domingo, 29 de maio de 2011

O caminho.


Na obra de Engels, fica destacado que só obtemos uma analise científica da sociedade a partir de uma minuciosa interpretação histórica materialista.
Para Engels e Marx, para que haja um regime de igualdade, precisamos desenvolver o próprio socialismo. Para que algo seja feito, precisamos conhecer o capitalismo em si. Já que para que cheguemos ao socialismo, tal caminho é fundamental, segundo eles.
Destaca também a importância do pensar em movimento, propõe socialismo através de criticas e intensifica que o mesmo não apareceu graças a "seres iluminados", mas sim á questões históricas e analises da realidade, surgindo então materialismo dialético, onde analisando as transformações históricas passamos a entender a estrutura do capital.

Rita de Cássia, 1º s.s, noturno.

Friedrich Engels

Engels expõe os méritos e os equívocos das teorias socialistas do passado: “para converter o cocialismo em ciência era necessário, antes de tudo, situá-lo no terreno da realidade".

Dialéticas do Socialismo e do Capitalismo


Engels Para Quanto mais produz o acúmulo de riquezas, mais gera miséria.....

As contradições estão na Economia e não na cultura ou perspectiva da sociedade..

É como a leis da MaisValia = quanto mais se produz, menos se ganha....podemos dar

Um exemplo real.... um trabalhador que trabalha por 8 horas diárias para ter um salário fixo no final do mês em uma fábrica... onde o equivalente a 1 hora de seu trabalho paga-lhe o seu salário e o restante é lucro do empreendedor...ou seja as outras 7 horas diárias são lucro do empreendedor.

Mas uma maneira de camuflar esta situação, criou-se uma sutileza – como na época do Ford que remunerava melhor seus funcionários (trabalhavam na ind. Automobilística), dizia que seus funcionários tinham o direito e o poder para comprar seus produtos. Criando assim o consumismo....

Cibeli Pacheco Melo Oliveira 1º S.S. Noturno

Um novo Socialismo

Engels parte da idéia de que não bastava imaginar e desejar um “mundo novo”, ou seja, só um estado de alma não era suficiente, era necessária transformação, e o homem só conseguia transformar se entendesse do que queria transformar.

Enquanto só havia um Socialismo primitivo, onde os socialistas acreditavam numa verdade revelada, pensavam ser “iluminados”, e consideravam desnecessário o entendimento, achando que apenas a razão pensante era capaz de transformar, surgiu, com auxílio de Engels, um Socialismo professado por Marx, que vinha romper com a metafísica da Filosofia, um Socialismo que baseava-se na ciência e tinha como base uma análise intensa da sociedade e de suas características.

Falava-se na libertação de toda a humanidade de um sistema opressor, e Engels surge com a idéia de que era necessária a distinção entre as classe, pois o proletariado era a classe realmente oprimida.

Engels então tinha uma conclusão sobre o Socialismo existente até ali, e vinha quebrar com o mesmo, inovando a visão sobre a sociedade, enquadrando tal sociedade em sua dialética.
"A massa não é apenas objeto da ação revolucionária; é sobretudo sujeito" Rosa Luxemburgo







No livro “Do socialismo utópico ao socialismo científico” Engels faz alusão aos teóricos do socialismo utópico: Saint- Simon, Owen e Fourier. Elogia-os por serem os primeiros a pensar um socialismo, mas defende que é necessária uma ação mais concreta a partir da organização da classe trabalhadora.

Engels é contrário à metafísica por ela lidar com as coisas de maneira estática, rígida. Defende deve ser seguido o caminho da dialética para chegar a um conhecimento exato, usando o esquema: tese, antítese e síntese. É dada uma tese inicial, usada uma antítese como forma de oposição à tese e desse confronto entre tese e antítese surge a síntese.

Pela dialética a revolução socialista se daria pela tensão social provocada na classe trabalhadora pela mais-valia. O Estado tomaria o controle dos meios de produção e seria encarregado de distribuir a riqueza produzida de uma forma igualitária e num segundo passo quando não existisse mais uma classe social dominada, o Estado não teria mais necessidade de existir.


MARX (Nem contra, nem a favor)



Marx viveu em um tempo em que os homens se debatiam em conflitos, outros filósofos já haviam interpretado o mundo de diversas maneiras quando ele concluiu, "Cabe agora transformá-lo".
Os conflitos continuam aparentes, mas felizmente vários cidadãos ( alguns Marxistas e outros não) trabalham efetivamente para construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

DANUSA BARBOSA DINIZ / 1º Ano SS Diurno

Tese VS antítese = síntese


Para Engels esse é o método cabível para o entendimento profunda de todas as ramificações da sociedade. Devemos estudar as coisas partindo de um pressuposto de que sempre tem forças que se sobrepõem forças essas que, estão em constante mudança gerando assim um produto sempre novo a cada momento.

O socialismo para ser efetivado deve ter bases nessa analise, caso contrario temos ai, o socialismo utópico, algo que só será eficaz no plano mental de quem o idealista. Para a implementação de uma solução para qualquer problema a qual se passa a de se fazer uma analise no plano do agora, no contexto imediato, pois para Engels a realidade sempre está em mutação e as soluções não estão no passado e sim no presente, no agora.

