sábado, 5 de maio de 2012

A pressão invisível

       Temos conhecimento que desde os primórdios da humanidade, os homens têm vivido agrupados.Viver em sociedade faz com que sejamos o que somos, não como opção individual, mas por uma cerção social.Por mais que se apregoe hoje o individualismo, que as escolhas são nossas e que somos responsáveis por nossos atos, de acordo com Durkeim não é bem assim.
        Está intrínseco, em nós o ser social, para podermos ser aceitos no mundo. Os adultos têm a obrigação, de formar nas crianças esse ser social e isto , segundo Durkeim é uma imposição na qual muitas vezes nem percebemos.Somos formados para passar certos conceitos e comportamentos para as outras gerações.Porém, quando os pais , mestres ou outros adultos não cumprem este papel para com as crianças, ou quando o indivíduo resolve, a não cumprir essas regras sociais, têm -se uma patologia.O Estado protege esse indivíduo, a sociedade não, ela rejeita e condena .
         Muito interessante o pensamento de Durkeim, que nos faz analisar os nossos comportamentos cotidianos com profundidade.Só penso que é uma luta, muito grande e invísivel da sociedade para manter a ordem social . Ao mesmo tempo que se fala em tolerância racial , de genêro sexual e outras; se impõe certos conceitos, como a moda, a beleza, o status; e aqueles que não se enquadram nestes conceitos são rejeitados socialmente.

Andréa B. Defendi Feliciano- SS diurno.

Como é ser você sem eles (sociedade)?

Desde pequenos somos regulados, regrados.
A liberdade existe?
Parece que não. Estamos presos a sociedade, a costumes e regras.
Influenciados pelo coercitivo externo. Muitas vezes deixamos de ser e fazer o que queremos, e a pressão pra ser aquilo que esperam é tanta que há seres que não aguentam e deixam de viver.


A música "pequeno cidadão" de Arnaldo Antunes evidencia o fato social. De uma forma explicita mostra como somos exigidos e vigiados pela sociedade.


Agora pode tomar banho
Agora pode sentar pra comer
Agora pode escovar os dentes
Agora pega o livro, pode ler.

Agora tem que jogar videogame
Agora tem que assistir TV
Agora tem que comer chocolate
Agora tem que gritar pra valer!

Agora pode fazer a lição
Agora pode arrumar o quarto
Agora pega o que jogou no chão
Agora pode amarrar o sapato

Agira tem que jogar bola dentro de casa
Agora tem que bagunçar
Agora tem que sujar de lama
Agora tem que pular no sofá!

É sinal de educação
Fazer sua obrigação
Para ter o seu direito de pequeno cidadão.
Elvis M. Ferreira
1° ano Serviço Social Noturno



Abaixo a opressão que a sociedade impõem !


          Sempre achamos que temos o direito de fazer o que queremos, de ir e vir, só não lembramos que tudo isso é imposto pela sociedade. Um exemplo fácil de se entender é o uso da roupa. Antigamente os índios andavam nus e não havia problema nenhum, até que se criou um Estado e junto com ele uma sociedade. E para se fazer parte dessa sociedade, devemos usar roupas. Engraçado a sociedade, o homem podem andar sem camisa, mas a mulher não, isso é vulgar, até onde então a sociedade tem razão? Até onde ela tem o direito de interferir na nossa vida?  A sociedade julga errado por exemplo, que duas mulheres tomem banho juntas, mas qual é o problema de uma mãe e uma filha tomarem banho juntas? A sociedade tem o direito de interferir no seio família? Na educação de uma família?
          Acho sim que há necessidade de ter regras, mas não acho que a sociedade deve ter o controle de tudo.  Se pudéssemos fazer o que queremos desde que isso não estrague a ordem, aposto que seriamos mais felizes. Abaixo a opressão que essa sociedade nos impõem e viva a liberdade! Liberdade essa de falar, de se vestir, de comer o que quiser, de fazer o que quiser. Não devemos mais se sentir oprimidos, temos o poder de mudar, só não mudamos porque não queremos.  Tem uma música do Raimundos, que no trecho fala assim: “Liberdade de Expressão Deixa eu falar filha da puta! Expressão A livre expressão é que constrói a nação Independente da moeda ou sua cotação” porque é essa liberdade que constrói uma nação diferente, com várias cor, crenças, personalidades e modos de pensar, não haveria graça se todos fossemos iguais, por isso viva a diversidade da vida, viva essa liberdade que temos de ser diferente e não só mais um bonequinho da sociedade.


