quinta-feira, 3 de maio de 2012

"De geração para geração"

Desde que nascemos nos é traçada uma linha com algumas “obrigações” a cumprir. Fazer nossa higiene pessoal, por exemplo, quando crianças isso se torna uma preocupação aos pais, que nos mandam tomar banho e escovar os dentes quase que o tempo todo. Respeitar os mais velhos, ir à escola, fazer a lição de casa, dormir no horário combinado (detalhe: combinado por eles somente), enfim uma série de tarefas.
Já crescidos, nossos valores passam a serem outros, não que deixamos de tomar banho ou escovar os dentes, mas passamos a carregar o peso de responder por tudo que falamos ou defendemos, e mais, se houver irresponsabilidades excessivas, respondemos judicialmente também.
Na fase adulta temos que atender as necessidades dos grupos que vivenciamos, pois a sociedade nos cobra o tempo todo, nos constrangendo. Chegou um momento muito cobrado pelo “grupo”: o casamento. Gerar filhos. Manter uma ordem para que haja a reprodução social.
Tem dias que o despertador toca e é hora de ir trabalhar. Mas quem disse que estou com vontade? Porém quem te disse que você tem querer ou que pode faltar por livre e espontânea vontade?
Por mais que você não queira, determinadas funções você tem que desempenhar ao longo de sua vida, não somente para ser "aceito" pela sociedade ou grupo, mas porque você precisa cumprir seu papel na sociedade.
O índice de suicídio cresce a cada dia, justamente pela pressão que a sociedade faz ao individuo, pressão essa que vem de todos os grupos: amigos, trabalho, família, escola, relacionamento amoroso, etc. O tal estresse da sociedade moderna, para que o indivíduo prospere.
VOCÊ cumpre o seu papel na sociedade?
De que maneira?
REFLITA!

“A vida de uma nação, como a de um indivíduo, é uma ruína perpétua, uma sequência de desabamentos, uma interminável expansão de misérias e crimes.”
Anatole France


Daniela Junqueira Palhares - 1º ano SS - Noturno

O fato social de Durkheim X O fato social da realidade


O pós-positivismo de Durkheim dá-se pelo estudo do fato social como coisa. Isto é pelo estudo da realidade social distanciando dos princípios pessoais. As particularidades da sociedade sendo analisadas, observadas e reconhecidas pelo seu poder de coagir sobre um indivíduo. Para ele, todos os comportamentos humanos são sociais.
Os mecanismos da sociedade exercem influência sobre nós de uma forma que não percebamos. Embora, muitas vezes achamos que fazemos coisas ou agimos de certo modo por mérito apenas nosso não nos damos conta que a sociedade já impôs seu objetivo para conosco. Desde que nascemos somos impostos por regras, que se desenvolve com o crescimento e amadurecimento humano, com o passar do tempo. Mas sempre fazendo o que a sociedade quer.
Mas será que tudo o que nos envolve é mesmo por influência social? Essa ideia de Durkheim cabe a nossa realidade? Será possível termos uma noção da sociedade sem levarmos conta nossos ideais, nossa cultura e nossos valores?.
Em seu estudo, Durkheim cita o suicídio como exemplo de fato social. Se analisarmos os motivos da maioria da população suicida no nosso país, podemos dizer sim que as pressões sociais somando com problemas pessoais possam vir como os responsáveis. A sociedade sim seria um serial killer perfeito para a humanidade.
Mas, paramos pra pensar em outra sociedade. Na Suécia, por exemplo, os jovens são considerados suicidas por motivos totalmente diferente da nossa realidade. Um país desenvolvido onde o IDH é elevadíssimo, pobreza praticamente nula, tecnologia e educação de altíssima qualidade, considerados os melhores, ou seja, com toda uma estrutura social sem crise, levam jovens ao suicídio por motivos que podemos considerar pessoais. Muitos se questionam seus objetivos de vida, já que não precisam lutar pra conseguir, pois já possuem de tudo.
A insatisfação de si mesmo não é pressionada pela sociedade nesse aspecto. Então, de um modo que não generalizemos o suicídio não poderia ser um fato social a ser discutido por todas as sociedades, e sim algumas.
Acredito que Durkheim tenha sido sensato em seus estudos, mas a generalização não é um método aceito. O universo humano é bem complexo pra se criar teorias sólidas para explorá-lo.

