terça-feira, 15 de maio de 2012

Sociedade Covarde

    Na aula 6 de sociologia aprendemos sobre o Funcionalismo Durkheimiano, onde compreendemos o papel do indivíduo inserido na sociedade, onde também se colocou a Solidariedade social, que nos faz abrir mão de nossas potencialidades para que outro exerça a função na sociedade, onde fazemos aquilo que foi colocado para executarmos, mesmo que, tenhamos condições de fazer algo além.
     No entanto, o que mais me chamou a atenção foi a nova visão social de Durkheim. Ele deixa de olhar para o indivíduo e passa a enxergar a sociedade que o cerca. No vídeo abaixo mostra alguns dos vários problemas enfrentados pelas pessoas que ocupam a classe baixa, dentre eles estão, crianças abandonadas, mendigos, desemprego, etc. No caso de uma criança que foi abandonada pelos pais e como o seu  fim foi a morte, me pergunto, por que isso aconteceu?, de quem é a culpa?, será que a culpa é da própria criança?, não!
      A culpa é da família que não a planejou, não a desejou, ignorou-a, não teve coragem de assumir a responsabilidade, não cumpriu com seu papel de educar, de amar, de ensinar a vencer as dificuldades da vida. Culpada também é a escola, que não exerceu sua função de inserção na sociedade, de ensinar os fenômenos físicos, químicos, geográficos, sociais, pelo contrário, fez questão de se ver livre dessa criança que atrapalhava a aprendizagem dos outros alunos. A culpa é do Estado que não garantiu o direito desse pequeno, que não cuidou de sua família e agora muito menos dele, que usou do seu poder de controle para bater, estuprar, maltratar essa criança, até porque "ninguém vai perceber que estamos fazendo isso, ela não vai fazer falta para a sociedade, aliás, estamos fazendo um favor de arrancá-la do meio social, ela é um peso, causa problemas para as pessoas". A culpa também é minha, ao olhar esse jovem na calçada e não fazer  nada por ele. Tudo o que eu podia fazer, eu não fiz. Existem vários culpados e apenas um inocente, e com certeza, o próprio garoto sai inocentado desse julgamento.
    Pra mim, a verdadeira solidariedade social, encontra-se em pessoas como esse garoto, que se entregam de corpo e alma a pobreza, garantindo a riqueza de muitos. É claro que não estão conscientes de sua solidariedade, assim como nós também não estávamos, mas esses viventes da miséria chegam a um determinado estado de vida, que aceitam sua condição precária, diante da condição milionária de outras pessoas.
      Na verdade, ninguém quer problema para si. Cada um por si e Deus por todos. O capitalismo nos faz, cada vez mais, individualistas, egoístas, limita nosso campo de visão. Somos todos covardes, encontramos sempre respostas para os questionamentos da nossa consciência.  Ignoramos o potencial dessas crianças e adultos. Um livro que demonstra esse potencial encantador é o livro Capitães da Areia, onde Jorge Amado descreve a organização social bem humanizada dos mais de cem meninos de rua, existente no "velho trapiche abandonado".
       O vídeo abaixo trabalha com duas músicas do cantor Gabriel o Pensador. A primeira chama-se "Pátria Que Me Pariu" e a segunda "Não Dá Pra Ser Feliz".


Feliz Dia das Mães Brasil!!!

A LUTA SOCIAL

        Para podermos, analisar um fato social puramente, na sua essência ,teríamos que afastá-lo de tudo aquilo que o influenciou, tratá-lo como "coisa", de acordo com Durkeim, o que é impossível. Pois todos os indivíduos envolvidos participam desse fato social, com suas experiências, seus conceitos, suas idéias, apesar de o individual não aparecer, e sim o coletivo, os indivíduos influenciaram.
         Como o que ocorreu, na desapropriação no bairro do Pinheirinho em São José dos Campos.É um fato social, desde que as pessoas, foram tomando posse do local, que não lhes pertencia, de certa forma pressionados pelo coletivo, mesmo que alguns indivíduos, tinham como errado, ocuparem uma propriedade privada, levados por todos se acharam donos do local.
         Também , quando foram despejados daquela maneira, sem escrúpulos,pelos policiais á força, a população da cidade apoiou e até alegaram ter sido o mais correto, pois o bairro trazia uma imagem ruim para a cidade.A população, não analisou que eram pessoas humanas, que haviam crianças, idosos, pais e mães de família trabalhadores.Coagidos pela opinião geral, foram á favor , mesmo que indivíduos isoladamente não o fossem, ficou registrado o fato do apoio popular.
        Assim, o Assistente Social, muitas vezes têm que lutar para apoiar uma minoria,indo contra a pressão social.Por este motivo neste caso e em outros, esse profissional não é requisitado,pois os interessados financeiramente e politicamente o consideram como um profissional que atrapalha seus interesses.

PENSAR O CONJUNTO DA SOCIEDADE PARA ENTENDER OS FATOS SOCIAIS.



--A partir de Émile Durkheim a sociologia sai dos gabinetes--o pensar essa sociedade como ela é-- e passa aos trabalhos de campo.

--Por que uma pessoa vai presa?? Por que roubou? matou?- essa é uma resposta final e uma solução imediata.
O castigo e punimento por um crime cometido é uma forma de deixar explícito que se todos passarem a agir assim, a ordem da sociedade será ferida e isso causará um desiquilíbrio do todo.
O porque do punimento é deixar claro que essas ações podem causar o mal funcionamento do conjunto.

--Devemos pensar o conjunto da sociedade e não a resposta imediata, ou seja essa pessoa roubou ou matou não por ter problemas patológicos, ou algum desiquilíbrio familiar, mas por algum fator social que a levou a cometer esse crime; seja a desigualdade social, ou qualquer outro fator.
Para Durkheim os fatos sociais não se explicam por causas psicológicas.

-- A divisão do trabalho é a necessidade orgânica, o trabalho é um fato social.

--Não podemos comparar o interior com a metrópole com a mesma dinâmica; uma pessoa criada na metrópole tem idéias totalmente diferentes de uma que é criada no interior, os valores são outros, as ambições, oportunidades,etc.


Francielli J. Silva--1° ano Serviço Social- Noturno