segunda-feira, 9 de abril de 2012

A clareza cientifica em beneficio do homem

O conhecimento serve para produzir um novo tipo de conhecimento mais profundo sobre determinada ciência.
Para Francis Bacon, o estudo aprofundado da ciência e da natureza deve ser baseado apenas em fatos impi ricos, sem qualquer envolvimento com mitos e superstições. Assim, Bacon se assemelha ao conceito de Decartes, que propõe a mesma linha de pensamento.
A mente só pode ter um conhecimento por uma razão real, vivida na prática. O que a mente produz é totalmente baseado naquilo que se está vivendo. Bacon propõe que essa experiência vivida seja compartilhada, colocada em prática, compartilhando experiências e informações.
Nota-se uma crítica de Bacon aos meios de estudos dos gregos naquele tempo, "a sua sabedoria é farta em palavras, mas estéril de obras... (p. 34)". O meio de estudo era somente a suposição, a fantasia, para ele isso era algo irrelevante. Fazer ciência é um estudo/ conhecimento aprofundado de alto regulamento, relacionados a realidade, e vividos na prática. Seu método de estudo era o da interpretação, explorando a natureza. Assim, interpretando o mundo para chegar nas respostas.
Querendo se afastar das distorções da mente, capazes de criar uma falsa representação do real, ele criou uma série de "ídolos", destingindo uns aos outros para assim explicar as razões psicológicas do homem. Entre eles, o que mais se destaca são os "ídolos do teatro", que seriam sistemas filósofos incapazes de serem estudados na experiência, como magia e religião.
Portanto, para Bacon, fazer ciência é se aproximar de Deus, a ciência atual como representação dos atuais fenômenos divinos.

Ariana Marcelo, 1° SS- diurno.

Francis Bacon - Razão e Experiência

Na Obra Novum Organum, inicialmente, Bacon preocupou-se com os "Ídolos", análise de falsas noções que seriam essas análises responsáveis por erros cometidos pela ciência ou pelos homens que diziam fazer ciência, isto passa a ser um dos aspectos mais fascinantes e de interesse permanente na filosofia de Bacon, onde ele apresenta um novo método de pesquisa.

Segundo Bacon, a descoberta de fatos verdadeiros não depende do raciocínio silogístico aristotélico, mas de "Observação" e "Experimentação" regulada pelo raciocínio indutivo. O conhecimento verdadeiro é resultado da concordância da variação dos fenômenos que, se devidamente observados, apresentam a causa real dos fenômenos. Para isso, no entanto, diz Bacon, ser necessário descrever de modo pormenorizado os fatos observados.

O método de Bacon tinha por objetivo constituir uma nova maneira de estudar os fenômenos naturais. Francis Bacon assume a paternidade da ciência moderna ao gerar o Novum Organum, tem a intensão de repaginar a posição do homem e da ciência frente à natureza balizando-se em justa posição. O Homem para Bacon é intérprete da natureza, ou seja, um leitor nato, um desbravador que a utiliza para compreender e fazer, transformar e modificar pela observação e análise os fatos e fenômenos que ocorrem nela em seu curso natural.


Eder Miranda, 1º SS Noturno

Descartes o Discurso do Método

Descartes no Discurso do Método mostra discórdia do estudo tradicional da Filosofia Clássica; ele conclui que na história da filosofia, não havia nada de tão absurdo afirmado por algum Filósofo; ele constata que a cultura em geral não oferece nenhum saber que seja isento de dúvidas e útil para a vida e reforça que nada existe que seja dado ao homem que não pode ser posto em dúvida. Cabe portanto, reformar o conhecimento e fundamentá-lo a partir de novas e sólidas bases.

Partindo do relato de sua biografia intelectual ele expõe grandes traços do seu novo sistema filosófico que consiste em: não aceitar nada que não seja evidente, evitando a prevenção e a precipitação; dividir o problema em partes; conduzir por ordem o pensamento, dos mais simples aos mais complexos; efetuar enumerações completas para ter certeza de não ter esquecido de nada. Esse texto do Discurso do Método foi fundamental para a origem da Filosofia Moderna.

Descartes parte da certeza inicial do sujeito pensante, nele descobre Deus como idéia inata, daí conclui a impossibilidade do erro absoluto e propõe como forma de superação a adoção das regras metodológicas; Temos assim o saber fundado agora na subjetividade humana e não mais no ser. Ele privilegia a "Razão" e essa se encontra no "Homem".

Descartes abre assim o Caminho para o Desencantamento do Mundo.


