segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Weber por Aldovano

Weber (Aldovano aluno SS Diurno)
            Tentativa de explicação da ação das pessoas (racionalização), assim é a realidade social que da respostas e não o materialismo hstórico. Ação Social, conceito central para Weber, é ação do sujeito quando visa outro sujeito (subjetivamente visado), quando Weber utiliza o conceito “sentido” ele refere-se ao Wilthem Dilthey chamado de filósofo da hermenêutica. A intenção de Weber era fazer ciência empírica (exata), criticando por sua vez a sociologia “filosófica” (estética, do direito, etc).
            Para o autor a compreensão do fenômeno se da de forma racional e irracional, esta faz parte da aceitação do sujeito, já a parte racional presta a verificação científica, ou seja, o tipo ideal. O tipo ideal é uma forma de compreensão abstrata das Ações Sociais, que por sua vez são mistas. Tipos: Ação Afetiva (sentimento), Ação Tradicional (costume, leis não escritas), Ação Social Racional ligada a valores: ação que é planejada; Ação Social racional ligada a fins. A sociologia weberiana é racionalista vista como um método podemos afirmar o percurso: 1º Análise dos objetos, 2º Análise das combinações de fatores, 3º Conexões anteriores, 4º Constelações de possibilidades.
            O que é importante destacar em Weber é a questão da dominação, que não significa poder, para ele dominação é dar uma ordem e encontrar possibilidade de obediência, quando as pessoas que obedecem encaram a ordem como legitima. Dominação Tradicional, Carismática e a Racional, o exemplo mais típico de Dominação Racional é a burocracia (legitimada por razão). Dominação Tradicional, baseado na tradição geralmente religiosa ou real, pessoa ou grupo de pessoas (legitimada porque sempre foi assim), dominação não pela legitimação ou por força, porque sim. Carismática quando um sujeito pelo seu carisma mantém um grupo de dominados, muitas vezes os dominadores carismáticos estarão em confronto com os poderes estabelecidos. Weber se detém no tipo carismático, pois com a confrontação dos poderes o líder perde o poder de dominação, seja por morte ou não, assim o carisma do senhor deve passar para o grupo selecionado via “rotinização do carisma”, esta escolha se faz por escolha das pessoas que viviam com o senhor o outras que o grupo aceite como representante do mesmo carisma, a dominação carismática vira uma dominação tradicional. A Dominação Carismática ela é inevitavelmente mais curta que as demais, e com a rotinização ela cai na tradição ou racionalização.
            A burocracia dos estados modernos retira a vivacidade das pessoas, ou seja, racionalidade sistêmica da vida social.
            O que Weber está interessado em explicar com o termo compreensão, muito caro em sua obra é o desenvolvimento das relações entre indivíduos, ou seja, das relações sociais, sempre fazendo referência às intenções e motivações subjetivas desses indivíduos. Assim, a ação do indivíduo constitui o limite o único portador de um comportamento dotado de um sentido subjetivo. Compreensão passa por intermediações de conceitos e relações entre o que é verdadeiro e o que é provável. A distinção entre os valores distancia o homem de suas paixões e o aproxima da ciência objetiva.
            A escolha de um objeto é movido pela paixão, mas o cientista tem o dever de rejeitar seus próprios ideais em favor da verdade, esses valores são determinados pelas “relações sociais” estabelecidas em determinada época. Para Weber, os valores, por um lado devem ser incorporados conscientemente à pesquisa e controlados através de procedimentos rigorosos de análise. “É a paixão que o valor desperta no cientista que guiará seu interesse entre o infinito material empírico da realidade”. Por outro lado é necessário distanciar do próprio interesse para encontrar o universalmente valido (neutralidade). O principal meio metodológico encontrado por Weber para explicar os fenômenos da cultura é o “tipo ideal”: a racionalidade, a unilateralidade e o caráter utópico. Portanto o tipo ideal não é uma representação ou um reflexo da realidade, muito menos um modelo ideal, mas sim um instrumento para o cientista, assim o tipo ideal fica em grande parte submetidos aos motivos do cientista.        

            Podemos entender a proposta de Weber sobre razão e paixão ao analisarmos o conceito de “dominação”, o que leva a sociedade a uma racionalização da dominação, como vimos nos estados modernos melhor exemplo é a burocracia. Em Ética Protestante: “os últimos homens desse desenvolvimento cultural poderiam ser designados como especialistas sem espíritos, sensualistas sem coração, nulidades que imaginam ter atingido um nível de civilização nunca antes alcançado” (nulidade como abandono das paixões).

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