quarta-feira, 26 de março de 2014

A busca além da razão.

Poder pensar em si como individuo de ação na sociedade é abranger horizontes para se questionar a respeito da veracidade dos pensamentos e suas consequências na sociedade. O homem pensa, e logo age,  porem ele se contrapõe quando age e pensa? Ou seria a ação e a razão colocadas na questão de que a ordem dos fatores não altera o produto? Quando questionado a cerca de si mesmo o homem busca além de si, ou além da sua razão respostas para entender-se como individuo, espécie e sujeito às ações do tempo e do espaço.
Quando se colocar a disposição o estudo de si, este deve ir mais além do que a própria certeza de algo, pois o homem não se baseia naquilo que simplesmente pensa racionalmente, ele vai mais além que isso. A partir desse conhecer-se, ele pode entrar numa buscar pelos conhecer-se além de si, além daquilo que ele pode fazer e também além daquilo que ele pode ser. Conhecendo o próprio eu ou não, ele pode buscar entender a razão daquilo que o cerca e seus fenômenos, suas causas e suas consequências, buscando entender a razoes além dessas razoes e buscando vivencia-las para poder compreender aquilo que esta por vir, nesse olhar ele busca viver a realidade e compreender, com experiência, o que porventura vivera  criando assim uma base com suportes para a própria sobrevivência, ou seja a experiência o torna mais forte e apto a poder viver novas experiências e novos métodos.
Além do uso da razão como método de ir mais além de si mesmo, o homem é impulsionado a buscar olhar o mundo com um olhar de aproveitamento do novo que se apresenta a ele, buscando sempre estar de bem consigo e com a sociedade, pois sendo um ser que se relaciona, pensa, age, e capaz de realizar muitas outras coisas que ate ele mesmo pode se surpreender, encontra respostas das origens e das ações do tempo em si mesmo.

Pedro Paulo,1° SS noturno.

Experiência Racional: Um Novo Instrumento




Sem abandonar o método de Descartes, de que a razão é um condutor de conhecimento absoluto, Bacon traz um novo instrumento capaz de possibilitar uma visão mais criteriosa da vida e da ciência em si, defendendo que para conhecer e interpretar uma realidade é necessário que haja experiência, observação, pois a razão guiada por si mesma pode levar a descaminhos.
Ele demonstra que se a razão é utilizada isoladamente nos leva a dedução, o que por sua vez pode se desvirtuar em meio às ilusões que a nossa mente cria durante o ato de deduzir. Porém, se associarmos observação e razão chegamos à indução, que consiste em investigar para adquirir um conhecimento empírico, ou seja, um conhecimento real do fato analisado.
Ele destaca ainda a necessidade de nos submetermos à vivência para conhecermos o objeto de estudo e somente depois criarmos hipóteses e ideias do que realmente é.
Assim como Descartes, Bacon parte da premissa que a ciência deve trabalhar para transformar a condição humana e evitar abstrações. E para isso é necessário ter a experiência como regulador permanente da mente, originando comprovações para teses.
Mas devemos nos atentar às antecipações da mente e em como assimilamos os conhecimentos adquiridos ao longo da vida, pois estes nos fazem pensar de acordo com o senso comum, sendo de fácil aceitação. Essas antecipações se dão devido às distorções que nos impedem de vermos a realidade.
Bacon trata essas falsas percepções de:
Ídolos da Tribo: Que se dá, como o próprio nome diz, devido a condição humana;
Ídolos da Caverna: Referenciando a visão que adquirimos através dos meios com quais estamos frequentemente em contato, desde criança e que muitas vezes trazem ideias errôneas.
Ídolos do Foro: São as associações que fazem com a vida e com as relações sociais
E por fim, Ídolos do Teatro: Atualmente retratados através dos meios midiáticos, ou seja, podemos entender a origem dessa percepção através dos veículos que dirigem a massa.
                Portanto fica claro que para se chegar ao conhecimento absoluto é necessário mais do que a razão e sim uma experiência racional que nos dê comprovações e meios de transformarmos a vida. 

- Marina Leobina da Silva - 1º SS matutino 
  Aula 3 - "Novum Organum"