Indivíduos ou instrumentos da sociedade?


Desde que nascemos  somos expostos a regras , que nos diz o que fazer, o que vestir, o que falar, regas estas criadas pela sociedade como sendo o "certo", e quando se percebe já viramos mais um instrumento da sociedade.


Na sociedade ha uma diversidade de grupos diferentes com opiniões diferntes, mas como diz Durkheim existe uma corrente de opinião  que excerce uma influencia mais forte sobre todos e essa corrente é que vai  nos "modelando" conforme seus interesses e fixa em nos uma concepção pré estabelecida de sociedade, e não esta abeta a coisas nova e diferentes, ficando sempre naquele mesmo padrão seja  no meio polítco ou  na arquitetura.


Na musica a seguir retrata bem esse "controle" que a sociedade exerce sobre os indivíduos,como se tudo fizesse parte de um sistema em que tudo tem que estar em sua devida ordem.


Admirável Chip Novo
Pitty


Pane no sistema, alguém me desconfigurou
Aonde estão meus olhos de robô?
Eu não sabia, eu não tinha percebido
Eu sempre achei que era vivo
Parafuso e fluído em lugar de articulação


Até achava que aqui batia um coração
Nada é orgânico, é tudo programado
E eu achando que tinha me libertado
Mas lá vem eles novamente
E eu sei o que vão fazer:
Reinstalar o sistema


Pense, fale, compre, beba
Leia, vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga
Tenha, morre, gaste e viva


Pense, fale, compre, beba
Leia, vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga...
Não senhor, Sim senhor (2x)


Mas lá vem eles novamente
E eu sei o que vão fazer:
Reinstalar o sistema.


Brenda Stefany de Sá Santos -1º SS diurno

Distanciamento da constituição orgânica-psíquica.

Tirinha como reflexão sobre "Que é fato social?" de Monsieur Émile Durkheim. Para melhor visualização, visite link da imagem: http://tiny.cc/k4ludw


por Vitor Moretti Zonetti, Serviço Social, Noturno.

Forma individual de ser?


Desde que nascemos é imposto durante nossa educação, formas de agir, vestir, hábitos como a higiene, horas de dormir e as regras de convivência perante a sociedade.
Com o tempo acabamos deixando de ser instruídos e acabamos adquirindo hábitos individuais. Mas mesmo adquirindo maneiras ‘’individuais ‘’ de se vestir ou falar, por exemplo, sempre acabamos seguindo normas da sociedade.
Mesmo aqueles que se dizem rebeldes que se vestem ou agem de formas diferentes e tentam fugir dessa imposição seguindo o ‘’padrão social’’, acaba se encaixando em algum padrão de pessoas que pensam e agem da mesma forma.
Em uma sociedade existem vários grupos sociais, isso é diferentes grupos com pessoas com características especificas seja a forma de se vestir ou falar.
Mas todas as pessoas mesmo sendo de grupos sociais diferentes seguem o mesmo ‘’padrão’’ em relações especificas, por imposição ou pressão exercida pela sociedade em que vivem.
Um exemplo é que não importa se a pessoa pertence ao grupo dos católicos ou agnósticos. Se ela sair na rua nua, será julgada pela sociedade por este ato.
Podemos por fim ver que qualquer individuo, não importa qual seja ou grupo social pertencente, é influenciado pela sociedade.

Restauração do sistema capitalista

O homem nasce relativamente monopolizado pela mídia, um padrão comum que todos seguem diretamente e indiretamente trabalhando para um poder maior O capitalismo. Assim como afirma Durkheim, “Esses tipos de conduta ou de pensamento não apenas são exteriores ao indivíduo, como também são dotados de uma força imperativa e coercitiva em virtude da qual se impõem a ele, quer ele queira, quer não.” Essa é a formação da ordem social, o sistema prosperando como vida dos  indivíduos. Não tem como conter a robotização humana, pois o que é conveniente de crescimento, ninguém gosta, pois ninguém quer ser um revolucionário, se opor ao sistema que nos trás “benefícios”, tal que o processo para tal revolução permuta por várias gerações para obter resultados significativos, ou seja, a busca da independência cívica é continua.
A música ”Geração Coca-cola” do Legião Urbana, remonta essa perspectiva.

