sábado, 29 de março de 2014

                                  Teorias de Francis Bacon


    Francis Bacon veio por meio de seus métodos indutivos, constituir concepções
além da razão.Tomando como base a experiencia, onde consiste em estabelecer
graus de certeza, determinar o alcance exato dos sentidos, não levando em conta 
 o mero exercício da mente que toma conclusões precipitadas sem que haja construção
 no conhecimento. 
    Bacon diz que para se conseguir o conhecimento correto da natureza seria necessário ao investigador libertar-se daquilo que ele chama "Ídolos" que levam as noções falsas. Existem quatro tipos de ídolos para Bacon em sua teoria que são:
Ídolos da Tribo: São vícios inseparáveis da própria natureza humana, tal como o hábito de acreditar cegamente nos sentidos é a falsa asserção de que os sentido do homem são a medida das coisas
 Ídolos da Caverna: São erros devidos à pessoa, não à natureza humana; trata-se de diferenças individuais de habilidade, capacidade. 
 Ídolos do Fórum: São erros implicados as palavras, como se elas tivessem sentido duplo  a linguagem é responsável. Uma mesma palavra tem sentidos diferentes para os interlocutores e isso pode levar a uma aparente concordância entre as pessoas. 
Ídolos do Teatro: São as opiniões formadas em nós em decorrência dos poderes das autoridades que nos impõem seus pontos de vista e os transformam em decretos e leis inquestionáveis. 
Para Bacon o avanço dos conhecimentos e das técnicas, as mudanças sociais e políticas e o desenvolvimento da ciência e da filosofia levaria a uma grande reforma do conhecimento humano e na vida humana.
"O acúmulo de conhecimento, gera mais conhecimento"

                                                                                        Gabriela Teixeira SS Noturno.

R A C I O N A L I D A D E

Sim, racionalidade... Tornar reflexivo, empregar o raciocínio para resolver problemas. Trata-se de uma operação mental complexa que consiste em estabelecer relações entre elementos dados.

"Procuramos cercar nossas reflexões dos maiores cuidados, não apenas para que fossem verdadeiras, mas também para que não se apresentassem de forma incômoda e árida ao espírito dos homens, usualmente tão atulhado de múltiplas formas de fantasia"

Esse trecho marca bem a posição de Bacon sobre o ato de pensar racionalmente, usando dessa ferramenta, pode-se distinguir o real da ideia já formada pela sua mente. Não se pode deixar levar por uma suposição e sim, conhecer antes de ter qualquer conclusão, evitando uma posição precoce e erronia, fugindo do senso comum e aprendendo a analisar e julgar de acordo com a realidade, não apenas com a suposição. Bacon contrapõe-se também ao uso somente da razão, acreditando que o uso da sensibilidade é fundamental, já que há coisas que a razão por si só não explica.



"Uma coisa é você achar que está no caminho certo, outra é achar que o seu caminho é o único. Nunca podemos julgar a vida dos outros, porque cada um sabe da sua própria dor e renúncia..."
Paulo Coelho

Júlia Carvalho Rodrigues - 1SS/Noturno

A nova visão (entre aforismos da mente)


