sexta-feira, 23 de março de 2012

Conceito da existencia de Deus para Descartes

O que me marcou muito nas falas de Descartes foi o modo em que ele acredita em Deus. Na concepção de Descartes, o conhecimento só é válido quando comprovado o que se diz. Para ele Deus é o criador do mundo e não a explicação para tudo! É como se o homem fosse um gerador de conhecimento com capacidade para compreender e modificar tudo a ponto de chegar ao mesmo nível de Deus, particularmente não concordo com os dizeres de Descartes, como uma cristã, acredito que Deus seja a explicação e a solução para tudo e todos!
Descartes diz que Deus criou o mundo e de uma certa forma "deixou nas mãos do homem" dando apenas a capacidade de descobrir cada vez mais,construindo uma ciencia cumulativa " conhecimento gera conhecimento", e é um dos pensadores que acredita na EXISTENCIA de Deus,porém não acredita na sua interferencia.
Ele diz também que a filosofia é contemplativa e não é capaz de mudar nada, falar e falar e não se mover não interfere de forma alguma o mundo em que vivemos!



Redigido por Caroline Stéphani Pinheiro.


OBS: Professor Agnaldo eu postei o comentário através do blog da Cristiane porque o meu estava com problema, te mandei um email mais não obtive resposta!

Atenciosamente Caroline.


Dúvida: o caminho para a descoberta

 O texto de Descartes traz um conjuntos de ideias, concepções ou opiniões sobre pontos a serem pensados pelo homem. Quando perguntamos: A Ciência é explicação para tudo? nos tornamos capazes de refletir sobre a Ciência como produtora de frutos onde esta tem uma explicação para tudo. Esta relação do homem com o universo é uma função que vai além de responder suas dúvidas e sim de saciá-las.
 Assim sendo Descartes deixa claro que a Ciência é produtora de frutos porém o que a move realmente é a dúvida. Duvidar, questionar é o principio básico pois nunca devemos aceitar algo como verdadeiro.
 É preciso pórém entender que a dúvida é o princípio fundamental do novo método científico, que clareza é um princípio para a verdade e que a razão é um caminho para chegar nessa verdade.
 Nem tudo é explicado pela ciência ou seja, aquilo que você não acha respostas é designo de Deus pois Deus é tudo. Sendo assim coneguimos através dessa perfeição saciar muitas de nossas dúvidas, dúvidas estas que nos fazem caminhar sempre em busca de uma verdade.
 Ninguém nasce sabendo de tudo, nascemos com a certeza que existimos. A proposta do autor é sempre duvidar para buscarmos respostas e assim estaremos sempre pensando e então "penso, logo existo".

À La Descartes

Razão. Esta é a palavra-chave que simplifica a descrição dos pensamentos de René Descartes em sua obra "Discurso do Método". E talvez seja essa a palavra que descreva o mundo atual, e ainda mais o mundo que nos espera no futuro.
Através da busca pelo conhecimento, a inquietude por ver o mundo somente de uma maneira simplista nos faz procurar respostas. Respostas essas formadas pelo conhecimento, pela ciência, pela razão, e não pela crença.
Essa rotina de tentar entender o desconhecido, há quase 400 anos atrás, fazia parte da vida de poucos, e entre esses poucos se encontra Descartes. Todavia, hoje nota-se tal rotina na vida de muitos.
A razão agora faz parte das escolhas que tomamos como seres humanos que buscam a "sobrevivência" dentro das concepções que a moral da sociedade nos impõe.
Em decisões, até então comuns e impensadas, tornam-se agora motivos de reflexão. Como por exemplo, a instituição religiosa. Antigamente a fé era incontestável, porém nos dias atuais, muitos se vêem refletindo sobre o porque de seguir uma determinada religião, e ter fé em um deus antes nunca debatido.
É essa a concepção que Descartes traz a tona para a sociedade.
Refletir, Pensar, Raciocinar, independentemente de qual caminho trilhar.