Partindo desse ponto percebemos que a analise da sociedade contemporânea não se pode partir bases rígidas do passado, pois a realidade e mutável e, a aplicação de soluções por meio de estudos que se remetem totalmente do passado é passível de equívocos.


Aldivio Alves Lisboa ss noturno

O surgimento das classes sociais do capital.

Há muito tempo atrás em um período conhecido como feudalismo, a Europa estava dividida entre senhores feudais, servos e o clero que apoiava a manutenção do sistema. Aos poucos surgiu um novo grupo social que ficou conhecido como burgueses. Os nobres por gostarem dos luxos e mimos trazidos pela burguesia os transformaram em bobos da corte, com o intuito de aumentarem a sua diversão cotidiana.

Os anos se passaram e novas terras no além mar foram descobertas, as rotas comerciais para as índias foram consolidadas e a burguesia se encarregava do trabalho sujo de trazer os benefícios longínquos para a Europa. Sem perceberem o feudalismo deixou de existir, monarcas apoiados pelos burgueses subiram ao poder, mantendo seus aliados como seus bobos da corte.

E passaram-se mais anos e os monarcas tornaram-se marionetes nas mãos da burguesia, que percebeu que aquela era à hora certa para sair do plano de fundo e assumir claramente o controle. Foi então que uma série de Revoluções atingiu a Europa, primeiro para colocar presidentes, imperadores ou ministros burgueses no poder, e também vieram às famosas Revoluções Industriais que criaram o armamento necessário para o aumento do poder burguês.

E assim ficou claro qual era o nome daquele período que se iniciou com o fim do feudalismo, era o capitalismo. A burguesia que possuía o controle das grandes nações e detinha os melhores meios de produção não quis sujar suas mãos, e resolveu criar um exército para fazer o trabalho pesado, que ficou conhecido como o proletariado.

A burguesia explorava ao máximo os proletários, embora fosse um exército de humanos, eles eram tratados como meras peças mecânicas facilmente repostas. Mandados para as fábricas os proletários encontraram fome, morte e miséria. Eram explorados pelos seus criadores, se trabalhavam 18 horas por dia, apenas uma hora constituía seu escasso salário, essa exploração atingia igualmente crianças, idosos e doentes.

Revoltosos com a sua situação o proletariado resolveu assumir o papel de antagonista contra os seus criadores, dentro das fábricas burguesas começam a se organizar e a pensar nas estratégias de luta, começam a criar uma consciência de classe, assumem o seu papel de antítese...

Alex Almeida da Silva 1º SS – Diurno.

Da utopia para o positivo

Na obra “Do Socialismo Utópico ao Socialismo Científico” Engels propõe que enxerguemos o socialismo como ciência e não como um sistema político sustentado pelos pilares da imaginação, ou seja, que não se realize apenas no plano das ideias, mas que se alicerce numa análise rigorosa, criteriosa e positiva da sociedade. Para isso utilizamos o método científico desenvolvido por Marx como principal ferramenta de análise social.
Engels, que fora a campo realizar suas pesquisas, defende que é preciso entender e conhecer a essência do capitalismo. Classifica as teorias de socialismo elaboradas pelos pensadores Fourier, Saint-Simon e Robert Owen como teorias sem fundamento algum, baseadas apenas na utopia e reforça que o socialismo deve ser visto e elaborado como ciência. Inicia sua obra elogiando o movimento Iluminista pela emancipação dos homens ao poder absolutista, tornam-se, portanto, comandantes de suas próprias vidas. Surge assim a burguesia, uma classe dominante que buscava converter às suas características todos aqueles que ela domina e explora. Marcada pelo egoísmo e por grandes contradições no processo de universalização de suas características, a burguesia passa a explorar cada vez mais a classe trabalhadora, enxergamos então que a diferença está no processo de produção e não no nosso cotidiano, uma vez que a burguesia procurou trazer para os explorados as suas características de vida na intenção de alienar os trabalhadores. De forma acessível, hoje consumimos e utilizamos os mesmos produtos que a burguesia, dessa forma, podemos enxergar a grande contradição gerada pelo capitalismo e que enfraquece ainda mais a nossa antítese.
Bom, são duas as formas de exploração: a mais-valia absoluta e a mais-valia relativa, essa segunda surge com o desenvolvimento de maquinários, que vai além da exploração da força de trabalho, há também a expropriação do saber, da criatividade, além é claro, do aumento nos lucros do capitalista. A sociedade está em constante transformação, baseada no modo de produção de cada época. Hoje o trabalhador não se vê mais no seu trabalho, uma vez que criadas as células dentro das indústrias, o trabalho passou a ser fragmentado exigindo do funcionário apenas o conhecimento necessário para determinado passo no processo de produção de algum produto.
Enfim, são evidentes as contradições do capitalismo, o antagonismo entre exploradores e explorados, devemos agora investigar e analisar esse sistema econômico para alcançarmos a transformação.

As bases teóricas do Socialismo Cientifico

Engels era um burguês, foi através de sua amante que foi possível a ele conhecer a vida operaria. Junto com seu grande parceiro Marx elaborou as bases teóricas do socialismo cientifico, que se diferencia do socialismo utópico, baseando-se na ciência.

