serventia alguma para a sociedade.

Dizia que era necessário a busca de conhecimento por meio da experimentação e exploração e assim utilizá-lo para extrair da natureza recursos oferecidos para avanços na humanidade.

Bacon pregava também que fazer boa ciência era estar mais próximo de Deus, já que sendo sua imagem e semelhança, quando entendemos uma fórmula de física, por exemplo, estamos desvendando as intenções Dele no mundo.

E defendendo a idéia de " Ciência a favor da humanidade ", faz uma crítica aos filósofos que muito pensaram, mas pouco agiram para que isso se fizesse valer.

O deus de Bacon

 Francis Bacon utiliza ''deus''  para explicar o fatos que acontecem no mundo. Mas, olhando de uma outra forma
uma pessoa nasce e já sofre influencia em relação a deus, porem não seria esse deus a junção de todos os Ídolos ?
1) Idola Tribus (ídolos da tribo). Ocorrem por conta das deficiências do próprio espírito humano e se revelam pela facilidade com que generalizamos com base nos casos favoráveis, omitindo os desfavoráveis. O homem é o padrão das coisas, faz com que todas as percepções dos sentidos e da mente sejam tomadas como verdade, sendo que pertencem apenas ao homem e não ao universo. Dizia que a mente se desfigura da realidade. São assim chamados porque são inerentes à natureza humana, à própria tribo ou raça humana.
2) Idola Specus (ídolos da caverna). Resultam da própria educação e da pressão dos costumes. Há, obviamente, uma alusão à alegoria da caverna platônica;
3) Idola Fori (ídolos da vida pública). Estes estão vinculados à linguagem e decorrem do mau uso que dela fazemos;
4) Idola Theatri (ídolos da autoridade). Decorrem da irrestrita subordinação à autoridade (por exemplo, a de Aristóteles). Os sistemas filosóficos careciam de demonstração, eram pura invenção como as peças de teatro.
 As pessoas são fracas e precisam de algo para aliviar a culpa, dor e medo por exemplo, deus é tomado como verdade desde criança, sem nunca poder contestar sua existência. ( Tribus ). A educação padronizada numa sociedade que exclui as diferenças, tudo moldado,  ja idealizado para acreditar numa religião e respectivamente deus ( Specus ). Deus existe, Jesus te amo, frases que demonstram a existência de deus e que ele provavelmente se importa com você, e sendo assim quando algo bom acontece na sua vida acaba relacionando a idéia que foi deus que o ajudou ( Fori ). ''Deus governa todos nos, e nos somos seus servos'' as pessoas têm que obedecer as leis de deus e viver de acordo com suas regras de ética ( Theatri ).
 Na minha visão deus é a junção de todos os Ídolos, cegando todas as pessoas , as deixando dependentes, usado como resposta para explicar o inexplicável.

Pré-conceito x Pós-conceito

Francis Bacon acreditava no poder do método melhor aplicado em exploração de experiências vivas. É desta forma que é trazida a clareza, luz aos estudos. Devemos nos policiar, pois as fantasias impreguinam na nossa mente, segundo Bacon “O intelecto humano, por sua própria natureza tende ao abstrato...”, isto é, não podemos deixar que a mente guie por si mesma, pois desta forma, podemos não ter contato com a real verdade. Devemos ir além das formulações teóricas de nossa mente, haver convívio com a realidade concreta. Contudo, afirma que razão e experiência devem andar juntas, apenas o trabalho de uma não basta.

Critica os hábitos dos gregos, alegando que apenas tagarelavam e nada contribuíam com a humanidade com algum de seus feitos, ou seja, não colocava seus estudos em prática. Tanto que, se formos analisarmos, a era moderna foi marcada pela criação de objetos palpáveis, como eletrônicos. O concreto, o “colocar em prática” é que nos leva ao marco, resultados à nossa vida. Posteriormente também, se inicia a era pós-moderna, sendo a criação de produtos não palpáveis, entretanto, não deixa de ser teoria, estudos transformados em prática.

Devemos evitar o pré-conceito, deixar simplesmente de absorver o conhecimento já pronto do próximo, e criar nossas próprias conclusões. Sem este método, não haveria inovações. Inclusive, este papel é de suma importância em nossa carreira como assistentes sociais, devemos pesquisar e aprofundar nossos conhecimentos em torno de determinado grupo, comunidade, sociedade em que estamos trabalhando. Se uma mente guia por ela mesma, chegará a uma única conclusão: a do censo comum. É muito mais simples e cômodo confiar em uma idéia comum, que pesquisar e trabalhar em cima destas idéias a fim de contestá-las. Tudo o que é digno de existir é digno de ciência. Segue um vídeo com um forte exemplo de preconceito vencido pelo contato com o a experiência real:




Marlu Barcaroli - 1º SS Diurno

Um novo, "novo".


Segundo Francis Bacon, toda razão para que haja fundamento necessita de auxilio, auxilio que não se baseie em hipóteses e intuições. Acusa existir bloqueadores da razão, chamando os mesmos de ídolos, onde falsas noções invadem a mente dificultando o conhecimento verdadeiro.
Bacon, como precursor do empirismo, acredita que a descoberta científica acontece a partir de experiência, daquilo já observado, vivido. Não acredita que a verdade venha do método tradicional para com a ciência, caminho inútil para fim concreto. Critica intuições e crenças, por não terem fundamentos, a fim de que, a partir do mesmo haja teoria verdadeira e pensamentos coerentes.
Cita também ser necessário que o homem interprete a natureza, que a explore, que a experimente em busca de um conhecimento novo, e que a partir disso a ciência consista naturalmente em um significativo exercício da mente e Bacon como um sábio empirista acredita que disso provenha inovação continua e permanente do homem.

Rita de Cássia Fernandes Henrique, 1º ano Serviço social, noturno.