sábado, 23 de junho de 2012

Análise compreensiva

O método weberiano buscava analisar a sociedade, defendendo a ideia de que a sociologia pudesse ser um instrumento objetivo de ação humana. Assim,era fundamental compreender, mas não transformar. Para Weber, a sociologia é feita de ações sociais, praticadas pelos indivíduos, agindo socialmente. Agir para ele é praticar ações sociais, que são diferentes do fato social de Durkheim, fato social desrespeito ao coletivo, já ação social é centrada no ator da ação e os significados que elas trarão.

No entanto, Weber achava que a teoria marxiana ficava muito presa na ideia de fenômenos econômicos e que estes fenômenos determinavam os outros. Na perspectiva dele a sociologia capitalista representava o horizonte histórico da sua época, ele não pensava em outra que a substituísse e sim no funcionamento interno desta. O modo de produção de uma fábrica, na visão de Weber é uma manifestação de racionalização típica do funcionamento interno do capitalismo. Ele viu essa forma de organização em vários fatores da sociedade movida pelo capital, por exemplo a burocracia como forma de organização do Estado em um tipo de racionalização. O capitalismo de alguma forma vai nos racionalizando.

Assim como Marx e Durkheim, Weber também pensou na educação. Ele achava que esta era fundamental em dois aspectos, primeiro para formar o ser humano em um ser autônomo e em segundo, estar politicamente ligado a sua nação.

A sociedade ideal para Weber seria onde as pessoas pudessem ter os seus pontos de vista, sua concepções, absolutas, sendo respeitadas pelas outras pessoas que também defendiam as suas posições de uma forma absoluta. Ele também tinha uma concepção bem heroica da vida, ele acredita que tudo depende da força com que o indivíduo luta e a verdade com que ele age e com que ele desenha o seu caminho levando em conta os valores que a eles são atribuídos.

Marisa Silva - 1º Serviço Social - Noturno

Análise da retórica social

          Webber com seu mero conhecimento científico, não impõe uma teoria de revolução como anteriormente estudado Karl Marx, simplesmente traz para seus leitores, dimensões do quão suficiente é a análise profunda de cada aspecto social.
       
         Essas derivadas análises, por sua vez, são fragmentadas e estudadas parte a parte, é como o jogo quebra-cabeça, na qual os jogadores devem estudar peça por peça, observar bem os seus lados, se são retas ou não, se possuem dobras ou não, e assim encaixa-las no devido lugar, formando a imagem adequada.
          
         Max também critica o modo como muitos indivíduos expressam suas necessidades, sem antes pensar em um método para agir, em outras palavras, as pessoas estão confundindo o real com o ideal, e de certa forma isto está sendo generalizado, em todos os aspectos. Um trecho da música A cidade ideal de Chico Buarque, pode ser usada como exemplo dessa premissa, ela evidencia a forma como as pessoas pensam sobre os fatos sociais, isto é idealizam algo, mas não era bem assim como acontecia. Vejamos. 

Cachorro:
A cidade ideal dum cachorro
Tem um poste por metro quadrado
Não tem carro, não corro, não morro
E também nunca fico apertado
Galinha:
A cidade ideal da galinha
Tem as ruas cheias de minhoca
A barriga fica tão quentinha
Que transforma o milho em pipoca

          Esse trecho, enfatiza também como era nas revoluções do proletariado, em que a luta tinha fins democráticos e finalizaria no comunismo. Para isso, a única forma existente era revoltar-se contra a burguesia. É essa a ideia que Weber criticava, pois, na época das revoluções muitos sociólogos apoiavam essa forma para conquista de direitos, mesmo depois dos vários retornos do capitalismo ao poder. E então, as atitudes do movimento operário continuavam com o mesmo modelo de ataque.
          Contudo, pode-se concluir que   dialética de Max Weber era o materialismo, cuja finalidade é obter informações, conhecendo o objeto, o indivíduo, o ambiente, enfim tudo aquilo que o submetere depois analisar a melhor forma de tratá-lo. 
TAUANE LUIZ 1° SS/NOTURNO

O positivismo de Comte

Augusto Comte foi influenciado pelas ciências naturais, principalmente pela biologia. Ele deixou de lado aquela ciência analítica que buscava analisar o fato e passou a ver a sociologia com um caráter sintético, que buscava analisar a sociedade como um todo.

