domingo, 6 de maio de 2012

Durkheim e a sociedade


Émile Durkheim analisava a sociedade como coisa,isto é,se despir de qualquer sentimento,ter um certo distanciamento entre o observador e o observado,e não se deixar influenciar pelo que está vendo,não colocar seus próprios sentimentos para fazer um julgamento. Para ele, era preciso observar para construir um conhecimento,sem esse conhecimento não era possível  conhecer. “Das coisas para as ideias” essa era uma “filosofia” de Durkheim,ele acreditava que era a partir do que ele via nas sociedades que ele poderia construir algo e não ao contrário,não poderia ter nenhum pré-conceito sobre as sociedades,nenhuma ideia antecipada. Ele fala da influência que a sociedade tem na vida de cada indivíduo,desde que nascemos a sociedade nos impõe valores,regras,o que devemos vestir ou o que devemos ouvir,e é a partir daí que nos formamos.Cada sociedade está inserida em um grupo que das formas mais diversas tem suas regras,até mesmo grupos que “pregam” a liberdade de certa forma,seguem regras.


Larissa de Oliveira Carneiro. 1° ano de SS noturno.

Durkheim: o ponto de mutação do Positivismo

Durkheim chega a nós com ideias absolutamente cabíveis à praticamente qualquer época. Ele contesta e transforma algumas ideias positivistas deixadas por Comte, e assim cria novas maneiras de se ver novos mundos.
Se desliga nesse momento das leis imutáveis que antes foram tão defendidas. Porém, ainda há uma certa visão funcionalista sobre as sociedades.
As instituições continuam a modelar a sociedade. Os erros das instituições continuam a serem vistos nas mazelas da sociedade. Mazelas essas que devem ser entendidas através de novas ideias, já que os fatos sociais que geram as sociedades, nunca são iguais em todos os tempos.
Aqui surge o ponto de mutação que Durkheim propõe para o positivismo.
"Quebre as leis imutáveis do positivismo. Cada sociedade com seus problemas, e assim, com suas soluções!"
As mazelas surgem através dos fatos sociais, e acaba virando parte deles naturalmente.
A acomodação não gera mudanças. Nem de perspectivas, nem da realidade concreta.
O ponto de mutação é necessário para que essas leis imutáveis saia da mente da sociedade, e que só assim, as instituições mudem, para que a sociedade mude e algumas mazelas sejam resolvidas.


                    Ana Carolina de Souza, SS Diurno.

De fora para dentro


Desde a infância somos moldados pelo meio onde vivemos, recebemos varias influências que na maioria das vezes são imperceptíveis, mas que constituem o que somos. Formam nossos valores, ideais, princípios, baseados em uma moral que nos é ensinada, e que  fica impregnada de uma forma  tão intensa que  mesmo estando sozinhos , ainda agimos segundo o padrão que nos foi imposto.
Ao perceber todas essas influências tendemos a nos revoltar contra elas, e buscar novas formas de agir e pensar, quando encontramos começamos a julgar os outros como alienados, sem perceber que não deixamos de ser influenciados, apenas mudou o grupo que vai nos influenciar. Mesmo que o sentimento seja de ser diferente, estamos sendo iguais, só que agora a um grupo diferente.
 Dificilmente  vamos conseguir nos livrar completamente dessas influências, mas tentar perceber e entender acredito já ser um bom começo, afinal nenhuma sociedade conhecida é completamente livre de padrões, até porque seria complicado pensar na organização da mesma.
Tatiane O. Cardoso 1°ano SS diurno 

