domingo, 16 de março de 2014

DISCURSO DO MÉTODO


Desde os tempos mais remotos, o homem se vê confrontado pelas incertezas, tanto no que diz respeito ao que nos cerca, quanto em relação a nós mesmos.
A complexidade das coisas que nos cercam desperta a nossa curiosidade, que nos leva ao questionamento e à investigação, o que, por sua vez, nos leva ao conhecimento, algo que devemos sempre buscar, pois em comparação ao que ainda temos para descobrir, o que sabemos é quase nada.
Em seu discurso, Descartes nos mostra que a razão é igual para todos, e o que a diferencia é o modo pelo qual a conduzimos em nossa existência, por isso uns parecem mais sábios que outros, mas a verdade é que estes apenas souberam conduzir suas razões e suas dúvidas pelo caminho que acharam ser o correto, pois nós aprendemos melhor com nossas experiências próprias, do que com o exemplo de outros.
Portanto, se a certeza da nossa existência está no pensar, devemos sempre buscar respostas às nossas perguntas, porque assim descobriremos o que temos, o que não somos e, principalmente, quem somos.
Kálita Sousa Barbosa Gomes - 1ºSS Noturno

O caminho da razão

Há diversos métodos para conduzir a razão. 
Bom senso, busca de informações através de livros e viagens são ferramentas que contribuem para a formação de opinião, porém mais importante do que ter espirito bom e aplicá-los bem. O atingimento do objetivo é mais garantido para aqueles que optam pelo caminho reto mesmo que lento, pois de nada contribui ser veloz quando se opta pelo caminho errado.
Todas as buscas contribuem para encontrar o caminho, porém o autoconhecimento é à base de tudo. 
A vida não oferece oportunidade de ensaios, as novas experiências vão se agregando às já vividas e assim forma se uma etapa. 
Penso, logo existo. Não sou um corpo; sou uma alma que tem um corpo.
Deus é e existe, e é um ser perfeito e tudo que existe em nós se origina dele. Nossas ideias se originam de Deus por isso são verdadeiras.

Marcela de Moura Milani – 1°ano SS- matutino

DEScartes X DESconstrução

A desconstrução nada mais é do reformular todos os pensamentos e ideias que a pessoa acreditava anteriormente, ou seja, tudo aquilo que a pessoa crê com a mais absoluta certeza, a partir desta reformulação, os ideias são modificados. E não foi diferente com René Descartes, o qual criou 4 máximas, que nada mais são do que alguns novos preceitos que podem servir de norma para a vida, (citadas no livro: "Discurso do Método.").
A primeira verificação que Descartes teve foi que nós, seres humanos, aceitamos como verdadeiro apenas aquilo que conhecemos, como se nós fôssemos pré-destinados de alguma forma pelo meio em que cada um vive para crer e seguir tudo aquilo que sempre foi feito e nunca houve nenhum tipo de mudança, pois dessa forma era melhor seguir as opiniões dos mais sensatos, já que Descartes colocaria a prova todas as suas ideias.
A segunda verificação diz respeito as ações que temos que ter em qualquer circunstância do dia a dia, em que Descartes reforça a ideia de que temos que ser firmes e decididos em qualquer atitude que for tomada, ou seja, se não se tem nenhum fragmento implícito de algo estar certo ou errado, é melhor que siga por um único lugar, ao invés de se dispersar, pois dessa forma talvez você não chegue onde estava desejando, mas com certeza irá chegar em algum lugar, o que é melhor do que ficar sem nenhum rumo, ou seja, sem nada concreto que se pode ter absoluta certeza.
A terceira máxima, a qual particularmente me chamou mais atenção, consiste em primeiramente vencer a si próprio, para depois o destino; modificar o que eu quero pra mim, antes do mundo, dessa forma Descartes conclui que nada pertence a nós, se não os nossos pensamentos; e também que o ser acredita que cada um está em um certo acontecimento, o qual deve ser aceito sem que haja nenhum tipo de lamentação da nossa parte, com base nisso resume a uma frase com base em Schopenhauer e Sartre: "Eu aceito tudo o que acontece, mas não escolho tudo que aceito.".
E a quarta e última máxima, que também é considerada como a conclusão de Descartes, a qual ele cita que é feita uma revisão e que a sua razão continuará a ser cultivada e continuar em busca de melhorar sempre o   conhecimento que ele já possuía sobre a verdade e conclui dizendo que se Deus deu uma luza própria para cada um tomar as suas próprias decisões, ninguém deve seguir tudo o que é dito, mesmo que se diz com a mais absoluta certeza, pois pensar, duvidar e poder criticar algo também é existir.

