sexta-feira, 28 de março de 2014

Interpretar através da experiência.


Sem abandonar o princípio da razão (que ela deve ser o elemento essencial para a transformação do mundo), Bacon entende que a capacidade de deduzir o mundo não pode desviar-se ou  ser traída pela nossa razão, pois as antecipações da nossa mente são uma forte base para o senso comum. Bacon nos convida a experimentação e essa observação empírica orienta nossa razão para que ela não tome caminhos fantasiosos. Devemos ir pesquisar, pegar, ver, sentir e não deixar que nossa mente guie-se por si mesma.  Pois quando nossa mente se entrega a nós mesmos, nós podemos imaginar o que quisermos. 
O ser humano sente e tem emoções que fazem com que ele se confunda através de suas paixões e passionalidades, resultando que venhamos a ter ideologias do mundo precipitadas por sermos movidos  pelo sentimento e não pela experiência.
A pesquisa serve para transformar a condição humana e consequentemente melhora-lá sempre. 
O homem é frágil e para sanar essa fragilidade, devemos usar da ciência e esta, exige rigor e critério e com esses elementos ganhamos credibilidade. Para Bacon, a ciência é uma forma de nós aproximarmos de Deus (desvendando o universo), pois tudo que existe é digno de exploração e o que é invisível aos nossos olhos é o que nos permiti trabalhar o conhecimento.

Amanda Gomes Caldas - SS/Diurno.

A importância de enfrentar os ''ídolos'' atuais

O filósofo Francis Bacon, em sua obra Novum Organum, apresenta os quatro ‘’ídolos do mundo’’, ou seja, quatro falsas percepções que existem no mundo para enganar e afastar o nosso conhecimento indutivo. Atrelando esse pensamento do filósofo que ocorreu em 1620 é possível perceber na sociedade atual ‘’ídolos’’ que são criados e incentiva a sociedade da mesma forma, mesmo após séculos.
Para Francis Bacon a sociedade da sua época era guiada por quatro ídolos: ídolos da tribo (aqueles que emergem por sermos humanos – paixão, sentidos imperfeitos), ídolos da caverna (relações do homem com o mundo – formação geral do indivíduo), ídolos do foro (referem-se ao indivíduo e suas associações – trabalho, relações pessoais etc.) e os ídolos do teatro (aquilo que é passado – astrologia, magia).
Nesse contexto, via-se uma população que não obtinha o poder de pensar e ficava estagnada no senso comum, que foi considerado por Bacon a base ‘’antecipação da mente”. Apesar de séculos passados, a nossa sociedade não está longe da alienação sofrida no período do filósofo, o que está diferente são os ídolos que são contemplados hoje. É facilmente perceptível observar uma massa que tem seu senso crítico baseado no senso comum ou então outra parcela da sociedade que primoriza a sua vida virtual, deixando que sua felicidade esteja relacionada ao status em uma rede social.
De fato, somos dominados por ídolos invisíveis que trazem a nossa sociedade conseqüências negativas. Para que ocorra uma mudança em favor do indivíduo é preciso que o grau de criticidade de cada pessoa aumente, buscando nas informações a veracidade e este seja capaz de perceber em como esses ‘’ídolos’’ estão alterando a nossa vida na atualidade.




 Ana Laura Mateus Pedigone, 1º ano de Serviço Social Matutino.



Não basta pensar, o provar é necessário.
Francis Bacon, não abandona o princípio da razão, citado por Descartes, ele apenas defende a ideia de que o conhecimento meramente pela razão, pode ser falho, podendo entrar nos descaminhos da razão, ou seja, na imaginação, percorrendo caminhos fantasiosos, pois os nossos sentidos podem nos enganar.
Bacon considera o conhecimento, somente pela razão superficial, afirmando que não se pode explicar aquilo que não se vê, tomando por base da sua ciência o empirismo, ou seja, a ciência não é um mero exercício de pensar, e sim o de experimentar, para se conhecer. E com esse novo pensamento, de que a ciência só é valida quando serve para mudar algo, transformar a condição humana, Bacon se torna um dos paradigmas da ciência moderna.
Silmone de Lima Albino 1º ano SS diurno. 