No entanto, ele trabalha com uma visão evolucionista de sociedade, onde todas deveriam caminhar para o modelo da sociedade européia industrial. A sociologia de Comte visa partir de um ponto menos desenvolvido para um ponto mais desenvolvido, de um ponto negativo para um ponto positivo. Consequentemente, ele estava desenvolvendo uma ciência social positiva (positivismo), no qual a sociologia deveria acelerar o processo de desenvolvimento das sociedades, sempre mantendo a ordem, caminhando para o modelo de sociedade ideal, que servirá de ponte para a sociologia de Durkheim.

Então ele formulou três leis de estado, que caracterizavam os períodos da história humana. São eles:
Teológico: relação externa para conhecer o mundo a sua volta, onde o homem explica o mundo pela concepção divina.
Metafísica: foge da mitologia e tenta interpretar ele mesmo além do mundo físico, onde o homem associa a força da natureza com aquilo que ele pensa.
Positivo: descrição das coisas como elas realmente são, interpretação daquilo que é observado. Uma junção das duas etapas anteriores.

Entretanto, para ele a palavra fundamental era ordem. A evolução da sociedade deveria respeitar a ordem evolucional, assim, ele não concordava com revoluções e a participação de massas populares. Ele concordava com o progresso dentro de uma ordem, a qual esta o homem não poderia alterá-la. Vale a pena ressaltar a influência do positivismo na construção da república brasileira, onde a bandeira carrega o lema de ''ordem e progresso''.

Marisa Silva - 1º Serviço Social - Noturno

A cultura como determinante dos valores humanos.


Weber salienta que toda a ação humana é moldada pelos valores culturais, ou seja, os valores de determinadas culturas condicionam e determinam os comportamentos humanos. Alega que a cultura antecede o capitalismo e critica o determinismo econômico de Marx, falando que o materialismo histórico não é o determinante oficial dos acontecimentos da realidade, e quando aderimos a ele, deixamos de lado outras causas.
Não aceita os dogmas, porque eles têm um caráter mais religioso que científico, e é por isso que não devemos transferir os dogmas para a ciência, pois vários fatores explicam os aspectos e os acontecimentos da realidade, existindo várias formas de interpretá-la e explicá-la. O objetivo das ciências sociais não é estabelecer dogmas e sim ver as possibilidades e alternativas que possam explicar o real.
Max Weber quer focar e compreender a ação social com base nos valores do próprio indivíduo. Ressalta a ideia de que é preciso dar autonomia ao indivíduo para uma melhor compreensão dos sentidos de sua ação, de acordo com os valores que ele possui, e não impor valores e dizer como este deve agir.
Já que Weber quis dizer que nossa ação cotidiana é determinada e condicionada pelos valores culturais, torna-se necessário entender que existem valores diferentes num determinado grupo social. Temos que deixar bem claro em nossa mente que a cultura não nasce com a gente, pois ela depende de uma série de incorporações que adquirimos no decorrer de nossa vida, e existem também, inúmeras maneiras de interpretar diversas situações do nosso cotidiano, sendo que a sociedade atual está bastante complexa.

Larissa Martins, 1° SS-Diurno.

Metamorfose do pensamento

O filme ''Ponto de mutação'' evidencia o encontro de três pessoas distintas, uma física, um poeta e um candidato a presidência dos Estados Unidos, discutindo a vida, o modo como a natureza é vista em prol do homem e vários outros fatores que fazem parte da sociedade.

O pensamento cartesiano interpretava a natureza como um relógio, que poderia ser desmontado para ser entendido. Seu pensamento mecanicista observava apenas partes e não o todo. A física relatava que os políticos descreviam a natureza como descartes descrevia o relógio, que esse pensamento de Descartes embora tenha sido de muita eficacia na sua época, muito afeta o mundo atual.

