quinta-feira, 24 de maio de 2012

Socialismo x Capitalismo

Marx e Engels criaram algumas ideias que ficaram conhecidas como socialismo científico, recebendo o nome de marxismo. O socialismo não é só uma vontade de interpretar, é preciso fazer uma análise da sociedade. A ideia é apresentar o socialismo como uma ciência para construir caminhos para a emancipação. Lembrando que, o socialismo só é possível a partir do capitalismo.
Ø  Olhar o todo! -Engels

Ø  Proposta de uma sociedade nova!

Ø  É preciso saber interpretar a sociedade!

Apenas no capitalismo as forças produtivas são capazes de gerar riquezas, produzem mais do que consomem. Nenhuma análise é fixa, toda análise social é feita por algo vivo.
A dialética dá ideia de movimento, é ver a realidade social pelo seu movimento e suas contradições.
O materialismo tem como missão desvendar as leis do desenvolvimento histórico, já o materialismo dialético é a luta pela vida cotidiana.
Mais - valia é a diferença entre o valor produzido pelo operário (que pertence ao capitalismo) e o valor que ele recebe como salário. O pagamento que ele recebe em troca de seus serviços, ou seja, um valor bem menor do que o que ele produziu durante sua jornada de trabalho.

História:

José era casado com Lúcia, juntos tiveram o Pedro. José trabalhava numa fábrica de doces de sua cidade (interior de Minas Gerais). José e Lúcia criaram Pedro com muito amor, mas com muita simplicidade. Lúcia era dona de casa e José ganhava um salário de R$ 680,00 por mês. Pagavam aluguel de R$ 110,00 – valor simbólico, pois a casa era dos pais de Lúcia. Tinham despesas fixas como todos, além do aluguel, água, força, e alimentação. Pedrinho foi crescendo, e surgindo algumas vontades. Aos 12 anos Pedro pediu ao seu pai um computador, de modo que José não tinha condições de dar ao filho o que ele pedira. Os pais ficaram tristes ao ver nos olhos de Pedro a decepção. Passados 7 meses, o salário de José aumentou, foi para R$ 740,00 e ele fez a compra do computador, dividiu em 24 parcelas e sem pressa foi pagando uma a uma. Chegando perto da décima oitava parcela o Pedro pede um vídeo game de última geração, e novamente seu olhar decepcionado estampa seu rosto, pois os pais mais uma vez não tinham o dinheiro. Pedro ficou sem o vídeo game. Já com seus 15 anos e revoltado por não ter tudo que queria ele decidiu trabalhar, na mesma fábrica que seu pai, mas seu salário era o mínimo do governo. Ele não gastava seu pagamento, deixou sua juventude de lado e juntou todo seu salário por anos. Com 25 anos o Pedro comprou, em sua cidade mesmo, um mini mercado, e mais que depressa chamou seu pai para ajuda-lo administrar os negócios, já que eram da família. Lúcia estava orgulhosa do filho, e feliz pelo marido ter saído da fábrica e se tornado um administrador ao lado do filho. Pedro como um ótimo empreendedor abriu outro mini mercado, e outro, e outro,  e assim ele criou uma rede de mini-mercados, que já não eram tão “minis” assim. Casou-se, teve 2 filhos e hoje seus pais levam uma vida tranquila, casa própria, teoricamente não gastam com alimentação por terem tudo a disposição no mercado e estão vivendo muito bem, cheios de regalias.
E eu lhes pergunto: quanto está ganhando um funcionário desse mini mercado??

Moral da história: Um dia da caça, outro do caçador!

*Essa história é fictícia.
Daniela Junqueira Palhares - 1º ano SS - Noturno

+ + X - - = +/-


    O texto “Do socialismo utópico ao socialismo científico” do autor alemão Friedrich Engels, tem um conteúdo riquíssimo. Tal como sugere o título, o texto aborda desde as primeiras conquistas da burguesia, passa pelo socialismo utópico, chegando ao materialismo dialético, socialismo científico e outros conceitos importantes.
    Sobre as conquistas burguesas o autor as elogia, mas fala também que estas não foram suficientes uma vez que a sociedade de classes sócias desiguais permaneceu, de forma que os pobres, pobres continuaram. E é a partir desse contexto que o autor vem falar do socialismo utópico, proclamado por Saint-Simon, Robert Owen e Charles Fourier. Para estes o socialismo estabeleceria igualdade entre classes, bem-estar social, melhores condições de vida e trabalho; além disso, esses autores supunham que o esse modelo se instauraria pela obra de homens específicos, dotados de muito boa vontade e capazes de convencer a todos sobre os benefícios desse sistema. Engels, no entanto, afirmava que apenas essa boa vontade não seria suficiente, porque o socialismo não se tratava de idealismos, e sim de uma ciência presente e dependente de condições históricas.
    Para Engels então, o socialismo se instauraria naturalmente através das lutas de classes, quando o capitalismo, que até então era o único sistema possível, não conseguisse mais atender à toda demanda da sociedade. Esse processo é o chamado materialismo dialético, tão fortemente defendido e explicado por Marx e Engels. Para esclarecer bem o materialismo dialético: é um processo que explica toda a História porque está presente nela, e dela participa cotidianamente; consiste no surgimento de antíteses, ou seja, movimentos contrários às teses até então seguidas pela sociedade, onde a agitação entre essas duas dão origem às sínteses, que são o produto da relação entre tese e antítese. Essas agitações normalmente vão surgir em forma de lutas de classes, que constituem premissa fundamental para o funcionamento do materialismo dialético.
    E finalmente o autor vem falar que a produção é a base da ordem social e que são os modo de produção que vão imperar na sociedade, ou seja, sempre prevalecerão os sistemas que possuam maior capacidade de produção para “abastecer” a sociedade, e é também daí que o socialismo vais surgir... quando o capitalismo não for mais eficiente ou ao menos suficiente.
Essa obra de Friedrich Engels faz parte dos típicos textos que tem a imperiosa força de fazer florescer nas mentes o espírito socialista; se não tanto, ao menos faz com que algumas cabeças mais atentas comecem a pensar melhor o atual sistema. Acredito que esse nos faça enxergar com olhos mais curiosos a sociedade da qual fazemos parte.

*Nota: acredito ser importante esclarecer que a dialética de Marx e Engels se difere da proposta por Hegel; enquanto este último acredita serem as ideias o ponto de partida de toda a realidade, os dois anteriores afirmam, ser os materiais da sociedade os responsáveis por todas as verdades históricas.

Viviane C. Rosa Cassiano.