                                                   Ana Carolina de Souza, S.S Diurno

Conhecimento X Deus

René Descartes sente uma imensa necessidade de modificar a forma de conhecimento, crê que o conhecimento parte de dentro para fora, e não o contrário como se acreditava antes  na alquimia, na religião, na magia e tantas outras coisas sobrenaturais. Tirou-se Deus do centro de todas as coisas e  então foi colocado o homem nesse centro do universo, pois o homem começou a dominar variadas formas de conhecimento através de seus pensamentos e seus questionamentos. Para Descartes Deus está em última estância, sem deixar de crer que Ciência e Deus andam juntos, se combinam. A dúvida é o ponto central do Discurso do Método, sendo que duvidar é questionar, mas não negar o que já existe, mas sim problematizar para se chegar ao conhecimento científico.
A dúvida é o princípio fundamental do nosso método científico. Com o avanço da ciência através das dúvidas humanas o homem vai substituindo o poder de uma força maior, e vai cada vez mais se distanciando de Deus e se achando autosuficiente, mas chega um certo ponto em deve se voltar ao Criador, pois chega a um momento que não consegue sanar suas dúvidas e acaba reconhecendo que Deus é alpha e o Ômega, o princípio e o fim de todas as coisas, pois se não fosse pelo arquiteto maior, nada existiria, nem mesmo o conhecimento que nos é concedido. Por isso duvide, problematize mas não se esqueça que até a dúvida que criamos é o Ser Supremo que nos concede.

A auto-suficiência do homem.

Descartes em seu método discute que a razão é base para todas as coisa, é uma resposta concreta para todas as coisas, tudo pode ser entendido e descoberto através dela. Quando existe a dúvida, existe também a busca pelo conhecimento, pelo "ir além" da imaginação, existe uma busca em concretizar pensamentos e duvidas.
Essa busca pelo conhecer mais, da razão como embasamento para tudo causa no Homem uma ruptura com Deus, um afastamento, o Homem torna-se auto-suficiente, o centro do universo. Rompe paradigmas, faze-o desprender de suas convicções, suas vontades, seus anseios em busca do novo, do desconhecido.
O Homem busca conhecer todas as coisas, colocando-se no lugar de Deus. A razão, a tecnologia, as convicções, a dúvida, leva a esse distanciamento do homem com o sobrenatural, o Homem torna-se independente de um poder superior, pois segundo sua razão, ciência tem se em mente que tudo pode, tudo consegue e tudo sabe sem precisar depender de influencias sobrenaturais, porém em algum momento dessa trajetória se depara com o desconhecido, que não pode explicar com a razão, se depara com o inexplicável, nesse momento o Homem retorna ao princípio de todas as coisas, Deus.

Bárbara Sousa Piraí
1º ano Serviço Social Noturno
UNESP Franca

Supremacia da Razão

 Analisando a obra O Discurso do Método de René Descartes chego a conclusão de que nós seres pensantes nascemos para questionar o meio onde vivemos para por meio da nossa compreensão, duvidar é parte da nossa rotina e como consequência da dúvida vem a resposta, nos acarretando ao conhecimento. Descartes acredita que para o que nós não encontramos explicação, a resposta é divina, é obra do engenheiro de todas as coisas: Deus.

 Somos dotados de bom senso, o que nos diferencia de uma pessoa para outra é a forma como encaramos a vida, a nossa perspectiva sobre um determinado contexto. Já que cada um é criado de uma maneira, com valores diferentes, convivendo com vários pontos de vista e aprendendo a criar o nosso própio ponto de vista, através desta vivência.

  O Discurso do Método mesmo sendo feito há séculos atrás, é recente no nosso dia a dia pois nos deparamos a todo momento com as pensamentos de Descartes questionando sobre as crenças e os dogmas, duvidando e através da dúvida encontrando uma resposta na razão, nas provas ou seja na Ciência. Ele já nos falava sobre a Ciência à séculos atrás, hoje a cada dia nos deparamos com novos fatos e fica evidentemente que hoje a maioria dos homem acaba dando mais importância a Ciência que é uma coisa que pode ser provada do que a religião que necessita da fé do homem. Esse fato me preocupa porque é provavel que o dia em que a ciência vai se tornar mais importante que a religião, pode estar mais próximo do que imaginamos.

 

Gabrielle Stéphany Nascimento Sgarbi, 1º SS Diurno

Razão e emoção balanceada

Atualmente, é comum encontrar pessoas divididas entre a razão e a emoção, mas em 1637 quando foi publicada a obra O Discurso do Método, Descartes acreditava que era necessário pensar racionalmente para chegar a uma verdade, pois a razão é um conhecimento frio e, assim o homem não utiliza de seus sentimentos e sim da ciência que segue em frente para chegar até determinada verdade.
Mas, e nós, como estamos pensando e agindo? Utilizamos a razão ou a emoção para solucionarmos diversos problemas e chegarmos até a verdade? Agimos por impulso quando se trata da emoção e com ela a nossa alegria é momentânea, já quando agimos com a razão pensamos em todas as consequencias antes de nos arriscar. Diferente de Descartes, acredito que não podemos ser movidos apenas pela razão, mas que deve haver um equilíbrio entre ambas.