No socialismo primitivo autores como Henri de Saint-Simon,Charles Fourier e Robert Owen acreditavam que a solução dos problemas viriam dos céus. Para Saint-Simon os que eram capazes de produzir riquezas deveriam tomar o poder, pois são os mais aptos para produzir para todos. Owen acreditava na coesão social através do trabalho. Já Fourier que a pobreza surge da contradição enquanto uns não tem nada, outros tem em abundancia.

Para Marx e Engels o socialismo deveria ocorrer quando as condições estivessem propícias, não seria possível fazer socialismo a partir da miséria. Seria na sociedade capitalista o momento exato, pois existia ciência e tecnologia para gerar benefícios a todos.

O segredo do capitalismo seria a mais-valia. Assista o video:
http://www.youtube.com/watch?v=k9Emf4fnp7I

No decorrer da história a produção passou por vários caminhos, no inicio o trabalho era artesanal, além do salário recebia o conhecimento. Na produção capitalista os proprietários do meio de produção se apropriam do fruto do trabalho social. Os trabalhadores aprendem a fazer apenas uma parte e nem sabe qual será o resultado final de seu trabalho, a chamada divisão do trabalho.
O Socialismo cientifico tem como idéia chave compreender os meios de produção capitalista e inverter em algo que leve a apropriação privada em coletiva.

Livia de Paula Barbosa - 1° ano de Serviço Social - Diurno

Nome completo: Luta

A constatação de que a luta de classes já não existe - pelo menos não com uma força significativa - causa espanto. Como não existe?
Quem é que vai às ruas condenar os abusos e absurdos da publicidade? Quem é que se aglomera para desmascarar as sutilezas da exploração "moderna" do trabalhador?
Mas ainda existe uma luta. Luta por direitos civis dos homossexuais, pela legalização do consumo de maconha e por tantas outras causas. Em resumo, há uma luta e ela é travada entre os que excluem e os que são excluídos. Esses são os mesmos personagens que atuavam na, agora, magricela luta de classes. Nela também havia o excluído e o excludente, mas vestidos de despossuído e possuidor.
Agora que todos tiraram as fantasias, ficou a essência da luta: o oprimido, sob o jugo do opressor, grita exigindo liberdade e isso se chama LUTA. O sobrenome não importa. O nome é luta.

Rafaella Rodrigues - 1º SS/N

A União é a Força


No texto Manifesto do Partido Comunista, através de um amplo estudo sobre o inicio da burguesia durante a organização feudal e sua evolução, Karl Marx e Engels visam entender o porque o homem pode ser tratado apenas como uma simples ferramenta de trabalho, sendo que ele possui um papel fundamental para exercer sua função trabalhista.

Explorado de diversas maneiras, o homem é obrigado a se contentar com mínimos salários, e com o aperfeiçoamento das máquinas, as condições de vida dos trabalhadores se tornaram cada fez mais difíceis. Assim a classe operária em defesa de seus salários e vidas mais dignas passam a formar uniões contra os burgueses, mas nem sempre com resultados imediatos.

Toda essa "sede" de ter cada vez mais poder (dinheiro) dos patrões, me levou a uma ampla conclusão que a felicidade não esta apenas nisso, mas sim em uma vida mais digna, que é o que o proletariado deseja. Estamos em uma sociedade em que o "ter" se torna cada vez mais importante, como ter algo melhor que os outro, mesmo que seja mais caro que o seu próprio salário, porém dividido em varias vezes. Isso é uma forte influencia do capitalismo, que nos visa tornar mais consumistas, resultando em um maior acumulo de riquezas na mão da burguesia, e em compensação os trabalhadores que geram essas riquezas para seus patrões, não chegam a desfrutar desses meios de riquezas e a terem reconhecimento do seu importante papel.

Para Karl Marx, a ordem social deve ser derrubada através do comunismo, toda a classe operária deve se unir para a reivindicação de seus direitos, pois nada têm a perder com esta união.

Crise de abundância

Isso não é vida

Viver em um mundo

Onde se prioriza o trabalho, o ter

Ter o que?

Dinheiro, carro, casa, roupa da moda

Agora eu pergunto?

Você esta feliz?

Com esta vida, onde a felicidade é comprada

E não adquirida com amor e carinho.

Quero paz, amor, amigos,

Trabalhar para meu sustento, e não para consumir aquilo que não me faz falta

Viver como se o amanhã não existisse

Enxergar que a vida é muito mais do que a raiva, o dinheiro, a inveja.

Bruna Mendes


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Poema que retrata um pouco do capitalismo, o que nos leva a pensar: o que antigamente o problema era a escassez, hoje vivemos a crise da abundância, ou seja a desigualdade social, enquanto alguns vivem com milhões outros tentam se sustentar com um salário mínimo.

Um sapateiro comum pode ter o mesmo notebook que o filho do dono da empresa que ele trabalha tem.

