sábado, 30 de abril de 2011

Solidariedade em função do Todo

O positivismo de Augusto Comte deixa evidente que cada indíviduo possui seu papel determinado na sociedade, sociedade esta que deve ser encarada como o coletivo para o qual o ser deixa de possui um pensamento individual para conseguir que haja solidariedade no todo (a sociedade) que gera o bem público.

Segundo Comte, o proletariado seria a peça de separação da teoria já existente, mais que não possui demostrações práticas. Por não ter sido instruído pelo ensino metafísico, o proletário (exemplo de tábula rasa), é aquele que coloca em prática todo o aprendizado positivista que lhe for gerado. O positivismo é a primeira tentativa de se fazer uma análise real da sociedade, pois ele se volta para os interesses reais e necessários da população proletária, afastando-a da anarquia e das ambições materiais existentes, reforçando o gosto pelo trabalho prático e pela aceitação social (cada qual com sua função em favor do todo).

O positivismo encontra, maior disposição para ensinar seus fundamentos no proletariado, pois é capaz de ver que apenas este lhe tornará prático e não apenas teórico.

Comte não exclui a teoria, mais ressalta a importância da prática, da ação. O positivismo se volta a análise da realidade social, enquanto o teológico e o matafísico entram em crise moral. O que deve ser efetivado é a busca pelos sentidos que cada ser e objeto possuem em sua dimensão real, diante da combinação de ciência e técnica (teoria e prática).

Quando Comte fala da realização coletiva de ações, ele não esta inferiorizando o indivíduo e sua colocação social, mas sim ressaltando os sacrifícios que temos que fazer para manter a ordem e obter o progresso da sociedade, em uma visão ensinada universalmente. E quando por fim já instruído, o indíviduo acaba por ter nessa concepção uma forma de lazer, de diversão em seu cotidiano.

A partir disso, é possível a construção de uma política popular adequada, voltada aos interesses reais e necessários da população. Essa concentração na vida real faz parte e é um dos focos príncipais do positivismo de Comte, servindo assim na criação das políticas sociais presentes até os dias atuais.



Thaís Monteiro Braga 1º Serviço Social- Diurno

Conduzir para Transformar






Espirito Teológico Metáfisico para Comte era a "anarquia" intelectual, ou seja, Espirito Positivo seria então a aptidão para organizar a sociedade, e sistematizar a moral. Dando sentido as ideias. Como uma nova reforma das mentalidades, a base de prática, conduzindo para transformar a realidade. Por meio desse, reeducando através de ofícios diversos (ativa), quanto pelas atividades científicas (especulativa). Sempre visando o que poderia ser ÚTIL.



Ao notar-se que faltava substâncias positivas para classes superiores que até então era predominante metafísica e literária. Voltaram os olhos para o proletáriado, que encontrava-se também inaptos para a vida real. Substitui aí a perspectiva de participação no poder político para "programas sociais" voltados aos interesses reais destes indivíduos, seduzindo-os, pela contemplação de suas necessidades essenciais, tendo como ideia central a SOLIDARIEDADE.





Joseane da Silva Poli - 1º SS - Noturno

VADE RETRO ESPIRITO POSITIVO


O espirito positivo encontra o seu corpo mais propenso para difusão na classe trabalhadora, preconiza a tese que tudo aquilo que diz respeito a manutenção da ordem deve ser mantido estático para que haja progresso. Defende a tese que não existe o indivíduo, pois ele é apenas parte do todo.
A teoria positivista defende o coletivo e busca incutir no indivíduo a idéia de que ele é herói no que faz e o que faz garante a sobrevivência humana. Visa tal ideologia alcançar o bem estar da coletividade e ainda provocar orgulho no homem pelo que faz, impedindo assim que ele lute para ser proprietário de uma empresa, por melhores salarios, ou divisão igualitária de lucros, bem como de querer ser proprietário de uma fazenda ou lutar pela reforma agraria como é feito hoje.
Na condição de futuro Assistente Social não há como comungar do mesmo espirito, pois eu serei um fígado sempre lutando não só por mim, mas para que eu e os outros fígados nos tornemos célebro ou coração.

Solidariedade entre positivismo para melhor compreensão

No ''O Positivismo'' Augusto Comte passa uma idéia de que é preciso que haja uma reforma mental,uma criação para nova moral não religiosa,moral humana e para isso é necessário uma reforma na educação,apagando a especialização onde nada mais é do que uma visão mais ampla do mundo.
A proposta para nova educação para Comte é preciso que se abandone as idéias sem razão de ser nessa sociedade moderna,mudando primeiramente o proletariado que não possui vício de educação,fazendo com que o mesmo construa uma vida com uma educação prática mantendo uma ligação de ciência e prática,um novo conhecimento.
A ciência é uma grande ajuda para fugir das ideologias dadas e é necessária para entender as leis de acordo com a realidade.
O homem adequado para Comte é aquele que pensa no ''nós'' e não seja egocêntrico no meio das mudanças e modernismo que vive.
Para o filósofo uma política popular social é a política palpável, que vai além dos interesses reais das pessoas.
A moral que o positivista propõe se diferencia da religião porque é mais humana.Não existe indivíduo para ele,apenas humanidade onde é necessário ver para prever,podendo desembocar previsões questionáveis,não aceitando o que é dado,mantendo a estática da própria ordem.