Porem, a cientista acreditava que não poderia resolver os problemas separadamente na sociedade, e sim entende-los primeiramente. No entanto, o poeta que estava fugindo da realidade pela ausência de perspectivas por parte das pessoas, concordava em partes com ela, mas se indignava com o modo que poderia ser incluso esse processo na politica, para ela a resposta era simples, mudar a maneira como as pessoas interpretam o mundo.

O filme nos mostra a premência de analisarmos os fatos, tudo a nossa volta, e nos mostrar uma nova compreensão do mundo, onde seria necessário quebrar as bases da ciência moderna. Onde seja construída um novo modo de compreensão ecológica diante a maneira com que os homem veem a natureza, para uma melhor forma de preservação, para que não soframos as consequências no futuro.

Marisa Silva - 1º Serviço Social - Noturno




Utopia


Montado em um cavalo branco,um verdadeiro “príncipe”: alto,moreno,esguio,sorriso encantador e uma gentileza que emanava antes mesmo de conversar com ele.Nossa, como era gentil e educado,era o verdadeiro tipo ideal,todas as meninas do reino suspiravam por aquele verdadeiro lord.
- Acoooooooorda Marcela, você está atrasada para a aula!
                -Já vou mãe! Já vou!
                Marcela acorda, e percebe que aquele mundo encantado com que sonhou, ficou somente no plano subjetivo,pois ela  deu-se conta que o seu namorado, não preenchia metade das características que o príncipe dos seus sonhos possuía.
O “tipo ideal” é uma construção mental de uma possível realidade.A pessoa  seleciona algumas características que julga agradáveis e cria um tipo. Porém,na objetividade esse tipo, não consegue ter todas as características que foram idealizadas


Quem deu uma definição de “tipo ideal” foi Max Weber que em seus estudos, chegou na seguinte conclusão:  o chamado “tipo ideal” é um modelo de investigação/interpretação, no qual o cientista social usa como forma de analisar a sociedade e as formas de ação                 ( toda conduta humana que tenha um sentido subjetivo).
                A pequena história acima, foi para explicar  de maneira mais simples  um dos conceitos estudados por Weber.
HELYSSA ALVES BASUM - DIURNO



WEBER E O SOCIAL

Em sua teoria, contrapondo-se a Durkheim, Weber diz que nós não nascemos com uma determinada cultura, mas o meio em que vivemos é que implanta valores e cultura em cada indivíduo.
Os fenômenos e condições de existência de uma cultura historicamente dada influi nas necessidades materiais. O juízo de valor para cada indivíduo é diferente, é de acordo com o meio em que viveu, com a criação e hábitos que lhe foram ensinados na escola, em casa, etc, já que o juízo de valor é o ponto de partida na ação.
Weber também diz que a ação individual de cada um é que forma o social, a sociedade..logo, questões sociais devem ser tratadas individualmente e não como um todo.
Weber classifica a ação social em quatro tipos possíveis:
1- ação racional com relação a um objeto.
2- ação racional com relação a um valor.
3- ação afetiva ou emocional.
4- ação tradicional, estimulada por hábitos, costumes, crenças.

Entender ação humana?



Weber, propõe a unificação das ciências humanas, integrando- a com a compreensão da ação humana em seus desenvolvimentos e efeitos,que pretende explicar que tipo de mentalidade,leva a realização das ações.
Para ele toda conduta e ação humana são feita á partir de algo que tenha valor para essa pessoa, e acaba criando o que seria o tipo ideal de ação social.
A ação tradicional que fala sobre os hábitos e costumes enraizados como, por exemplo, comemorar o natal ou aniversário.A afetiva,causada por emoções ,sem meios de fingir, como torcer para um time,em que o individuo pratica a  ação por se sentir bem.
A ação racional em  que o individuo considera apenas suas convicções e sua fidelidade á elas, com a prática relacionada á um objetivo previamente definido visando um resultado.

