domingo, 9 de março de 2014

Método para o método

Cada qual com sua ideia
Com sua forma de juízo repleto, bom senso concreto
Acreditando cegamente na própria virtuosidade suprema e inabalável
Como se apenas um ser dominasse a razão
E seguisse o caminho certo, longo, reto

Como se o restante ignorasse
Toda a verdade existente sobre a vida
Na vida
E vegetasse
Apenas à espera da morte

Mas sozinho em meu quarto vejo
Que todos são erroneamente corretos
Todos desconhecem conhecendo o que é verdadeiro
Necessitando de um método
Para enxergar a razão do outro além da própria
Como num quebra-cabeça infinito

Estamos, nós, tão certos assim?
Vivemos, nós, nestes corpos enfim?
Ou estaremos dando voltas, procurando o certo
O concreto
E sempre chegando às mesmas conclusões?


Mesmo se essa vida for uma farsa
Inexistindo toda fome, febre, desgraça
Sei que a alma existe e nela confio
Mesmo se for apenas no mundo do sonho

Pois, penso eu, que nós pensamos
Penso eu
Eu penso
Penso, logo existo
Existimos enquanto pensamos.

(Letícia Braga Carrijo - 1° ano SS - Noturno)