São realidades que a cada dia cresce mais, o problema esta em as pessoas acharem que isso seja um progresso, um crescimento, quando na verdade, como o próprio Engels supõe, essa dependência do mercado em ter aquilo que seja mais caro que o seu próprio salario, porém feito em 24 prestações, isso se torna possível, talvez futuramente poderia levar a auto destruição do capitalismo.

Bruna de Paula Mendes, 1º Ano SS Noturno

O que eles buscavam...

Marx com a colaboração de Engels, o qual teve maior contato direto com o universo da classe operária, conseguiu delinear um método científico com maior clareza baseado na realidade. Eles propuseram um socialismo fundamentado na ciência social para uma verdade científica com objetivo de compreender a sociedade e transformá-la.
Pensando dialeticamente em tudo, estudando desde o passado para entender o contexto de dominantes e dominados neste meio capitalista exuberante, porém contraditório devido à miséria e à pobreza. Este conflito interno de contradição, para Marx e Engels, era o germe da destruição do regime capitalista.
Objetivando eliminar essa contradição da diferença de classe, pois o capitalismo conseguia ser mais explorador que os sistemas de produção anteriores a ele. Além disso, a ciência proporcionou a criação de máquinas gerando maior produtividade e concorrência, em que homens livres não respondiam mais a um senhor, mas sim a um mercado.
Marx estudou a fundo o capitalismo para compreender os fatores que pulsam e destroem a classe trabalhadora através da mais valia, a qual torna o homem substituível e alienado a ganhar cada vez menos, objetivando compreender todas as dimensões dessa exploração.
Cristina Leal Sanches 1º ano serviço social diurno

ENFIM, SÍNTESES DE UMA NOVA SOCIEDADE

No texto DO SOCIALISMO UTÓPICO AO SOCIALISMO CIENTIFICO, Engels questiona o socialismo espontâneo que pode brotar da cabeça. Proclama que a metafísica só leva ao sonho e que para construir o socialismo como papel político é necessário um estudo da sociedade capitalista.

Convergia os estudos de Engels para o pensamento dialético, ou seja, na confrontação das dinâmicas para produção de uma síntese.

Advertia também para a questão que o pensar dialeticamente é pensar uma sociedade em movimento.

Extrai do estudo do mercantilismo a dialética da superabundância/ miséria.

Ressalta-se também que a dialética não coexiste apenas na cultura, mas também na economia na politica na religião.

Hodiernamente, há de se pensar como ir além, como enxergar novas dialéticas. Há de se fazer a leitura de nosso tempo e fazer a nossa dialética.

Temos que ser antítese desta síntese social de exploração, da expropriação do ser humano e do trabalho para garantir o capital, para produzirmos uma sociedade de igualdade, em todos os seus direitos.

Urgência da transformação do capitalismo atual


O mundo com suas revoluções que Marx e Engels propuseram não existe em nossa atualidade. Suas idéias sim. Fui levada a uma reflexão séria sobre muitas situações apontadas para entender muito de nossa sociedade capitalista atual. Com a abundância de capital que temos na atualidade será que não é possível propor uma grande mudança na realidade que vemos? Nunca se viu tanta acumulação de capital como atualmente.
A máquina que foi a grande revolução do capitalismo trouxe no ser humano consigo a reflexão de: “Produzo tanto para quem? Para quê faço isso?” Tudo isso foi gerando também um vazio interior no ser humano que hoje traduzo por essa busca incessante pelo dinheiro. Essa busca que também cria a competição de pessoa para pessoa, onde esse capitalismo nos traz a idéia de participação, que eu posso ter o luxo desde que eu me esforce mais, que eu trabalhe, que eu prive o meu lazer para o trabalho, que eu viva para o trabalho. Isso traz também a idéia de que a felicidade só será alcançada quando se construir a casa própria, quando se tiver o carro novo, o computador novo. A maioria pautado nos bens materiais.

Alguns dados importantes nos ajudam muito a refletir sobre a acumulação de dinheiro. Dados retirados da Forbes:

1. Carlos Slim
Fortuna: US$ 74 bilhões

2. Bill Gates
Fortuna: US$ 56 bilhões

3. Warren Buffett
Fortuna: US$ 50 bilhões

4. Bernard Arnault
Fortuna: US$ 41 bilhões

5. Larry Ellison
Fortuna: US$ 39,5 bilhões

6. Lakshmi Mittal
Fortuna: US$ 31,1 bilhões

7. Amancio Ortega
Fortuna: US$ 31 bilhões

8. Eike Batista
Fortuna: US$ 30 bilhões

9. Mukesh Ambani
Fortuna: US$ 27 bilhões

10. Christy Walton
Fortuna: US$ 26,5 bilhões

Fonte: http://www.sobreadministracao.com/os-10-homens-mais-ricos-do-mundo-em-2011-segundo-a-forbes/

Um dado divulgado pela FAO no dia 8 de dezembro de 2004 , concluiu que morrem de fome, anualmente, pelo menos 5 milhões de crianças no mundo, o que dá uma média de um óbito a cada 5 segundos.

