sábado, 31 de março de 2012

A experiência como princípio do conhecimento

Francis Bacon procura em Novum Organum estabelecer um novo método para adquirir conhecimento através da experimentação, da observação e da cura dos vícios da mente humana. Com sua crítica aos gregos e a sua filosofia, ele nos passa a idéia de que somente palavras não são capazes de construir algo concreto, visto que nenhum conhecimento está pronto e acabado, pois este é infinito; e que a ciência só é relevante se for capaz de produzir bens úteis aos homens.
A mente não deve ser guiada por si mesma e sim por mecanismos da experiência que faz com que nós possamos conhecer afundo determinado assunto e não só se basear em conhecimentos já passados anteriormente, somente através da contemplação. É preciso também se livrar de alguns conceitos que obscurecem a mente humana e que Bacon os chama de ídolos. Estes conceitos divididos em ídolos da tribo, da caverna, do foro e do teatro; acabam nos dando falsas percepções de mundo. Vários fatores são responsáveis por obscurecer a nossa mente, como a interferência dos sentidos e das paixões para construir o conhecimento (ídolos da tribo), o ambiente onde o homem se formou e viveu (ídolos da caverna), as relações pessoais e as associações  que os homens fazem (ídolos do foro) e as superstições  e tudo o que está relacionado a ela, como a religião, a magia, a astrologia e os sistemas filosóficos
(ídolos do teatro).
Podemos observar esses fatores que obscurecem a mente na nossa sociedade. Basta olhar para os homens e constatar que muitos estão tomados de conceitos prontos e acabam não buscando experiências novas para conhecer determinado assunto. É necessário então se livrar de conceitos e viver a situação em que se encaixa determinado assunto para adquirir o real e o nosso próprio conhecimento em relação a algo, sem que outros fatores interfiram na nossa percepção.

Gabriela Cristina Braga Bisco - 1° Ano Serviço Social - Noturno