quinta-feira, 19 de abril de 2012

Ponto de Mutação- Bernet Capra, 1990.


      Não raras vezes são levantados embates entre defensores das ciências antigas e os das modernas. Nesses campos de discussão observamos a colocação de diversos pontos sobre essas ciências: a sua validade, aplicação, consequências, benefícios e malefícios que proporcionam. O filme “Ponto de Mutação”, através de três personagens, aborda essa questão.
       A crítica principal do filme recai sobre as teorias de René Descartes e Francis Bacon. Enquanto  Descartes apresentava todo seu pensamento de maneira muito objetiva, chegando a comparar o mundo à uma máquina, ou relógio , cujas engrenagens funcionam independentes entre si, o filme vem dizer que há inúmeras conexões entre todos os elementos do planeta e que estas não podem ser ignoradas, porque nada pode sobreviver sozinho. Quanto à Bacon, que ditava o conceito de que “sabe é poder”, o filme até concorda, mas logo ressalta que conceito foi aplicado de maneira equivocada.  O filme sugere que este pensamento deveria ter sido praticado no sentido pessoal, com o objetivo de ajudar o homem a se relacionar melhor com a natureza e com as pessoas, e não passar a explorá-las desenfreadamente, como o fez; o homem deveria utilizar o saber para dominar à si, e não tudo o que estivesse ao seu redor.
      A partir dessas colocações fica bastante claro que o principal objetivo da obra de Bernet Capra, é fazer com que o homem deixe de enxergar a si como um fragmento e, passe a se integrar muito mais intensamente com todo o sistema de mundo no qual tem papel muito importante. Percebe-se ainda a valorização da vida em sociedade, como algo muito além do explicável,  e de inestimável valor.
     Por consideração final, convido todos à nutrir em cada um de nós um ponto de mutação capaz de abandonar quaisquer concepções egoístas e preconceituosas. E acima de tudo, que possamos sempre nos esforçar para entender e melhorar as relações das quais participamos.

Viviane C. Rosa Cassiano. 

Apenas uma nova visão não basta

No filme "Ponto de Mutação", a discussão abordada sobre questões da sociedade, revela que, uma nova visão de mundo pode mudar toda uma linha de raciocínio. O fato de propor que entendamos todo o mecanismo de uma sociedade até o seu produto, faz com que pensamos um pouco mais em modificar situações a simplesmente tentar mudar o feito já realizado.
Mas, apenas ter essa visão não basta. Tem que lutar! E o que mais chama a atenção no filme, não é o fato da personagem Sonia propor ideias para uma melhoria na sociedade capitalista, e sim, o fato dela deixar que suas ideias sejam irrelevantes. Quando o candidato a presidente sugere que ela entre na política pra ajudá-lo com toda a bagagem social que ela possui, ela simplesmente nega. É claro que a política é de uma forma 'suja'     e pode corromper a moralidade humana, mas é por meio dela que começaremos a implantar essas ideias na cabeça da sociedade.
A imagem de uma cientista frustada que se isola e não deixa que nada penetre na sua vida é também um modo egocêntrico de lidar com toda a escória da sociedade. O fato dela não querer se misturar com os demais, negar entreterimento com sua própria filha, e não fazer absolutamente nada para tentar mudar esse cenário que o mundo vive hoje, não ajuda a idealizar sua visão.
De que adianta você saber o que a sociedade precisa, e não fazer nada para mudar? É claro que não é fácil, mas tentar fazer sua parte é essencial. E me faz pensar que com essa linha de raciocínio, é que de fato faz com que nossa sociedade capitalista seja como é: Egoísta, fútil e manipuladora.

Mariane Stabile Gomes - 1º ano Serviço Social - Diurno

Em busca de um novo método


No filme "Ponto de Mutação", os personagens criticam o modo como Descartes caracterizava o mundo sendo um grande mecanismo, e defendem que não é suficiente conhecer somente as partes e trabalhar uma por uma, tem que ser entendido o todo, procurar a raiz do problema e achar a solução que possa melhorar todo o processo em si.

O homem nada mais é do que uma pequena parcela, um simples fragmento do mundo, e esta interligado a uma série de relações entre o universo  e a cada atitude precipitada que o homem toma poderá afetar tudo ao seu redor.

O filme traz a ideia da necessidade de uma nova ciência, um novo método que possa ser eficaz para os problemas que o mundo vivencia nesse momento. Descartes,Bacon,Newton foram grandes pensadores do seu tempo mas as teorias que criaram não são validas para os problemas que o mundo enfrenta hoje.Tudo na natureza se renova,até as células do nosso corpo se renovam todos os dias, como foi dito no filme. Também nós temos que renovar nossa maneira de ver o mundo, e não ficarmos presos apenas em uma visão cartesiana de ver as coisas.  


Brenda Stefany de Sá Santos 1º SS diurno

Mudança de Essência



 

  
Como estudado e retratado em “Ponto de Mutação”, Descartes, Bacon e Newton implantaram um pensamento mecanicista nos séculos XVI e XVII. O  homem era visto  como uma máquina devido ao grande avanço Científico, usando a natureza apenas para si próprio. Esta ideia embora passados séculos perpetua até os dias atuais com grande agressividade ao ser humano e à natureza.
Mas será que a ideia Cartesiana responde as expectativas quanto seres humanos na atualidade?
Com as atenções voltadas apenas para o mercado, para o capital, para o consumo, somos enxergados não mais como seres humanos, como indivíduos, e sim como parte integrante de um sistema maior, onde somos vistos como números. A  natureza  é explorada agressivamente e é vista como uma mercadoria.
Vivemos hoje uma crise de recursos naturais, não há mais o equilíbrio da natureza com as nossas necessidades, devido ao consumismo excessivo e não planejamento da escassez destes recursos.  Há uma insustentabilidade  do planeta.
Precisamos de uma nova maneira de enxergar o mundo,  o pensamento mecanicista não pode ser mais válido para a atualidade, há a necessidade de uma nova relação da natureza com o humano, uma nova visão do mundo.     

Juliana Marton Moretti - 1° Serviço Social - Diurno