Fonte: http://www.pime.org.br/mundoemissao/fomecriancas.htm

Os dados falam por si só. A desigualdade criada pelo capital me deixou a sincera reflexão de que algo precisa urgentemente ser mudado. Não é simplesmente que estes ricos dividam sua riqueza com os pobres. É ir muito, muito além disso. É além dessa socialização da riqueza criar meios para que essas pessoas tenham pelo menos dignidade para viver. Claro que estas pessoas não irão simplesmente acordar de bom humor e dividir com as pessoas mais miseráveis, mas essas fortunas colocadas nos dados acima não são de justiça com a nossa civilização no geral. Num mundo com tantos intelectuais é incabível que nenhuma atitude concreta seja tomada. Discussões há muitas, e as ações? Cada vez mais a miséria aumenta no mundo, cada vez mais os subnutridos aumentam e tantas outras situações que só aumentam a falta de dignidade de milhões de pessoas. É preciso desenvolver um socialismo científico com muitas das idéias de Marx e Engels, mas atualizadas para a nossa realidade atual porque não vejo outra solução para não caminharmos para nossa própria destruição por conta de falta de conscientização de pessoas que governam não para a humanidade, mas para interesses de grupos específicos de pessoas.

Raquel Aparecida de Mesquita, 1º Ano de Serviço Social Noturno.

Materialismo dialético em defesa da classe trabalhadora

Para Engels o socialismo não pode ser metafísico e nem utópico. Ao analisar a sociedade e dessa forma, para se obter uma política correta, é necessário ser materialista dialético, ou seja, a missão do materialismo como ciência é desvendar as leis do desenvolvimento histórico através de pesquisas que fornece à ciência os materiais positivos correspondentes. Este novo socialismo consistia em decifrar as leis históricas e as contradições inerentes ao capitalismo.

Engels e Marx partem da observação do mundo real e assim concluem que a política, a cultura, a mentalidade e as instituições emanam da estrutura econômica (o capitalismo). As respostas para os males não está nas ideias, mas na própria história. Para Engels e Marx a produção é a base da ordem social. Porém as causas profundas se davam no meio de produção, onde muitas vezes os trabalhadores eram alienados do conhecimento intelectual e passavam a conhecer apenas a sua força de produção.

A ciência é o que faz com que o capitalismo se perpetue, através dos modos de superprodução. O mal do capitalismo não está na modernidade, mas sim no processo de mais-valia, onde o patrão se apropria do trabalho não pago ao trabalhador. Esse processo já era explorador, mas que se intensificou com o uso de máquinas, onde houve uma produção excedente, ou seja, passou-se a produzir mais, em menos tempo, fazendo com que dessa forma os trabalhadores gerassem mais lucros, mas não teriam direito a recebê-los.

A ideologia de Engels e Marx teve grande importância para desvendar os problemas sociais com o objetivo de converter as forças produtivas em benefício à classe trabalhadora.

MATERIALISMO DIALÉTICO

Ser materialista dialético não é um estado da alma, é empreender uma análise com mesmo vigor científico que o das outras ciências.
Engels louva o iluminismo por sua ruptura com o passado; no entanto, constata que a razão do iluminista se converteu em racionalidade burguesa. A luta burguesa, antes proclamando a supressão dos privilégios de classe e a liberdade, cria seus próprios privilégios e a sua própria liberdade: a liberdade de mercado.
No socialismo primitivo homens iluminados trouxeram à tona as vicissitudes e os desvios da ordem burguesa, como exemplos desses homens temos Saint-Simon, Owen e Fourier.
Saint-Simon apontava que o governo deve ser o da ciência e da indústria expressando o mundo econômico. Owen tinha a idéia de que a riqueza criada pela máquina era apropriada pela burguesia por isso as forças produtivas devem servir à edificação de uma nova sociedade. Fourier tinha a proposta da auto-suficiência comunitária também conhecida como os falantérios.
Para Engels todos esses pensadores são ingênuos. O socialismo não apareceu graças a homens especiais, mas sim devido às condições históricas. O socialismo deve ser situado na realidade como um todo, sendo assim, ele é um percurso incontornável da história e não obra do gênio humano.

Samanta Cristina Baptista, 1º SS Noturno

Do abstrato ao real

Uma idéia inicial de ruptura do aprisionamento da tradição e da religião transforma a vida dos homens, que reinventando o mundo trazem a nova idéia de visão unificada de todo um povo.
O Socialismo Utópico pode ser entendido como o princípio das verdades a serem reveladas, porém, com uma visão ainda bastante abstrata.
Já no socialismo Científico, a idéia de real descoberta do momento, condições e os mecanismos de exploração se impõe com a análise do contexto histórico, para asim haver uma dialética, na busca do desvendamento das causas profundas de exploração através do modo de produção de cada época.
O socialismo deve ser entendido como algo inevitável para a sociedade humana, e não algo inventado por homens com pensamentos revolucionarios e idealistas.

Marco Antonio Diniz Bastianini - Primeiro Ano Serviço Social / Diurno

Pensar dialéticamente.......