Fato social


Durkheim inicia sua argumentação colocando à prova a lógica da vida social, confrontando a origem de nossos costumes com as nossas verdadeiras vontades ou necessidades. Ele inicia da seguinte forma : “Antes de indagar qual o método que convém ao estudo dos fatos sociais, é necessário saber que fatos podem ser assim chamados. A questão é tanto mais necessária quanto esta qualificação é utilizada sem muita precisão. Empregam-na correntemente para designar quase todos os fenômenos que passam no interior da sociedade. Todavia, desse ponto de vista, não haveria por assim dizer nenhum acontecimento humano que não pudesse ser chamado de social”. Ressaltando, primeiramente, o conhecimento do que realmente é o fato social, e de que forma podemos observá-lo.
        Ele segue: “Quando desempenho meus deveres de irmão, de esposo ou de cidadão, quando me desincumbo de encargos que contraí, pratico deveres que estão definidos fora de mim e de meus atos, no direito e nos costumes. A realidade, esta não deixa de ser objetiva, pois não fui eu quem os criou, mas recebi-os através da educação. Estamos, pois, diante de maneiras de agir, de pensar e de sentir que apresentam a propriedade marcante de existir fora das consciências individuais”. Fica evidente que nesse ponto ele expõe, então, o seu objetivo principal, dizendo que o comportamento dos indivíduos é puramente fabricado pela sociedade.
        Em seguida Durkheim fala sobre o poder coercitivo da sociedade, de forma que qualquer tentativa de ir contra as tendências sociais é reprimida ou revidada com a mesma intensidade, e que toda inovação tem de pagar um preço por quebrar com os costumes: “Esses tipos de conduta ou de pensamento não são apenas exteriores ao indivíduo, são também dotados de um poder imperativo e coercitivo, em virtude do qual se lhe impõem, quer queira, quer não. Se experimento violar as leis do direito, estas reagem contra mim de maneira a impedir meu ato se ainda é tempo, com o fim de anulá-lo e restabelece-lo em sua forma normal. Se sou industrial, nada me proíbe de trabalhar utilizando processos e técnicas do século passado, mas, se o fizer, terei a ruína como resultado inevitável. Mesmo quando posso realmente me libertar destas regras e violá-las com sucesso, vejo-me sempre obrigado a lutar contra elas”.
        Na sequência ele diz: “Sabe-se, além disso, que toda coerção social não é necessariamente exclusiva com relação à personalidade individual. Toda a educação consiste num esforço contínuo para impor às crianças maneiras de ver, de sentir e de agir às quais elas não chegariam espontaneamente. Desde os primeiros anos de vida, são as crianças forçadas a comer, beber, dormir em horas regulares, são constrangidas a terem hábitos higiênicos, a serem calmas e obedientes, mais tarde, obrigamo-las a aprender a pensar nos demais, a respeitar usos e conveniências, forçamo-las ao trabalho, e com o tempo esta coerção deixa de ser sentida, é porque pouco a pouco dá lugar à hábitos, a tendências internas que a tornam inútil, mas que não substituem senão porque dela derivam”. Podemos perceber como ele exemplifica a nossa formação social desde os nossos primeiros anos de vida, sempre em busca de uma modelo que possui a aprovação da sociedade.
        Para finalizar ele diz: “Se a população se comprime na cidades em lugar de se dispersar nos campos, é porque existe uma corrente de opinião, uma pressão coletiva que impõe aos indivíduos essa concentração. Nossa definição compreenderá, pois, todo o definido, se dissermos: é fato social toda maneira de agir fixa ou não, suscetível de exercer sobre o indivíduo uma coerção exterior, ou então ainda, que é geral na extensão de uma sociedade dada, apresentando uma existência própria, independente das manifestações individuais que possa ter”. Dessa forma podemos ver que segundo Durkheim toda ação do homem na sociedade é em função da mesma, e quando vai contra ela usa de todos os seus aparatos para punir o individuo.

Luciana Pires - 1° SS Noturno

"Diga-me 'quais regras segues' e eu te direis que és"

Nós mulheres quando nascemos somos colocadas em roupas cor-de-rosa e na maioria das vezes furam nossas orelhas. Mais quando concordamos com tais escolhas? Segundo Durkheim essa característica é denominada coercitividade, são as leis e formas de vida que são passadas e impostas durante gerações e que são cobradas pela sociedade.

