segunda-feira, 31 de março de 2014

Novum Organum

Saber é poder, transforme seu mundo!

Embora Francis Bacon não seja um filósofo atual, os seus conceitos e pesquisas em “Novo Organum” são até mesmo mais compatíveis com nosso mundo atual do que com a época em que ele vivia. O que Descartes chamava e método Bacon chama agora de instrumento. Ele propõe explorar o mundo e fornecer a ciência os elementos necessários, para que passe de ciência intuitiva e empírica para ciência racional. Bacon propõe a essa exploração, o conhecimento e logo após o conhecimento a formulação de ideias. Primeiro conhecemos, vivemos, observamos e por conhecer pensamos, raciocinamos e então formulamos princípios. Bacon traz à ciência um instrumento que explora o mundo tal como ele é, e a partir daí a ciência sai para o campo de pesquisa.
As ideias de Bacon eram uma solução para a ciência daquele século e muitas vezes também para o nosso, pois apesar de termos abandonado a ciência do achismo, antecipamos diversas vezes o conceito de determinados aspectos, como o pré-conceito em sua plena totalidade, vivido bastante atualmente. Construímos o conhecimento sem antes conhecer e segundo Bacon isso é negativo para ciência e se formos pensar bem, a antecipação da mente não é somente negativo a ciência e sim para nós mesmo. Aquela velha história de “sofrer antecipadamente” acontece muito em nosso cotidiano, principalmente pelo fato de sermos agitados, ansiosos e de vivermos constantemente preocupados. A minha existência leva o meu pensar, leva a minha razão e para pensar é preciso conhecer.
Devemos então dominar, sobretudo a nossa mente e ter contato com a realidade da forma que ela se apresenta e como ela realmente é. Assim como Bacon diz que não tem sentido a ciência sem transformar, sem modificar a condição humana também não tem sentido deixar que a nossa mente se guie por si mesma. Descartes mesmo dizia de que adianta ter um espirito bom se não aplica-lo para o bem? De que adianta se iludir com fantasias e não conhecer a verdadeira realidade?  Da mesma forma era com os gregos, citado no método, de toda a filosofia e todas as ciências dela derivada, durante um intervalo de tantos anos, não há um único experimento de que se possa dizer que tenha contribuído para aliviar ou melhorar a condição humana. Sabedoria sem obras é morta!

A ciência deve então ser colocada a serviço da transformação do mundo. Nossa razão deve ser colocada a serviço da transformação da nossa mente. Assim como a ciência é o espelho do mundo, nossa razão, portanto deve ser espelho de nossas ações.  
                                                                                            Larissa Bedo 1º SS Noturno 

    Triste fim

      Vivemos em período de grandes transformações e invenções.
 A todo instante algo de inovador surge e as tecnologias dominam o homem.
      No entanto o único animal racional da terra se perde em suas próprias engenharias.
E o ciclo vicioso que os envolvem , os vendam,os cegam e os matam. Deixando-os 
incapazes de tomar qualquer decisão por mais simples que ela seja.
    O homem perdera a vossa capacidade nata de agir e firmar suas próprias convicções.
E com o passar do tempo tornam-se apenas máquinas perfeitas capazes de reproduzir
fielmente aquilo que lhe for vomitado.
   Sendo assim é inútil crer que continuando a se portarem como meras máquinas,
um dia suas mentes voltarão a serem usadas com fim de buscar e adquirir conhecimento.
Logo o homem depara-se com um triste fim já não são capazes de pensar. 

Tahina Tatila SS/Noturno 1ºano

CiênciaXNatureza

Uma ciência que age,e não apenas fala,a ciência como instrumento da verdade,esse é o princípio que Francis Bacon toma por base.Bacon retrata o conceito de interpretarmos o mundo pela nossa experiencia vivida.
Ele propõe aos cientistas que saiam da sala,do laboratório e buscam o que é vivido,e não o que é só achado,buscar o que é real,e não acreditar no que é apenas imaginado.Bacon retrata também a questão da pré-noção,ter o conceito de algo que nem mesmo se conhece,um conceito criado pela mente,sem ter prova alguma se é real ou nao,ele diz que essa pré-noção é prejudicial a ciência. O método que Bacon usa para obter fatos verdadeiros é de observação e experimentação.

