segunda-feira, 9 de maio de 2011

"Durk, heim???"

Utilizar como título da postagem um trocadilho infame com o nome de uma das pessoas mais importantes para a sociologia não parece um bom começo, eu sei, e espero conseguir me redimir ao longo da mesma. Já de inicio, peço desculpa por ter-me desvinculado (ou tentado fazer parecer que sim), momentâneamente, dos valores que aprendi ao longo da vida, que são constrangedores de impulsos e, que teríam me feito escrever um título mais "educado".
Ficou, para mim, um grande "heim?" sobre Durkheim e sua impressionante objetividade. Sei que todo estudo parte de nós, seres humanos e, ao menos até onde sei, somos sempre os pesquisadores, mas não somos sempre os "pesquisados". A sociedade se dá por nós, pelos "nós" que proporcionamos; pensamentos, razões, compreensões, atitudes, transmissões, conexões, compartilhamentos, relações; é disso tudo, e mais, que se compõe a sociedade, não é? Estar em dois papéis -opostos, complementares, dependentes- e ter que saber separá-los organizadamente para que não haja influências entre um e outro me parece complexo demais. E me sinto demasiadamente provida de substratos passionais da consciência que comprometem o meu exame científico de qualquer coisa.
Admiro a capacidade de Durkheim de ter-se conscientizado a respeito de como se desenvolveram, ou se desenvolvem (em parte, fruto de relações "exteriores"),até mesmo as coisas que pensamos ser intrínsecas e instintivas do ser humano. E de ter deixado o conhecimento de que as coerções sociais podem ser de tal forma, que tem influência em tudo do ser individual, tudo, inclusive sentimentos.


Marianna Ambrosio Rodrigues - 1º Serviço Social - Diurno

Vivendo nas Regras da Sociedade...


Para Durkheim, as formas de comportamento do indivíduo, só traduzem os hábitos forjado pelo coletivo.
O domínio vem da sociedade e não do próprio indivíduo. A sociedade faz pressão para que o próprio indivíduo mantenha um cotidiano, que desde criança vem sendo educado e moldado para fazer parte da sociedade, quer ele queira ou não, e se não for assim não fará parte da sociedade.
Dentro da sociedade, tem que saber se vestir, se comportar, etc... se não provocará risos e afastamento de pessoas.
Em um dos trechos ele cita que, "SOMOS ENTÃO VÍTIMAS DE UMA ILUSÃO QUE NOS FAZ CRER QUE ELABORAMOS, NÓS MESMOS, O QUE SE IMPÔS A NÓS DE FORA".[p.5]