Mariane Stabile Gomes - 1º ano Serviço Social - Diurno

Durkheim tem de ver pra crer.


Durkheim tem de ver pra crer.


                  Durkheim tinha uma visão pós-positivista com grande influência Baconiana, sua metodologia sociológica eram analisadas como uma coisa, pedra era pedra, portanto a ideia de Durkheim introduz a ciência universitária e pós-positivista. Ele era radicalmente fundado na realidade. A sociedade era observada sem qualquer sentimento e para ele não existia pensamento individual, só coletivo e que o indivíduo é coagido ás regras sociais, ou seja, que a sociedade estabelece como regra. Somos levados pelas regras do grupo em que pertencemos e aprendemos desde criança a agir de acordo com a regra dela para que funcione organizadamente.
                  Quando um indivíduo suicida ele está sofrendo pressão do meio em que vive, e não se encaixando, a única saída que ele vê é se excluindo, tirando sua vida, praticando o ato. O trabalho também é um sacrifício que a sociedade impõe ao indivíduo. Durkheim vai da ideia para a coisa; observa, formula a ideia para fazer a coisa.
                    A sociologia para Durkheim é uma ciência das realidades. Para Durkheim o cientista tem de se distanciar do objeto de estudo porque se não, ele não consegue analisá-lo sem colocar suas convicções e sentimentos, mas se o objeto de estudo é a própria humanidade? “Isolar para analisar”, fazer objeto de estudo, há de se ter o mínimo de distanciamento ao objeto, tentar entender de forma profunda é fazer ciência. A forma de explicar as coisas era muito próxima a da Idade Média de construir ideias, como as coisas devem ser e não como são.
                     Para Durkheim, a sociologia leva vantagens sobre a psicologia no cotidiano das pessoas, em razão dos fatos sociais como: comportamento, moda, gosto, etc. O agir social ele nos acompanha 24 horas por dia. O agir diferente de algum indivíduo nos causa estranheza. A sociedade dita às regras e os indivíduos vão sendo domesticados/socializados desde que nascem. O casamento é uma função social de reprodução da sociedade. Pouquíssimas manifestações são individuais, depende do ponto de vista. O comportamento dos indivíduos tem sincronias coletivas como população, urbanização, arquitetura, comunicação, transporte... São frutos de um padrão coletivo.
                      Para Durkheim, tudo que é fora, é uma patologia e ele também percebe a mudança social.

Keira Salgado de Freitas.
S.S.diúrno

INTENÇÃO POSITIVA


A simples intenção, a idéia "Positiva" sobre os fatos sociais não são suficientes para que o melhor resultado ou solução aconteça.

Trago-lhes um fato social em que somente a Ação Positivista não foi suficiente para a Solução do Problema:

- Uma Empresa passava por sérios problemas com Conflitos Internos, o que desencadeava uma série de outros problemas nas demais operações da organização.
Vendo esta situação o Sócio/Diretor tem a intenção positiva de contratar uma consultoria externa para resolver o mau-estar e garantir o sucesso das atividades de sua indústria.
A consultoria por sua vez ao chegar na Empresa chamou o Dono e o seu gerente para entender o que estava acontecendo, os dois por sua vez passaram então os conflitos a serem resolvidos e os problemas que estavam enfrentando.
Passado algumas semanas a consultoria que trabalhou numa sala fechada e sem interrupções de nenhum funcionário, passou a - "Grande Solução Positiva" para que a Empresa voltasse ao seu curso normal.
O Dono então agradeceu, pagou e dispensou a consultoria; e otimista chamou seu gerente e passou lhe a Teoria e pediu que colocasse em prática com a Equipe.
Passado alguns meses o Proprietário percebeu que nada havia mudado, muito pelo contrário, o mau estar havida aumentado depois da estadia da Consultoria ali. Então triste na sala do café desabafou com a sua Copeira que lhe disse:
- Idéia para a "Ordem" que o senhor mandou colocolar em prática é boa; mas o senhor já pensou em passar um tempo conosco no nosso ambiente de trabalho e sentir de nós o que realmente precisamos?

Enfim, este fato fictício nos mostra a idéia que a Intenção por mais Positiva e Ideal que seja, sem a vivência, o diagnóstico e a experiência, pode não ter o efeito esperado na PRÁTICA - na vida REAL.

Aline Vieira Gomes
1° Ano Serviço Social Noturno - Unesp