sábado, 26 de maio de 2012

O Decálogo Socialista.

1º - Amar a humanidade sobre todas as coisas;
2º - Não usar o nome de Socialismo em vão;
3º - Guardar intervalos de períodos de trabalhos e horas extras não remuneradas;
4º - Honrar a ti mesmo (e os outros legítimos semelhantes);
5º - Não matarás;
6º - Guardar compartilhamento nas palavras e nas obras;
7º - Não se utilize da mais-valia;
8º - Não levantar falsos sistemas socialistas, ou, socialismos reais;
9º - Guardar dialética material nos pensamentos e nos desejos;
10º- Não cobiçar as coisas públicas.


A transgressão ou resumo de um mandamento infringe todo o Decálogo, cometendo a desestabilização social, pois, a sociedade é conjunto orgânico, indissociável e em eterna evolução.


por Vitor Moretti Zonetti, Serviço Social, Noturno.

Eu sonho que...


O capitalismo vai acabar e a sociedade viverá em um modelo socialista onde todos serão tratados como iguais, todos terão seus direitos garantidos, nenhum homem ou mulher terá que trabalhar para viver, mas sim contribuirão com a sociedade. Todos terão acesso à habitação, saúde, educação, cultura e lazer. Não haverá mais desigualdades sociais, não haverá mais fome e pobreza, não haverá mais estereótipos e preconceitos, não haverá mais marginalizados.
A ciência se desenvolverá a tal ponto que o trabalho humano não será mais necessário, as máquinas farão tudo. Os homens não adoecerão mais, drogas estarão sempre a disposição e, caso necessário, poderá requisitar  novos órgãos que serão produzidos a partir de suas células. A qualidade de vida será excepcional para todos e a expectativa de vida será imensa.
As pessoas empenharão seus esforços para o bem comunitário, para criar tecnologias que possibilitem um maior crescimento e desenvolvimento sustentável. Não haverá mais a poluição dos mares, aquecimento global, lotação e deterioração das cidades, desmatamento florestal e destruição da fauna e da flora. O mundo e a sociedade serão perfeitos; os homens serão conscientes, não mais consequentes.
Eu sonho com isso todos os dias e, realmente, eu gostaria que isso pudesse de fato acontecer, mas esta não é a realidade e duvido que algum dia possa vir a ser. Você pode dizer que sou pessimista, ignorante, tola, que não possuo fé e esperança; pode até mesmo dizer que sou apática e, justamente por pessoas como eu, a sociedade não muda. Mas o fato é que sou filha de uma sociedade capitalista, fui ensinada a consumir e a obedecer; não a pensar e a agir. Sou filha de um mundo competitivo, violento e cruel; cru. Sou filha do pensamento “os fins justificam os meios”. Sou apenas uma filha dentre tantos.
Pode até ser que um dia a sociedade se torne socialista, mas, ainda assim, duvido que os meus anseios acima citados se tornem reais. A sociedade já foi primitiva, escravista, feudalista, agora capitalista e, espero eu, por fim socialista. Contudo, mesmo que a sociedade e seus regimes tenham mudado ao longo dos anos, algo jamais mudou e, penso eu com tristeza, que jamais mudará - a exploração e a alienação do homem. Para mim uma sociedade igualitária ainda é um sonho, um belo sonho, mas ainda sim, sonho.


"De sonhar ninguém se cansa, porque sonhar é esquecer, e esquecer não pesa e é um sono sem sonhos em que estamos despertos." 
Fernando Pessoa.


Milena Regina da Silva Santos
1º Serviço Social - Noturno


Onde está a humanidade?

      

Crescemos em uma sociedade que nos determina que para sermos alguém precisamos ter.
 Sem o capital não somos ninguém,  somos invisíveis.
Diante  disso tudo lhes pergunto, aonde está a humanidade? ...Perdida em algum lugar. O egoísmo nos domina, trabalhamos cada vez mais e mais em busca da felicidade, os valores se perdem a cada geração, aonde vamos parar?
Tanta gente precisando de ajuda, porem ignoradas por não darem mão de obras produtivas e nós apenas preocupados com nossos umbigo.
 O poder e o status domina a todos, e os que não pode os ter,  são inferiorizados  e humilhados, porém, não deveríamos ser todos iguais?

 Pessoas morrem de fome e frio todos os dias por causa dos infelizes que se negam a doar um pouco do tão grande que possuem ...A onde esta a humanidade?

                              Kellen Karthunay Fradique.  1º ano SS NOTURNO

Você vale-menos, companheiro!