Quando nascemos fomos programados
A receber o que vocês

Nos empurram com os enlatados
Dos U.S.A. de nove as seis.

Desde pequenos nós comemos lixo
Comercial e industrial
Mas agora chegou nossa vez

Vamos cuspir de volta o lixo em cima de vocês
Somos os filhos da revolução

Somos burgueses sem religião
Somos o futuro da nação

Geração Cola-Cola
Depois de 20 anos na escola

Não é difícil aprender
Todas as manhas do seu jogo sujo

Não é assim que tem que ser
Vamos fazer nosso dever de casa

E aí então vocês vão ver
Suas crianças derrubando reis
Fazer comédia no cinema com as suas leis


Somos os filhos da revolução
Somos burgueses sem religião
Somos o futuro da nação
Geração Cocal-Cola [...]
A letra remete exatamente como acontece na inocência da civilização contemporânea, desde o momento em que nascemos somos programados e com a insensata existência de um controle. E na tentativa de fazer uma revolução, somos novamente submetidos a um sistema, ou seja, outra geração, restauração de um novo ciclo, pois não tem onde nem como contrapor-se a ordem imposta na realidade.

TAUANE LUIZ - 1° SS/ NOTURNO                

Construção da civilização: ordem positivista.
Augusto Comte

Augusto Comte deu a origem à corrente positivista, cujo objetivo é adentrar com um método de construção de conhecimento. Através desse, toma-se decisões observando o movimento da sociedade de forma como seguem a vida: produção, consumo, socialização, culturas, trabalho e outros fatores. Assim, para tal construção, são constituídos dois meios de formação: o Teológico em que tudo se dá pelo feito de um ser superior, como Deus por exemplo. E o Metafísico que constitui os aspectos utópicos caracterizados por nós mesmos, além do mundo físico.

O lado bom da linha positivista é a determinada liberdade para elaborar quaisquer seres e objetos abstratos e concretos, animados e inanimados, e extremas vontades e desejos em nossos pensamentos. Porém, para segui-lo têm várias dificuldades, visto que, por meio dessa doutrina somos privados de agir conforme pensamos, tanto que, haverá riscos de prejudicar a ordem social. Por exemplo, o projeto de instauração da usina hidrelétrica “Tele Pires” na divisa do Estado do Pará com Mato Grosso, região considerada pelos indígenas sagrado. Nesse caso, o positivismo entra na reorganização da sociedade, viabilizando os motivos para construção¹ e invalidando a não-construção². 

¹  o grande potencial de energia gerada; região sem patrimônio legal dos indígenas que lá habitam; e por ter uma quantidade pequena de famílias habitadas nesse local, logo, a facilidade de retirá-las para não correrem riscos com as inundações em alta escala.

² área conservada pelos indígenas considerada sagrada; local onde muitos nasceram, construíram legados, e acostumaram-se a viver.

Sendo assim, o preceito do positivismo remete ao homem o modelo legislativo do sistema, que é seguir um processo operacional para manter a ordem, pois pensar em status pessoais não significa construir um meio social comum para todos.  Isto quer dizer que, manifestações, atos, passeatas, contra estagnações de trabalho foge dessa linha, e o positivismo vê que mesmo havendo imprudências em cargos de serviços como Garis, trabalhadores industriais, operadores de obras, médicos, doutores e vários outros profissionais devem se submeter á essas estabilidades, pois sem esses profissionais, não haverá ordem estática no sistema, aquilo que a sociedade depende. 

TAUANE LUIZ - 1° SS/ NOTURNO

FATO SOCIAL: que coisa é essa?