Retrata sobre a interpretação da natureza e a única forma de compreende-la, interpretá-la e vencê-la é explorando-a. Ele sugere que busquemos uma ciência útil para a luta contra a natureza.
"Que estejam preocupados,não com a vitória sobre os adversários por meio de argumentos,mas na vitória sobre a natureza,pela ação"(BACON,pág 5)
                                      Júlia Fonseca-1°SS-Noturno

A utilidade do silogismo

A Filosofia apareceu questionando o conhecimento especulado até então, conjeturando de todas as formas o saber e as ciências, a morte e os variados estilos de vida. Entretanto, com o tempo a ociosidade tornou-se desnecessária, e as deduções mostraram-se insatisfatórias. Pensadores como Francis Bacon julgaram que somente a "interpretação da natureza" não auxiliaria a humanidade em sua caminhada.
Desde os primórdios de sua existência, o homem encontra-se subjugado pela natureza e seus fenômenos, procurando compreender o clima, a geografia e a fauna do planeta. As adaptações, porém, desenvolveram-se tardiamente, devido ao caráter estacionário da Filosofia. Bacon defendeu que o método de "antecipação da mente" ajudaria a sociedade a compreender e transformar a realidade.
Tal método proporcionou uma abertura às ciências modernas, que fizeram descobertas cujo teor foi além do espírito filosófico dedutivo e alcançaram o empirismo em sua busca pelo real saber. Atualmente, qualquer dedução para ser aceita precisa provar sua veracidade através de experimentos, e a Filosofia é tida apenas como ciência social.

Fernanda da Costa e Silva - 1º ano de Serviço Social - Noturno
Graziela Donizetti dos Reis  1º Ano Serviço Social Diurno
A realidade também pode ser distorcida

Todos que acreditam em verdades absolutas, acabam se condicionando a verdades alheias e se privam de chegar a uma conclusão por meio de suas críticas e dúvidas.
para Bacon tal atitude se distancia da razão construtiva , a razão que atua de fato na sociedade. Segundo Bacon a razão deve ser considerada, porém não se deve acreditar na razão sem experimento, pois quando falta experiência sobra oportunidade para a razão ser distorcida e moldada de acordo com a vontade de determinada classe, situação ou época.
Por isso , deve-se atentar para as armadilhas da mente  e da realidade, pois a realidade também pode ser um simples espelho invertendo a natureza das coisas. No entanto, quando usamos os sentidos aliados à razão , a possibilidade de sermos confundidos diminui e aumenta a chance de intervirmos no mundo e de  não sermos apenas sombras caminhantes nele.

No que nos espelharemos?

           Quando paraliso e me ponho a observar algo, além de me encontrar na forma de espectador daquilo, nasce dentro da minha mente, a necessidade real de interpretação do que vejo e de suas lacunas que a procedem. Contudo, durante os séculos, foram várias as maneiras e métodos usados para que houvesse como preencher essas lacunas.
Seguindo isso, Francis Bacon em Novum Organum, coloca que algo só realmente existe nas suas próprias evidências empíricas. Visto dessa maneira, já que os sofistas e filósofos baseavam as suas ideias em princípios levados pela paixão/emoção, que se escoravam ao que Bacon chama de Ídolos (falsas percepções do mundo), e por meio de tais que o homem continuaria se enganando em todos os aspectos da vida, porque agir assim não resultaria em nada, o mundo em sua volta permaneceria igual. Assim, em um quão indutivo, para Bacon haveria na natureza e nos seus fenômenos, um acessível concreto, que agiria na antecipação do pensamento, que seria o fato e a comprovação. Pois, como ser capaz de modificar o mundo em sua volta, se não nele mesmo vivenciá-lo; explorá-lo, para compreendê-lo realmente? E certo disso , Bacon chega a conclusão que há tantas coisas no mundo que não podem simplesmente só ser pensadas, como até então acontecia.
O que nos faz questionar muita coisa: Será esta a origem do pensamento que nos fazem modernos? Será a ciência nada mais que o enfrentamento do mundo tal como ele é? Mas esse pensamento existiria se seu passado não fosse pela a fantasia ou paixão/emoção, que devia ser extinta segundo Bacon ? E quando a ciência não servir mais ao bem-estar do homem? No que nos espelharemos? O que nós dará respostas? O que outra vez, esperar do futuro do homem? A verdade é que haverá sempre algo mais além do que nossos olhos podem ver e no que podemos sentir.

Leonardo Pena Conrado - 1º ano de SS/noturno

Indução ao Conhecimento


O nosso conhecimento transformador não se dá apenas pela dedução e ela pode nos enganar sobre o caminho, afinal não temos experiência naquilo, então Bacon vem transformar dizendo sobre o conhecimento empírico, que é a indução, pois induz ao conhecimento, fazendo experimentos, interpretar com base naquilo que VEJO, diferente da dedução, que deduz mesmo sem conhecer, então pode ser facilmente traído pela imaginação, pois estou falando de algo que nem conheço. Então a clareza se oponhe a fantasia, o conhecimentos empírico vai orientando sua razão para que não tome caminhos fantasiosos, encobrindo o que realmente é verídico.