Durkheim parte da idéia de que o indivíduo é produto da sociedade. Como cita Aron, “[...] o indivíduo nasce da sociedade, e não a sociedade nasce do indivíduo” (2003, p. 464). Logo, a sociedade tem precedente lógico sobre o indivíduo. Durkheim definiu como objetivo da sociologia o fato social, o entende como fato social, “[...] todos os fenômenos que se dão no interior da sociedade, por menos que apresentem, com certa generalidade, algum interesse social” (DURKHEIM, 1999, p. 1). Porém, dessa maneira poderíamos ver todos os acontecimentos como sendo um fato social, pois como Durkheim “[...] todo o indivíduo come, bebe, dorme, raciocina, e a sociedade tem todo o interesse em que essas funções se exerçam regularmente” (DURKHEIM, 1999, p. 1). Logo, se considerarmos esses objetos como sendo fatos sociais a sociologia perde o seu domínio próprio. Assim, “[...] só há fato social quando existe uma organização definida” (DURKHEIM, 1999, p. 4), como regras jurídicas, dogmas religiosos, morais, etc.
Dessa maneira, fato social, é,
[...] toda maneira de fazer, fixado ou não, suscetível de exercer sobre o indivíduo uma coerção exterior; ou ainda, toda maneira de fazer que é geral na extensão de uma sociedade dada e, ao mesmo tempo, possui uma existência própria, independente de suas manifestações individuais. (DURKHEIM, 1999, p. 13).
Para Durkheim o modo como o homem age está sempre condicionado pela sociedade, logo a sociedade é que explica o indivíduo, as formas de agir apresentam um tríplice caráter: são exteriores (provem da sociedade e não do indivíduo); são coercitivos (impostas pela sociedade ao indivíduo); e, objetivas (têm uma existência independente do indivíduo). Portanto, os fatos sociais são exteriores, coercitivos e objetivos.
A primeira regra fundamental é considerar os fatos sociais como coisas. Durkheim define coisas dizendo que “[...] as coisas sociais só se realizam através dos homens; elas são um produto da atividade humana” (DURKHEIM, 1999, p. 18). Assim,
É preciso portanto considerar os fenômenos sociais em si mesmos, separados dos sujeitos conscientes que os concebem; é preciso estudá-los de fora, como coisas exteriores, pois é nessa qualidade que eles se apresentam a nós. (DURKHEIM, 1999, p. 28).
Durkheim entende que Spencer e Comte declararam que os fatos sociais, são fatos naturais, porém não trabalharam os fatos sociais como coisas. Logo, para Durkheim a primeira regra é considerar os fatos sociais como coisas. Dentro do pensamento positivista, deve-se eliminar completamente a influência dos fatos subjetivos e individuais, dessa maneira garantiria a imparcialidade e a neutralidade, portanto esse é o motivo de considerar o fato social como “coisas”.
Em relação a este método, cabe assinalar duas coisas. Em primeiro lugar, que Durkheim compara a sociedade a um “corpo vivo” em que cada órgão cumpre uma função. Daí o nome de metodologia funcionalista para seu método de análise. Em segundo lugar, como se repete novamente a idéia de que o todo predomina sobre as partes. Para Durkheim, isso implica afirmar que a parte (os fatos sociais) existe em função do todo (a sociedade). (SELL, 2001, p. 136).
Assim, Durkheim procura identificar a vida social do indivíduo de acordo com a sociedade, e, que a sociedade possui um papel fundamental na vida social do indivíduo, esse holismo, holoiós, que em grego significa “todo”, assim que “[...] o todo predomina sobre as partes” (SELL, 2001, p. 130).

Ou seja, melhor resumindo:O fato social como já foi dito é tudo aquilo que de uma forma ou de outra coagi (ou impõe) uma vontade ou idéia comum sobre os indivíduos, fazendo-os aceitar as regras de sua sociedade mesmo contra sua vontade!

Lúcio Willian Mota Siqueira, 1º ano de Serviço Social - Diurno

Fatos Sociais

Para Émile Durkheim, fatos sociais são "coisas". São maneiras de agir, pensar e sentir exteriores ao indivíduo, e dotadas de um poder coercitivo. São fatos sociais: regras jurídicas, morais, dogmas religiosos, sistemas financeiros, maneiras de agir, costumes, etc.

Segundo Durkheim, os fatos sociais constituem o objeto de estudo da Sociologia pois decorrem da vida em sociedade. O sociólogo francês defende que estes têm três características:

Coercitividade - característica relacionada com a força dos padrões culturais do grupo que os indivíduos integram.

Exterioridade - esta característica transmite o fato desses padrões de cultura virem do exterior e de serem independentes das suas consciências.

Generalidade - os fatos sociais existem não para um indivíduo específico, mas para a coletividade.

É um fato social toda a maneira de fazer, fixada ou não, suscetível de exercer sobre o indivíduo uma coação exterior.”; ou ainda, que é geral no conjunto de uma dada sociedade tendo, ao mesmo tempo, uma existência própria, independente das suas manifestações individuais.” Ou ainda: Todas as maneiras de ser, fazer, pensar, agir e sentir desde que compartilhadas coletivamente. Variam de cultura para cultura e tem como base a moral social, estabelecendo um conjunto de regras e determinando o que é certo ou errado, permitido ou proibido.”

Imposição de valores.