Eder Miranda 1º SS Noturno




Em seu texto Novum  Organum , Francis Bacon, aprofunda uma discussão sobre como  podemos identificarmos a verdade ,com métodos inovadores ,rompendo com os até ali usados pelas ciências humanas.

Bacon ,diferente de filósofos antigos,acredita que agora a verdade deve também ser experimentada e não só estudada.Através disso ,faz até críticas sobre  grandes pensadores do passado ,se referindo por exemplo ,aos gregos ,como tagarelas, sobre quem muito falavam e nada agiam.Para ele ,a interpretação da natureza em si só não mais bastava ,é preciso comprová-la ,é preciso colocar em ação as verdades constituídas.

Nesse seu novo método de filosofia ,Bacon  nos adianta fatores influenciadores de nossa mente,destacando principalmente os quatro tipos de ídolos existentes.Dentre eles, estão :o da caverna,o do foro ,o da tribo e o do teatro,ambos com um enorme poder de transpassar um  valor humano de acordo com seu tempo e sua cultura,que rompe com a clareza das idéias ,impedindo os homens de progredir .

O autor deixa claro, que a filosofia nunca deve se dar por terminada em nenhum ponto,pois ninguém é conhecedor de tudo ,sempre haverá dúvidas ,novidades ...o desconhecido sempre fará parte da própria natureza ,o que podemos fazer para tentar ao menos nos aproximar de uma mera verdade ,é nos aprofundarmos em nossos pensamentos ,estudos e principalmente experimentarmos um pouco de cada coisa ,para assim ,tentar saciar um pouco dessa vontade de tudo querer uma resposta exata,pois a filosofia  está longe de ser exata .

Karine Fico ,ss diurno

Nada além da verdade comprovada

  Que toda a idolatria caia por terra e possamos apenas acreditar naquilo que se viu e pôde verdadeiramente vivenciar e comprovar, todo aquele conhecimento fundado em explicações que não há método de comprovar sua veracidade, é equivocado na visão de Francis Bacon em seu novo método.

  Somos criados em sociedades que mantém a sua cultura e suas doutrinas formadas desde os tempos mais primórdios e a partir daí uma personalidade é moldada tendo como base a crença familiar, os ensinamentos que obtiveram de pai pra filho, os ídolos, nas quais podem haver a questão de senso comum, pois não são realmente aprofundados e estudados os acontecimentos, não são comprovados pela ciência, essa religiosidade é baseada numa crença, algo que não se comprova, apenas se acredita no sobrenatural.

  O conhecimento Baconiano nos apresenta o método empírico (Que se apoia exclusivamente na experiência e na observação) a experiência como base, assim podemos crer exatamente naquilo que vivenciamos e, além disso, não apenas observar, o conhecimento cientifico só é possível quando é explorado.

  Em qualquer sentido a razão deve ser guiada pela experiência, nada sabemos de antemão, só se sabe depois de explorar a natureza, nossa condição humana não permite que obtenhamos conhecimento por si só, é preciso da ciência e da razão ligada à experiência.

Julia 1° ano Serviço Social Noturno.

SABER É PODER

Para Francis Bacon, as políticas e as ciências deveriam sofrer profundas mudanças já que estas deveriam estar voltadas para a construção da perspectiva do homem e para a melhoria de sua vida. Ele busca eliminar,então, em sua obra Novum Organum, a lógica Aristotélica quando introduz a perspectiva indutiva da experiência do real ou da natureza (experiência empírica) para a construção dessa experiência ou uma vez que a mente humana elimina todos os ídolos do conhecimento, a alma esta pronta para construir um NOVO saber.
 Empirísta nato que foi, Bacon considera que todo conhecimento humano não advém de silogismos racionais mas do conhecimento prático e mais precisamente da experimentação científica. A regulação da mente se faz necessária por esses mecanismos da experiência uma vez que as pessoas preferem acreditar naquilo que as convém, se deixando levar por doutrinas viciosas.
Francis Bacon - A Razão acima de tudo

   Todos daquela época disseram que o mundo já estava pronto, que não havia mais nada a ser descoberto, mas se enganaram. Para Bacon o conhecimento é infinito, para ele a idéia das possibilidades da ciência se vale do raciocínio que vem da experiencia (do real).
   A observação no momento em que elas estão acontecendo seria a real experiência. a razão não trabalha sozinha e necessita de se eliminar a fantasia. É necessário interpretar a natureza a partir da observação, do contato real com o objeto.
   Bacon não deixava que a mente se guiasse sozinha, para ele a verdade só existia se se fosse na prática, a verdadeira experiência.
    Era necessário também que se curasse a mente de todos os vícios anteriores para que a mente fosse regulada nos mecanismos da ciência, do método científico.
                                                                                                   Sarah Moreira - 1º SS noturno
                                        Novum Organum 
                                                              Francis Bacon


