terça-feira, 8 de abril de 2014

Ponto de mutação: aplicabilidade dos conhecimentos

Como não existe certo ou errado, nenhum dos dois pensamentos : o de fragmentação dos objetos para maior compreensão de uma parte para compreender o todo e o de que tudo é uma conexão e não se pode fragmentar os fatos, não são aplicáveis.
Na verdade a junção dos dois pensamentos permite a dar um “ diagnóstico social” mais preciso :
Por exemplo , se nós como assistentes sociais fossemos analisar um caso de pobreza em uma determinada região, pensaríamos assim ( visão cartesiana ) : Cada individuo é responsável por seu desenvolvimento, por buscar melhorar, obter mais conhecimento, iríamos observar esse individuo como o único responsável por sua situação e atuaríamos somente para melhora desse individuo.  Já na outra visão ( cientifica ) deveríamos observar a sociedade como um todo, como uma relação: que condições essa sociedade vive que a possibilite de se desenvolver economicamente, de possuir o saber, um melhor conforto, o que há nessas relações sociais e governamentais que as proíbe de alcançar seus objetivos? E assim estudaríamos como agir nessas relações para ajudar a sociedade como um todo.

Essa junção seria implacável : porque dever-se-ia analisar essa situação de modo a intervir na sociedade e em suas conexões para possibilitar a todos uma vida melhor em conjunção com uma analise de como melhorar a vida especifica dessa pessoa que pediu recurso assistencialista.  
( Aline Rosilei Vanin, 1° S.S noturno )

Mindwalk (O Ponto de Mutação)

O filme Mindwalk (O Ponto de Mutação) retrata o conflito entre os pensamentos holístico e cartesiano.
O filme trás uma reflexão do ponto de vista cartesiano, representado pela política e o ponto de visto holístico, representado por um ex-cientista. O personagem Jack, candidato a presidência dos Estados Unidos, trás uma ideia do mundo como uma simples mecânica, que vem funcionando às custas de reparos, que porém, são apenas medidas fáceis de serem feitas, porém, ineficientes no problema geral e com alto custo, em todos os sentidos. A personagem Sônia, uma ex-cientista, apresenta como contraponto a reflexão de que a sociedade é um organismo único, que seus problemas precisavam ser analisados e tratados como um todo e não como fragmentos que não chegam na origem dos males.
Sônia trás uma ideia de que a sociedade necessita reformular seus pensamentos, entender seus problemas, fazer ciência de uma forma consciente, para que possamos viver em um mundo sustentável. Um mundo em que a riqueza de poucos, não gere a miséria de muitos.
Essa ideia é bem exemplificada no trecho do filme em que a personagem Sônia, faz a seguinte afirmação: "Ver o mundo como uma máquina, pode ter sido útil por 300 anos. Mas, esta percepção, hoje, além de errada, é na verdade nociva. Precisamos de uma nova visão do mundo."
Essa visão que a personagem faz menção, é uma visão consciente dos problemas sociais, ambientais, emocionais, culturais e de todos os demais âmbitos da sociedade. É uma visão que possibilite entendê-los e resolvê-los de forma eficaz e não de forma nociva e superficial, como propõe a ideia do personagem Jack.

Leonardo Romanelli da Silva, 1° SS diurno.

Filme: " O Ponto de Mutação"

Prevenir ou remediar?

O filme “ O Ponto de mutação” aborda três grandes visões: a visão da ciência, da política, e da emoção, representadas no filme por três personagens diretamente relacionados com a nossa realidade. Três visões que se confrontam passivamente e colocam em pauta as suas maneiras de ver o mundo, a natureza e as atitudes humanas.
Dentre os diversos assuntos discutidos, um deles considerei como de plena importância: A nossa percepção de mundo. A cientista descreve o quanto a nossa visão de mundo pode melhorar ou piorar a nossa condição de vida, melhorar ou piorar o planeta em que nós vivemos. Onde erramos? É exatamente nela, na percepção! Tudo está relativamente conectado, como se fosse uma grande rede. O sistema político, só propõe uma intervenção e não a prevenção. O que seria melhor sanar o problema, talvez gerando outro mas de modo com que ele continue a existir ou prevenir o problema, acabando, quem sabe, definitivamente com ele?
Sônia, a cientista, dá vários exemplos desse mundo dito por ela conectado. Relata sobre a floresta Amazônica e os hectares desmatados para pagamento da dívida interna brasileira com gados e terras. Sendo o desmatamento, umas das maiores causas do efeito estufa na atmosfera e a carne vermelha um dos maiores motivos de enfartes. O que buscamos? Soluções e não prevenções. Ao invés de buscar alternativas que pague a dívida do país sem destruí-lo, desmatamos e em vez de buscarmos nos alimentar melhor, buscamos corações artificiais e ferramentas medicinais que auxilie nas doenças do coração.  Tudo relativamente ligado, desmatamento gera danos ambientais, o excesso de carne vermelha gera doenças, e assim por diante.
Para se olhar um problema é preciso olhar o que está conectado a ele. Pode ser que se consiga concertar uma ou duas peças, mas estão conectadas a outras e consequentemente logo irão quebrar novamente. Por esse motivo, é preciso que se olhe para o mundo como um todo, um  conjunto de peças inteiramente ligados, e para mudar, tem que se mudar todo o conjunto começando pelas nossas visões, ideiais, conceitos e valores.

O que é melhor: prevenir ou remediar? Faça sua escolha! 
Larissa Bedo 1º SS noturno