Não devemos deixar que a mente se guie por se mesma, porque primeiro conheço depois digo como é, quem vai construir a ideia é aquele que vai a campo pesquisar e buscar saber como realmente as coisas são. Uma das coisas que podem nos afastar da razão são os ídolos, que são falsas percepções do mundo, e esses ídolos são classificados em: Tribos(humana): que é influenciado pela interferência de paixões, incompetência dos sentidos algo do próprio ser humano; Caverna: que seria a formação do indivíduo, suas leituras e claro a educação, tudo aquilo que é da sua caverna onde você vive(família, educação, religião, cultura) é a fresta que faz nós enxergarmos o mundo; Feira: São criados pelas nossas relações pessoais e sócias, com quem temos contato no nosso cotidiano, o grupo com quem temos frequência de se relacionar, aqueles que sempre estão em locais que você costuma ir; Teatro: Vem do que você acredita por exemplo nos sistemas filosóficos, astrologia e magia.
                                                                             Caroline Alves Miranda/1ºSS Diurno

Razão + Experiencia

Segundo Bacon a Razão é a forma que temos de adquirir o conhecimento,mas esta Razão que deve ser  acompanhada da Experiencia, pois é através da experiencia que oriento a minha razão para que ela não tome caminhos imaginários.
 Dessa forma superamos o conhecimento rápido adquirido pelos antigos, que muito falava mas pouco realizava.
Bacon acredita que a Razão acompanhada da Experiencia é fundamental para o desenvolvimento da ciência que nos possibilita recursos para evoluir e progredir.
Ciência esta que tem que ser usada com cautela para que não venha a causar danos irreversíveis para o mundo em que vivemos.

Novum Organum - Bacon.

A defesa do uso do método científico se dá através da observação, logo após, nos cabe a experimentação regida por um raciocínio lógico e claro. Considerando que nenhum saber é absolutamente seguro e que se temos uma própria opinião interrompemos e excluímos qualquer investigação,é preciso sempre restaurar o saber, fazendo que usemos da dialética, que nos levará a vitória da natureza pela ação. Para isso, é necessário chegar nas mais fundas camadas da própria natureza, abstraindo as ideias divergentes e tendo como princípio a instabilidade verídica. Desse modo, o uso do intelecto faz com que o homem tenha êxito em suas buscas, alcançando a melhor ordem nas disparidades e singularidades da natureza. Atentando-se sempre para os aspectos positivos e nagativos da situação. Ana Caroline Vilioni - SSN
A cura da mente
Para Descartes, somente a razão é necessária, ao contrário de Bacon, que diz que a experiência é a única maneira de interpretar o mundo. Temos que observar nossos pensamentos e reflexões para termos certeza que estamos no caminho certo.
A ciência é a representação do mundo e algo que devemos creditar, embora o filósofo acredite que haja uma barreira entre a idealização da mente humana e a “intenção divina”, no qual complica o seguimento das duas coisas.
O mundo vive um momento de fantasias, onde as pessoas preferem acreditar em falsos ídolos do que no conhecimento e na experiência da ciência, se fecham em uma “caverna” e não o vê de forma ampla, como deveriam ver, ou seja, vivem em uma constante alienação, porque não tem estrutura e o conhecimento necessário para enxergar as coisas ao seu redor.
Francis Bacon propõe á essa situação a cura da mente, em que as pessoas passam a refletir sobre suas razões e começam a ver o mundo como ele é de forma empírica. Descartes disse, “penso, logo existo”,  para a teoria de Bacon seria, “existo, logo penso”.
Giovana Bandim, 1°ano SS noturno

Novum Organum, Francis Bacon.

 Na obra Novum Organum, Bacon apresenta o método que consiste em instaurar os graus da certeza, obtendo a verdade de uma forma clara e manifesta e a vitória sobre a natureza pela ação que restabelecera o saber e a ciência.
 Bacon explica em sua obra que o conhecimento e a natureza não podem ser separados, pois a natureza é fundamental para o conhecimento. E a busca pelo acumulo de conhecimento, que nunca é demais, deve ocorrer através de observações e experiências, formando assim um novo método.
 É também analisado as falsas teorias sobre Ídolos, classificados em gêneros: os Ídolos da Tribo, os Ídolos da Caverna, os Ídolos do Teatro e os Ídolos Foro. Segundo Francis esse Ídolos eram responsáveis pelo atraso e a falta de conhecimento, e é fundamental que nos livremos dessa falsa percepção.

Mariana de Castro Pereira-Primeiro Ano de SS-Noturno