Caroline Lopes Boareto 1º ano de SS-diurno 2012

A evolução através do método

Com a criação do método Descartes  procurava criar uma nova forma para fazer as ciências evoluírem.      

        Para dar inicio a esse novo método de investigação Descartes usou a dúvida como método principal, pois através da dúvida de que tudo aquilo que conhecemos é realmente real, nos faria procurar saber cada vez mais sobre tudo que acontece a nossa volta, e de tudo que temos como verdade.

        Essa procura pela “verdade” da verdade faz com que conheçamos as coisas mais á fundo e assim levando nosso horizonte do conhecimento cada vez mais longe.

        E essa busca traz e trouxe para as ciências a capacidade de evolução através do acúmulo de conhecimento, que podemos observar no nosso tempo, que usa o método de Descartes como base para a evolução de todas as ciências já existentes.

        O que deve ficar bem claro é que Descartes não ignora os conhecimentos já existentes, mais através deles procura uma “nova verdade”, para que não haja mais dúvidas, sobre tais convicções.

        Assim sendo posso dizer que ao meu entender á “dúvida” de Descartes transformou o mundo, e nos mostrou uma forma prática e coerente de buscar o conhecimento, através de seu método revolucionário.


             POR- PÂMELA EUNICE MOREIRA, PRIMEIRO ANO SERVIÇO SOCIAL NOTURNO

O homem duvida, a arte questiona

Sendo as dúvidas e os questionamentos a maior onda de força que Descartes possuiu, a partir disso ele pode concluir que somente a razão pode explicar tudo, pois a razão está contida no homem, e só o homem é capaz de explicar racionalmente.
Tendo isso em vista, a capacidade de questionar e duvidar estão presente na música, no teatro e no cinema, pois a arte é a mais pura imitação da vida, podendo ser uma porta de criticas ou uma representação das injustiças sociais. O homem duvida, a arte questiona, a razão então é levada ao extremo, surgindo perguntas sobre as guerras, a fome, a miséria, a solidão, as drogas.
Portanto, a dúvida leva a razão, e isso faz com que refletimos sobre o mundo, a realidade, e não com um pensamento ingênuo, mas sim critico, pois nos faz crescer, tanto intelectualmente quanto espiritualmente.

"O que eu consigo ver é só um terço do problema
É o Sistema que tem que mudar
Não se pode parar de lutar
Senão não muda
A Juventude tem que estar a fim,
Tem que se unir,
O abuso do trabalho infantil, a ignorância
Só faz destruir a esperança
Na TV o que eles falam sobre o jovem não é sério
Deixa ele viver! É o que Liga."
Não É Sério
Charlie Brown Jr.

Noelly Jayne
1º de SS diurno.

Duvidar por quê?

A busca por aprimoramento intelectual tem como principal barreira as nossas próprias cargas advindas de experiências anteriores. Pode-se então dizer, que a proposta de Descartes se torna em todos os sentidos, atual. O seu interesse de se desligar de tudo o que prendia a conceitos pré-concebidos, tornou a sua participação na sociedade mais efetiva.

E como futuros Assistentes Sociais, é preciso despir-nos de tudo o que possa interferir de forma negativa em nosso olhar e pensar sociológico, para assim atuar com imparcialidade em qualquer decisão a ser tomada. Tornando-nos assim “um profissional criativo e inventivo, capaz de entender “o tempo presente, os homens presentes, a vida presente” e nela atuar, contribuindo, também para moldar os rumos de sua história”, como relata Marilda V. Iamamoto, em “O serviço social na contemporaneidade”, p.49.

Evidentemente as ideias de Descartes tiveram uma extensa divulgação e assim utilizadas por muitos, no entanto, o que se percebe no presente século é um total radicalismo das mesmas. Cabem então alguns questionamentos: O se quer para o futuro? Manter esse radicalismo? Permanecer no centro do senso comum? Ou se propor a fazer a diferença, mesmo que essa vontade não seja nada além de uma utopia, mas no mínimo garantindo a tentativa. Fazer valer “penso, logo existo”.
Giselle Morais, SS Diurno.

O inatismo da razão e conhecimento acadêmico.