Os valores que movem os homens

   Para Max Weber o que move as ações humanas são os valores que cada indivíduo atribui para determinada situação, ou seja, os valores morais são o ponto de partida para a ação individual. Assim, cada indivíduo se torna único, visto que nem todos possuem e acreditam nos mesmos valores e portanto, é preciso uma compreensão do indivíduo e não da classe em que ele está inserido, para que se possa analisar a ação do individuo de acordo com seus valores.
  Ainda segundo Weber, existe o “tipo ideal”, que seria a construção imaginária do que imaginamos como ideal para determinada situação, mas que não necessariamente deveria existir. O tipo ideal serve apenas de comparação com o que existe de real.
   Acredito que os estudos de Weber poderiam ser mais bem aproveitados nas universidades e principalmente para a profissão de Assistente Social, pois as ideias de Weber são atuais e o Assistente Social vai lidar com diferentes pessoas que acreditam e seguem determinados valores, daí a importância de entender que cada indivíduo é único e age de acordo com os valores que segue e que não devem ser julgados por isso.
   Gabriela Cristina Braga Bisco - 1° Ano - Serviço Social - Noturno

Ações movidas por valores



A sociologia para Weber era vista como uma ciência da cultura e é ela quem molda os valores e as ações do homem.
O ser humano não nasce com uma cultura formada, ele adquire-a com o tempo e de acordo com a sociedade que ele vive. É através desta cultura que nasce as ações cotidianas movidas pelos valores. No mesmo grupo e na mesma classe os valores que informam as pessoas podem mudar, pois os valore de alguns são diferentes do outro.
Para decidir qualquer tipo de ação social, que são elas: ação tradicional, ação afetiva ou emocional, ação racional com relação a um valor e ação racional com relação a um objetivo, o homem primeiramente analisa o seu juízo de valor para depois agir.
Percebe-se claramente que são os juízos de valores que condiciona os comportamentos humano.

Caroline Lopes Boareto 1º ano de SS-diurno 2012

Uni-vos, para o bem de todos

Com a maçante exploração e decadência humana, por causa da mudança de sistema, este que melhor colocado como regime, deixou de lado a subsistência, o feudalismo, e monopolizou a acumulação e o capital.
Tudo isto trouxe conseqüências aos vendedores de trabalho (os trabalhadores). Marx e Engels, refletindo sobre a sociedade burguesa que se instalara, explicam ao trabalhador através do Manifesto do Partido Comunista o que estava acontecendo, apresentando também algumas propostas.
Mostra que o capitalismo veio para devastar costumes, e escancarar a exploração, trazendo a globalização, criando um mundo a sua imagem, baseando-se no consumo e no fetiche da mercadoria.
Diz que a evolução da maquinaria não é ruim, é até uma beleza que a burguesia criou, porém as máquinas deveriam ser dominadas pelo homem para o bem comum, e não para esta dominar o homem.
Atualmente a comunicação é um dos maiores feitos, e isto pode ser usado a favor dos interesses da classe trabalhadora, movimentando-se e mostrando à classe burguesa que homens não são máquinas e que todos merecem ter uma vida digna.
Já pensou se todo o desenvolvimento tecnológico fosse utilizado para o bem comum? Alimentar a miséria de milhões de pessoas que passam fome? Acabar com a precariedade humana?
Para isto acontecer o proletariado terá que se movimentar, pois o lucro, e o capital cegaram demasiadamente a consciência do homem que explora.
Como diz Marx ao fim do Manifesto, UNI-VOS, para o bem de TODOS.

Elvis Mateus Ferreira, 1° SS noturno


Um pensamento a se engendrar !

Werber não quer uma tranformação simultanea da sociedade,ele quer antes de mais nada compreender essa sociedade!
Para ele não basta recolher indivíduos que causa uma "patologia na sociedade" depositarem esses indíviduos em um certo local e assim estaremos livres de todo o mal! Não basta ! Werber quer entender o motivo daquele indíviduo ter feito tal, ele sabe que sempre tem um porque para tudo,sempre encontraremos uma explicação para certo agir e Werber preza a compreensão dessas explicações. Para melhor entendimento, para ele as ações dos indíviduos se limitam em seus valores! Como por exemplo: obviamente uma criança que sofre violencia sexual, crescerá frustrada e não vai agir como uma criança que teve uma infancia monitorada! Não que eu esteja dizendo que essa criança vai ser perigosa ou agressiva,talvez a que sofreu seja mais recatada! Apenas penso que ambas terão atitudes diferentes!
Werber crê que não é um cientista ou alguem do tipo que irá determinar o agir de uma sociedade,mais o próprio indivíduo.
Werber diferentemente de outros pensadores,não vê somente o economico como primordial,vê também todos os motivos e sentidos! Ele compreende o indíviduo,não a classe!
Em seu métedo,devemos usufruir de uma comparação contínua entre o TIPO IDEAL e literalmente O REAL !
Ele valoriza uma profunda análise conectora com o passado! Dando como causa do presente,também o passado do indivíduo.
Admiro o modo que Werber pensa,é mais que uma analogia,é de fato o que vivenciamos nos atuais dias.