Além da caverna

Estando com os olhos vendados,tentemos distinguir uma pessoa. Esta é a propósta do jogo 'cobra-cega' (famoso passatempo,palaciano,da idade media), e também, uma maneira de interpretar o método proposto por René Descrates, para se chegar a verdade. Para Francis Bacon, a utilização, unica, da razão,a fim de se interpretar o mundo, nos leva a ser traído pela imaginação. Dessa forma, é necessário o uso da observação empírica.
Francis Bacon criticou, também, a filosofia grega. Para ele, a filosofia teórica não servia,já que, não levava ao bem estar do homem,nem a transformação do mundo. Devemos cultivar a ciência e buscar novos conhecimentos por meio da exploração e experimentação.
As idealizações da mente humana, acaba por nos afastar dos projetos divinos, podem nos levar a falsas representações do mundo(fazendo com que o individuo fique preso a seus pré conceitos), distorça diálogos,viole o próprio intelecto,alem de apoiar-se em superstições.

Natasha Naitzk 1° Serviço Social-Diurno

A razão não basta!

        O pensar para o ser humano é um instrumento de grande importância onde, junto a razão, pode edificar muitas coisas; mas não devemos deixar nos levar somente por ele.
         Quando pensamos é a mente quem se exercita, e a mente por si mesma nos leva a conclusões que podem não ser tão reais, tão verdadeiras mesmo que questionada; ela nos leva a criar pré-conceitos e pré-noções , pois é repleta de falsas percepções do mundo que veda a razão e o sensível.
         E Bacon, então, expõe o instrumento do qual devemos também utilizar para que tenhamos a clareza das coisas: a interpretação do mundo pela experiencia. Este instrumento é o caminho que busca observar, viver e sentir o real, para assim chegar a uma conclusão elaborada pela mente, com a razão, através desta observação da realidade que já nos tirou as ilusões que havia na mente.
          Portanto está "antecipação da mente", como nos diz Bacon, é inválida; o especular é vão quando sozinho, pois estes não geram mudanças. É necessário provar através da experiencia, da vivencia o que se antecipa na mente, para que esta seja confirmada, mudada ou revogada.
          Nos atentemos, então, a possuir a razão de Descartes e a observação de Bacon!




Aula 4-"Novo Organum ou Verdadeiras Indicações Acerca da Interpretação da Natureza"- Francis Bacon

Mariangela Santos de Oliveira- 1º SS Noturno

Francis Bacon

     Ciência = Espelho do mundo.


Segundo pensamentos e ideias de Bacon a ciência é espelho do mundo, se a ciência relata estar em construção o mundo também esta. É necessário conhecer bem a teoria(ideia) dada para depois certificar se ela ira encaixar no mundo real."A clareza se opondo a fantasia", bem visto em uma sociedade que a verdadeira identidade de um indivíduo é muitas vezes escondida por medo de ser oprimido pela sociedade.
A filosofia tradicional não serve ao bem-estar do homem, visto em uma sociedade cheia de paradigmas onde o conhecimento de um indivíduo não o priveligia de nada, mas sua classe social caracteriza se realmente é de grande valor sua existência.


Camila Borges- 1 S.S ( noturno)

Francis Bacon e a interpretação do mundo pela experiência

 Francis Bacon "pregava" que só se pode interpretar o mundo através da experiência. Ele criticava a ciência como mero exercício da mente, como mero exercício intelectual. Dizia que a Filosofia Tradicional não serve ao bem-estar do homem, pois não tem uma finalidade prática, se perde no empirismo de seus conhecimentos. Por isso, incitava a clareza científica se opondo à fantasia para que não se deixe que a mente se guie por si mesma, já que as antecipações da mente são a base para o senso comum.
 Quanto à ciência moderna, Bacon propõe uma "regulação da mente" por mecanismos da experiência: "Resta, como única salvação, repreender-se inteiramente a cura da mente. E, nessa via, não seja ela, desde o início entregue por si mesma, mas permanentemente regulada, como que por mecanismos." (Novum Organum).





