domingo, 5 de junho de 2011

Exploração Familiar


Segundo a atividade proposta pelo professor, em dividirmos a sala em grupos onde cada grupo ficaria encarregado por uma parte/assunto do texto: "O Capital" de Karl Marx, nosso grupo ficou responsável pelo item 4 proposto. Sendo a destacar o assunto "Familia/relações sociais/novas formas de viver".
Analisando o texto e dentre o debate do grupo, entendemos que devido as conseqüências imediatas da implantação maquinaria, onde a mesma substituiu a força humana colocando a partir desse momento qualquer pessoa para exercer tal função de operar, inutilizou o papel do homem dentre a casa como chefe de familia, pois devido a essa substituição uma nova "hierarquia" poderia surgir, passariam portanto a serem também provedores da casa, já que crianças e mulheres poderiam agora exercer na indústria a mesma função do homem, devido a inutilidade da força. Força agora que esse homem emprega na implantação da sua familia nesse meio para obter ajuda no sustento familiar, transformando-se assim metaforicamente em "traficante de escravos", pois filhos e esposas acabam sendo cedidos a essa exploração capitalista já que devido a substituição os mesmos passam a ocupar uma função que antes era a dele.
Além da exploração brutalmente excedente, a quantidade de trabalhadores aumenta e o salário cai juntamente com a idade e fragilidade do novo grupo de trabalhadores. Mulheres e crianças são empregadas ganhando salários ridiculamente baixos, o que juntando o salário de um grupo de pessoas, seria o salário de apenas um trabalhador anteriormente.
O capitalismo desestrutura, explora e nos transforma, somos intensamente manipulados, marionetes, ora provedores de familias independente das dificuldades, ora outra, monstros de nossas próprias vidas e de todo o meio por nós mesmos construídos.




Bruna de Paula Mendes- Noturno
Rita de Cássia Fernanda Henrique
Amanda Cristina Terencio
Marcos Limonti - Noturno
Tony Rocha - Diurno
Lidiane Maria de Oliveira Neves - Noturno
Jaciara Tozi - Noturno


1º Ano SS



Campo/Cidade/Novas formas de Vida - Grupo 3


Da manufatura a mecanização

No século XVII, um dos problemas que havia nas atividades da indústria, na Inglaterra, era a aplicação da forma motriz, a qual não tinha possibilidade de ser controlada por serem movimentos provocados por fenômenos naturais e assim acarretavam problemas na produção. “ O vento era inconstante demais e incontrolável” e também havia “ a força da hidráulica insuficiente” (pag 430, cap 3. O Capital: crítica da economia política).

Devido a esses transtornos surge a segunda máquina a vapor movida a carvão e água, com um motor que produzia sua própria força motriz. Dessa foi possível a locomoção que antes não ocorria, obrigando as indústrias a ficarem instaladas conforme a circunstâncias do local, podendo, a partir de então, sair do campo para a cidade. Importante ressaltar que o interesse pela invenção destas máquinas não era particular, pois visava à indústria mecanizada.

Tão grande foi a expansão que essas máquinas causaram que “ Bourton e Watt, apresentaram na exposição industrial de Londres, 1851, a mais colossal máquina a vapor para os transatlânticos”(pag 431), a máquina adquiriu mais potência executando diversas operações que eram realizadas por um artesão, ou seja, tornam-se dependentes da força humana.

O trabalho, o qual antes era realizado por quatro pessoas, passa a ser feito por uma máquina e apenas um funcionário operava-a. Com a evolução da máquina e seu aperfeiçoamento, as fábricas começaram a cortar cada vez mais a mão-de-obra.

“Surge, então, em lugar da máquina isolada, um monstro mecânico que enche edifícios inteiros e cuja força demoníaca se disfarça nos movimentos ritmados quase solenes de seus membros gigantescos e irrompe no turbilhão febril de seus inumeráveis órgãos de trabalho”.

A introdução das máquinas na indústria causou escassez do trabalho manufatureiro (desemprego) com agravamento das condições de vida e dos problemas sociais.

“É duvidoso que as invenções mecânicas, feitas até agora, tenham aliviado a labuta diária de algum ser humano” (John Stuart Mill)

Angélica Borges de Sousa Pessoni Capel, Cristina Leal Sanches, Lívia de Paula Barbosa, Marlu Barcaroli, Suzana Batista de Andrade. 1º ano de Serviço Social Diurno

maquinaria X homem

Marx diz que a maquinaria é 'meio de produção de mais-valia'.
o número de ferramentas com que a máquina joga simultaneamente está, de antemão, emancipado da barreira orgânica que restringe a ferramenta manual de um trabalhador.
na manufatura há isolamento (particularização) dos processos de produção; na fábrica desenvolvida (máquinas de diferentes espécies), há continuidade.
Percebe-se também, de acordo com marx, que as fábricas empregavam (e exploravam) crianças e mulheres, para distribuir o trabalho do homem e , assim, reduzir o salário deste.

HOMEM -> homem mulher filho
X y

Máquina a vapor : o grande impulso.

Grupo 3

Tema : Campo/ Cidades/ Nova configuração de produção.

No ínicio a produção era predominantemente rural , pois dependia de alguns elementos que somente eram encontrados no interior, tais como as quedas d’ água e os cavalos (esses serviam às fábricas como força motriz).


Fonte : http://www.planetaeducacao.com.br/novo/impressao.asp?artigo=974

Assim , podemos dizer que a produção era muito limitada, pois não tinha mobilidade e necessitava estar exclusivamente nos locais onde era possível ser realizada; um exemplo : as fábricas tinham de ser próximas às quedas d’ água.

Com a invenção da máquina a vapor veio também uma nova forma de produção. Visto que essas máquinas necessitavam somente de uma quantidade razoável de água e carvão para o seu funcionamento , as fábricas ganharam mobilidade, migrando para meios urbanos onde esses dois elementos eram encontrados em quantidades suficientes.E essas migrações deram ínicio a uma nova configuração de produção.

Com a aglomeração de fábricas houve a formação de grandes centros urbanos . Assim, os trabalhadores que antes moravam em áreas rurais tiveram de se deslocar junto às fábricas para garantirem seus empregos.E cada vez mais grandes aglomerações foram ocasionadas.

Contudo podemos dizer que a máquina a vapor foi o grande impulso para a formação das cidades industriais, que aliás, até hoje são presenças marcantes em nosso meio , em nossa sociedade.



Fonte : http://pegadashistoricas.blogspot.com/2011/03/hegemonia-inglesa-revolucao-industrial.html


Aline Barbosa
Letícia S. Gimenes
Monique 1º ano SS - noturno
Rafaela
Raquel