sábado, 2 de junho de 2012



Descartáveis!

Homem x Máquina.



Com a Revolução Industrial houve uma mecanização, na qual esta se utiliza de ferramentas para substituir o trabalho do homem, assim com a revolução, se consolida o capitalismo industrial,trazendo transformações em toda a sociedade.
Estas transformações, fez com que o burguês acumulasse capital, aumentando assim a exploração, desigualdade e miséria, pois, o homem tornou-se escravo da máquina e junto com esta a escravização veio também a inserção da família nas fábricas, desvalorizando assim a força do homem, tornando-se ''traficante de escravos'', pois antes o trabalhador vendia sua própria força de trabalho, mas agora vende sua mulher e seus filhos.
O sentido da mecanização não foi para melhorar as condições humana, pois isto fez diminuir a força física do trabalhador, e sim por princípios de lucro, aumento da produtividade e acumulação, pois o que realmente importa é isto.
Assim, a exploração se torna alienante, na organização social da produção, e estas condições estão presentes até hoje, pois a máquina está cada vez mais substituindo o homem, trazendo desemprego, desigualdade e exclusão da condição humana, e a pergunta que fica é...
Até quando seremos explorados, escravizados e substiuidos como algo descartável pelas máquinas e os pelos detentores destas?


Bruna Alves Gazeta- 1°S.S- Diurno.


O LUCRATIVO TRABALHO INFANTIL

 - CRIANÇA COMO FORÇA DE TRABALHO
Com a revolução industrial as máquinas foram introduzidas nas fábricas e a força de trabalho muscular foi desvalorizada abrindo espaço para que mulheres e crianças pudessem ser inseridas no mercado de trabalho. Este acontecimento foi um marco na história da humanidade.
Para as indústrias a inclusão de crianças e mulheres era vantajosa, afinal desvalorizando o trabalho muscular do homem o salário é reduzido, faltando dinheiro para sustentar sua família e como consequência, a família entra no mercado de trabalho para complementar o salário do homem, enfim as fábricas pagavam só um pouco a mais para a família e multiplicava o número de funcionários.  
Com a mulher trabalhando de doze à dezesseis horas por dia não possuía tempo para cuidar da casa, do marido e nem de si mesmas. Então, com o seu tempo escasso e com a intensa exploração que sofria, essa mulher não cuidava de seu filho e nem tão pouco tinha ligações de carinho com ele, afinal, nestas condições que ela vivia, a criança passava a ser um incômodo. Com isso, a taxa de mortalidade infantil aumentou e foi constatado que esse índice era maior com crianças que tinham mães trabalhadoras que não cuidavam de seus filhos e eles, por sua vez, acabavam morrendo de fome ou  até mesmo envenenado pela própria mãe.
Outra irregularidade que ocorria na revolução industrial, com esses pequenos, foi o uso excessivo da força de trabalho de menores de treze anos. Embora houvesse uma legislação que limitava o trabalho em apenas seis horas para garotos com até treze anos , na prática era totalmente diferente, pois, o capitalista empregava apenas meninos que aparentassem ter essa idade, pois assim eles não eram inclusos nesta lei. É interessante enfatizar o termo "aparentar" empregado no texto, pois significava que a criança por menor que fosse deveria parecer possuir treze anos e trabalhar como um adulto. Com isso, eram feitos até leilões em que essas crianças eram alugadas por uma semana ou vendidas. Contudo, muitas também morriam por essa intensa exploração.
      Outro fato que possivelmente ocorria é que esses menores sofriam abusos e maus tratos nas fábricas, tanto por parte dos próprios funcionários, como também dos patrões que aproveitavam da inocência e fragilidade que possuíam. Às vezes, esses jovens, por estarem cansados de tanto trabalho e exploração, apanhavam dos pais para que não dormissem diante das máquinas.
         Abaixo mostraremos um vídeo que retrata o tratamento rigoroso e desumano realizado sob os menores.        
                       
               
                                E o que mudou no séc. XXI?
                                    Como estão, hoje, nossas crianças?

          
   
      Nada mudou!Por mais absurdo que pareça, o trabalho infantil ainda é muito presente na sociedade, cerca de 1,2 milhão de crianças entre 5 e 13 anos trabalham no Brasil,segundo PNAD 2007. Mas essa questão é muito mais complexa, pois vai além das formas de trabalho conhecidas, uma vez que, as crianças desde muito pequenas, mesmo que, não trabalhem de forma direta, já são preparadas para o mercado de trabalho, sendo privadas de viver de forma integral a própria infância, e inseridas cada vez mais cedo em uma mentalidade competitiva e mercadológica.
    Para que haja um combate efetivo desse mal - trabalho infantil -  é necessário que exista rigorosas fiscalizações, punições severas e intensos acompanhamentos com as vítimas. Esses guris precisam ter seus direitos garantidos e uma infância calma e feliz. Mas será que para o regime capitalista que visa o lucro é interessante solucionar esse problema? 
    "(...)como um mal necessário à sustentação do regime." MARTINELLI, M.L.M.  Serviço Social: identidade e alienação; São Paulo; Cortez; 1993; p.85.

Brenda Stefany de Sá Santos
Caroline Lopes Boareto
Damaris Santos Seregati
Gabrielle Stéphany N. Sgarbi
Tatiane Cardoso