Descartes busca mostrar como chegou a uma nova maneira de  compreensão da razão, deixando de lado o que aprendeu nas escolas tradicionais e clássicas. O contexto histórico do surgimento da linha de pensamento de Descartes se dá na queda do sistema feudal e a ascensão da urbanização e do capitalismo, consequentemente de uma nova classe social, a  burguesia, nesse período também que se constituíram as nações com seus territórios,  povos, culturas e idiomas.
Os desdobramentos deste processo cuminam na exposição de novas ideias, etnias e culturas, aflorado pelo Renascimento que transforma a maneira de visão do mundo. É  a passagem para a modernidade.
O pensamento cartesiano propõe que a razão enquanto condição inata, faça a mediação entre o homem e o mundo  que pode ser acessível ao sentidos e a ciência, a partir da ação da sujeito. O mundo é ‘’aquilo que se mede e calcula’’.Revelando a dualidade entre coisa e objeto.
Atualmente o pensamento cartesiano ainda rende frutos. O culto a razão e o conhecimento empírico são recorrentes na Academia, e vem ganhando espaço no decorrer do tempo na substituição do senso comum com seu procedimento critério de verdade ·.


Amanda Bacin Ramalho 1ºSS Diurno 

Em busca de um método indubitável


Desde os primeiros traços da sociedade, o ser humano busca sanar suas dúvidas e questionamentos para com o universo. Em “O Discurso do Método”, Descartes exemplifica essa necessidade de duvidar, de gerar conflitos internos que o impulsionem a procurar respostas para todos esses questionamentos e não tomar como verdade qualquer ideia imposta. E para responder com clareza a todas essas incertezas, precisamos de conhecimento, esse gerador da razão e do pensamento, razão essa que controla a nossa tendência de seguir pensamentos influenciados pelas paixões. Se no século XVII Descartes frisou a tendência do ser humano em tomar decisões por influencia de sentimentos, sem o uso da coerência, hoje no século XXI, muitas pessoas deixam que as paixões as levem. A falta da buscar novos conhecimentos e de reflexão fazem algumas pessoas tornarem-se pensadores-padrão, sem novas dúvidas, sem novas ideias.
Para Descartes, para podermos criar ou escolher uma verdade, inicialmente temos que nos desprendermos do preconceito e do julgamento impostos pelo senso comum que, nem no século XVII e nem na atualidade, podem ser usados como critério de verdade. Os dogmas, por muitos anos, foram dados como verdade absoluta! Hoje, tudo aquilo que não é racional é questionado e substituído pela ciência. O desenvolvimento e a modernidade romperam com os pensamentos primitivos e mitológicos, sendo destacada no texto de Descartes o papel da ciência exata como base para um conhecimento firme e sem margens de erros.
O método que Descartes criou, gerou uma sociedade Cartesiana que só crê naquilo que for indubitável. Na contemporaneidade essa linha de pensamento é facilmente aceita e usada pela maioria, mas há 400 anos, quando o dogma e a alquimia eram tidos como base para todos os eventos e mudanças, essas teorias foram tidas como fora dos padrões do senso comum,  já citado anteriormente, não se devendo levar como verdade. Ao tomar essas ideias como verdade e lutar para que suas máximas fossem lidas e praticadas, Descartes obteve, como repercussão, essa sociedade Cartesiana, pronta para questionar e buscar sempre novas formas de conhecimento.

Luísa Fernandes 1◦ ano S.S Diurno



O Discurso do Passado com a Prática do Presente

Tendo por base o Discurso do Método de René Descartes, obra feita em em 1637, onde resumidamente o questionamento aos dogmas, superstição, crenças, é bem intenso, trazendo a ideia da Ciência Exata como explicação para as grandes dúvidas recorrentes, ou seja, não aceitando mais as explicações dogmáticas como resposta, mas não questionando a existência de Deus, e sim colocando-o como o engenheiro de tudo que é inexplicável, nunca questionando a fé. Outro conceito também levantado por Descartes, é o uso da Ciência para o bem homem.
Trazendo estes conceitos para a Contemporaneidade, podemos dizer que está acontecendo a prática destes conceitos teóricos de Descartes, tendo em vista que a Ciência teve um avanço absurdo, ocupando o lugar da Igreja, no sentido das explicações. Hoje, a maioria da sociedade questiona muito mais o que acontece, busca- informações, explicações científicas, mas ainda assim permanecendo a fé.Como dito acima, podemos notar que a teoria de Descartes consegue dialogar com o nosso presente, mesmo após séculos.
Mas um questionamento que é muito pertinente, é se realmente o uso da Ciência é usado para o bem do homem, para o bem da sociedade como um todo.Muitas vezes, o uso da Ciência é voltado para uma parte da sociedade, e até mesmo para o interesse próprio, onde há envolvimento de questões políticas. Como exemplo temos o grande avanço da Ciência que foi na Segunda Guerra Mundial com o surgimento da Bomba Atômica.
Com isso, questiono: Realmente a Ciência foi usada para o bem do homem?

