terça-feira, 17 de maio de 2011

Solidariedade: Para manutenção da ordem, papéis sociais e coesão social.

















Qual a função da divisão do trabalho? Esta idéia está ligada ao sentido de qual papel cumpre, ou seja, a que necessidade social corresponde?Vejamos por exemplo o fato social do direito, este busca atender às normas sociais, o da família ou fato social do casamento é um órgão criando novas células para reprodução da sociedade, toda a formalidade envolvida guia a sociedade para sua reprodução. A divisão do trabalho tem o sentido de gerar solidariedade, segundo Durkein uma solidariedade que busca fazer com que o sujeito negue sua identidade em nome do coletivo e se comprometa com seu papel social, para perpetuar a organização. Para ÉMILE DURKEIN, o trabalho moraliza o homem e o mais importante é a moral, que para ele é o dever de agir em prol conjunto. Segundo o mesmo, a imoralidade materializa o indivíduo, faz o “corpo social” degenerar. Para Durkein, o trabalho é o elemento central de organização da sociedade, deve-se negar a si em nome da coesão social, esta coesão refere-se à sociedade continuar funcionando permanentemente e a diversidade vai aparecer da diferenciação social, diferenciação aceita em nome da luta pacífica pela vida, cumprimento dos papéis sociais e manutenção da ordem.





Cássia Regina Rosa 1º ano de Serviço Social Diurno

Sociedade

O texto A Função da Divisão do Trabalho de Émile Durkheim aborda a questão da moral, afirmando que não esta nada provado que a civilização seja uma coisa moral e que a ciência, apresenta em certas condições um caráter moral.
Em uma passagem do texto, Durkheim diz que o maior numero de suicídios se encontra no centro industrial e que esse numero cresce a medida que as artes, as ciências e as indústrias progridem.

Segundo Durkheim, somos obrigados a não ficar ignorantes e para que as sociedades possam viver nas condições de existência que lhes são agora proporcionadas, é preciso que o campo da consciência, tanto individual como social, se entenda e se classifique.

FERNANDA MENEGHEL JUSTI - 1ª ANO SERVIÇO SOCIAL DIURNO


A Divisão do Trabalho Entre a Civilização e a Moral. .

A os olhos de Comte, à divisão do trabalho não era apenas um fenômeno puramente econômico, mas sim a condição mais essencial da sociedade, capaz de aumentar simultaneamente a força produtiva e a destreza do trabalhador, criando as condições necessárias para o desenvolvimento intelectual e material das sociedades, é a fonte da civilização.
Sob esse aspecto Durkheim, desconsiderando os efeitos econômicos que provem das atividades industriais que para ele não soavam imorais, podemos considerar muito mais relevante o efeito moral produzido pela divisão do trabalho e a sua verdadeira função que é criar, entre duas ou várias pessoas um sentimento de solidariedade, formando associações entre seres que se complementarão , tornando-se mutuamente independentes dentro da sociedade.

O “organismo” social


Para Durkheim, cada fragmento caracterizado pelos indivíduos de uma sociedade desempenha seu papel fundamental nela. Assim como no corpo humano cada órgão desempenha sua determinada atividade a fim de manter a ordem de todo o organismo, um depende do outro. É com este modelo de análise que Durkheim analisa a sociedade. O trabalho tem função de equilibrar o coletivo, unir as pessoas. Um fato social só é explicado por outro fato social, há sempre uma conexão.

A função da divisão do trabalho para Durkheim é bastante fundamentada no funcionalismo: A quê necessidade social corresponde determinado fenômeno? Como por exemplo, comemos de garfo e faca para nos mostrar organizados, na falta deles nos vemos impossibilitados de comer, sem termos a percepção de nenhuma outra alternativa, sequer cogitando a hipótese de comer com as mãos em função da intensidade com que essa moral nos atinge. Esta é a sociologia de Durkheim, buscar a função de cada coisa. Sua maior preocupação é a coesão social, sem deixar a sociedade “descambar”, seja pela insatisfação ou quaisquer razões.

Tudo está ligado ao todo. Nunca vamos pensar em um fato superficialmente, e principalmente isolado. Exemplo: Para quê uma pessoa estuda? Não só para o seu crescimento pessoal, mas para contribuir com o crescimento coletivo desenvolvendo pesquisas e prol de todos, ou até mesmo no âmbito comportamental. Uma pessoa provida de maiores conhecimentos tende a agir com maior ética influenciando no melhor convívio dentro da sociedade.

O sangue do nosso corpo são os laços da sociedade, nada funciona sem ele. Assim como o sangue dá a vida, o trabalho gera a solidariedade no sentido público. Essa divisão do trabalho é apenas uma civilização interna, contudo, sem deixar de ter um sentido moral. É esta moral que não nos permite ver o trabalho como algo sacrificante, mas como algo que dignifica o homem, o sentido econômico é contra esta idéia, pois leva ao individualismo.

A idéia da divisão do trabalho é a forma de ver pelo prisma da solidariedade. O que nos atrai no outro é justamente a oposição, pois buscamos o complemento, esta metáfora é utilizada para explicar a solidariedade justamente por ser uma negação de si mesmo, uma solidariedade introjetada que o indivíduo vai recebendo durante a vida, como: não mate, não roube, respeite os mais velhos, trabalhe etc. Foi a assimilação da ordem estabelecida é que se chegou à coesão.

Sendo assim, temos um corpo formado: as mãos (trabalhadores), o coração (estado que ampara), cérebro (sociedade capitalista) e o sangue que sustenta e que mantém.


Marlu Barcaroli - 1º SS diurno

GRANDE PAI DA SOCIOLOGIA

Ao ler Durkheim não vejo um homem além de seu tempo. Contribuiu definitivamente para o desenvolvimento científico na área de humanas, com certeza. E felizmente (ou será infelizmente?) influencia nossa sociedade contemporânea.
Sendo um homem de seu tempo, possuía em seus escritos diversos preconceitos do contexto social em que germinou. Busca, sem se questionar, provar, se utilizando da ciência, a inferioridade feminina. Utiliza-se, ao falar de outras culturas, de termos pejorativos. Vê a divisão do trabalho como algo harmônico e que mantém saudável a sociedade.
Alguns dirão: "deve-se respeitar o contexto histórico em que o escritor está inserido". Porém, a partir do momento em que se aceita, sem questionamentos, tais teorias, abre-se pressuposto para que elas sejam assimiladas e legitimadas pela sociedade. Não se pode esquecer que o positivismo foi a base ideológica para o florescer dos Estados fascistas do século XX. Fico entristecido ao ler Durkheim e perceber que a sociedade em que vivemos, que se proclama tão avançada, ainda está baseada neste discurso positivista e reacionário.


Pedro Fernandes Russo - 1SS diurno