Segundo Durkheim fato social é tudo aquilo o que lhe é imposto pelo meio exterior, até mesmo coisas que você pensa que faz por vontade própria, na verdade você as faz porque a sociedade te leva a fazer. Ou seja, o indivíduo já vem moldado com valores, crenças, modos de pensar, de agir etc. desde pequeno, valores estes que vão de acordo com o meio social em que o mesmo vive.
Se hoje olharmos à nossa volta veremos uma sociedade padronizada, muitas vezes com as mesmas aspirações, porque nós já crescemos aprendendo determinadas coisas, com a noção de certo ou errado, do que pode ou não pode ser feito.
Para Durkheim cada sociedade tem sua particularidade e a mesma tem plena possibilidade de se desenvolver independente de qualquer outra civilização. E hoje o que vemos é um mundo globalizado, onde quase não há muitas diferenças culturais, mais é claro que há exceçoes. E por causa dessa "padronização" da sociedade, quando vemos alguma cultura diferente, ficamos extremamente espantantados e julgamos sem conhecer a essência.
Ao realizar o estudo sobre " As Regras do Método Sociológico" ( Émile Durkheim), podemos em fim, saber o que fato social.
Esse fato social, é aquilo que analisamos como coisa. Esta coisa é tudo aquilo que compreendemos como razão que exercem sobre nós, indivíduos, tem como substrato o agir do homem sobre a sociedade, de acordo com as regras sociais. Esse conceito de fato social como " coisa" vem desde a época de Augusto Comte, so que para Durkheim, Comte apelava para uma noção metafísica ao conceber o progresso como o sentido de toda a historia, ele se distancia da verdade sociológica.
Durkheim deixava claro que a sociologia levava vantagem sobre a psicologia

Fato Social

Durkheim afirma que os fenômenos sociais são afetados pelo sentimentalismo, que é exercido regularmente e em ordem.

O ser humano quando criança aprende e age do modo que seus pais agem, crescem acreditando em crenças, costumes e seguindo uma educação que lhe foi imposta. Tem atitudes padronizadas pela sociedade, se prende em valores de seus ancestrais sem perceber e não consegue fugir desta mecanização.



Antes mesmo de nascer

Nesta crença deverá crer

Comer, beber, dormir

Do meu modo deverá agir!

Aqui quem fala é a sociedade

Que te manipula e se faz dona da verdade

Você não tem pra onde ir

Discorda da minha verdade, mas não consegue fugir.


Fernanda Meneghel Justi - 1ª Ano Serviço Social - Diurno

Imposição da Sociedade

                                                                       
          O Pós-Positivismo se origina do Positivismo do Comte, é um conceito que geralmente, a sociedade quem determina as regras sociais, criado por um francês chamado Émile Durkheim.
          No texto, ele explica o que é fato social e demonstra como isso ocorre, o Durkheim disse que cada comportamento representa o tipo de cultura que possui, mas isso vem adquirindo ao longo do tempo, maioria das vezes é a sociedade quem impõem o hábito que a população deve inserir, com o passar do tempo acaba influenciando e as pessoas recebem e torna-se o costume. E as pessoas que não sofreram essa alteração de incluir as ideias transmitido pela sociedade é considerado como estranho, fora do padrão que naturalmente é excluído. Ele também critica que a religião aparece para minimizar a situação e fazer com que as pessoas aceitarem, com a teoria de que é uma causa divina e é por isso que a sociedade é feito desta maneira.
          Muitas vezes, o meio leva as pessoas inconscientemente para um caminho que nem o próprio indivíduo sabe a razão ou do qual assunto se trata, isso acontece, porque somos contagiado pela situação que vivem todos os dias ou que está ao nosso redor. Algumas pessoastem vergonha de assumir ou fazer coisas que lhe dão prazer, seja o que for: religião, sexualidade e outras coisas, por medo de ser criticado ou mal visto e conseqüentemente ser isolado pelos seres humanos devido os comportamentos que a sociedade exige, então preferem esconder, porém com o passar do tempo, perde a própria personalidade, incorporando os valores de outro grupo, deixa sua identidade verdadeira de lado e acaba seguindo a vontade da sociedade, fazendo as coisas conforme as regras sociais de maneira espontânea.
          As leis são feitas pelo consenso da sociedade, pois precisam de apoio de maioria para ser instalado no cotidiano, não só a regra, inclusive as culturas, tradição e outros fatores, devemos olhar a sociedade de uma forma diferente mesmo que o nosso senso depende do movimento da sociedade em que vivemos. Pois maioria das visão que temos são ensinados desde pequeno, nós mesmo incorpora essas ideologia, devemos analisar e despir as coisas de acordo com o nosso olhar e não ser influenciado pelo mundo ou pelo nosso sentimento que afeta no exame científico dos fenomenos sociais.    
         