                Não há conhecimento sem experiência.
                Isso me faz recordar de uma das minhas lembranças mais antigas. Minha avó, insistindo para que eu provasse do peixe que uma vez fizera pro jantar, da qual eu sentia toda minha fome se esvair, encarando o peixe morto que me encarava de volta. Como se estivesse estribada apenas na ideia de que aquilo me faria mal de alguma forma.
                Sim, eu era criança. Criança teimosa e com ideias próprias de criança. Criança que, como todas as outras, pergunta sobre tudo. E, como todas as outras também, ouvia as mesmas respostas. As mesmas respostas para serem construídas as mesmas cavernas.
                Juntamente com a lembrança de minha avó, me veio uma outra um pouco mais antiga: Anabelle, a autora de meu trauma relacionado a peixes ou qualquer outro ser que vive dentro d'água. Anabelle me contara, enquanto esperávamos mais crianças para brincarmos de pique-pega numa rua sem saída, que quase morreu uma vez por ter comido peixe. Nunca a tinha visto antes. E depois, nunca mais a vi. Entretanto, após alguns anos, descobri que ela tinha um tipo de tolerância a peixe. Mas eu não tinha. O que me fez pensar em como vamos construindo nossas ideias a partir das de outras pessoas, não pelas nossas experiências.
                Nossos pais, mestres, desconhecidos, sempre no ensinando o mesmo, o mesmo também por eles aprendido, como se esse mesmo fosse o único meio coerente a se acreditar, a se seguir. É como se não existisse mais nada além desse mesmo. Como numa tribo.
                Estava cansada dos falatórios da feira e dos gestos calculados para seguirmos doutrinas, como num teatro. Cansada de tudo o que me forçava a fazer coisas das quais não era as que eu queria. Cansada de nãos.
                Comecei a perceber que estava sendo enganada e que poderia fazer o que eu realmente ansiava, pensar em coisas menos percebidas, apreciar outras pequenas que não faziam parte do mesmo sistema, consideradas na maioria das vezes inúteis. Se existe, não é inútil.
                Enfim chegava eu num momento extremo de vontade de gritar para todos meus ídolos para que me deixassem em paz, para pararem de dizer no que eu devia acreditar. Comecei a ver que todos possuem noções falsas que nos invadem e dificulta o acesso à verdadeira natureza. Eu queria ser diferente, ver e sentir coisas diferentes, adquirir experiências próprias. Viver.
                A partir daquele momento, certos assuntos começaram a rodear minha mente, nunca antes cogitados por mim, já que outras lições me foram apresentadas ao invés dessas. Ideias como o espaço. Será que os corpos celestes realmente se movem alinhadamente? Se antes o homem achava que éramos o centro do universo por ter a impressão de que o sol que nos rodeava, e não o contrário, porque deveria acreditar na dança perfeita dos astros hoje?
                Ainda não me encontro completamente curada, mas certos passos já foram dados. Minha visão está um pouco mais aguçada.
                Por isso hoje isso afirmo com plena convicção: 'Não há conhecimento sem experiência'. Já que hoje sento à mesa para comer o peixe por mim preparado.

Por pseudônimo.


(Letícia Braga Carrijo – 1° ano SS – Noturno)

Novum Orgnum - Francis Bacon

    Bacon vai nos fornecer elementos da ciência, pra nos conhecer verdadeiramente, Bacon diz que primeiro devemos buscar o conhecimento, para que possamos ter pensamentos realistas, concretos, pois o homem tem um pré noção, que antes de conhecer, já tenho um conceito formado. Bacon também diz que devemos buscar ver sempre o
mundo como ele realmente  e sempre a ciência expressando a verdade.
   A ciência tem como função explorar o conhecimento, pois conhecendo e que podemos  propor questões para melhor resolve-las. Pois o homem sempre tenta buscar o conhecimento, buscando formas e metodologias para melhorar a condição humana, chegando até as ultimas consequências para alcança-lo.    Bacon  também diz que a verdadeira ciência e a reflexão do divino, retratando as condições divina que a nos foram concedidas e desvendando seus mistérios e conhecimento, buscando na ciência as verdadeiras marcas e impressões criados por Deus para as criaturas
    "Obras devem ser estimadas mas como garantia da verdade que pelas comodidades a vida humana, Bacon,p.77".
   Bacon também fala sobre a cura da mente, buscando retirar ideias fantasiosas, e buscar a contemplação da verdade e realista.   Tem a intenção de repaginar a posição do homem e da ciência frente a natureza. A natureza não se vence, e a exploração e a única forma de compreende-la e vence-la.
    "Todo estudioso da natureza deve ter por suspeito o que o intelecto capta e retem com predileção. Em vista disso, muito deve ser a precaução para que o intelecto se mantenha integro e puro, Bacon,p.20". 
Andréia Aparecida da Silva 1°Ano S.S. Noturno

Análise da obra de Bacon

Hoje teremos uma entrevista exclusiva para o nosso blog com o filósofo Francis Bacon.

Blog: Olá Bacon! Gostaríamos de saber como o homem está agindo perante a natureza?
Bacon: Olá! O homem já consegue dominar a natureza, principalmente quando se utiliza da observação, o que na verdade não foi aplicado por muitos filósofos, matemáticos, por isso não obtiveram resultados satisfatórios.

Blog: Mas e as novas descobertas científicas?
Bacon: A maioria delas aconteceu por acaso e não propriamente pela ciência. Claro que tem fatos que a ciência não consegue explicar como, por exemplo: a fé, há uma lacuna entre a idealização humana e a  “intenção divina “diferente de alguns fatos que podemos sentir, comprovar como: o quente e o frio.

Blog: E há um método para se fazer ciência?
Bacon: Há o método da antecipação da natureza, que torna a ciência mais propicia ao erro, porque antecipamos um conhecimento da natureza sem antes conhecê-la enquanto que no método de interpretação da natureza, o senso da natureza é utilizado.