Essas regras se tornaram tão enraizadas que desde crianças somos educados e bombardeados com coisas que “podemos fazer em casa” e coisas que “podemos fazer em público\na sociedade”. Durkheim mostra a necessidade de compreender a sociedade e como ela constrói mecanismos de funcionamento e como ela enquadra os indivíduos em lugares, classes e grupos diferentes, mas para analisarmos os fatos sociais, devemos coloca-los como “coisas”, olhar as maneiras de agir, pensar e sentir exteriores ao indivíduo, e dotadas de um poder coercitivo, não pode confundir com fenômenos da natureza ou psicológicos, não existe comportamento individual, a sociedade nos influencia. E essa mesma sociedade que nos influencia, nos coage, permitindo ou proibindo determinados atos e pensamentos.

As regras fazem parte de qualquer grupo que escolhermos viver e acompanhar. Os anarquistas, por exemplo, vão contra o uso das regras sociais, porém, eles seguem regras que os impedem de seguir as regras da sociedade. Mas qual é o limite de existência de regras e imposições? Existe mesmo o nosso direito de ir e vir? Esses questionamentos fazem surgir determinados grupos, que refletem sobre seus direitos e deveres, sobre o tamanho da influencia que a sociedade exerce sobre nós. Ser livre é se enquadrar?




"O povo foge da ignorância
Apesar de viver tão perto dela
E sonham com melhores tempos idos
Contemplam essa vida numa cela...
Esperam nova possibilidade
De verem esse mundo se acabar
A Arca de Noé, o dirigível
Não voam nem se pode flutuar."

Luísa Fernandes - S.S Diurno

                           Imposição da sociedade

Durkheim estudava o social e não o indivíduo, pois queria entender todos os seres humanos. Dizia que as crianças seguiam um modelo criado pela sociedade, porque seus pais e professores as educavam, porém o autor queria que todos tivessem liberdade, entretanto não podemos deixar uma criança decidir as coisas sozinhas senão elas ficariam perdidas sem saber o que fazer. Vimos também que ele baseava-se nas teorias de Bacon e criticava algumas de Comte, pois para ele Comte preocupava-se com o positivismo, deixando a sociedade de lado. Dizia que o suicídio era um fato social, porque ocorria por alguma razão. Podemos citar o exemplo do poeta português, Mario De Sá Carneiro, pois ele suicidou-se por causa do seu descontentamento com a pátria, além disso não podia suportar as injustiças da sociedade portuguesa. O poeta deixou uma carta contando ao seu amigo Fernando Pessoa, que ficou muito surpreso com a notícia. Ele explica que as pessoas podem cometer atos terríveis quando fazem parte das famosas correntes sociais.
  As pessoas fazem muitas críticas ao trabalho desse autor, porém não entendem que ele foi muito importante para a sociologia e ajudou os seres humanos a compreender essa ciência tão diferente da matemática, biologia, química e física.

Observação: eu gostei muito desse autor, pois ele tem uma teoria muito boa sobre o suicídio, que ninguém havia mostrado. Ela faz muito sentido, porque já vi muitas pessoas que morreram graças a pressão social feita pela própria famílias.
 A partir do texto lembrei da música Geração Coca-cola de Legião Urbana:

Depois de vinte anos na escola
Não é difícil aprender
Todas as manhas do seu jogo sujo
Não é assim que tem que ser?
Vamos fazer nosso dever de casa

E aí então, vocês vão ver
Suas crianças derrubando reis
Fazer comédia no cinema com as suas leis...

Sociedade Imposta!

" Quando nascemos fomos programados
   A receber o que vocês nos empurraram
   Com os enlatados dos U.S.A, de 9 ás 6."