Engels juntamente com Max vem propor um socialismo,atraves da critica dos socialismos existentes,tidos como utópicos.Eles criticam princípalmente o socialismo metafísico que não produziam nada empiricamente.Ele vem preconizar o pensar dialéticamente,ou seja é nunca pensar na fixação, é sempre pensar de alguma forma em movimento.A sociedade num todo se constitui em antíses e teses sempre,produzindo as sínteses no sentido de afirmacao.As relações da sociedade num todo sempre estão nessa dinamica de negaçao e afirmação,sempre as relações socias se produzem de forma antagonicas e, o que se afirma se perpetua como tese o que não, são as antíteses, isso é pensar dialéticamente.Ele proconiza que devemos buscar perceber as novas dialéticas do nosso tempo.Devemos buscar outras formas de estabelecer a dialética no nosso cotidiano,e fazer uma dialética transformadora.
Andressa Vanusa Camargo - 1° ss noturno

A alienação causada pelo capitalismo




Engels afirma que sua proposta de socialismo se conceitua na ciência, em busca da verdade científica e não algo utópico, ou seja, uma proposição que desejamos e que não está possível de ocorrer dentro de um contexto social.E só é possível formulá-lo a partir da análise da realidade.




Engels também relata a mais valia, onde o capitalismo faz com que os trabalhadores trabalham em excedente, ou seja, o que recebem não condiz com a sua jornada de trabalho. Pois são explorados para que seu patrão obtenha um maior lucro sobre o funcionário.








Para Fourier o serviço deve ser visto como uma forma de se libertar a concepção do indivíduo de que o trabalho é uma maneira de exploração, para uma visão de que ele serve para edificar o homem e junto com a sociedade construir uma moral. O trabalho como execução da felicidade.


Valdirene Viviane do Nascimento. 1º ano Serviço Social Noturno.

Da utopia a realidade.

Foi no século dezenove que surgiram os primeiros pensadores socialistas, homens que inspirados por ideais iluministas, criaram teses sobre como seria uma sociedade igualitária, onde todos tivessem os mesmos direitos e deveres e vivessem e plena harmonia, alguns desses pensadores, foram Saint-Simon, Charles Fourier e Robert Owen.

Porém esse socialismo que surgiu primordialmente, era um socialismo baseado apenas na igualdade e não nos modos como se chegar a ela, chamado de socialismo utópico, pois a sociedade é formado por pessoas que pensam de modos diferentes, e nem todos tem os mesmos ideais.

Foi por esses motivos que Marx e Engels criaram um modo de estudo minucioso da sociedade chamado materialismo dialético, para que pudessem entender todas as mazelas do capitalismo, analisando as transformações históricas, ( produção, maquinaria, evolução industrial, revoluções, etc.)analisando a tese e antítese, entendendo as modificações, e quais fatos, levam a ela, enfim analisando o processo de evolução da sociedade, para depois de entender plenamente o capitalismo, chegar a uma síntese e pensar em uma forma de erguer uma sociedade nova e mais justa, obtendo assim um socialismo científico.

Bruna Daniély Martins 1° SS Noturno.

Divergência de Sistemas

Marx e Engels eram grandes companheiros situados a realizar ciência. Um respectivamente destinava-se as teorias sempre focadas no interior de seu escritório, não tento assim a possibilidade de contato com a classe operária. Já o outro, estava diante da sociedade concreta, e por isso, adquiria os conhecimentos reais. Ambos criticavam o socialismo utópico (plano das idéias, ficção), pois o mundo estava em alto patamar de desenvolvimento e era preciso abolir o espírito de boa fé, questionavam dessa maneira o socialismo metafísico porque esse era capaz de gerar só utopias (sonhos, ilusões).


Contudo, o socialismo utópico ou primitivo de Saint-Simon, Charles Fourier e Robert Owen visavam curar os males do mundo, baseados em sistemas coletivos a fim de libertar cada vez mais o proletário da exploração de seus padrões.
Entretanto, Marx e Engels formulam o socialismo científico, denominado posteriormente marxismo no qual estava estabelecida uma análise da sociedade e não somente ideais metafísicos. Portanto, afirmavam que para compreender a realidade socialista era preciso encontrar fundamentos capitalistas. Também introduziram o materialismo dialético que consiste em duas dinâmicas: tese (afirmação-força da ordem) e antítese (negação-força contrária a uma ordem estabelecida) que produzirão uma síntese (produto concreto), segundo eles, tudo passa pela dialética e podemos observar que isso é verdade e somos capazes de realizar um exercício de dialética com tudo que está ao nosso redor. Dentre essas análises a dialética do capitalismo é persistente, pois, produz uma tese de acumulação de riqueza e uma antítese de miséria. A partir disso, essa desigualdade que perpassa nossas vidas perde seu caráter evidente como eram nas sociedades anteriores caracterizado pela luta de classes em função, disso é comum hoje em dia, por exemplo, operários e banqueiros vestirem as mesmas roupas, calçados, comerem a mesma comida e etc.

Larissa Barbin Gasola 1°ano SS - Noturno

Dialética



Ao ler o texto de Engels verificamos que não basta uma maravilhosa teoria socialista para concorrer, quanto mais, combater o capitalismo, é necessário toda uma pesquisa, investigação, para analisar a sociedade, e assim poder agir, afetando diretamente na realidade. Uma das formas de fazer esta análise é por meio do materialismo dialético, no qual a dialética da realidade social é analisada de forma a descobrir as diferentes sínteses sociais, pois estas estão em constante movimento, já que acompanham as mudanças da sociedade.