PAI, AFASTA DE MIM ESTE CÁLICE

Auguste Comte ofereceu a humanidade o cálice da filosofia positiva. Eleito pai da filosofia positiva, Comte nos ofereceu uma teoria que luta pela estratificação social.
O positivismo proclama as leis da estática e da dinâmica, as quais traduzem a ordem para o progresso.
Comte faz uma análise social em conformidade com o corpo humano a astrologia, divulgando a idéia que um fígado não pode ser cérebro e o sol não pode ser lua e assim deverá ser as classes sociais.
Muitos governantes aplicaram o positivismo buscando a manutenção da ordem para o progresso, utilizando métodos truculentos, cruéis, anti democráticos.
Houve um extenso rio de sangue a correr pelos países, muitas vidas foram ceifadas, bem como liberdade tolhidas.
E por toda esta catastrofe ocorrida (e que não foi pouca) em nome da ordem para o progresso e pela impossibilidade de lutar pelo mundo melhor para mim e para o meu semelhante e pela minha sociedade, externo a minha eterna repulsa ao positivismo. Comte, afasta de mim este cálice positivista.

Educação: aptidão ao real

Augusto Comte era um grande observador da sociedade e de suas relações. Esta por sua vez, era guiada pelos aspectos religiosos e metafísicos. Porém, Comte busca uma ciência capaz de diagnosticar o mal social, afim de, “criar respostas” para auxiliar a população que estava vivendo em meios a grandes acontecimentos, como por exemplo, processos de industrialização e urbanização trazendo como uma das conseqüência a formação de novas classes sociais.
Entretanto, nesse período ocorre uma agitação populacional, pois, muitos acabam abandonando a vida rural e partem para cidades, a fim de melhorar suas condições de vida, formando assim, empreendedores e operadores diretos. Em contrapartida, o positivismo permite uma pequena mobilidade social, diferente de hoje, pois, não sabemos mais distinguir quem é burguês e proletário.
Contudo, o positivismo de Comte articula a importância teórica com a ciência (reflexão) e a técnica (aplicação) com objetivo de interpretar o mundo. Todas as suas leis estavam amparadas na ordem e no progresso, ou seja, a ordem é responsável pelo equilíbrio afim do progresso social. A expressão ver para crer também era utilizada e trazendo a mesma para os dias atuais, podemos ver, por exemplo, a realidade de alguns jovens que buscam os vícios e que muitas vezes questionamos: como serão esses profissionais no futuro? Pois bem, devemos observar a variedade de conexões podendo ultrapassar os pensamentos positivistas que eram redundantes em torno de suas previsões.
Nesse sentido, também devemos abolir a “anarquia” intelectual que pode haver de alguma forma na sociedade, afinal, um filho de operário tem a mesma oportunidade de um filho de médico onde ambos podem estudar em uma universidade de qualidade abrangendo a educação, adaptando-a na realidade e possibilitando a utilização da bagagem de todos os conhecimentos.


“Toda educação humana deve preparar cada um a viver para os outros” Auguste Comte

Larissa Barbin Gasola 1°ano SS - Noturno

Persuasão inconclusiva

O positivismo analisa que os fenómenos, tanto naturais como sociais, não devem ser investigados mas observados em relação as suas leis naturais. Comte associa uma interpretação das ciências e uma classificação do conhecimento a uma ética humana radical.




A "lei dos tres estados" é uma evolução do conhecimento humano que passou por três etapas: a primeira sendo o estado teológico, a explicação do mundo atraves do divino; a segunda o estado metafísico, os agentes sobrenaturais sobre os fenómenos naturais; o terceiro estado o positivo, onde não se procuraria as causas últimas das coisas mas as leis efetivas da natureza. Ele ainda organiza o conhecimento da natureza em cinco ciências distintas seguindo sua divisão por ordem de fenómenos: a astronomia, a física, a química, a filosofia e a física social.




O positivismo é uma doutrina conservadora, onde tudo deve sempre permanece no lugar certo, para servir de auxilio na manutenção do sistema pois a condição para o progresso é a ordem. No Brasil a republica foi proclamada na mais perfeita ordem, na bandeira lê-se a máxima da politica positivista Ordem e Progresso, seguida a partir da divisa comtiana, O Amor por principio e a Ordem por base; o Progresso por meta, representando as aspirações a uma sociedade justa, fraterna e progressista. Em resumo o positivismo substitui a teologia e a metafisica pelo culto à ciência, o mundo espiritual pelo mundo humano e o espírito pela matéria.