Coisificação do objeto

Durkheim vem trazer a idéia de tratar o objeto estudado como coisa, pois segundo ele, só assim conseguiremos conhecer a essência do que estamos estudando.
Levando em consideração a ciência social, cientista e objeto estudado são os mesmos - seres humanos - essa coisificação é complicada de ser entendida, porém tem uma razão, o cientista que trata seu objeto de estudo como coisa, consegue chegar a sua essência, pois não mistura seus sentimentos, suas percepções, seus conceitos, apenas analisa a situação estudada.
Porém, quando pensamos em sociedade, não podemos pensar de forma pessoal, ou individual, pois isso não se torna possível, chamo isso até de instinto, qualquer atitude ou pensamento pessoal, mesmo que de forma inconsciente, pode ser uma atitude pensando na sociedade.
Nesse contexto, podemos perceber que a educação é formar o ser social, lhe impondo regras, que aos pouco vão sendo implantadas no mais íntimo do ser de cada pessoa. Analisando que fato social é todo aquele que não depende de situações individuais, mas sim do comportamento do homem diante da sociedade, de acordo com as regras sociais.

Josilene Facioli - Serviço Social - diurno

Um molde para a Sociedade


Émile Durkheim em sua obra " As regras do Método " aborda sobre Fato Social que consiste em todo comportamento humano que não vem no individuo e sim da sociedade de acordo com as regras sociais.
O fato social pode ser observado em três pontos :
  • Como coisa: a Sociologia é a única ciência em que o observador e os observados são constituidos do mesmo material, tem sentimentos e emoções. Porém tem que ser examinado com um olhar desprovido de sentimento, só assim consegue analisar a essência.
  • Como imposição: São impostos regras, visões e comportamentos, seria a reprodução de um molde coletivo; como o jeito de se vestir, o momento certo de se casar e como devem ser construidas as residencias. Estamos tão alienados a isso que a acomodação ás regras nos fazem acreditar que alguns sentimentos são frutos de nossa própria elaboração.
  • Os fenômenos sociais cumprem uma determinada função.

Livia de Paula Barbosa - 1° ano de Serviço Social

O conhecimento coletivo

Para Durkheim, para se compreender os fatos sociais era preciso os classificá-los como "coisas", e enxergá-los como idéias e não usar as "coisas" para tirar as conclusões. É preciso analisar todo um contexto do meio em que está inserido, para assim, fazer um pressuposto do que realmente significa.
Assim como Comte, Durkheim acreditava que era preciso colocar a sociedade como um fator-chave de suas análises, pois só conhecendo um todo, para tirar conclusões parciais.
É fato também que a educação, até mesmo hoje em dia, é imposta "militarmente" pois não dá espaço para a espontaneidade, visto que as regras acabam forjando o ser social. É isso que muitas vezes toma conta da sociedade, o conhecimento coletivo, a não-opinião e a alienação.