Blog: Na sua concepção como é formado o conhecimento humano?
Bacon: Em outros seres humanos, em nossas próprias convicções interiores do conhecimento de mundo adquirido e na magia, na feitiçaria, tornando assim os pensamentos distorcidos e sem fundamentos. Nós vivemos cercados de sensibilidade frágil e errônea que influencia nosso intelecto e nunca escaparemos disso. As pessoas às vezes se apegam a uma filosofia porque os convém, porque se simpatizam com os autores  e não pela aplicabilidade que as idéia deles tem. A ciência deve ficar livre dos encantos, ela deve ser minuciosa.

Blog: Deixe sua última mensagem para nossos leitores:
Bacon: Mesmo que seja em vão, ou que não tenha utilidade, a ciência deve tentar desmascarar seja na religião, nas falsas filosofias ou tudo o que não tiver um fundamento coerente para que nós possamos chegar cada vez mais próximos da verdade!

( Aline Rosilei Vanin, 1°S.S Noturno )


Pensar, experimentar, praticar
"Avião sem asa, fogueira sem brasa, razão sem experimentos, sou eu assim sem você."


 Francis Bacon se fosse analisar um bacon, com certeza não utilizaria critérios fantasiosos, de algum mito do bacon, muito menos deduziria o gosto pela consistência, forma e demais aspectos visuais reais, pensados de forma racional, porque não seria o bastante para sentir o gosto, ele teria que provar, experimentar. Isso é um exemplo bobo para exprimir o que Francis Bacon pensava. Não basta usar a razão e apenas a razão, porque até mesmo ela pode criar outros caminhos, baseados na imaginação, para determinada conclusão. Por exemplo: Se descreverem (racionalmente) uma mesa de quatro pés para uma criança, ela pode (racionalmente) pensar em quatro pés humanos, a não ser que ela observe uma mesa, utilize da prática e perceba que não são quatro pés humanos. Aproveitando o assunto sobre a mesa, podemos analisar outra critica de Bacon, sobre os cientistas que ficavam em suas mesas, trancados, apenas pensando, pensando e pensando, não utilizando do conhecimento para um bem maior, ou seja, para melhorar aspectos da sociedade no geral. Os gregos, conhecidos pela bagagem filosófica, eram criticados da mesma forma, por só falarem e não praticarem, não criarem obras.
Vitor Veiga Corne, 1º SS/Diurno


Conhecimento + Natureza + Experiências = Francis Bacon

Francis Bacon em seu método procurava verdadeiras ações e indicações para poder interpretar a natureza, mas não apenas usando a razão e sim indo além, usando as experiências. Como ideia, Bacon dizia que a ciência deveria chegar à verdade. O que transformava esta ciência era a natureza, e é o que acontece até hoje com o uso das grandes tecnologias, muitos meios foram criados até por meio da preservação da natureza. Uma observação interessante e feita dentro da sala de aula foi sobre a “Energia Eólica” que consiste na transformação da energia produzida pelo vento e depois passa ser uma energia útil, como exemplo produção de eletricidade. É por essas novas utilidades que se pode perceber o quanto a ciência é capaz de transformar o mundo.
Em sua época Bacon dizia que a sociedade era constituída por quatro ídolos, ou seja, constituída por falsas percepções do mundo. Tinha o “ídolo da tribo” que era aquele que se vinculava a distorcer as ações provocadas pela mente humana (interferência de paixões/incompetência de sentidos), o “ídolo da caverna” que se vincula com ações do homem e o mundo a sua volta, o “ídolo do forro ou feira” que se referiam ao individuo e as influencias causadas por suas associações e o “ídolo do teatro” que se vinculavam com as representações teatrais baseadas em duvidas e superstições. E com isso se nota que a população não pensava, apenas vivia naquela Antecipação da Mente, que é negativa.
Bacon criticava os gregos, que para ele, apenas ficavam tagarelando sua filosofia, e em suas sabedorias apenas existiam palavras.  Para ele esta filosofia tradicional não servia para nada, muito menos para o bem estar do homem. Era necessário explorar e experimentar para buscar novos conhecimentos e saberes. Não pode se propor nenhuma solução antes de conhecer, apenas conhecendo é que se pode propor uma transformação. Acho que o Bacon nunca esteve errado em relação aos gregos, não se pode concluir uma experiência apenas falando e falando, é preciso investigar, explorar, irmos atrás para buscar novos conhecimentos, são por esses motivos que muitos ainda se questionam da filosofia, muitas vezes são apenas palavras que não foram comprovadas com experiências. 