Interpretar a natureza
Com um método que traga clareza
Pensar por antecipação
Sem p´re conceitos mais com a razão


Com experiência e observação
Para obtermos uma razão
Em busca da verdade
 Um novo método estudarão

A verdade sem sem ilusão
 Encontraremos com conclusão
 Que esse método inovador também é comprovador

Adquirindo conhecimento
E conseguindo o entendimento
Não só com o argumento


Deixando nossos ídolos
Com uma nova concepção
Analizarmos melhor os fatos e ampliarmos a visão

                                                                                  Damaris Valença da Silva
Francis Bacon - O Primeiro "Ousado" Do Século XVI /XVIII

Podemos observar que até hoje no nosso século a realização das "coisas", dos processos, dos métodos em todos os aspectos da vida cotidiana (saúde, política, educação, família e etc.) ainda se perdem nos caminhos da sua execução por falta de prioridades e profundidade.
Porém desde muitos séculos antes do nosso já se iniciava estudos, afirmações e interrogativas sobre como proceder com os métodos para esclarecer com a ciência os porquês das situações e que as respostas deveriam ser estudadas, testadas e experimentadas antes de qualquer tipo de esclarecimento fantasioso que no final não fazia sentido algum, mas que com o passar das gerações transformava-se em verdades.
Trazendo os estudos de Francis Bacon para nossa realidade o que fica mais forte é que ainda hoje pessoas despreparadas muitas vezes assumem funções perante a sociedade para melhorar, desenvolver alguns procedimentos de melhoria e por falta de experiência, profissionalismo e principalmente estudo e pesquisa, fazem de forma errada, utilizam a moeda (verbas) de forma inconsciente e não atingem o resultado. E as expectativas das pessoas não são superadas e esta "sobra" de esperança é transferida para uma fé que no final tudo dará certo.

Aline Vieira Gomes - 1° Ano Serviço Social Noturno - Unesp

René Descartes - O Racional

Todos os seres humanos tem em seu instinto de homem uma necessidade de conhcer e encontrar respostas da sua existência no Universo, de encontrar explicações para todas e quaisquer situação em que ele está incluído e como interfere nela direta e indiretamente.
Para René Descartes o ideal foi encontrar um equilíbrio para seu pensamento e sua existência de uma forma em que ele podia explicar tudo de uma maneira prática e racional. E para as coisas que ele não podia explicar ele simplesmente enumerava as prioridades das mais simples as mais complexas e racionalmente buscava metodologicamente resolver cada situação.
Para Descartespor exemplo poderia ser doloroso ter que utilizar a emoção e a levar em consideração para resolver algum conflito, mais ouso dizer que era muito mais um processo de fuga, uma válvula de escape que o deixava emocionalmente melhor e mais equilibrado.
E concluo que todos nós somos assim, buscamos o "nosso método" de interpretar e conduzir a nossa vida e o nosso ponto de equilíbrio.

Aline Vieira Gomes - 1° Ano Serviço Social Noturno - Unesp

Palavras não transformam, em oposição às ações e as vivências, que elevam


Nunca há de usar-se apenas a razão, a mente não pode guiar-se por si mesma, assim disse Bacon, pois nossa mente é vulnerável aos ídolos, a ilusão.
            Muito já foi questionado e talvez “decodificado”, mesmo assim há de se duvidar até do que já foi possivelmente desvendado, pois nada é absolutamente tão certo, temos muito que descobrir ainda, portanto, o questionamento é essencial no século em que vivemos, este em que muitas ideias estão prontas, porém muitas não são concretas.
            Nascemos, nos chocamos com um mundo incógnito, que nos apresenta frases prontas e pensamentos postos, não querem que questionemos, apenas aceitemos o que seria o destino, o que seria certo para os outros.
            Tudo isto é questionável, mas além do questionamento é necessária a vivência.
            A exemplo da nossa vida, onde tudo se é guardado, os erros e acertos, são as experiências, o real, que nos fazem concretizar o que é veraz.
            Não nos baseemos então somente pela filosofia dos antigos, que dizem estar certo.
            É preciso ir além do que nos passam. Nós homens temos a deficiência de fantasiar ao máximo os fatos. Ignorando assim o que é objetivo concreto.
            Quando a experiência nos ensinar o que é verdade, tudo o mais será colaboração para o bem comum. Será real a partir do observar e explorar o profundo concreto de cada incerteza, conhecer a fundo a natureza de tudo.
            É fato que as idolatrias obscurecem o que é verídico.  Tomemos cuidado então ao analisar fatos utilizando apenas a nossa mente, pois dela vem os costumes, influências, sentimentos e tudo o mais que distorce o que é real (Os tais ídolos que Francis Bacon diz seguramente atrapalhar o conhecimento).
Elvis M. Ferreira 1° ano SS noturno

