domingo, 3 de junho de 2012

"A família como força de trabalho".


  
                                     Trabalho em uma fábrica na Rev. Industrial.
                                     Família alemã trabalhando no campo.
                                     A educação chinesa para o futuro trabalho.



  A família, desde os tempos mais remotos usava a força de seus integrantes para aumentar a capacidade de trabalho, sendo esta força bruta ou não. Se olharmos para uma história ainda bem recente, não raras vezes veremos a figura de famílias numerosas, com apenas um intuito: a manutenção do lar. Nas populações camponesas, por exemplo, apesar de todas as dificuldades de se viver no campo, sem menores de condições de assistência para as crianças, no sentido de educação e saúde, ainda era melhor ter muitos filhos para que esses pudessem ajudar na agricultura e assim manter a estabilidade dessas famílias.
Regredindo um pouco na história, quando se inicia o processo da Revolução Industrial na Inglaterra, vemos novamente o emprego da família como força de trabalho; dessa vez mais do que por cultura, havia uma necessidade imposta pela Revolução. Retirados obrigatoriamente de suas até então casas e “profissões”, o único meio de sobrevivência que restava à população mais pobre era empregar a força de trabalho de todos os membros da família na indústria. Este momento, talvez seja o qual onde se tem o maior consumo da família como “ganhadora do pão de cada dia”; em condições precárias crianças, mulheres, idosos e homens eram mantidos dentro das fábricas.
    E ao analisar a família de hoje, temos plena consciência de que muitas vezes, ainda se pensa nela como garantia de sobrevivência. A família deixou de ser, em várias ocasiões, um espaço de afetuosidade, cuidado e educação para se tornar um ambiente, se não já de trabalho, ao menos uma “professora” que ensina a inserção futura no mercado de trabalho. A educação que se dá aos filhos, na China, por exemplo, é feita no intuito de formar competidores aptos a se destacar como força trabalhadora; podemos ver também, crianças vendendo doces que as mães fazem em casa, famílias ciganas que usam sua prole na rua para despertar a benevolência dos transeuntes, e também famílias inteiras trabalhos em pequenos negócios dos quais são possuidores. Ou seja, a família é inúmeras vezes, usada como força de trabalho, em qualquer que seja seu emprego.
    Vemos então que qualquer que seja a época, as condições culturais e sociais, ou mesmo quaisquer que sejam as famílias o emprego dela como força de trabalho tem na maioria das vezes a intenção de possibilitar a sua própria manutenção. Portanto não sabemos exatamente como julgar essa prática, uma vez que ela pode ser necessária, e por vezes até benéfica, pois pode criar dentro dela, talvez, um espírito de união, mesmo que seja uma união em prol do trabalho, a família pode se manter próxima e sentir que é a partir dessa união de forças, que ela pode viver e se desenvolver como tal.

Amanda Ramalho- Ana Paula (2° ano de SSD)- Giselle Morais- Lislaine I. dos Santos- Noelly  Noelly Jayne- Viviane Cassiano.

A Educação na Civilização Industrial.

  A educação na civilização industrial no século xix não existia na prática, pois as crianças eram muito exploradas pelo sistema fabril pelo fato da mão de obra infantil sair mais barata e a criança mais fácil de ser manipulada.
 A partir da implantação das leis fabris, as crianças foram obrigadas a cumprirem horários específicos nas escolas para poderem garantir seus empregos.
 "Toda criança antes de começar a trabalhar, deve ter frequentado a escola pelo menos durante 30 dias e não menos de 150 horas, no decurso dos 6 meses que precedem imediatamente o primeiro dia do seu emprego... O número de horas é preenchido a cada 6 meses, por prestações de 3 a 5 horas, que podem se espalhar pelos 6 meses... E o garoto era chutado da fábrica para a escola e da escola para a fábrica afim de preencher as devidas 150 horas". Então, a frequência da criança na escola dependia dos interesses dos empregadores.
 A condição da educação naquela época, eram as piores possíveis; a estrutura física escolar era precária; havia acúmulo de alunos de todas as idades; falta de livros; professores incapacitados(analfabetos) , etc.
 As crianças frequentavam as escolas afim de ao menos receber um "CERTIFICADO" que provasse sua frequência, mesmo sendo esta insignificante.
 Enfim, comparando-se aos dias de hoje podemos ver mudanças, porém as condições estudantis ainda permanecem precárias principalmente, no ensino público.
 A educação hoje não é muito diferente daquela época, principalmente no ensino público, onde os alunos fingem aprender e os professores fingem ensinar e os jovens saem das escolas sem estarem realmente instruídos, pois isso não é realmente interessante para o sistema capitalista, onde o melhor é o trabalhador alienado e não crítico e satisfeito com este sistema para produzir capital.


SONHO x REALIDADE


Se uma pessoa que sempre viveu no meio do capitalismo for para o meio socialista, ela pode até mudar seus conceitos, no inicio será um grande choque de cultura, só que “nunca” deixará de comprar para satisfazer suas necessidades pessoais. Nessa nova realidade ela aprenderá que o ser humano necessita de um trabalho digno para ter um bom rendimento, tanto na vida pessoal quanto na vida profissional, além de ter um momento dedicado para o lazer, pois esse ser precisa esquecer as preocupações do serviço.
Agora se colocarmos um socialista nato no meio do capitalismo, logo ele perceberá a diversidade do mercado, além do que ele verá que para conquistar tudo o que desejar, precisará tornar-se escravo do trabalho, onde a mais valia prevalece nesse meio, pois o proletariado presta serviços e ganha bem menos. Creio que o socialismo seja uma bolha onde protege todos que estão dentro dela, essa proteção podemos ver no próprio mecanismo econômico, onde o trabalhador trabalha para viver.
Uma ideia utópica nos dias de hoje é, por exemplo, igualdade de salário, para as pessoas com o mesmo nível de escolaridade; já uma ideia científica "diz" que cada profissão tem o seu peso na sociedade, por isso há essa diferencia salarial. Ou seja, a utopia proporciona uma ideal longe da realidade, pois a sociedade impôs que cada profissão seja remunerada com um certo valor, porque em minha opinião um jogar de futebol deve ganhar mais que um professor, já que o professor é formado em uma faculdade, logo deveria ganhar mais por ter um grau de conhecimento maior.
Fabiana Souza 1ºSSD