 Tudo foi imposto!
 Os códigos de comportamento, as modas, os gastos, as estatísticas são o que representam a dinâmica social e desde muito cedo somos manipulados a seguir um parâmetro. por exemplo: o que é passado para uma pessoa desde a infância, é que o certo( o que esta dentro dos padrões de uma sociedade) é um casal  que se constitui em um homem e uma mulher e não aquele que tem dois homens e duas mulheres, ou então, até mesmo a questão do padrão de belezza imposto em determinada sociedade. E com isso é explicito o quão a sociedade faz a nossa cabeça.
 Fazemos parte do social mesmo sem perceber! A sociedade sempre prevalece sobre o indivíduo. Ficamos e somos tão presos ao social que virou "regra" seguir os padrões da sociedade  se a pessoa não quiser ser vista como "diferente" do todo e a exlicação para isso é o denominado FATO SOCIAL, que consiste em: É tudo aquilo que independe do indivíduo e tem como substrato o agir do homem em sociedade, de acordo com as regras sociais.
 Enfim, a sociedade querendo ou não foi de alguma forma programada, porém podem ocorrer mudanças de habitos, pensamentos etc, isso só dependerá da pessoa.
 Em minha concepção, em  uma sociedade as diferenças devem sim existir!

Durkheim e a ciência da coletividade


Durkheim escreve no momento em que a sociologia começa a ser uma ciência acadêmica, afirmando que a sociedade sempre vai se prevalecer sobre o indivíduo e que há pouco espaço para o pensamento individual. Diz que o profissional sociólogo não pode se envolver emocionalmente com seu objeto de estudo e que precisamos nos livrar de pré conceitos, dos sentimentos, pois o objeto é como o profissional, uma pessoa, para que na análise veja um fenômeno social e não um objeto. Então, o fato social deveria ser visto como uma "coisa", um objeto de qualquer ciência. O grande erro da análise no momento é que a mesma vai da ideia para as coisas, que significa a reflexão anteriormente da observação, ou seja, os estudiosos da época primeiro faziam a sua teoria para depois tentar encaixar a sociedade nela, e não o contrário, como Émile afirma que deveria acontecer. Aqui, a pesquisa de campo avança, tanto na sociologia quanto na antropologia. A primeira é uma ciência da realidade e não das ideias. Durkheim é positivista, mas deseja ir além, pois Comte ainda é um pouco abstrato afirmando sobre a teoria da "ordem e progresso". O sociólogo afirma também que o papel da sociologia é interpretar o modo como a sociedade coage o indivíduo em suas ações, observar, analisar e interpretar os fatos, além de reconhecer os fatos sociais com razão da coesão que exercem sobre os indivíduos.

Mylena Sousa Piantamar – 1º ano SS noturno

Emile Durkheim- Fato Social



                                                                                                                                                                                                                                                                                        caminhos predestinados

Quando o homem surgiu, junto a ele veio a necessidade de se adequar ao meio onde vive. Adotou vários processos em que facilitasse o entrosamento e a boa convivência entre as outras pessoas.
                 Podemos analisar que cada sociedade possui um modo de viver com suas crenças, valores, visão politica e suas regras. A partir do momento em que seus descendentes nasceram, aprenderam a se adequar  aquele meio cheio de regras e caminhos predestinados e que se modificou com o passar do tempo, conforme a necessidade daquela sociedade até ao momento, podendo assim vos dizer “fato social”.
                O fato social é criado conforme a necessidade daquela sociedade e serve para manter a paz entre todos. Há os que descordem de todo o processo em que foi pré destinado a percorrer, porém a única saída seria mudar-se para outra sociedade que também teria seus processos  pré destinados .
                Podemos concluir que o fato social nada mais é que um conjunto de todas as regras e valores de uma determinada sociedade, sendo assim, não há o que se discutir, pois é algo maior do que qualquer necessidade pessoal e única , os que ousam desobedece-las  sofrem com todas as consequências, sendo elas morais ou legais

                                                              Kellen Karthunay Fradique - 1° SS noturno
 O QUE É UM FATO SOCIAL
  Todo indivíduo come, bebe, dorme, raciocina e a sociedade tem todo o interesse em que as funções se exerçam regularmente Portanto, sem esses fatos sociais a sociologia não teria objeto próprio e seu domínio se confundiria com a biologia  e o da psicologia.
  Mas, na realidade, há em toda sociedade um grupo determinado de fenômenos que se destinguem por caracteres daqueles que as outras ciências da natureza estudam.
  Para o autor, não deve se  analisar uma sociedade individualmente, mas coletivamente. Para ele os indivíduos vão se espelhar nos conhecimentos empíricos da sociedade. Isso é um fato social.
          ROBSON DE JESUS RIBEIRO 1°SS NOTURNO

                                                  Ciência do coletivo

 Para  Durkhein,a análise de uma sociedade não deve ser feita individualmente,mas coletivamente.Para ele ,o indivíduo desde seu nascimento já é programado aos hábitos e costumes presentes há tempos nessa sociedade.

