quinta-feira, 14 de junho de 2012

A sedução do capitalismo!

   Nunca houve na história mundial algo que se chegasse aos pés do capitalismo. O modo de produção desse sistema transformava e ainda transforma tudo em mera mercadoria, e com sua expansão e seu avanço, o capitalismo foi construindo uma civilização baseada no consumo, onde as pessoas cada vez mais desejam determinada mercadoria, arrastando todos para esse sistema, por mais pobres que sejam as civilizações, o capitalismo desperta um desejo incontrolável nas pessoas de sempre consumirem mais e mais.
   Isso está bem nítido aos nossos olhos na sociedade em que vivemos.  Quantas vezes ao ligar a televisão podemos comprovar que existe sempre alguém nos chamando para consumir, para provar, para apreciar determinado objeto que muitas vezes nem necessitamos. Mas é exatamente isso que o capitalismo faz, sempre tenta nos seduz com seus artifícios. O capitalismo faz com que apreciemos e desejemos tudo o que pode ser comprado, fazendo com que o que é público, gratuito, seja desvalorizado, como, por exemplo, a escola pública ou a saúde pública. Muitos pais preferem colocar seus filhos nas escolas particulares porque sendo algo que se pode pagar, consequentemente será algo melhor.
   Arrastando todas as nações para o capitalismo, esse sistema se torna cada vez mais forte e cada vez mais se consolida no mundo inteiro. Dessa maneira, fica difícil imaginar uma sociedade onde sua base de sustentação seja outra, pois até os dias de hoje não existe um sistema que seduza mais que o capitalismo.
Gabriela Cristina Braga Bisco – 1° Ano – Serviço Social - Noturno.

"Devolvam o emprego do meu pai, eu não quero trabalhar!"

"A burguesia rasgou o véu comovente e sentimental do relacionamento familiar e o reduziu a uma relação puramente monetária."
- Manifesto do Partido Comunista (Marx & Engels)

O capitalismo, em seu início, achava vantajoso existir uma concorrência entre os trabalhadores. Isso possibilitava uma alta quantidade de mão-de-obra reserva; os trabalhadores poderiam ser mais facilmente substituídos, e os salários poderiam ser mais baixos.
Conforme o desenvolvimento da maquinaria avançava, a força muscular do homem se tornava menos necessária. Ele passou apenas a operar as máquinas, apertando botões, transportando o produto de uma máquina à outra, fazendo à mão trabalhos mais detalhados e minunciosos, etc. Ora, com o que sabemos sobre o modo capitalista de pensar, já podemos perceber que ele foi esperto e arranjou uma solução mais barata para fazer esse trabalho simples: as mulheres e as crianças.
Se já nos causa desconforto saber que, antes, o trabalhador vendia sua força de trabalho por um preço baixo, a partir daí o operário-chefe da família (o marido, o pai) passa a vender também sua mulher e filhos. Não nos admiramos muito porque essa é, ainda, nossa realidade. Eu mesma, fico sozinha em casa desde os 8 anos. Uma mãe que fica em casa cuidando dos filhos e fazendo o serviço doméstico é, segundo o modo econômico-marxista de pensar, uma privilegiada! (Não falemos aqui sobre o movimento feminista, sobre a luta das mulheres por "direitos" iguais aos dos homens. Trata-se de economia e sociedade, não de política.)
Com relação ao trabalho infanto-juvenil, a questão também é atual, ainda. Marx diz, na página 30, que os capitalistas buscavam crianças a partir de 13 anos para fazer a mesma jornada de trabalho que um adulto (que naquela época, na Inglaterra, era de 10 horas ou mais. Crianças com menos de 13 anos podiam trabalhar, mas apenas por 6 horas.) Hoje em dia, isso ainda acontece, porém nem tão bruscamente. Ainda existem adolescentes (ou crianças) que trabalham em fábricas, que abandonam os estudos para ajudar na renda familiar. Mas a situação melhorou, sem dúvidas. O índice de mortalidade das crianças operárias, ou cujas mães eram operárias, era altíssimo (dados estatísticos na página 31).
O fato é que o trabalho define o homem (ou a mulher, ou o jovem), principalmente nos dias atuais. A profissão é, depois do nome, o principal traço da identidade de alguém. Muitos estudam, fazem uma faculdade, apenas para conquistar essa profissão, esse "status" de "sou Alguém na vida!!!". Os pais cobram dos filhos essa atitude; e a maioria das mulheres, hoje, sente-se incompleta e  insatisfeita se ficar só em casa, se não for útil para a sociedade (capitalista). Tanto o regime machista (dona-de-casa) quanto o regime capitalista (trabalhadora assalariada, ou seja, proletária) são opressores contra a mulher, porém de perspectivas diferentes. É como se fosse uma escolha definitiva: devo privilegiar minha vida pessoal (família) ou minha carreira? Devo seguir o modelo histórico e machista ou o modelo contemporâneo e explorador, capitalista? Independente de qual seja minha resposta, e meus filhos? Serão meros reprodutores da ordem social (que está indissociada da ordem econômica), ou conseguirão ser felizes com um equilíbrio?
Acredito que todos deveriam fazer essas perguntas, para terem uma melhor compreensão da situação em que vivem, ou seja, da "questão social"!