Caroline Stéphani Pinheiro - 1º ano (SS Noturno)

Fato Social!

As idéias de Durkheim em relação ao fato social,nos diz claramente: esse fenomeno deve ser tratado como COISAS e não compartilharmos sentimentos diante de tal.
Não que isso seja ruin, não que Durkheim queira que nos tornamos DESUMANIZADOS! Apenas ele entende que não deve se envolver sentimentalmente com seu objeto de estudo! Interessante a sua visão,realmente é algo a se pensar complexamente. 
Para ele,é necessário a seguinte ordem para se chagar em alguma conclusão, primeiro é feita uma pesquisa de campo com muita observação explorando ao máximo seu estudo,depois sim pode-se criar uma teoria.
Ele diz também algo que me chamou atenção sobre as regras a serem cumpridas,regras estas que muitas vezes vão contra as vontades mais as normas sociais prevalecem,sendo assim essas regras sociais determinam o comportamento do indivíduo.
Então entende-se que o fato social seja todas essas regras a serem cumpridas,todo o nosso modo de viver,toda nossa moral e até mesmo nosso trabalho.

Caroline Stéphani Pinheiro - 1º ano SS Noturno

A OBJETIVIDADE DO CONHECIMENTO SOCIAL


Max Weber na sua obra “A “objetividade” do conhecimento na ciência social e na ciência política” vem nos dizer que a sociologia busca entender a ação social, e analisa os valores que estão nela envolvidos.
Weber defende que a cultura condiciona os fenômenos sociais e desconsidera a possibilidade do determinismo reger o comportamento social. Para ele, o comportamento humano é influenciado por variados fatores como: religião, família, grupo social, educação, política, ideologia… e não por apenas um como pensavam os deterministas.
Max via a econômia como um dos condicionantes e não como o único condicionante da conduta humana, pois esta é moldada por valores. O que determina a ação do homem é o juízo de valor que ele faz sobre determinado assunto.
Para a sociologia a cultura tem um peso enorme na hora de se pensar os comportamentos sociais, pois para entender a ação social é necessário explorar o empírico, romper com o materialismo, manter o mínimo de objetividade (analisar o outro a partir dos seus valores), não contaminar a pesquisa e partir do amplo para focar nas partes.
É o que Weber chama de partir do ideal passar pelo empírico e chegar ao científico. Em outras palavras, a pesquisa surge de algo idealizado (uma possibilidade), o trabalho de campo permite confrontar a ideia com a realidade e o que sobra desta comparação é a constatação científica.
Para max weber esse é o jeito certo de se fazer ciência.  
Ana Paula _ 1º S.S. diurno