Tudo o que envolve um fato social ,sempre será dependente de um acontecimento coletivo,pois como já foi citado ,desde sempre fomos moldados a seguir certas regras e comportamentos  que na maioria das vezes nem sabemos a raiz de determinada razão ,mas que se caso não os seguimos ,seria como que estivéssemos nos excluindo dessa sociedade e cometendo um suicídio social ,podendo ocasionar conseqüências desastrosas na vida desses rejeitados.

Para ele ,nem mesmo nossos sentimentos estão livres da  constante influência do pensamento dominante,pois poder haver aquela harmonia proporcionada pela ordem social ,muitos vivem em torno da procura de  uma adaptação forçada ,com o objetivo de se sentirem parte daquele meio ,reforçando ainda mais o conceito do coletivo.

Partindo desse conceito,a regra básica de Durkhein é tornar o fato social como uma coisa,assim partindo de nossas reflexões inevitadas, sobre  fatos que não fazem parte da ciência e tentando combiná-los com o real.Pois a idéia ,deve vir na frente ,uma vez que esta se dá antes  da prática.

Influenciados Pela Maioria


A sociedade descrita por Émile Durkheim está em constante mutação assim como seus padrões definitivos. Na medida em que a sociedade se desenvolve, envolvida por diversos fatores como descobertas científicas, por exemplo, seus padrões também se desenvolvem, é o que chamamos de “modernidade”.

Durkheim se apega à definição de fato social em seu primeiro capítulo e mostra a grande influência que as pessoas sofrem desde crianças do meio em que vivem. Toda maneira de agir, todo modo de pensar, as expressões que um indivíduo tem na sociedade e vice-versa, tudo isso é definido como um fato social. Dessa maneira, somos todos ensinados de acordo com pré-conceitos estabelecidos não por nós, mas bem antes de nós, assim sempre prevalecerá a sociedade sob o indivíduo, os hábitos e costumes que estão presentes em cada cultura é o que influencia seus indivíduos.

Para Durkheim é preciso analisar os fatos com distanciamento sentimental, com um olhar científico, “enxergar os fatos sociais como coisas”. Essa forma de pensar consiste em um modo mais imparcial de enxergar os fatos, vendo a sociologia como “Ciência da Realidade”.

Portanto é possível concluir que nesse pequeno capítulo conseguimos enxergar a definição daquilo que rege todo o comportamento humano desde seus princípios e de como somos moldados pela pressão coletiva em tudo o que fazemos no nosso dia-a-dia, mesmo que não a percebamos. 


Marina Borges - 1º ano S.S. noturno 

Emile Durkheim

O que você vai ser quando você crescer?


