sexta-feira, 1 de julho de 2011

A objetividade do conhecimento.

Weber divide a análise em duas partes: 1) Sua opinião sobre tal discussão e 2) As verdades objetivamente válidas da vida “cultural”:
Primeiro, Weber critica a idéia de que a ciência empírica crie leis, padrões obrigatórios, que influenciem a prática. Para ele, juízos de valor não devem ser retirados das análises científicas, visto que estas também são originárias da subjetividade do autor.
É interessante a crítica de Max Weber ao dogmatismo do materialismo histórico, visto que para ele “a chamada ‘concepção materialista da história’ (...) talvez apenas subsista nas mentes de leigos ou diletantes”, se referindo ao reducionismo economicista que ele denomina “exaustivo” e “ultrapassado”.
Weber afirma ainda que toda reflexão conceitual da ação humana na ciência relaciona-se às categorias de “fim” e “meios”. Sendo assim, deve-se considerar se os meios científicos utilizados serão capazes de alcançar a finalidade. Além disso, inclui-se a possibilidade de prever os custos dos meios para atingir o objetivo.
Nesse sentido, Max Weber defende que a ciência empírica não pode apontar o que se deve ou não fazer. Porém, o que ele destaca é que a relação entre as concepções pessoais e a argumentação científica é problemática, pois as características da personalidade de cada ser humano é que determinam nossas ações e que acabam parecendo a nós como sendo “objetivamente válidos”.
Desta maneira, Weber acredita que uma revista de ciências sociais que se autodenomina puramente científica deve, acima de tudo, buscar a verdade. E isto deve ser feito de uma maneira que permita aos leitores de qualquer lugar do mundo reconhecer a validade de um ordenamento conceitual da realidade empírica. Desse modo, não se deve negar aos colaboradores ou editores o direito de expressar suas opiniões, imbuídas até mesmo de juízos de valor. Partindo dessa idéia, Max Weber defende a necessidade de tanto os autores como os leitores possuírem conhecimento dos meios utilizados para obter a realidade e, além disso, perceber os juízos de valor.
É interessante ressaltar a busca da verdade objetiva por parte das ciências sociais. O ensaio de Max Weber evidencia sua posição favorável à análise da “objetividade” e suas funcionalidades.
Fica evidente que a ciência na concepção weberiana se define como um esforço para a compreensão dos valores aos quais os indivíduos aderiram. A ciência que weber busca é a ciência da realidade, procurando assimilar o que nos cerca e o mundo em que estamos inseridos. Nesse aspecto, o objetivo das ciências sociais é a compreensão da relação de sentido da ação humana – somente conhecemos plenamente um fenômeno social quando somos capazes de reconhecer as influências por ele recebidas e sua relação com outros fatos.