Karen Tidori Kuboyama- 1º ano SS diurno

AS APARÊNCIAS ENGANAM

O QUE MAIS CHAMA A ATENÇÃO NO TEXTO DE DURKHEIM, SOBRE O FATO SOCIAL.É A MANEIRA COM QUE ELE LEVA O LEITOR A REFLETIR AS DIVERSAS QUESTÕES QUE TODO INDÍVIDUO ESTÁ SE RELACIONANDO A TODO MOMENTO NA SOCIEDADE. UMA DELAS, É A REFLEXÃO DA IMPORTÂNCIA DE OLHARMOS NÃO DAS IDÉIAS PARA AS COISAS, MAS DAS COISAS PARA AS IDÉIAS. EIS O GRANDE DESAFIO QUE IREMOS ENCONTRAR DE MANEIRA MUITO REAL EM NOSSA PROFISSÃO DE ASSISTENTES SOCIAIS. O FATO DE OLHARMOS PARA ALGO QUE O INDIVÍDUO ESTÁ VIVENDO E NÃO O JULGAR ANTES DE PESQUISAR TODO O CONTEXTO EM QUE ESTE ESTÁ, É UM GRANDE DESAFIO, AFINAL VIVEMOS EM UMA SOCIEDADE EM QUE AS APARÊNCIAS É TUDO, E IR CONTRA A MARÉ, SERÁ MUITAS VEZES IR CONTRA NÓS MESMOS, NOSSA MANEIRA DE OLHAR E PENSAR. TENHO CERTEZA QUE INÚMERAS VEZES IREMOS NOS DEPARAR COM DIVERSAS REALIDADES EM QUE VAMOS QUEBRAR A CARA, PERCEBENDO QUE NOSSO JULGAMENTO ANTECIPADO NÃO PASSAVA DE UM PRÉ-CONCEITO. O INTERESSANTE TAMBÉM, É A MANEIRA COM QUE ELE MOSTRA QUE A SOCIEDADE É QUEM DETERMINA A CULTURA, A POLÍTICA, AS LEIS E É JUSTAMENTE POR ISSO QUE NÃO PRECISAMOS MUDAR A CULTURA E TUDO MAIS, MAS A MENTALIDADE E OS CONCEITOS DESTA SOCIEDADE, POIS ASSIM ESTÁ CONSEGUIRÁ FAZER BOAS ESCOLHAS E BONS RESULTADOS; OLHAR PARA A COISA E DEPOIS TIRAR DELA A IDÉIA TALVEZ SEJA UMA DAS IMPORTANTES QUESTÕES QUE A SOCIEDADE PRECISE MUDAR URGENTEMENTE. EIS O NOSSO PAPEL, EIS O NOSSO DESAFIO.

Das coisas para as idéias

Tratar as pessoas, que no caso são o objeto de estudo, como coisas, segundo Durkheim, era o primeiro passo para um estudo eficiente da sociedade.

Isso não significa ignorar sentimentos ou o lado metafísico dos cidadãos, mas sim, distanciar-se deles, não envolver-se, para que seus próprios sentimentos e emoções não interfiram na análise. Assim como em outras ciências, seus cientistas não se transformam no seu objeto, um sociólogo deveria avaliar friamente a sociedade.

Durkheim também propõe que o caminho de estudo a se percorrer deve partir das coisas e ir para as idéias, pois se o fizermos ao contrário, vamos mudar o verdadeiro fato tentado encaixá-lo em uma idéia pré-definida. Devemos então conhecer o fato, entendê-lo e depois formular uma idéia sobre o mesmo.

Na perspectiva de Durkheim, um cientista social deve livrar-se de suas pré-noções, pois elas podem norteá-lo erroneamente.

O Pós-Positivismo, que também pode ser chamado de Funcionalismo, nos mostra que o objeto de estudo da Sociologia é o “fato social”. Fenômeno que se dá por tudo aquilo que independe de um indivíduo, e sem pelo agir do homem dentro de regras sociais.
A partir disso, podemos enxergar em qualquer fato na sociedade que cada um é arrastado por todos, ou seja, cada atitude é tomada de acordo com regras já existentes dentro de um circulo social.

