domingo, 2 de novembro de 2014

O que é meu é MEU, o que é seu é SEU


     A notícia divulgada no dia 19 de Outubro de 2014 no Jornal Cruzeiro do Sul da cidade de Sorocaba expõe um caso de roubo que conseguiu ser autuado pela Polícia Militar regional.

    Ao analisar a reportagem pela visão de Max Weber, autor que retrata o individualismo metodológico, ou seja, que propõe que cada pessoa possui seus valores e por isso devem ser analisados individualmente, nota-se que a vítima do furto, uma assistente administrativa, usou de suas táticas e de seus valores para poder encontrar o ladrão. Fez uso de suas emoções para atingir tal objetivo, emoções essas que podiam ser de raiva, indignação para com o acontecimento, ou até mesmo intolerância diante do fato da retirada de seus pertences, além disso, ela pôde ter utilizado de ensinamentos transmitidos por seus pais, em que cada objeto é de uma determinada pessoa, ou utilizado do ditado: “o que é meu é MEU, o que é seu é SEU”, buscando ter sua bolsa e seu capacete de volta.

     Porém Weber não se limita a interpretar apenas um lado dos envolvidos na situação, buscando entender também o ponto de vista do ladrão, este que também possui valores cravejados em seu ser, e por diversos motivos resolveu roubar, como: não possuir um emprego; receber um salário pequeno e não ter condições de alimentar a si mesmo e sua família; foi ensinado a roubar e tem esse ato como costume; esse hábito é considerado comum no ambiente onde vive, entre várias outras interpretações que explicam a atitude desse indivíduo na sociedade onde vive.

     Dessa forma, a análise de Weber é considerada complexa, pois observa cada indivíduo por si só e de todos os lados possíveis, mesmo que esses sejam antagônicos, pois só assim poderá fazer uma análise mais completa e real da sociedade, adquirindo uma maior riqueza de aprendizados e conhecimentos.

Daniela Aparecida da Silva
1ºano de Serviço Social - Diurno

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