Brenda Alaíse Nascimento
1º ano de Serviço Social - diurno (frequenta o noturno)
UNESP - Franca

Texto-base: MARX, Karl. “Maquinaria e grande indústria”. O Capital: Crítica da Economia Política (1867). Livro I, Vol. II. São Paulo: Nova Cultural, 1996, pp.7-36

PS: postei esse texto só agora porque não sabia que meu grupo ainda não havia postado. 
Tema da postagem: A família como força de trabalho

Comum, será?

O manifesto Comunista = panfleto político, fala a realidade, mesmo que escrito a mais de um século, é bem atual... A história do ser humano sempre teve a luta de classes. E nos dias atuais a luta continua só que entre duas grandes classes: Burguesia e Proletariado, onde travam batalhas insessantes. A burguesia conquistou a indústria moderna, o mercado e a dominação política, ou seja, o estado representativo. O Estado é apenas um representante que administra os interesses da burguesia.Transformou as pessoas em suas mais variadas profissões simplesmente em assalariados, pagos por ela mesma. Destruir e criar incessantemente para o sistema se manter, é seu lema.Tudo o que é sólido de repente  tudo se derrete no ar. Através  da comunicação até os mais bárbaros são arrastados para a civilização, onde adotam o modo de produção burguês.
A burguesia chegou devastando até os sentimentos dentro de uma família e substitui por relação puramente do dinheiro. A classe trabalhadora sempre em guerra com a classe burguesa, as vezes vencem, mas é uma vitória provisória. A necessida de um escoamento de seus produtos forçam seus trabalhadores, a trabalharem cada vez mais e cada vez mais com salários achatados.  Essa maneira de sociedade tende a se instalar no mundo todo, ouseja, já se instalou no mundo todo. Todas as nações são obrigadas a seder ao esse modo de produção da burguesia. Com tudo isso conclui-se que a burguesia cria para si um mundo a sua própria imagem.




Cristiane Feitosa Neves de Paulo - 1º Ano Serviço Social - Noturno





















Meio de Sobrevivência??

"Tudo o que é sólido derrete-se no ar,..."
Com essa frase de Marx podemos compreender um pouco mais sobre como o capitalismo influencia nossas vidas. Podemos dizer que muitas vezes vivemos para trabalhar, e com o resultado pensamos apenas em ter, em ser ou parecer melhor do que imaginamos ser. Podemos dizer que sobreviver à essa alienação é meio complicado, porque o que hoje nos parece concreto e sólido, na verdade é pura ilusão, amanhã mesmo estará tudo modernizado, um exemplo é a moda que muda de um dia para outro e que sentimos a necessidade de acompanhá-la, talvez para não parecermos diferentes da sociedade em geral.
Podemos perceber que tudo hoje foi transformado em mercadoria ou mesmo propaganda, citaremos como exemplo a música, quando vamos à um show podemos ter em mente que o dinheiro que ganhamos em um dia inteiro de trabalho não paga nem uma hora do cantor; ou vendo pelo lado da propaganda, é só assistir à televisão, que logo virá um comercial com alguma música que de alguma forma te faz pensar que aquele produto é o melhor a ser adquirido. Claro que esse termo da música é para exemplificar como o capitalismo nos "carrega em seus braços" até mesmo em um momento de lazer e sem que a gente perceba, mas infelizmente, para nossa sobrevivência é necessário deixarmos de pensar racionalmente e adquirir esse sistema que beneficia à poucos. Algo preocupante, porque afinal tende a nos deixar cada vez mais egoístas, pensar no "eu" e me esquecer dos "outros".

Renata Maria Terra Sousa - 1º Ano Serviço Social Noturno