Ana Carolina dos Santos Soutello Alves / 1°SS Noturno 

Mudança na mente.

Novum Organum – Francis Bacon

    A capacidade humana de observar o mundo é o que realmente nos move, pois mais importante que as respostas são as perguntas.
    Bacon defende a ideia pelo método de indução que devemos vivenciar o mundo, conhecer sobre o assunto antes de opinar sobre ele e não meramente se basear em nossas próprias convicções.
    A ciência é as portas para a mudança do mundo e devemos transformar a teoria em prática essa será a nossa “salvação” e pra isso precisamos tomar as rédeas de situação buscar em si mesmo o senso critico e não aceitar tudo que lhe é imposto por uma sociedade de cultura e valores destorcidos.



Tatiane Gomes Montes 1° ano SS. Diurno



Experimentação guia do saber

Bacon como Descartes tem uma mesma visão em comum, através de seus métodos buscam estabelecer algo que transforme a condição humana consequentemente algo que traga a ela o bem estar.

Bacon vai mais além quando em seu discurso afirma que a razão por si mesma pode percorrer por outros caminhos por ele chamado de “descaminhos da mente”, quando isso ocorre leva a antecipação da mente e esta pode levar ao senso comum.

Para ele a razão deve ser guiada pela experimentação mas para se chegar nesse ponto antes  necessita-se interpretar o mundo através da observação: “Não há como explicar o aquilo que não se observa, que não se conhece profundamente”, para isso deve-se explorar, investigar ,ir a campo, seu meio mais utilizado foi o método da indução.

Também questiona de forma acirrada a filosofia tradicional com seu método de dedução e especulações, para Bacon a ciência deve intervir nas coisas do mundo e não apenas pensá-lo e contemplá-lo. Também afirma que a mentalidade científica só pode ser alcançada pela eliminação de preconceitos por Bacon chamados de ídolos.

Através do método de Bacon podemos concluir que para se provar algo é necessário conhece-lo por completo em todos seus aspectos e só se consegue isso por meio da observação, interpretação e experimentação.

                                                          Jordânia Mara 1°ano SS Diurno

Além da razão

A experiência é fundamental, pois somente a partir dela vamos construir uma ideia mais próxima da realidade, o método de olhar observar e interpretar são extremamente validos, pois só assim vamos deixar de sermos induzidos por nossa própria mente.

A razão é de grande importância para chegarmos ao conhecimento verdadeiro, junto com a exploração da natureza, mas se usada apenas para o exercício da mente é simplesmente inútil, pois pensar sobre uma realidade apenas usando como base seus próprios conhecimentos ou tirando suas conclusões a partir dos ídolos, como diz Bacon, não surti efeito algum. A filosofia precisa servir as necessidades do homem.

 Como aliada alem da experiência e razão, o homem tem a ciência, que é a possibilidade do domínio da natureza, que serve para compreendê-la; interpretá-la e vencê-la, nos tirando do nosso comodismo.

Gabriela Vasconcelos, 1° ano SS (noturno)

"Abre a sua mente
Sem pressa Sem mais
Há tanto que eu não sei
As palavras podem esperar"


    NOVUM ORGANUM Francis Bacon: experiência como fonte de conhecimento


O método apresentado no texto por Francis Bacon explica o conhecimento e os segredos da natureza, não através apenas da razão ou de regras, mas sim objeto da experiência, evitando o labor da mente conhecimento por obrigação ou tarefa.
Bacon não abandona as formas de conhecimento anteriores  ¨Com efeito, as ciências que ora possuímos nada mais são combinações de descobertas anteriores. Não constituem novos métodos de descoberta nem esquemas para novas operações¨ o seu método vem como outra forma de conhecimento porém sem abandonar a razão.
Bacon alerta sobre o uso da antecipação no conhecimento que a maioria das vezes é temerário e prematuro, tornando-se uma opinião comum, devemos ter o cuidado devido com os ídolos e noções falsas que ocupam o intelecto humano e podem interferir na instauração das ciências.
O intelecto do humano recebe influência dos afetos e o sentimento pode atrapalhar o intelecto
 ¨ Resta-nos um único e simples método, para alcançar os nossos intentos: levar os homens aos próprios fatos particulares e às suas séries e ordens, a fim de que eles, por si mesmos, se sintam obrigados a renunciar as suas noções e comecem a habituar-se ao trato direto das coisas¨ (p.13) a citação confirma que a experiência e o contato direto com as coisa.


Kelvin Vinicios Silvestre de Lima 1º ano SS noturno