Pessoas, Fatos Sociais e Coisas

A ideia de Durkheim em se olhar pessoas ou fatos sociais como coisa é para mim valido por que sem envolvimento emocional fica mais facil de se ver os dois lados dos fatos e/ou pessoas, claro que ai eu estaria sendo positivista e não seria uma boa profissional, mas essa não é a questão... Sem um envolvimento emocional nós podemos nos aprofundar nos temas apresentados a nós podemos olhar sem nenhum (ou quase nenhum) preconceito sobre uma determinada polemica por exemplo os casos de pessoas que entram em escolas atirando pra todos os lado: se o cara não mata ninguem ele é um coitado que foi humilhado pelos colegas sofreu bullying MAS se o cara mata alguem ou como no caso da escola no Rio em que se matou crianças tem toda uma comoção muito grande então sem nem olhar o que o cara sofreu e ele vira um assassino filho da p**** não estou defendendo quem pratica esse tipo de ato só estou exemplificando o que Durkheim diz sobre tratar pesssoas ou fatos sociais como coisa.

"Embora as palavras pareçam firmes, tem algo vazio dentro delas
Nós dizemos, yeah com os braços no alto
Como se estivéssemos nos segurando a algo que é invisível
Pois estamos vivendo à mercê da dor e do medo
Até morrermos, esquecermos, deixarmos tudo desaparecer
Esperando o fim chegar, desejando que eu tivesse força para suportar
Não é isso que eu tinha planejado
Isto saiu do meu controle"
Musica: Waiting  for the end
Autor: Linkin Park
Link: http://letras.terra.com.br/linkin-park/1743262/traducao.html

Fato social e coerção social caminhando juntos.

Em seu texto Durkheim define os fatos sociais, atribuindo-lhes três dimensões :

A coerção social, sendo a força que os fatos exercem sobre os indivíduos, obrigando-os a conformarem-se às regras implantadas pela sociedade em que vivem.

A segunda característica dos fatos sociais é que eles existem e atuam sobre os indivíduos, não dependendo de nossa vontade própria , chamado de exterior aos indivíduos.

A terceira característica é a generalidade onde, os fatos sociais se manifestam em um estado comum ao grupo.

Durkheim dizia que para haver um bom resultado, o sociólogo deveria encarar os fatos sociais como "coisas".

A sociedade age sobre o individuo , modelando-o suas formas de agir e influenciando em seu comportamento.

Assim sendo ,o fato social é coercitivo, ou seja, acaba impondo uma situação direta ou indiretamente; como exemplo:quando um individuo esconde seus sentimentos ou opiniões por medo de sofrer retaliações.

Os comportamentos são impostos pela sociedade. O fato social se reconhece pelo seu poder de coerção externa que exerce sobre a sociedade.

Por fim Durkheim deixa claro que não podemos nos influenciar pelas regras impostas e sim analisar as coisas pela sua natureza.

Fato Social e Cultura


A questão do Fato Social é tratada com Émile Durkheim e merece um pouco mais de atenção. As várias maneiras que a sociedade impõem comportamentos sobre cada um de nós é algo que é possível de maior reflexão. Fatos são diariamente incorporados, não se sabe de onde surgiu nem, muitas vezes, a sua utilidade propriamente dita. A cultura é a grande responsável por tudo isso. Sendo essa diferente em cada lugar do mundo, cada lugar tem suas manias próprias. Tantas críticas às mais variadas religiões e culturas, pelo fato de serem diferente da nossa, não tem que serem feitas. É o fato social que se diferencia do que se está acostumado, mas a liberdade que cada cultura tem de tomar por base os contextos anteriores e fazê-los valer hoje em dia é válida. Por mais 'estranha' que possa parecer, as demais culturas são influenciadas pelo fato social que é concebida a cada uma delas. Visto que cada cultura tem o seu próprio fato social, que pode ou não ter aspectos em comuns com outras culturas, é necessário o respeito à diversidade existente e a cada maneira de agir.

Análise das coisas

O pós-positivismo de Émile Durkheim se enquadra na discussão da sociedade porque ele colaborou para que a sociologia se tornasse uma ciência acadêmica, inserida nas universidades. E a sua primeira regra consiste em olhar os fatos sociais como coisas, tendo que analisar as pessoas com muita frieza, como se fosse apenas fenômenos despedindo de qualquer sentimento e identificação.