Portanto em uma dialética que a tese e a antítese são as mesmas, a síntese pode variar de acordo com o contexto histórico que é analisado.

A ideia de socialismo trazidos por alguns pensadores iluministas eram considerados utópicas.Engels questionava a ideia de socialismo como algo fictício, para ele, era necessário converter o socialismo em ciência e para isso trazê-lo ao campo da realidade.Para tranformar uma estrutura complexa como o capitalismo era necessário uma boa análise da sociedade, é preciso a visão do todo, não pensar apenas na árvore e sim em todo o bosque.Para Engels, o socialismo é um percurso irretornável, e é preciso encontrar na condiçao de seu tempo as suas tranformaçoes.

A luta de classes


 










Engels é na verdade aquele que estruturou toda a pesquisa de Marx e o auxiliou no desenvolvimento de toda esta base cientifica e filosófica que hoje conhecemos. Podemos conhecer através deste texto a verdadeira face do Marx e de seus estudos, já que muitos se dizem marxistas e na verdade o que professam não passa de uma grande religiosidade e idolatria sem realmente olhar afundo os seus ensinos e fundamentos.
O autor vem através do mesmo nos explicar mais afundo as bases dos estudos que ele e Marx acreditavam poder realmente mudar a sociedade não somente como faziam os antigos socialistas que criavam um “mundo imaginário” onde todos seriam felizes e se ajudariam mutuamente; como visto em Borboletas do Imperador. Marx e Engels acreditavam em uma mudança adquirida pela luta de classes, assim surge a dialética que se dá pela resultante de duas forças opostas que traz então o resultado desta luta constante (síntese).Eles formam também através de seus estudos a teoria da mais-valia, onde os trabalhadores são explorados pelos empresários não ganhando aquilo lhe era de direito.
Hoje nossa sociedade capitalista nos faz enxergar ainda melhor e talvez com mais facilidade, aquilo que estes dois pensadores já estudavam, porém apesar de a nossa luta continuar sendo econômica sim, pois ainda existem diferenças absurdas como vemos todos os dias nas ruas, nos telejornais, entre outros. Nossa luta passa a ser de classes não somente econômicas como também uma luta dos excluídos da sociedade, como podemos ver resultantes das mesmas: nas cotas raciais, na homossexualidade, nas classes trabalhadoras desvalorizadas, etc.
Engels e Marx nos dão instrumentos para questionarmos a sociedade em que vivemos, não utopicamente mas de forma palpável, utilizando a ciência e os conhecimentos do todo para transformarmos o mundo.
 


A tese Capitalista

O Capitalismo carrega em sua própria história (em seu meio de produção), a sua contradição. Ao mesmo tempo em que gera riqueza em abundância, gera pobreza. Para Fredrich Engels é essa contradição do sistema capitalista (ele carrega em si seu limite) que leva a destruição da sociedade, em um movimento que irá gerar o Socialismo, pois há um limite de sobrevivência dos trabalhadores explorados, em cada sistema de produção.

Entretanto, o capitalismo tem um modo de produção único: ele não depende única e simplesmente da exploração do trabalhador, ele aumenta a produtividade diante de tudo, em uma dimensão inimaginável. Ele se valia da "máquina", e por trás dela a "ciência", e é esta que tira os limites que, segundo Engels, lhe encaminharia ao socialismo, pois até quando entra em crises, suas crises de capital são de abundância na produção, é a sua reciclagem. É a abundância ao lado da miséria.

Com isso, o produtor se afasta da produção, os trabalhadores possuem apenas o seu trabalho para vender. Os homens respondem unicamente ao mercado. O capitalismo não quer apenas a mão de obra do trabalhador, ele se apodera também atualmente, de sua intelectualidade. Para Marx e Engels, o Socialismo depende da real compreensão da contradição do Capitalismo, pois somente assim a abundância seria apropriada socialmente.

O que acontece, é que apesar dessa contradição estar presente em todos os modos de produção (todos carregam a sua antítese), tem-se que o sistema capitalista está impregnado na sociedade: somos livres, porém dependentes do mercado (condição válida para burgueses e proletários).

O socialismo é a eliminação do mercado que tornará o homem realmente livre. Hoje vemos como a exploração é forte diante do modo de produção capitalista (exploração que é suavizada). Mesmo diante disso, o socialismo não brota com convicção porque falta a sociedade a antítese ao capital, a luta de classes, já que do outro lado da balança, pesa muito a tese do capitalismo, sua afirmação é muito forte. E o maior segredo dele é a mais-valia, o cérebro da exploração capitalista: apropriar-se de trabalho não pago.

E para Engels, para que haja superação do modo de produção capitalista e o surgimento do Socialismo, faz-se necessária a compreensão das forças produtivas, que se tornam meio de vida e proveito de todos, não apenas de uma classe. Com isso, já que não há mais antagonismos, o Estado torna-se dispensável, e por consequência extingue-se.

Pra quem nasceu na contra-mão a corrida é desigual.