    Muitos conservadores se assustariam ao ver alguém referindo-se à sociedade deles ou à seus comportamentos como “coisa”. Durkheim promoveu esse susto! Ele propôs em seu livro “As Regras do Método Sociológico” que os comportamentos coletivos da sociedade fossem tratados como tal; não para minimizar os integrantes desses grupos, mas para praticar uma ciência que priorizasse o intelecto, a razão e a análise, e não apenas as ideias pré-concebidas sobre as sociedades e seus movimentos. Essa ciência constitui fielmente o domínio da Sociologia.
    Na qualidade de pós-positivista, Émile-Durkheim, retoma a proposta de Augusto Comte, não sem criticar o autor. Para ele a metodologia proposta era muito correta e consistente, no entanto, o trabalho prático de Comte, fugia à regra que ele mesmo propusera, pois este dava maior importância às suas ideias sobre os fatos, do que aos fatos propriamente ditos.
    Durkheim dizia ainda que todos os movimentos da sociedade são impregnados nos indivíduos e não ao contrario. A educação consistia, então, em uma série de imposições sociais que iam se enraizando em todos integrantes de uma sociedade. Tanto que se pode observar como exemplo, as características de um jovem estadunidense comparadas às de um moçambicano; eles têm valores diferentes, valores e preocupações distintos. E é interessante dizer que segundo o autor, essas imposições eram feitas não para a boa formação  dos indivíduos, mas para o bom funcionamento da sociedade.
    Falo aqui sobre a importância da coletividade de um fato, para que ele possa ser considerado fato social. Como já exemplificado em sala de aula; há cinquenta anos atrás o homossexualismo era tratado com fato individual, pois abrangia (ou pelo menos, assumidamente) uma ínfima parcela da sociedade. Já hoje deve ser tratado como fato social porque tem um nível de coletividade muito elevado. Com esse exemplo fica claro que os fatos sociais devem ser parte integrante de grande parte da sociedade e não de apenas um pequeno grupo.
    E para concluir  aponto qual é a prerrogativa essencial para que se possa entender e trabalhar em cima dos fatores sociais: é necessária uma investigação rigorosa de toda manifestação da vida coletiva para que se faça uma análise precisa e objetiva da sociedade. Ou seja, devemos sempre buscar conhecer muito bem, para somente depois, elaborar nossas opiniões e julgamentos.

 Viviane C. Rosa  Cassiano

Regras, e mais regras

Desde quando nascemos à sociedae já começa a nos influenciar, um bom exemplo sria quando as meninas recém-nascidas já são colocodas na maioria das vezes cm roupas cor-de-rosa, furar as orelhas para serem colocados ali brincos. A sociedade impõe certas regras e se você não seguir o padrão você é o diferente, o conservador, o careta, entre outros mais . E por mais que não estejamos de acordo com certas atitudes quando nos inserimos em algum tipo de grupo consequentemente estaremos seguindo algum tipo de regra de ideia vinculada a este grupo. Normas e mais normas a sociedade nos impõe como a própria moda que em alguns ambientes é de extrema importância para um grupo social . Para Durkheim devemos observar e analisar a sociedade sem colocarmos nossas expectativas e idealizações,de tal forma que até o próprio autor acreditava que Comte não teria sido totalmente positivista. Devemos olhar a sociedade como ela realmente é . Um bom filme a ser lembrado seria ''A espera de um milagre'' aonde um inocente ao ser visto com garotas mortas sem ao menos algum esclarecimento da parte dele pois estava em choque, levaram o para a morte enquanto o criminoso deste caso era um trabalhador em que a nossa sociedade conforme a imagem que ele passava demostrava ser uma pessoa confiável. Mas como o outro não possuía roupas adequadas e era negro , entre outros fatores fizeram dele o culpado. Quando algo é desviado dos padrões que a própria sociedade delimita a forma como tratamos isto é de chama-los de ma patologia da sociedade.
 Apenas reflita sobre o que o mundo te mostra como certo .

                             Esse mundo não vale o mundo
                                     O Teatro Mágico

É preciso ter pra ser ou não ser
Eis a questão
Ter direito ao corpo e ao proceder
Sem inquisição
A impostura cega, absurda e imunda
A quem convém?
Esta hetero-intolerância branca te faz refém[...]
                          

Ana Carolina Magiero de Sousa - 1 ano de SS- diurno