Juliana Marton Moretti - SS - Diurno.

Realidades e Conflitos

      Muitas vezes pensamos diferentes das outras pessoas devido a realidades diferente, mesmo sendo da mesma espécie, corremos atrás de coisas muitas vezes desnecessárias julgando ser tão importante quando na realidade não são. Descartes viu que quanto mais conhecimento ele adquiria, mais dúvidas ele tinha em relação ao entendimento do ser humano e que o aprendizado com a ciência e história do passado é muito importante para entender melhor a mente humana e proporcionar melhorias com o que se aprendeu no passado e vem aperfeiçoando nas várias ciências.
        As vezes procuramos conhecer tantas coisas, lugares e ficamos ignorantes em nosso próprio meio. O poeta após duvidar de tudo, saiu a campo em busca de algo mais, viu que se fechasse em um gabinete iria surtir efeito contrário, se saísse a campo para aprender a diferenciar o "verdadeiro do falso" e mesmo saindo ele viu que as diversidades eram grandes então decidiu que a mudança teria de vir dele, resolveu a seguir os costumes que lhes fora dado e passou a escolher o lado prático e cômodo das coisas, com isso resolveu a seguir em frente e por mais que ele quisesse, ele procurava não desviar de sua opinião que havia decidido seguir, mesmo quando suas opiniões não concordassem mas a razão a induzia, aí o filósofo vê que não pode mudar o mundo, que muitas vezes a necessidade de todos é soberana ás nossa, vê então que apenas seus pensamentos estavam em seu poder, a única coisa que podia mudar era seus pensamentos, então decide que o melhor a fazer é cultivar a razão e progredir no conhecimento da verdade e com isso ele iria crescer em todos os aspectos tentando levar uma vida mais normal e quando ficava tentado, se restringia a "ler livros e frequentar homens de letras".
         O filósofo se sente deslocado, duvidando de tudo que achava racional, duvidando até de sua própria existência, mas conclui que "pra pensar é preciso existir" e é preciso do imperfeito para chegar a perfeição porque a única explicação da perfeição é Deus.  Talvez o poeta não estivesse querendo ser Deus?
         Deus é soberano e perfeito em tudo que faz. Acreditar em uma força divina que é Deus, e nos dá a certeza e segurança para fazermos tudo aproximar o mais da perfeição.


Keila Salgado de Freitas
23/03/2012
Desconfiando das antigas certezas.

"Desconfio que foi sempre assim
Chega de mentir e de iludir
Encarar de frente é o que temos a fazer
Desconfio que é bem melhor assim."
                         Desconfio-CPM 22.

Da obra "Discurso do Método", René Descartes, entende-se que todo ser humano, na qualidade de ser pensante,  deve instituir a dúvida como ponto de partida para suas reflexões. Não uma dúvida meramente especulativa, mas baseada no senso e na razão, a fim de criar um questionamento sólido, capaz de gerar respostas que ultrapassem o senso comum, respostas que possam ser creditadas como verdades cinetíficas.

Pode-se dizer ainda que  o conteúdo da obra é, e será sempre atual, uma vez que o mundo evolui e com a evolução surjam novos dogmas e teorias. Esses dois últimos, serão então, necessariamente, cabíveis de questionamentos, e em consequência natural,  haverá dúvidas e reflexões sobres os citados.  Além disso, se observarmos bem, veremos que a prática da dúvida metódica de Descartes, é presente no nosso cotidiano; o simples fato de escolhermos um entre vários, indica quie através da nossa razão, reconhecemos no escolhido qualidades superiores às dos demais. Feito...utilizamos a metodologia cartesiana.

E por fim comparo Descartes ao poeta de quase quatrocentos anos depois. Ambos desconfiaram que as concepções sempre tiveram o mesmo conteúdo, mas que talvez estes não fossem verdades absolutas; tudo aquilo que viam poderia ser apenas ilusões provocadas pelos sentimentos. Eis então que ambos se decidem a encarar de frente, questionar em busca de algo novo, mais correto. Eles precisaram fazer isso, eles fizeram e acabram por descobrir que era bem melhor assim.

Viviane C. Rosa Cassiano, 1° SS Diurno-2012