quarta-feira, 2 de abril de 2014

Uma nova perspectiva é fundamental

O filme “Ponto de Mutação” traz a história de três personagens: Sonia Holffman (cientista), Jack Edwards (político) e Thomas Harrima (poeta).  Jack e Thomas são amigos e conhecem Sonia quando dão um passeio no museu da ilha em que se passa o filme. Ao longo do filme os três começam a buscar respostas para as indagações que vão surgindo ao longo do passeio, sejam questionamentos sobre ciência, meio ambiente ou também, da fuga em que os três vivem – Sonia sente a frustração de seus conhecimentos científicos terem sido usados de forma errada, Jack por não ganhar as eleições à presidência e Thomas por não compreender a vida humana. As perguntas propostas são respondidas pelos personagens através dos pensamentos de vários pensadores, como exemplo Descartes e Newton.
Baseado no filme e em como ele retrata os conhecimentos científicos obtidos através de estudos a longa data, vê-se que é possível encontrar explicações para as mais variadas questões humanas e globais; conhecimentos estes que são enriquecidos quando compartilhados, porém nunca são cessados. O conhecimento é infinito e a cada grau que ele se aprofunda há um novo ‘’ponto de mutação’’.
Outro ponto de grande importância abordado no filme e que perpetua até os dias atuais com cada vez mais impacto é o tema da questão ambiental. Esse assunto é desde o início do filme ressaltado por Sonia, que defende que a preservação ambiental é fundamental para o bom desempenho da vida humana. Como forma de transformação dos pensamentos em atitudes, propõe a Jack, caso resolva se reeleger, que crie propostas envolvendo questões ambientais.

Com os mais diversos assuntos apontados pelo filme “Ponto de Mutação”, é mostrado a nós a importância do conhecimento científico, que com ele é possível compreender e aprimorar questões de diversos aspectos. Tendo em vista também a obra é possível uma nova análise da vida humana e a forma como olhamos o mundo em que vivemos, entendendo que todas as ações estão interligadas e desse modo não pode haver separações quando formos estudar algum assunto. É importante que os paradigmas que existem atualmente sejam quebrados, para que possamos cada vez mais estarmos livres para buscar novas perspectivas, deixando, assim, o velho e aceitando as novas concepções, abertos para os novos pontos de mutação.

Ana Laura Mateus Pedigone, 1º ano Serviço Social - Diurno. 

SEM FRAGMENTAÇÕES NO CONHECIMENTO

   Nos deparamos com diversos embates cotidianos que são evidenciados na educação, em ideologias, na cultura, na política, na economia, enfim no meio que estamos inseridos.
   O ponto de mutação consiste na passagem do velho para o novo, mudanças que ocorrem no aspecto sócio histórico, e culminam em oscilações no próprio cotidiano e no indivíduo. Nos acostumamos com um aprendizado fragmentado sem análise de conjuntura e tal fato contribui para um conhecimento limitado, criamos uma percepção distorcida decorrente de fatores como o individualismo, desunião, e dificuldade de correlacionar conhecimentos. O problema está na maioria das vezes em abordar temas antagônicos e relaciona-los, estudamos diversos matemáticos, filósofos, sociólogos, historiadores e não nos atentamos que a maioria deles exerciam e estudavam mais de uma área especifica como Descartes que era Filósofo, físico e matemático, e tantos outros se dedicavam á diversas vertentes do conhecimento.
   Todos nós questionamos e falamos sobre a quebra de paradigmas, sobre como ainda está presente o preconceito, e o desrespeito com o outro, os embates políticos, culturais e sociais mas pouco fazemos para mudar tal cenário, é nítido o retrocesso que estamos enfrentando, ficamos cada vez mais individualistas e com uma percepção muito alterada do mundo. O filme “ponto de mutação” faz alusão aos diferentes pensamentos, questionamentos e como tirar proveito dessas distinções para uma melhor interação social e melhorias em nossos embates cotidianos.
    Há dificuldade de entender que todas esses acontecimentos não ocorrem por acaso e sim porque há uma lacuna muito grande entre eles: o falar e o agir, entre questionar e solucionar, estudar e aplicar. O conhecimento não se restringe ao livros ou ao ato de se dedicar a um determinado assunto, ele abrange tudo o que conhecemos e que ainda possamos conhecer.
   Portanto não podemos mais fragmentar, estudar e analisar tudo separadamente como se um determinado saber não estivesse interligado a outro, questionar e ansiar por diferentes conhecimentos é o nosso ponto de mutação que se concretizará a partir do momento que nos atentarmos da importância de diversas ciências. As vezes ficaremos desiludidos com as respostas que encontraremos para nossas perguntas mas pelo menos não vamos ter uma visão unificada das coisas, vamos tentar manter uma visão crítica de tudo ao nosso redor.
 

BIANCA BARBOSA DO VALE - 1º SS DIURNO

FILME “PONTO DE MUTAÇÃO”
 


"Ao término de um período de decadência sobrevém o ponto de mutação"

Sobre o filme Ponto de mutação.





 Três personagens. Uma ilha. Um encontro "casual". E muito no que pensar, ou melhor, REFLETIR...
 Principalmente sobre uma nova visão de mundo, uma nova perspectiva acerca do que está a nossa volta, o que interfere em nossas vidas e no que nossas vidas estão interferindo. Uma relação de TUDO com o TODO. Onde tudo está interconectado.
 Não há mais espaço e tempo para que as relações interpessoais e as relações humanas continuem sendo conduzidas de maneira individualista e fragmentária. E esta brilhante obra vem para nos mostrar o quanto estamos inteiros em tudo, e que fazemos parte de um todo, não somos uma ilha isolada, porque até mesmo uma ilha está ligada ao resto do mundo pelos mares e oceanos. Assim como estamos ligados ao mundo a nossa volta.
 Acredito que tanto Fritjof Capra quanto Bernt Capra ansiaram um tipo de reflexão que foi muito bem arranjada no decorrer dos diálogos dos personagens sobre o quanto a humanidade precisa lançar um olhar diferenciado para as inúmeras relações existentes entre os organismos vivos e o ambiente em que vivem.

 "Somos todos uma parte da teia imensurável e inseparável das relações, é nossa responsabilidade perceber as possibilidades do amanhã, pois antes de tudo somos os únicos responsáveis por nossas descobertas, nossas palavras, nossas ações, e os reflexos das mesmas no universo em que estamos inseridos." (Cléber Agnaldo Arantes). 

Letícia Fabreti Dias

1º ano de Serviço Social/diurno