Letícia Fabreti Dias
1º ano de Serviço Social/diurno

NOVO INSTRUMENTO PARA FAZER CIENCIA: A EXPLORAÇÃO DO SABER E O EMPIRISMO


   Francis Bacon a partir do que ele denomina como novo instrumento, realiza não só um novo método para fazer ciência, mas utiliza a observação, a experimentação, indução e o empirismo com objetivo de obter respostas que a dedução por si só não alcança.
   Não podemos afirmar de modo categórico que a dedução não nos serve para nada já que só podemos alcançar outros métodos a partir de um já existente, mas podemos criticar e ansiar mais respostas e desse desejo nasce outras formas de conhecimento, métodos distintos que surgem da necessidade humana na obtenção da verdade. Estamos em constante transformações e consequentemente nossos conceitos, aforismos, métodos, enfim tudo ao nosso redor também sofrem com tais variações.
   No intuito de estabelecer graus de certeza, criou-se uma necessidade de superar a superficialidade e conseguir respostas concretas baseadas na “interpretação da natureza” defendida por Bacon, e para atingir um grau de certeza nada melhor do que utilizar a razão juntamente com a experimentação e essa por sua vez vai contribuir e modificar a humanidade e as estruturas sociais.
   Para conciliar a razão com o empirismo e a indução seria preciso desvincular-se de todas interferências que a imaginação e o senso comum nos traz. Esse ponto de ruptura com os outros conceitos é até hoje questionado no próprio dia-a-dia, e considerável como algo difícil de se alcançar visto que somos influenciados pelo senso comum e na maior parte de nossa existência somos influenciados e guiados pela dedução, havendo assim o que Francis Bacon chama de “antecipação da mente”. Constantemente somos levados a pensar e acreditar fielmente naquilo que é passado entre gerações, superstições como não deixar o chinelo virado ou não ingerir manga e leite, essas antecipações que nossa mente realiza nada mais são do que algo puramente superficial sem investigação da verdade, ou experimentação.
   Seria possível então se afastar de tudo aquilo que tomávamos como verdade e aderir a novos métodos? Estaríamos fazendo uma afirmação errônea se afirmássemos que só há um caminho para obter respostas, tudo o que sabemos passou por um processo histórico de evolução, somos então capazes de ter um senso crítico o suficiente para aderir novos métodos; novos conhecimentos não necessita necessariamente abandonar tudo o que tomávamos como verdade e sim analisar, criticar e estar aberto para novos saberes como o empirismo, investigação, e a pesquisa nos oferecem. É necessário ter domínio de si mesmo para posteriormente fazer uso do próprio juízo.


 
BIANCA BARBOSA DO VALE, 1ºANO SS DIURNO.

Saia da ALIENAÇÃO



     A foto comumente divulgada na rede social Facebook representa, em grande parte, as pessoas que não possuem uma visão ampla da realidade, ou não buscam conhecer antes de opinar.

     Contrária à ideia de Francis Bacon, a imagem reflete tudo aquilo que o filósofo e autor critíca em seu livro Novo Organum, ou seja, o julgamento fundamentado através de um próprio pensamento. Bacon propõe que façamos experimentos antes de comentarmos sobre alguma coisa, que trabalhemos com o empírico para orientar a nossa razão e NÃO tomemos caminhos fantasiosos ou que não correspondam à realidade, assim como o personagem Rigoberto fez.

     É necessário que todos saiam a campo, explorem, experimentem, pois a ciência deve intervir na organização e transformação do mundo, colocando a teoria em prática. As pessoas não devem apenas se guiar pela mente, dedução dos fatos ou antecipações, porque elas deixam de obter conhecimentos e se conformam com o senso comum.

     É preciso reverter o quadro de ALIENAÇÃO perante as IDEIAS IMPOSTAS PELA CULTURA e ensinar a sociedade a desenvolver seu senso crítico, baseado na experiência e exploração dos acontecimentos, alcançando uma maior liberdade de argumentação e consequentemente, de expressão.


Daniela Aparecida da Silva 
1º ano Serviço Social - Matutino

Explorando o conhecimento

    Somos traídos pela nossa própria mente quando formamos um pré-conceito. Enquanto os homens não buscarem o conhecimento empírico não conseguirão chegar a realidade.
    Devemos superar nossos caminhos superficiais através da observação e não apenas deduzir sem se aproximar do objeto. A observação do que é real orienta a razão para não tornarmos os caminhos fantasiosos como é o caso dos denominados ídolos, onde estes se excluem o conhecimento por meio da exploração, da interpretação da natureza ou do mundo.
    O ser humano necessita não apenas da mente nem tão pouco da força, mas sim das duas partes trabalhando simultaneamente para chegar ao objetivo final (ciência). É preciso conhecer o objeto primeiramente para que depois se possa formular suas ideias, principalmente usar da exploração e com esta, por fim, chegar à um conhecimento mais aprofundado do que apenas uma dedução distorcida da realidade.


Kamila Ferreira Alves 1º Ano - SS Diurno