Engels e Marx, em "Do socialismo utópico ao socialismo científico", mostra-nos "erros" sobre o socialismo utópico, conceitos sobre o capital e ações daclasse explorada nesse sistema.
Partindo desses tópicos, breviamente é relevante ressaltar algumas posições dos autores:
- O socialismo primitivo, o qual fazem a crítica, não é consistente pois aparece como verdade a ser revelada por homens iluminados, especiais.
- No sistema vigente (capitalismo) há contradições constantes, tais como crises de superprodução, uma vez que a base do sistema é o mercado. Ou seja, mesmo com muitos produtos, há fome, pois eles só se disponibilizam àqueles que o podem comprar no mercado.
- A luta de classes pode ser inserida no conceito da "Dialética Marxista". Este pode ser entendido como o choque entre tese e antítese, a fim de se formar uma síntese.
No contexto da dialética, a reação da classe trabalhadora atua como antítese a tese, que é o sistema capitalista, antagônico e desigual por natureza.
Marx revela-nos, ainda, conceitos que explicam a sociedade e reforçam sua posição quanto ao poder econômico nessa civilização. A economia corresponde à "Infraestrutura", ou seja, a base de todo o sistema, que com sua forças produtivas, determina a "Superestrutura", isto é, todo o resto: Estado, Cultura, Política, Direito, Religião...
É relevante ressaltar, após tais observações, que a superestrutura funciona como ferramenta para garantir o poder da classe dominante, mantendo a classe trabalhadora alienada, ou seja, não se reconhecendo no produto do seu trabalho, não percebendo sua condição de explorada, segundo Marx.
Finalizando, outro conceito importante do Marxismo é a "Mais-valia": excedente de trabalho não pago ao trabalhador.
Todo esse conjunto de evidências que conspiram contra a classe trabalhadora reafirmam a importância de uma revisão crítica ao sistema e, de uma maior consciência do proletariado como classe, indignado e com sede de mudanças, organizando-se verdadeiramente.

" Como ele pode ter o que dele está tão longe?
Na vitrine coisas que ele nunca vai poder ter...
Se ninguém o ajudar, o que ele vai fazer?
Onde vai morar e o que vai ser quando crescer?
Quando vem da rua, que é sua, que é minha, que é de ninguém. É tudo uma ilusão e você sabe muito bem... Impunidade e hipocrisia dançam de mãos dadas o hino nacional de uma nação condenada.
A sociedade prega o bem, mas o sistema só alimenta o que é mal.
Se a nossa cara é prosperar, o povo tem que evoluir também! "
Be Myself - Charlie Brown Jr.

Maria Isabel Baldo Gorno - 1° Ano Serviço Social/Noturno

Consciencia de classe

http://www.youtube.com/watch?v=Fk6ud_dua7M&feature=related

Não consegui postar o vídeo, então coloquei o link.

Metamorfoses


Em um mundo cheio de conexões ao qual produzem vários sistemas que por sua vez geram inúmeras sínteses, Engels buscava um socialismo que ficasse além do plano das idéias, um socialismo que partisse "das coisas para as idéias" e não ao contrario.
Mas para criar este socialismo era necessário saber contra o que ele estava lutando, era preciso conhecer o sistema vigente para se criar um novo;portanto era preciso uma concepção do capitalismo para se criar o socialismo .
Mas para explica-lo era necessário saber como ele foi constituído, era preciso "a revisão de toda a historia anterior" para se encarar os fatos atuais.Para esta revisão da historia era preciso uma analise de uma visão dialética que não considerasse apenas os aspectos culturais, mas que tivesse uma visão materialista.
Esta analise ao ser empregada veio a revelar que a divisão da sociedade era "fruto das relações de produção e de troca", e que todo o processo de desenvolvimento da humanidade, a divisão da sociedade, as lutas de classes eram consequência das relações econômicas da época; e veio a revelar ainda que o sistema econômico vigente, o capitalismo, tinha como forma fundamental a ''mais-valia",que é obtida pelo capitalista pela apropriação de todo o trabalho não pago através da agregação de valores.
Para Engels a concepção de tal analise devemos a Marx que transforma o materialismo em "ciência' , que por sua vez se converte em uma ferramenta contra o capitalismo. Engels e Marx vão ainda mais além e vêem nas contradições geradas pelo próprio sistema (que ao mesmo tempo, que produz tanta abundância gera tanta miséria) a sua própria ruína.
Tal visão é concebida através da analise dos problemas e crises enfrentados pelo sistema, que não consegue expandir o mercado ao mesmo ritmo que expandi a produção. O que causa um desequilíbrio no ciclo capitalista o levando a própria ruína.
Mas o que Engels e Marx não puderam prever e nem viveram para isso foi o grande poder de adaptação, transformação e alienação do sistema capitalista, que quando se viu sem mercado, buscou no próprio proletariado a sua nova mina; dano a estes algumas melhorias, tanto econômicas como sociais (como pode ser vista na divisão do dia em 8 horas de sono/trabalho/lazer) ao mesmo tempo que gerou novas necessidades (carros, celulares, McDonald's) o transformou de mero produtor a consumidor. Gerando assim um novo ciclo capitalista onde o proletariado perdeu a sua identidade e se tornou ao mesmo tempo causa e consequência, do capitalismo moderno.