sábado, 21 de maio de 2011

A ponte marxista

Marx e Engels desenvolveram um raciocínio sobre o qual a critica ao socialismo metafisico (que só leva a utopia) esteve sempre presente. Engels por sua vez explora o socialismo como algo espontâneo, mesmo sendo um burguês era um observador de campo, conheceu a vida operaria, foi namorado de uma operaria irlandesa Mary Burns, mas não chegaram a se casar devido as diferenças de classe. Marx por sua vez era um intelectual de "porta fechada" quem lhe sustentava economica e racionalmente, dando a real noção da rotina e vida da classe operaria era Engels, ele era a ponte. No texto Engels enaltece o iluminismo, por se tratar de um movimento que tirou o poder da mão do clero, mas com o passar do tempo acabou centralizando privilégios a burguesia; tudo passou a ser representado pelo poder da burguesia (que cria sua própria síntese) e do capital. O socialismo primitivo lutava pela ordem de direitos de igualdade entre a burguesia e o operariado, mas era necessário que os trabalhadores entendessem o capitalismo para combate-lo (tarefa essa que o Engels não conseguia desempenhar com sucesso), foi dado assim como ideia base a necessidade do capitalismo para existir o socialismo. Os primeiros pensadores responsáveis pelo socialismo primitivo, tinham diferentes ideias que se interligavam em um só contexto final de ilusão mediante a forma de imaginar o impossivel, por isso foram caracterizados por Engels como utópicos.






No entanto o socialismo cientifico teve como base a dialética retomando a visão do todo, do capital se tem como exemplo a seguinte definição: o homem moderno tem a ciência como matéria prima de seu sistema, desenvolvimento da tecnologia, maquinario, etc (síntese), aumentando assim a produção e o consumo exacerbado (tese), decorrencia da miséria e do acumulo de capital (antítese) e desenvolvendo mais uma vez uma luta de classes. A burguesia amplia a produção final e desvaloriza ainda mais o trabalho do proletariado, todo trabalho não pago é apropriado pelo capitalismo ( mais valia). A economia passa a determinar todo modo de vida, foi "necessário" que os salário tivessem um aumento para que o operario se tornasse consumidor, dando a impressão de que também participavam da acumulação (sem ter outra saída) não pertencendo mais a classe trabalhadora. É definido então no texto que a divisão social não depende da cultura vigente mas da variação do modelo de produção e de troca em cada pais, que vem a definir a capacidade economica e de evolução das espécies.


Guieni K. B. Castro