terça-feira, 31 de maio de 2011

Errata

No meu texto no parágrafo 7 está escrito duas vezes "R$ 500,00" quando na verdade seria "R$5000,00".

Só para corrigir!

Pedro Fernandes Russo 1ºSS diurno

A engrenagem social alienada


Marx e Engels caminhavam completamente na oposição do socialismo utópico, os quais focavam suas pesquisas no conhecimento do capitalismo em si ao invés de partirem para as idéias superficiais, utópicas. Acreditando que o capitalismo um dia seria extinto por sua própria evolução. Compreendia também que a classe trabalhadora, mais do que nunca, tinha a capacidade e papel fundamental de serem revolucionários e aniquilar a ordem capitalista e burguesa.

Foram implantadas as máquinas nos processos de produção, o que causou a fabricação em excesso. As crises do capitalismo é a crise da abundância, da grande quantidade de mercadorias. Tanto nobre quanto cleros são livres, porém, dependentes do mercado. Vivemos em uma contradição constante, uma constante dialética: trabalhamos em busca da moeda, muitas vezes sem prazer. As expressões materiais dessa crueldade do mercado, afeta e reconfigura a nossa linguagem, cultura e não só nossas obrigações cotidianas como trabalhar. O mercado reconfigura nossas vidas.

Esta luta cruel entre capital e trabalho foi suavizada com o Ford ismo, partindo para a alienação da classe operária. No capitalismo, a forma de comunicar e vender se tornou mais importante do que o produto em si, esta passou a ser a nova essência.

Resumindo, os princípios básicos em que se baseia o socialismo marxista podem ser sintetizados: na teoria da mais valia; do materialismo histórico; da luta de classes e do materialismo dialético.


Marlu Barcaroli - 1º SS diurno

A sociedade e suas Antiteses .



Para Engels e para Marx o socialismo não é uma ideia genial . O socialismo é um percurso incontornável , o qual a sociedade humana não consegue fugir.




Sendo assim, a pesquisa fornece à ciência os materiais para descobrirmos e aprendemos o processo social que o socialismo vai adotar . Assim como nas ciências naturais , a cura para determinadas situações se encontra na própria natureza .




Assim , podemos concluir que ambos defendem a ideia de que é preciso algo mais concreto , e que para cada época existe uma antítese sobre o que é imposto à sociedade .







Beatriz da Silva Mendes de Araujo , SS - Diurno .



O Homem de Pedra

Seu João acordou cedo, saiu de casa. Não deu tempo de desejar bom dia para seus filhos, nem de beijar sua mulher. Estava atrasado, João tinha ficado doente na semana anterior e, por não ser registrado, precisou dobrar seu horário para receber o salário completo. Ele trabalha há anos em uma fábrica de calçados. Se perguntar, nem se lembra se faz sapato, sapatênis, chuteira de futebol, botas... Muitas vezes nem consegue responder à sua mulher a mesma pergunta de toda noite: “como foi o dia no trabalho?”. Sempre responde fazen

do sinal de positivo com a cabeça, mas sempre pensa: “São todos iguais, não sei como foi, só sei que foi”. O jantar está na mesa as crianças estão na escola pública e sem qualidade, quase que esquecidas.

Um dia a mais de trabalho, Seu João estava atravessando a praça quando, simplesmente, parou. De súbito, não conseguia mais andar, virou uma estátua, no meio da praça. Primeiro entrou em pânico, tentou gritar, achou que estava tendo um derrame, ataque cardíaco, dengue, gripe aviária, gases, todas as doenças que apenas conhece porque ouviu na TV. Pensou que talvez tivesse sofrido um atentado terrorista, antraz, armas químicas e biológicas. “O que falaram sobre isso no ‘Jornal Nacional’ mesmo?” pensou ele.

Quando passou o desespero, João respirou. Percebeu que algo inusitado havia acontecido a ele. Ninguém parava para perguntar, as pombas começavam a pousar em seus ombros. João era praticamente mais uma estátua. Pior, João se sentia invisível. “Como assim, ninguém virá me ajudar?”.

Depois de algumas horas, ele começou a pensar, já que não existia mais nada que pudesse fazer. Pensar no desespero que era ter se tornado uma estátua. Será que ficaria ali para sempre? Começou a pensar na sua vida, se valeu a pena. Como estava vivendo ele, João Armando Pereira.

Lembrou-se de seu cotidiano. Ficou muito chateado, porque o que mais causava desconforto era que não se lembrava o tipo de calçado que produzia. Sabia que colava solas, só isso. Começou a se questionar porque fazia aquilo? Qual era a finalidade de seu trabalho sendo que, os calçados de seus filhos estavam ficando apertados e ele não podia comprar outros...

Certo dia pesquisando calçados diversos percebeu que a média de preços era relativamente alta em relação ao seu salário. Nunca parou para analisar essa situação. Para falar a verdade nunca tinha tempo para parar e pensar, sempre estava cansado ou trabalhando. Mas, afinal, o que faria ele uma estátua?

Começou a matutar, eu recebo R$450,00 por mês. Se, por dia, consigo colar 50 pares de sapato e se cada um desses pares custa R$ 100,00. Foi então que ficou abismado. Por dia ele produzia o equivalente a R$500,00. Foi além, sabia que na produção dos calçados trabalhavam mais 10 pessoas. Todas sem carteira de trabalho assinada, recebendo os mesmos R$ 450,00 que ele. Então, pensou... por dia produzimos 50 pares, ou seja R$ 500,00. Trabalhamos de segunda a sábado. São 6 dias na semana, 4 semanas no mês, trabalhamos 24 dias por mês. Ou seja produzimos mais ou menos 1200 pares por mês. Nós, trabalhadores dessa fábrica produzimos o equivalente a R$120.000,00. Todos juntos recebemos R$4500,00... Ou seja, sobram R$115.500,00. Começou a se perguntar para onde iria esse dinheiro? Ok, o chefe pagaria umas contas, mas que mais? R$115.500,00 é muito dinheiro.

Virar uma estátua se tornou algo revelador, revelador e triste. O problema era que quanto mais Seu João entendia suas condições e relações de trabalho, mais petrificado ele ficava. O que, para ele, deveria se tornar uma libertação, na verdade acabou se tornando sua sina. A sina de compreender o mundo que o envolve e por isso mesmo ser preso. Muitas vezes nossos pensamentos nos libertam ao mesmo tempo em que nos prendem a um mundo que não os aceita e pior e não os admite.

Pedro Fernandes Russo - 1º SS diurno