VENDENDO A PRÓPRIA FAMÍLIA _ O CAPITAL, CAPÍTULO XIII


A implantação de máquinas no processo de produção tornou supérflua a força muscular, o que permitiu aos capitalistas empregarem mulheres e crianças em suas fábricas.
Ao contrário do que inicialemente se esperava as máquinas aumentaram a quantidade de pessoas empregadas ao invés de diminuir. Porém isso não foi nada vantajoso ao trabalhador, muito pelo contrário. Com a mecanização da produção e o interesse do capital em acumular cada vez mais o excedente, os salários cairam e o homem adulto que antes sozinho provia sua família, agora necessitava empregar toda sua família para que pudessem sobreviver.
O homem que antes vendia sua força de trabalho passava a vender também sua família.
Enfim o capitalista encontrava a “matemática perfeita”, o dinheiro que antes gastava com um homem adulto agora servia para contratar três crianças. Enquanto o proprietário ganhava, as famílias perdiam, perdiam até o pouco que recebiam nas fábricas, pois as relações e os cuidados familiares foram também mercantilizados.
Nesse processo as principais prejudicadas foram as crianças, são inúmeros os relatos que constam pais vendendo seus filhos e crianças que morriam ou nas fábricas ou em casa pela falta de cuidado de um responsável.
Diante de tantas violências cometidas contra as crianças em 1844 o parlamento inglês tornou obrigatório o ensino para trabalhadores menores de 14 anos, infelizmente a lei não passou de letra morta, não passou de certificados emitidos por professores que nem ao menos sabiam escrever.
Contudo, a medida que despotismo capitalista se consolidava a família e seus valores se dissolviam. É lastimável pensar que pouco mudou desde então.
Ana Paula _ 1º S.S. diurno

NOVUM ORGANUM _ Francis Bacon


A ideia passada por Francis Bacon é a de que o infinito é limite do conhecimento. Que o conhecimento pela vaidade não é ciência verdadeira, pois a autêntica ciência é aquela que resulta na transformação prática do mundo.
Partindo desse pensamento Bacon afirmou que aqueles que disseram que o conhecimento tirado da natureza havia acabado causaram grande prejuízo à ciência e à filosofia.
 Não foi de grande serventia também aqueles que assim como os sofistas diziam que nenhum saber era absolutamente seguro.
De fato, para Bacon a mente por si só pouco produzia, pois devia ser regulada e guiada por meio da exploração e experimentação, pela ciência, pois só ela permitia decifrar o enigma da criação divina.
 Porém, para que a verdadeira ciência fosse alcançada era necessário antes superar os ídolos: da tribo (paixões/sentidos), da caverna (formação/valores), do foro (relações sociais) e do teatro (supertições), uma vez que eles bloqueavam a mente humana e davam falsas percepções do mundo.
Desta forma a ciência deixava de ser contemplativa e passava a ser útil ao desbravamento da natureza, o que era descoberto servia para criar novos questionamentos. Além de servir para analisar o presente serviria também para se projetar o futuro.
E enfim a natureza seria dominada, e transformada para o bem-estar do homem.
Ana Paula _ 1º S.S. diurno

A BUSCA PELA VERDADE _ René Descartes


“Conhecer” Descartes mesmo que por apenas dezesseis páginas foi uma experiência fascinante.
Ler que a Razão é a única coisa que nos torna homens e nos diferencia dos animais, não é assim tão surpreendente. Mas ler que: “...a diversidade de nossas opiniões não se origina do fato de serem alguns mais racionais que outros, mas apenas de dirigirmos nossos pensamentos por caminhos diferentes e não considerarmos as mesmas coisas.”, isso com certeza é.
Apesar da sua genialidade, ele não considerava que seu espírito fosse em nada mais perfeito do que os dos outros. E diga-se de passagem nem precisava, pois seu diferencial consistia exatamente em dirigir seus pensamentos e considerações por caminhos ainda não desbravados.
Embora seguro de ter escolhido o melhor caminho para se buscar a verdade, ele não descartou a possibilidade de ter se enganado, mas mesmo assim continuou, se expos a julgamentos e tirou proveito deles.
 Contudo, seu propósito não era ensinar o método que cada um deve conduzir sua razão, mas somente de mostrar o modo que se esforçou por conduzir a sua.
Em busca da verdade solidamente boa e importante para o futuro ele percorreu o caminho: das letras, das línguas, das viagens, das dúvidas, das pessoas, de si próprio, do todo e das partes, dos Sentidos e da origem de tudo_DEUS.
Pelo seu brilhantismo concluo que jamais devemos nos deixar convencer pelos sentidos. Pois, a razão nos sugere que nem tudo quanto vemos ou imaginamos é verdadeiro, ainda mais quando nossos pensamentos não podem ser totalmente verdadeiros, porque a verdade absoluto pertence somente a com Deus.
Ana Paula _ 1º S.S. diurno