Maisa Bozelli Vieira - 1° ano SS noturno.
Descartando Descartes

Diferente do que René Descartes afirma em seu Discurso do Método: “[...] O poder de julgar de forma correta e discernir entre o verdadeiro e o falso, que é justamente o que é denominado bom senso ou razão, é igual em todos os homens. [...]” acredito que nem todos tem essa habilidade, pois cada pessoa é um conjunto de características, pensamentos, conceitos, histórias e realidades distintas. Muitos destes conceitos são pré-determinados pela família, cultura, religião e outros fatores, conceitos estes que se tornam base na vida do individuo, ou seja, a pessoa nasce com opiniões formadas, sem a opção de optar por si só. Descartes alega também que é necessário crer em uma divindade para vivermos, pois ela nos auxilia a ter um bom senso e distinguir entre o certo e o errado.
Se pararmos para raciocinar, iremos perceber que não é necessário ter como base uma religião e viver alienado nela. Com tudo que o que acontece atualmente, será mesmo que existe uma força maior que nos ajuda em todos os momentos, nos mostrando o real caminho a seguir, o que é certo ou errado? Não. O que existe é uma realidade bastante difícil, um mundo constituído por catástrofes, desigualdades, fome, sede e para piorar a 3ª Guerra Mundial se iniciando. Onde está a divindade para salvar-nos? O que precisamos ter é o senso critico para não fazermos parte da massa alienada e pensar com as próprias cabeças.

Portanto, para se buscar a verdade com o auxílio da razão é conveniente que larguemos de lado princípios já introduzidos em nós, e iniciar uma busca reflexiva, tendo como base o olhar critico, a fim de obter resultados que irão nos conduzir “verdadeira verdade”.

José Carlos Simão - SS Noturno 1º Ano 
  Observação: Na 1ª  parte, o autor faz uma observação 1 de que as pessoas o consideravam inferior à seus condiscípulos, mesmo que houvesse alguns deles que já estavam destinados a assumirem o lugar de nossos mestres. Querendo dizer com isso que essa atitude não condiz com o nível intelectual dessas pessoas. (Essa crítica deles). Ainda durante a primeira parte ele finaliza que mesmo tendo durante sua vida, feito diversas pesquisas e estudos, além de leituras sobre diversos cientistas do planeta e diversas de busca do conhecimento, começou a estudar a si mesmo e procurar seguir seu próprio caminho conseguindo com isso melhores resultados e expondo também um certo arrependimento de estudar outros cientistas e também afastar-se de seu próprio país.
    Já na 3 parte, René Descartes comenta sobre a corrupção que já naquele tempo existia e já fazia parte dos costumes e que as pessoas não diziam tudo o que pensavam pois eram ignoradas. ‘’Talvez a censura às calava’’.
   Na quarta parte, René exalta sua qualidade de pensador,  sobre a razão da sua existência, sobre a separação do corpo, da alma e também do material. Ele demonstra um conflito consigo mesmo. Deixa claro ainda que a existência de Deus é muito clara.
Neste discurso Descartes fala sobre sua busca pela razão, sobre o método que utilizou para conduzir a sua razão.
Vemos que este método é o da duvida, é o do questionar em busca da verdade, o que, para muitos humanos não é hábito, pois a verdade imposta por um mundo ou sistema já é colocada na razão sem qualquer desconfiança, talvez por um comodismo ou pressa em continuar. E estes humanos tornam-se tão vedados que já não ouvem o pensar, a razão.
O duvidar nos tira de nós mesmos, e nos faz enxergar de fora a nossa realidade. Porém duvidar só por duvidar é vão, deve-se querer achar a verdade e conhecer o que se duvida.
Contudo, a razão torna-se algo pessoal e só pode ser encontrada no pensar contra si mesmo; ela não nos garante que tudo é verdadeiro,mas ao buscamos a verdade na razão vemos que tudo tem um fundamento de verdade. E para chegarmos a razão necessitamos ir além do carnal, devemos ir ao sensível de nós, buscando o perfeito que ao homem não é e não pertence,mas podemos encontra-lo. Tudo existe com o pensar!

Razão sim ou não

A razão em sua forma mais abstrata está, ou pelo menos deveria estar ligada a todas as relações sociais, criticas (silenciosas ou não) e por que não no auto conhecimento? Afinal, o quão difícil é viver rodeado por outras pessoas nem mais nem menos racionais, ou melhor, difícil mesmo é conviver com as mãos dessas pessoas, mais especificamente os dedos, sempre apontados para você, ela, ele, formando opiniões e moldando modos de agir que nem sempre condizem com o caminho escolhido. Podem não concordar com minha imaginação, mas ainda assim vou imaginar, pensar, existir, como agora: Se Descartes estivesse vivo, estaria sentado numa praça, distribuindo mapas de nome "razão", com dois caminhos desenhados, um reto e vazio, outro repleto de atalhos e várias pessoas preenchendo o percurso. Qual dos caminhos me levaria de encontro ao meu eu, a minha real existência? O caminho mais longo e ocupado apenas pelas minhas escolhas baseadas na minha razão ou o caminho teoricamente menor, porém repleto de opiniões, criticas, julgamentos, influências, que com certeza me farão correr para direções variadas, como uma barata tonta no meio de vários pés agitados? A resposta depende de você, você que teve a curiosidade e paciência (principalmente) de ler até o final, eu, voltando para o mundo imaginário mais uma vez, te entrego o mesmo mapa, escolha seu caminho e principalmente, como vai caminhar, só assim obterá respostas, não só para uma pergunta quase que retórica de um aluno com medo de estar escrevendo tudo errado, como de tantas outras coisas que só sua razão pode clarear. 
Vitor Veiga Corne, 1ºSS/Diurno.