Durkheim questiona Comte porque apesar dele ter criado o positivismo ele tinha índices do metafisico. A idéia do positivismo para Durkheim era mais cru, despedida de sentidos, não podia analisar as coisas como permanente progresso mais sim analisa-las com suas características internas.

As manifestações individuais não consistem em um fato social. As regras do convívio social priva uma satisfação individual, mesmo aquelas ações que consideramos nossas tem uma característica social.

O Durkheim prevalece à realidade dizendo que qualquer analise parte das coisas para as idéias e é exatamente isso que nós assistentes sociais devemos fazer. Devemos buscar a essência das coisas, explorar as coisas antes de construir nossas idéias.

Adrielly Bevilaqua Stefani- 1ºano de Serviço Social- Diurno

Coisificar


Os fatos sociais devem ser considerados como coisas na visão de Durkheim.
Seria uma forma de indiferença, para nao termos algo de emocional,
para com o objeto de estudo.Os fatos sociais são coisas,
porque elas estão fora de nós, eles não são um produto ou a criação,
é uma condição pré-existente, e não pode ser conhecida pela reflexão.
Essência do Fato Social

Tratar qualquer um como coisa, analisando seu contexto histórico e não levando em consideração a emoção (do analista) apenas a razão, tendo em vista que a emoção
do analisado pode sim ser um fator de influência sobre seus atos ...
Inclusão das idéias sociais, como verdades absolutas e sensação de que o correto
é apenas aquilo que é aceito por uma coletivo.
Estas,são apenas algumas das várias posições do Pós-positivismo de Durkheim



Leticia Nascimento Silva 1° SS Noturno

Trabalhar em cima dos Fatos e não das Idéias

No texto “ Que é Fato Social “ Durkheim prega que é necessário olhar os fatos sociais como “ coisas “, ou seja, observá-los utilizando da ética e da teoria e não deixando-se levar pelos sentimentos, para que assim se possa realmente analizá-los de forma justa.

Enquanto Comte no seu Positivismo acreditava que nada deveria sair fora do seu lugar na sociedade, Durkheim ( Pós – Positivista ) era contra as Pré – Noções por acreditar que elas atrapalham na busca pela verdade científica.

Enfim, para ele, não devemos nos deixar influenciar pelas regras que nos foram impostas pela sociedade, e sim observar cada fato como natural e tentar entendê-lo dentro de seu contexto e não julgá-lo com os pré-conceitos em que vivemos...

Forçados...

"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar." Nelson Mandela

As crianças quando nascem recebem uma educação imposta pelos seus pais ou mestres, estas cheias de regras e obrigações que mostra como elas devem agir, ver e sentir. Porem, nossa realidade é assim, sempre somos forçados por uma educação dominante que não nós permitem uma liberdade de escolha.

Mas como já disse Nelson Mandela, se podemos ensinar o errado porque não ensinamos o correto ou se não o mais humano?




Nelson Mandela estampado no macacão do músico na África do Sul.

http://comercionacopa.wordpress.com/2010/05/23/som-para-os-ouvidos-e-para-a-alma/


Marcos Limonti 1º SS Noturno

Fato social – Despido de preconceito e emoção

Inspirado na ideologia Positivista, o Funcionalismo ou Pós-Positivismo de Émile Durkheim propõe ir mais além. Para isso, o mesmo defende a tese de que para se fazer uma análise ideológica eficiente é preciso considerar o objeto ou pessoa como “coisa”. Sua posição diante dos fatos sociais é completamente neutra. Durkheim defende uma análise das coisas para as idéias e critíca o oposto.

De acordo com os princípios analíticos de Émile Durkheim, nossa sociedade dita regras de como devemos encarar certos fatos. Porém devemos nos despir dos preconceitos, tentando enxergar o fato como ele realmente é, não levando em conta o sentido axiológico e nem nos desviarmos pelas emoções, seguindo exatamente a razão.

Levando para o sentido do nosso curso, devemos nos abster de valorização sobre as necessidades e direitos que os indivíduos mereçam ou devam ter, analisando a situação friamente e tomando decisões que não sejam contaminadas de preconceitos nem emoções.