Guieni K. B. Castro

Tudo tem seu entretanto.

Comte, em "Condições de Estabelecimento do Espírito Positivo" complementa suas ideias do "Curso de Filosofia Positiva", exaltando a ideologia positiva para o campo político.
É possível destacarmos proposições coerentes e incoerentes, ou seja, fazermos críticas positivas e negativas a respeito de suas ideias.
Comecemos, então, com a crítica saudável à sua percepção de "anarquia intelectual". Segundo esse autor as instituições dessa época estão marcadas por esse "adjetivo".
Para Comte, tais instituções pregam doutrinas que deturbam oprogresso. Como exemplo pode-se citar os inúmeros chamados "dias santos" ou, até mesmo, os feriados convencionais, que determinam dias improdutivos no campo do trabalho, isto é, rompem com a rotina produtiva e do progresso.
De fato, inclusive e, principalmente, nos dias atuais, tais percepções são verídicas. Cada vez mais com a globalização e ascensão cada vez maior do capitalismo, do processode industrialização e progresso, a parada da rotina de trabalho implica um "stop"no crescimento tanto no campo educacional como da produção e repasse do que é produzido.
Entretanto, agora partindo para a crítica negativa, é possível citarmos um trecho da música "Até Quando?" do "Gabriel, O Pensador",para compreendermos a visão errônea de Comte ao propagar o afastamento dos trabalhadores da agitação política:
"Acordo, não tenho trabalho, procuro trabalho, quero trabalhar. O cara me pede o diploma, diploma não tenho, não pude estudar. E querem que eu seja educado, que eu ande arrumado, que eu saiba falar. Aquilo que o mundo me pede, não é o que o mundo me dá. Consigo um emprego, começa o emprego, me mato de tanto ralar. Acordo bem cedo, não tenho sossego nem tempo pra raciocinar. Não peço aprego, mas onde que eu chego se eu fico no mesmo lugar? Brinquedo que o filho me pede, não tenho dinheiro pra dar. Esmola, esmola! Favela, cadeia! Sem terra, enterra! Sem renda, se renda! Não! Não!! Muda, que quando a gente muda, o mundo muda com a gente."
Comte defende um programa social mais interligado aos interesses populares. Porém, como é possível destacar e apreender questões sociais sem os reais interessados poderem opinar sobre as necessidades de transformações?
Ou seja, nãoé possível realizar reformas sociais sem se detectar tais demandas. Para isso, é necessária a participação da massa, pois só quem presencia, sabe da necessidade.

Maria Isabel Baldo Gorno 1° Ano Serviço Social/Noturno

VERDADEIRAS INTENÇÕES


A princípio o positivismo de Comte parece aceitável e até bom, pois sua clara intenção de fazer com que as coisas estejam em ordem para que haja o progresso nos faz refletir que realmente é algo palpável e concreto, ao contrário do espírito metafísico, que somente levava as pessoas a desejar coisas que são irreais. Querer que as pessoas dessem valor ao seu trabalho, que procurassem se aperfeiçoar dentro do mesmo, através de cursos técnicos e ajudá-las a progredir sem que saiam da ordem social impostas por estas leis do positivismo, não é tão ruim se olharmos do mesmo ponto de vista do autor.
Porém há nesta filosofia algumas falhas, tais como: a divisão de classes sociais, o conformismo no qual estas pessoas se submetiam e ainda hoje se submetem, o ver para prever, ou seja, olhando para determinada situação posso saber qual o destino que a mesma tomará isto nos faz lembrar que para esta filosofia não é levado em consideração o todo, mas sim as partes (como visto em Pontos de mutação- Capra). Podemos exemplificar pensando em um garoto que não tem pai, a mãe é alcoólatra e mora na periferia da cidade, qual seria seu amanhã? Se respondermos através do pensamento positivo, nossa resposta certamente seria: este menino irá se envolver no mundo das drogas.
Ao analisar esta obra positivista ao mesmo tempo em que sentimos aversão da mesma também compreendemos que sua intenção foi muito boa, mas de nada adiante mascarar os problemas da sociedade fazendo com que as pessoas fiquem conformadas em viver sem poder sonhar com um amanhã melhor, é como se esta filosofia viesse agregada juntamente com o assistencialismo que visa à solução momentânea de determinada situação, fazer com que as pessoas fiquem nos seus “devidos lugares” não é ajudá-las no todo, mas somente nas suas necessidades básicas.
Comte ao expor seu pensamento positivista desejou a ordem e o progresso da sociedade e através desta filosofia conseguiu até certo ponto, mas a pergunta que fica é: Quem realmente ele quis ajudar: os empreendedores ou o proletariado? Manter a ordem para quem progredir?
De tudo o que aprendemos a suma é: “De boas intenções o inferno está cheio”.