O verdadeiro e o falso

René Descartes - criador de métodos de estudos próprios, com ideias diferentes. 

Em seus estudos é possível notar a importância dada por ele, a falta de interesse de algumas pessoas em buscar uma identidade própria. Conhecer outras culturas, modo de vida, trabalhos, sem ter em mente a superioridade, sem temer a quem julgar.
Se enquanto estamos dormindo, podemos de uma certa forma ter pensamentos e ideias que podem ser verdadeiros ou não. Porque não despertar o interesse de colocar tais pensamentos em pratica respeitando todas as culturas e formas de vida. "Penso logo existo", se é preciso pensar para existir também é preciso existir para se pensar.

Camila Borges.1° ano, Serviço social. Noturno

Única Verdade Absoluta

A busca constante por descobertas impossíveis de se elucidarem, culmina em desespero, enfado, fraqueza e insanidade mental.O abismo do ser humano consiste em encher-se do conhecimento natural e esvaziar-se da sabedoria de Deus.
Buscar o saber, ignorando a razão não é saudável, visto que, a razão é concreta em contraposto ao abstrato e à imaginação.
Assim sendo, se nos fecharmos para buscar sozinhos, respostas que ainda não temos, tornamo-nos egocêntricos, donos de nossas verdades e perdemos também a oportunidade de encaixar as peças do grande quebra-cabeça chamado Diversidade, sobreposto no tabuleiro Mundo, projetado por Um Grande Arquiteto!
" A impossibilidade de provar que Deus não existe é a maior prova de sua existência."

Ser humano
ser um pano
Ser insano
ser profano
Ser fulano
ser engano, ser ufano...
Ser um ser, sem o Ser
logo, não o sou!


Maria Aparecida Alves Caldeira  1°ano Serviço Social- Noturno





Discurso do Método- René Descartes

Quando buscamos o conhecimento, desejamos diferenciar a verdade do falso, olhando mais para nos mesmo, observar com olhar mais critico ao outro, buscando respostas para o quê julgamos ser o certo,sem nos culparmos ou achar que temos que ser iguais ao que a sociedade deseja, para sentimos que fazemos parte dela, pois se tenho um pensamento contrario ao da maioria , prova que sou uma pessoa unica e que penso, logo existo. Então colocamos na balança o que fizemos de bom e ruim, para amadurecermos como pessoa, e seguir a nossa razão, olhando para dentro de nos, buscando a verdade seguindo nossos ideais, princípios e pensamentos, sem tentarmos ser perfeitos, hipócritas, apenas consciente de nossas escolhas e ações.
Andréia Aparecida da Silva 1°ano S.S. Noturno

Pensar é divino

Ø  O maior poder que temos em nossa vida é o pensamento;
Ø  Julgamos aquilo que achamos que é verdade sem seguir a razão;
Ø  Temos princípios e ideias que nos influenciam desde pequeno;
Ø  A dúvida nos ajuda a questionar sobre o certo e o errado;
Ø  Sempre há algo em que acreditamos, por isso devemos preservar os nossos valores e opiniões antes de escolhermos os desejos do mundo;
Ø  Somos apenas seres imperfeitos em busca da razão;
Ø  A um Deus onipotente e perfeito do qual fomos originados;
Ø  A razão é proveniente das nossas ideias e conhecimentos;
Ø  Acreditamos que é verídico apenas aquilo que já conhecemos ou que achamos que é realmente possível;
“A maior vitória é aquela que vem dentro de si mesmo”.

Giovana Bandim, 1° ano SS noturno.