Pertencemos a varias instituições e assim devemos responder a todas elas, ou assim esperam todos de nós, indivíduos.
Pensando assim devemos questionar o que é liberdade? Somos totalmente livres ou essa tão falada liberdade acaba quando as regras de nossa sociedade ou instituições começam.
Liberdade é o que nossas instituições e sociedades nos ditam.
Um exemplo de que desde pequenos nos fazem seguir um padrão de vida é que uma criança do sexo feminino já é induzida a afazeres domésticos pois sempre ganha como presente bonecas que representam bebe, panelinhas e outros, enquanto a criança do sexo oposta já ganha carrinhos e são incentivados a serem o "garotão do papai".
Durkheim entre outras teses estudas esses comportamentos dos indivíduos e acredita que até mesmo um fato por mais individualista que seja é um reflexo da sociedade que ele vive, como por exemplo o suicídio que é um reflexo de que a sociedade vai mal.
Ele defendia a ideia de que para estudar um determinado objeto (tribo, grupo, sociedade, instituições ...) devemos manter uma determinada distancia, trabalhando assim apenas como observador, pois se trabalhamos nesse estudo com sentimento nossa analise ou avaliação poderá ser adversa de quando não nos deixamos influenciar pelos nossos sentimentos, * Com sentimento nunca será uma analise completa.
Como Assistentes Sociais devemos usar a visão de Emile Durkheim, pois acima de qualquer sentimentos que possamos expressar por determinados fatos, o individuo feitor deverá ter seus "direito" como qualquer outro ser humano, sem utilizarmos de qualquer visão pré-conceituosa ou sem bosquejar nossos sentimentos.
Assim devemos ser grandes observadores.
4 passos importante para Durkheim:

OBSERVAR - INTERPRETAR - FORMULAR IDEIAS - COLOCAR EM PRATICA



Paula Magalhães Rosa - 1º S.S noturno

Influencias Sociais

Desde quando nascemos, somos cercados por diversas influencias vindas da sociedade, como regras, modos, costumes, toda a nossa personalidade, tudo o que somos é derivado dessas influencias, ou seja, os fatos sociais.

Fatos sociais podem ser regras jurídicas, morais, dogmas religiosos, sistemas financeiros, maneiras de agir, costumes, tudo aquilo que de certa forma afeta nossa vida.

Para Durkheim fatos sociais são “coisas” que são exteriores ao individuo e se aplica a toda a sociedade, que são capazes de direcionar ou até determinar suas ações, independente de suas manifestações individuais.

Nós somos “moldados” para sermos cidadãos de acordo com a nossa sociedade, nós não temos a nossa liberdade, fazemos o que nos é imposto como certo, como nosso padrão de vida.

Laís Fernanda de Oliveira   1º SS noturno

Durkheim: O método para entender o social



Emile Durkheim problematiza as relações sociais, assim como seus desdobramentos através da tipologia de fatos sociais que buscam englobara totalidade dos fluxos de dependência, através das formas de sentir, agir e pensar.

       Para entendemos essas múltiplas relações o autor postula passos para que o profissional compreenda o fenômeno a sua frente:é preciso que o mesmo naturalize o fato social igualando os a qualquer outro acontecimento orgânico que se desenrola no meio natural, tratando-os como coisa; é de suma importância ainda, que aquele que busque entender tais situações livre-se das prenoções adquiridas a fim de que as leituras não se contaminem com opiniões ou convicções culturais ou politicas.

       É traço da obra Durkeiminiana a relação entre invidio e sociedade pela qual o primeiro perde sua capacidade de ação ou modificação social pela ação e imposição das relações coercitivas da segunda. Dessa maneira é questionável se quando o social age e por sua vontade ou segue padrões pré determinados extrínsecos ao ser.

Amanda Bacin Ramalho - 1ºSS - Diurno

Quem realmente somos?

Segundo Durkheim fazemos parte do fato social mesmo sem percebê-lo, quando crianças aprendemos os costumes e os hábitos da sociedade, crescemos e nos explicam que é necessário trabalhar e agir como todos fazem; e assim continuamos, pois nunca mais conseguimos parar, tentamos nos vestir bem, falar bem, ser conhecido, ter moral, talvez para não decepcionarmos a sociedade  ou simplesmente para ser aceito nela.
Acredito que crescemos sem saber quem realmente somos, seguimos o que vemos e ouvimos desde crianças, mas chega um dia em que as dúvidas surgem, percebemos que fazemos parte do fato social quando queremos nos distanciar dele, mas para isso, talvez seja necessário coragem para enfrentarmos os valores da sociedade.

