quinta-feira, 13 de março de 2014

Razão - Questão de se Questionar



A vida toda buscamos explicar e entender o inexplicável.
Vivemos a questionar a verdade, que quanto mais indagada vai deixando o real e se transformando em maior dúvida.
Aqueles que deixam de buscar explicações caem no senso comum. Enquanto outros acreditam que sua verdade é a única, quando na verdade existem muitas outras, defendendo o mesmo sentido ou não.
A razão sempre haverá, mas não significa que seja uma única ou mesmo a mais correta, pois não há nenhuma verdade absoluta.
O importante é sempre acreditar e buscar  o aperfeiçoamento.

Laiane Mirelli - S.S. Noturno
Razão inexistente 

Qual é a razão da existência ? 
Tomo pra mim que a vida nada mais é que um ponto a ser descoberto, e que a cada mergulho interior que nós seres humanos dermos, ali encontraremos mais uma questão, mais um questionamento acerca da sociedade e nós como um todo, então perceberemos o quão ignorantes nos tornamos ao acharmos que possuímos uma resposta concreta.
Portanto a razão é inexistente, não existe ao certo uma razão, o que existe são teorias, a qual cada indivíduo em seu mundo particular tira suas próprias conclusões e fazem seus próprios julgamentos, achando estar certo ou errado, buscando uma razão pra si mesmo, razão ilusória.
O estudo de si próprio, então, é essencial para todos os indivíduos, é nessa busca interior, autoconhecimento, que conhecemos a nós mesmos e nos enxergamos como seres individuais e ao mesmo tempo como um todo, podendo assim desconstruir preconceitos a cerca da humanidade, a cerca dos nossos pensamentos e razões, e principalmente quebrando as barreiras entre os pensamentos e razões de outros, existem teorias, nada é totalmente verdade ou totalmente mentira, a razão inexiste.

(Aline Neiland - 1º ano SS - noturno)

Insaciável razão



  É verdade que até certo ponto, a maioria das descobertas e construções morais do homem, partira de sentimentos de dúvida que em suas medidas máximas, o instigou à uma caça de respostas às suas inquietações. Tais desveladas à base de observações mais críticas ao que consistia afinal cada aspecto formativo da vida.
  Porém, em demasiado tempo, as respostas vestidas de certezas eram de uma diversidade incapaz de satisfazer todo contentamento, para quem em algum momento desejasse possui-las. Obrigando-se então, a usar uma estratégia de fuga a essa incapacidade, na qual eu considero uma condição, que seria o bom senso. Pois o julgamento, a presunção e até mesmo a comprovação se tornaram inexato a razão.
  Assim, Descartes em  ‘ Discurso do Método’ reproduziu após decidir deixar os livros, viajar e conhecer outros lugares, outros povos nos quais fossem mais distintos em suas particularidades possível, a noção da ação do pensamento. Permitindo-o compreender melhor a razão, que de tão frágil ao comodismo e ao cotidiano nocivo, era aos poucos menos ouvida. E não apenas referente no que ele diz “ (...) e que, ao considerar quantas opiniões distintas, defendidas por homens eruditos, podem existir acerca de um mesmo assunto, sem que possa haver mais de uma que seja verdadeira, achava quase como falso tudo quanto era apenas provável (...) ” , mas também e o mais importante, era conhecer a si próprio e tudo que a si mesmo tencionasse.
  Contudo, a ansiosidade em mim para me ver, para viver comigo na sociedade atual depois de Descartes, se interrompe quando percebo que esta reflexão profunda do transcendente ou não de tudo, chegará até a mim no momento certo. E que certamente a todos também, brevemente ou não. Todavia, cada um por seus próprios métodos e si permitindo sentir, sem procurar e sim ser encontrado, mas substancialmente buscando si encontrar. E colocado assim, sendo que na democracia que vivemos, a abertura para as opiniões variáveis é maior. Mas diferente, vendo que reconfigura-se o tempo todo, sendo mutável ao requinte da necessidade de ter ora alguma crença para ser capaz de viver, ora de se juntar ao bom senso e a aceitação. E nunca saciar a razão.
   E é tal como Deus, a alma, os sonhos, os sentidos, o céu, o existir, as sensações, o infinito, a imaginação, a razão e o pensamento tão inerentes a si mesmos.



Leonardo Pena Conrado - Serviço Social.