Filosofia - amor pelo saber e pela experiência

"O intelecto humano não é luz pura, pois recebe influência da vontade e dos afetos, donde se poder gerar a ciência que se quer. Pois o homem se inclina a ter por verdade o que prefere. Em vista disso, rejeita as dificuldades, levado pela impaciência da investigação; a sobriedade, porque sofreia a esperança; os princípios supremos da natureza, em favor da superstição; a luz da experiência, em favor da arrogância e do orgulho, evitando se ocupar de coisas vis e efêmeras; paradoxos, por respeito à opinião do vulgo. Enfim, inúmeras são as fórmulas pelas quais o sentimento, quase sempre imperceptivelmente, se insinua e afeta o intelecto."
(Aforismo XLIX)

Bacon mais se parece com um cientista que estuda a medicina ou a matemática do que a filosofia, pois seu método de comprovação é a partir da experimentação, e ele não confia no que não possa ser comprovado. Mesmo que seja difícil encontrar respostas para a ciência e a filosofia, é necessário que haja insistência nas investigações, usando como método a experimentação, apesar de que houveram pessoas que não aderiram a nenhuma regra, apoiando-se apenas no agito da mente, pois ela é vulnerável e suscetível a qualquer influência. O método que Bacon acha justo e válido consiste em, geralmente, ignorar o trabalho automático da mente, opondo-se aos que cujo método consiste na sensibilidade de opiniões. É necessário treinar a mente conforme o estudo, fazer dela um objeto para o auxílio do trabalho, com regras que devem ser estabelecidas. A mente não deve caminhar por si só, ela deve ser direcionada conforme a pergunta feita e a resposta desejada.
Bacon diz que a dialética não serviu em nada para o progresso do conhecimento. "Na primeira das vias o intelecto deixado a si mesmo acompanha e se fia nas forças da dialética. Pois a mente anseia por ascender aos princípios mais gerais para aí então se deter. A seguir, desdenha a experiência. E tais males são incrementados pela dialética, na pompa de suas disputas" (Aforismo XX). A mente deve ter mecanismos, como se fosse um relógio - é possível tanto mentir sobre o horário quanto corrigir, e existe uma engenharia por trás disso. Existem pessoas que preferem seu relógio adiantado ou atrasado, exatamente como acontece com a mente humana. Quem considera-se adiantado é, acima de tudo, equivocado, pois assim como a ciência de sua época, na qual o homem deve trabalhar e respeitar o ritmo, acontece com o relógio. Deve-se tanto respeitar o ponteiro dos segundos e minutos (pequenas ou médias descobertas) quanto das horas (grandes descobertas). E aqueles que tentarem adiantar-se sobre o conhecimento na verdade não chegarão a lugar algum, pois não estarão acompanhando o curso natural dos acontecimentos. Os ponteiros são como os métodos, e assim como os ponteiros, os métodos direcionam a resposta. É como se as pessoas que "deixam a mente dançar" fossem um relógio do sol - existe, sim, um método. Mas ele não é tão confiável e certamente poderá nos deixar sem resultado algum.

Bacon e a razão juntamente com a experiência

    Assim como Descartes possibilitou o estudo da razão á fundo, Bacon também abrange o estudo da razão juntamente com a experimentação, ou seja, apenas a explicação pela razão não é o suficiente para trazer coisas concretas. Assim a razão necessariamente se comprova com a EXPERIÊNCIA.
     Bacon destaca que a ciência tem como o objetivo, mudar a vida de cada indivíduo, partindo desde então do real. A partir disso, Bacon critica os filósofos que davam assuntos e algumas questões por encerradas, e também ás filosofias gregas que eram fantasiosas (como por exemplo, ele cita alguns tipos de "Ídolos": ídolos da tribo, ídolos da caverna, ídolos do foro, ídolos do teatro)...que impedia de uma certa forma o crescimento e os avanços da ciência. A experiência entra como a principal ferramenta para esse desenvolvimento.
     Para Bacon, nada melhor e necessário do que falar do vivido e do real, e para isso é necessário que tenha conhecimento e faça interpretação para se fazer a transformação.
A principal questão que Bacon propõe é a cura da mente, ou seja, excluir todos os tipos de "ídolos", e sim, propor a CIÊNCIA DA EXPERIMENTAÇÃO, através da racionalidade.

Mariana Costa, 1 ano de Serviço Social, Diurno.