Discurso do Método - René Descartes

René Descartes em sua obra “Discurso do Método” procurou mostrar com suas reflexões e fatos decorrentes do tempo o quanto o ser humano poderia construir o próprio conhecimento. Com a frase “Penso, logo existo”, Descartes dizia que a razão é a única certeza do ser humano, mesmo ainda tendo se questionado sobre a sua existência. O seu método começa com o principio da dúvida, em seguida procura se dividir e analisar, mas sempre usando a razão como fonte de organização daquilo que sai do mais simples (os sentidos) e vai para o mais complexo (causalidade), tendo por fim a verificação do fato.
Os pensamentos de Descartes se assemelham com o ser humano nos dias de hoje. Todos nós ainda nos questionamos de muitos acontecimentos, reflexões e até fatos. Para René, o ser humano nasce com principais ideias, mas essas ideias só são desenvolvidas ao longo de suas próprias vidas. Para ele todas as pessoas possuíam o bom senso, portanto saberiam desvendar aquilo que é certo ou errado dentro de uma sociedade, e que por muitas vezes fechamos os olhos para aquilo que está em nossa frente, sobre aquilo que deveríamos acreditar e não queremos. Até poderia dizer a respeito da política brasileira nos dias de hoje, mas em meu ponto de vista quase toda a população está de olhos abertos no que políticos fazem ou digamos não fazem em nosso país.

Voltando a René, o ser humano deve se questionar sim daquilo que não acredita indo atrás dos fatos que podem concretizar a sua dúvida. A razão é fundamental para o conhecimento.


Ana Carolina dos Santos Soutello Alves - SS/Noturno 

Ser ou não ser

Tudo na vida, pode ser ou não ser, pode existir ou não existir, depende do seu ponto de vista e do seu ponto de vida. Tirar suas próprias conclusões sobre o que exatamente é e sobre o que nem tudo é exatamente. Assim como Deus, como a saudade e como os sentidos, cada um acredita no que quer e no que acredita que existe razão para existir. Felicidade, tristeza, sentimentos, são subjuntivos na relação do que o ser acha que realmente éConhecer novas culturas, novos povos e novas sensações, fazem ver, que nem tudo que temos na nossa mão, é só o que realmente importa. Conhecer outros pensamentos, outras idéias, outras expectativas, nos ajudar a enxergar coisas, onde vemos que não existe coisa nenhuma. E que existem muitas outras coisas, que podem nos fazer ser, muito mais do que ter. Pois na verdade, ter, qualquer um tem, mais ser, e realmente só para quem é. E que, para quem quer, realmente nada é impossível e com a forca que se acredita ser verdade, tudo se conquista.



Isadora Silva Mansur, SS/N

"Brave new world"

O teor atemporal de "O discurso do método" de Descartes consiste na seguinte premissa: há séculos o homem vem se submetendo à alienações, que são favoráveis apenas no controle dos cidadãos e no castramento de seu senso ético/crítico.
A busca do filósofo pelo discernimento de tudo que é pautável, e do que fomos estimulados a admitir como correto, nos leva a deduzir que se no século XVII tais questionamentos já abriam espaco por entre os costumes, então hoje - quase quatrocentes anos à frente - a necessidade dos mesmos é infinitamente maior.
Seja por riquezas, por vaidade ou pela mais pura ignorância, o homem foi sobrepujado por sua própria corrupção e tecnologia, abstendo-se do desejo de despertar a razão. René observou a naturalidade com que sua espécie é influenciada pelas ciências, tradições, e até pelas variadas racionalidades de cada indivíduo; atualmente a mídia, nossos governates, e em alguns casos uma educação falha, têm um poder utópico gravíssimo, que é infelizmente pouco reprimido.
Descastes acertou quando disse "(...) é insuficiente ter o espirito bom, o mais importante é aplicá-lo bem. As maiores almas são capazes dos maiores vícios, como também das maiores virtudes, (...)", pois suas considerações demonstram a força de nossas escolhas entre o verossímil e o fantasioso.

O livro "Admirável mundo novo" de Aldous Huxley também faz referência à relevância do autoconhecimento na formação de tais caminhos.


Fernanda da Costa e Silva - SS noturno

Discurso Métododo , Descartes - Certo ou errado, verdadeiro ou falso

As diferenças existem, os pensamentos se diferem entre caminhos imaginários, o espírito está em constante evolução, cabe a cada indivíduo seguir o que pra ele faça de seu juízo perfeito, mesmo assim problemas em sua vida irá enfrentar.
Como conduzir a razão? Sabe-se lá, pois muitas coisas podemos seguir, outras não.
Passando pela vida, experiências ganhamos, vamos formando uma certa opinião através do nosso raciocínio, mais mesmo assim não devemos acreditar com convicção em tudo, pois ainda podemos estar errados.
A grande pergunta seria, o que seguir, quem seguir, pois não se tem respostas, o caminho acaba sendo seguir o que seja mais provável.
Enfim, não podemos julgar em si, os nossos pensamentos em perfeitos ou imperfeitos, pois estamos em constante busca do nosso eu, simplesmente porque acreditamos num Deus existente e que originamos dele, nós seres humanos somos imperfeitos, porém perfeitos a imagem de Deus.

João Paulo de Carvalho, Serviço Social - Noturno.