  Hoje, podemos afirmar que somos reféns do capitalismo, as classes sociais que eram dominantes continuam da mesma forma, enquanto nos fornecedores da força de trabalho só aumenta o desejo da "igualdade", essa, tão citada nos moldes socialistas e que poucas vezes foi exercida da prática.
  Nessa visão de "sociedade igualitária", que nos parece tão distante da realidade, vimos nascer, a partir de lutas das diversas camadas sociais, a chamada: Dialética. Esta, não é detentora da resolução total dos conflitos sociais, mas funciona como uma medida paliativa, não resolve todos os problemas, mas os ameniza de forma considerável.
 Um homem que só tem sua força de trabalho á oferecer, trás consigo o desejo de mudança, enquanto a burguesia, só pensa em conseguir maiores formas de poder com seu maquinário imponente. Ai está, o motivo das lutas sociais, o desejo de melhores condições de vida X o desejo de maior poder da classe dominate.
 Nas greves e reivindicações que vimos hoje em nosso cotidiano, está contida a Dialética, há sempre uma tese (afirmação), a antítese (negação) = Sítese (medida paliativa), e em grande parte dos casos há pelo menos uma pequena melhora, não a ideal, mas uma melhora significativa em relação a situação inicial ás revoltas.
 E esse direito que temos, de nos expor, e colocar nossas opiniões, muitas vezes é manipulado e visto de forma negativa até mesmo pela mídia, que normalmente distorce a verdadeira história. Nos recentes casos de greves, por exemplo, a tv só mostrou o caos causado, e não o real motivo de ter se iniciado esses movimentos, os trabalhadores revoltosos tem os salários compativeis com as funções exercidas? Tem boas condições de trabalho? Uma jornada justa de trabalho?
 Pois bem, respondendo essas perguntas, descobririamos a realidade sobre as greves. Enfim, é sempre importante que olhemos os dois lados da história, e não ficarmos presos só a fatos divulgados pela mídia.

Poema de classes

Você vale-menos,
companheiro!
MAIS-VALIA
se você gritasse
o ano inteiro.
(Xico Sá)

Sandra Morais 1º SS- Diurno

LIBERDADE AOS BURGUESES 



    O iluminismo criou um novo horizonte para a história, mas deixou a desejar no sentido de emancipação, proporcionando um liberalismo burguês, no qual as pessoas são completamente livres, desde que tenham dinheiro para acompanhar o mercado capitalista.
    A substituição da manufatura pela maquinofatura após a revolução industrial, fez com que a classe possuidora dos meios de produção concentrassem para sí a riqueza, afinal utiliza-se a mão-de-obra dos trabalhadores num processo de mais valia, deixando-os sem espaço de progresso e em miséria constante.
    Interpretações cientificas da realidade social, acreditam que o socialismo possa deixar de ser apenas utopia e se tornar real, mas não basta se basear apenas em boas ideias, é preciso concretiza-las, transformar o metafisico em dialética, ou seja, a antítese contrariando a tese e gerando ao fim de tudo a síntese.
   A realidade em que vivemos é clara, mas todos estão ocupados demais em suas funções mecanizadas, não podem parar para ver que estão sendo roubados, os ricos ficando cada vez mais ricos, ninguém luta por igualdade social, o socialismo está fora de moda, afinal o capitalismo é mais atraente.


Josiane de Freitas, 1º ano Serviço Social diurno






Sociedade do Consumo





Desde a Revolução Francesa a luta pela Liberdade, Igualdade e Fraternidade acontece e perpetua  até os dias atuais.  Mesmo com o fim do antigo regime e o "nascimento" do novo  com a Burguesia como classe dominante e os trabalhadores, "todo o resto" como classe dominada,  a luta por estes ideias não foi alcançada para bem de todos e sim apenas para uma única classe, a burguesa. Ou seja, a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade ficaram restritas aos burgueses. 
Desde então houve uma grande mudança na sociedade, onde não importava mais o seu nome, o seu status e sim os seus bens, o capital, o que você tem de material. Surge então as empresas que necessitam de "todo o resto", que são os trabalhadores que trabalham para um burguês e este burguês lucra em cima de toda mão de obra  pagando-lhe um salário muito inferior ao que é produzido. Não importando a qualidade do trabalho ou se é feito por prazer, importa a quantidade e a necessidade do trabalhador, pois o mesmo necessita do capital para seu sustento.
Além da exploração do trabalho nas grandes empresas, vivemos hoje em uma Sociedade do Consumo, que é a ideia do valor do materialismo, o valor do consumo massivo de bens e serviços, a economia do mercado "o que importa é o que você tem e não o que você é".  E vivemos nessa sociedade não por escolha, e sim porque somos dominados, somos a classe dominada pela burguesia. Sofremos influência da classe dominante desde nosso nascimento através dos desenhos, comerciais, a mídia em geral. Vivenciamos o "slogan" da vida, onde você só vive se você consome, você só pode se você tem.
Neste ciclo percebe-se que a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade que foi a luta na Revolução Francesa realmente não alcançou a todos, pois apenas a minoria é burguesa, e "todo o resto" vive uma liberdade falsa. E uma igualdade é necessária para todos, independente de sua classe. Ou seja, não somos livres, somos escravizados pelo capital e por todo materialismo. E para que realmente a luta por estes ideias seja igualitária não pode existir uma classe superior a outra, uma classe dominada e uma dominante, pois assim sempre haverá a desigualdade e o conflito.

Juliana Marton Moretti - 1° Serviço Social - Diurno