Renata Maria Terra Sousa - 1º Ano Serviço Social Noturno


Fatos Sociais influênciam nas ações individuais




 Na visão de Durkheim deve haver um distanciamento entre o observador e o observado, compreendendo as influências que os fatos sociais exercem sobre o indivíduo. Em sua visão a ideologia vai das ideias às coisas e não o inverso, ele faz as ideias a partir de observações, interpretações e assim tenta encaixar a sociedade dentro dessas ideias.
 Podemos dizer que os fatos sociais são a estrutura de regras e formas que a sociedade “impõe” ao indivíduo, pois estas algumas vezes já estão impostas antes mesmo da pessoa ter nascido, tem também as intituições que vão moldando os padrões sociais a serem seguidos muitas vezes até bloqueando uma certa liberdade de ser. Diz-se que, quando estas intituições falham a pessoa se desvia do comportamento “normal”. Considerando também, as punições para esses comportamentos desviantes -  que muitas vezes são fora da lei da sociedade – um fato social.
 Esses padrões vão se modificando de acordo de como a sociedade se desenvolve, sendo assim, podendo  estabelecer novos comportamentos e visões de moral. Um exemplo é que nos dias atuais ao contrário de antes, é considerado patológico ter preconceito com os homossexuais.

 - Letícia Reis Lunardelli/1º SS/ noturno.

décadence


                                                                                                  

                Quem algum dia na vida não se queixou do mundo ali pelos seus 12 ou 13 anos, principal mente da maneira que seus pais fazem e pensão o mundo. A ponto de partida nossos pais são as primeiras base que nos temos em nossa vida, talvez eu até posso dizer que eles são lápis nossa vida a folha e nos a mão quando crianças aprendemos em detalhes como julgar as coisas e criamos um longo vale entre dois extremos o certo e o errado o mal e bem o, consolidamos a partir deste ponto uma personalidade, o mundo qual é apenas aquele que vemos dentro de nossa casa, maior sociedade é a nossa família, logo temos de ir a escola e descobrimos ali novos parâmetros descobrimos regras maiores, e algo mais importante para nossa vida os amigos posso ate dizer que esses sim são as borrachas em nossa vida, mas pouco a pouco com o tempo vemos a sociedade em si como todo, vemos que o certo e errado são apenas ilusões que logo são substituídos pelo ponto de vista, e o que antes era personalidade hoje é ética, o que eu quero dizer com tudo isso é que da mesmo forma que este processo aconteceu comigo aconteceu com você e com muitas pessoas e da mesma forma que nos foram interferidos interferimos para a mudança do outro para que melhor nos ajustássemos ao mundo e acredito que dentre estas interferências chegamos após algum tempo a uma personalidade comum e acredito também que a sociedade este processo a ponto de chegarmos quase a uma sociedade universal.   

flavio parra diurno ss

A sociedade regendo nossas vidas

Durkheim nos mostra de uma maneira muito clara que a sociedade sempre prevalece sobre o indivíduo e que todos os atos dos indivíduos não dependem apenas de suas vontades, e sim das imposições que a sociedade faz sobre eles.
Ainda segundo as ideias de Durkheim, os indivíduos não devem fazer pré-julgamentos. Antes de se ter qualquer ideia sobre outra pessoa, por exemplo, é preciso observar, compreender e analisar determinada pessoa para depois se ter uma ideia de como ela realmente é, ou seja, devemos sempre ir das “coisas” para as “ideias”, e não ao contrário.
O fato social é explicado por Durkheim como o comportamento e o cumprimento de toda e qualquer regra, costume, hábito e moral que a sociedade impõe sobre o indivíduo. A sociedade muitas vezes impõe todas essas regras sem que os próprios indivíduos da sociedade percebam.
Essa definição de fato social pode ser explicada com um exemplo bem claro que DurKheim nos trás. A maneira como os pais educam os filhos acaba sendo uma imposição de costumes, hábitos e morais que os pais tentam impor aos filhos e só existe essa imposição por parte dos pais porque a sociedade acaba impondo regras também aos pais, e estes nada mais fazem do que transmitir isso aos filhos. Com esse exemplo podemos constatar que o externo exerce um grande poder sobre o individuo.  

Gabriela Cristina Braga Bisco - 1° Ano - Serviço Social/Noturno