quarta-feira, 30 de abril de 2014

MECANISMOS DE COERÇÃO SOCIAL E A QUESTÃO SOCIAL

   A perspectiva de Emile Durkheim propõe que para entender os fatos sociais é necessário analisar e buscar as causas profundas e os respectivos efeitos. Para ele são poucas as ações individuais, pois a sociedade exerce uma coerção social influenciando e moldando os nossos modos de agir, pensar e falar. Os mecanismos que coagem o indivíduo fazem com que ele passe á agir em conformidade com os demais, ou seja, de acordo com as regras estabelecidas.
   Ao nos depararmos com a matéria publicada no portal GCN “Centro Pop vira lugar de sexo, drogas e brigas” e ao analisar de acordo com a perspectiva Durkheimiana é possível compreender que a violência, o crime não são patológicos, eles fazem parte da sociedade. O entendimento só é possível através de um olhar mais profundo, ou seja, que vise se atentar as causas e aos efeitos de um determinado desregramento social.
   Há uma intensa dificuldade em incorporar esse olhar critico e reflexivo a fim de entender as causas internas, pois estamos diante de fatos sociais em que qualquer desvio das regras estabelecidas sejam elas instituídas de modo formal ou informal causam uma reação de caráter imediatista na sociedade, esta por sua vez não se atem que há uma serie de fatores preponderantes na questão social que abrangem desde o pauperismo, a criminalidade, violência ate a educação moral que nos é imposta. A sociedade com uma visão reducionista e imediatista não tem um olhar profundo ao analisar um determinado acontecimento, é como se fosse patológico ou optativo em que o individuo escolhe o “caminho errado”.    
   O objetivo do Centro Pop assim como a Fundação casa e tantas outras instituições é fazer com que a célula social que se desvinculou das regras e leis volte á integrar a sociedade, com intuito de resgatar os valores da sociabilidade que garantem o não estado de anomia. A punição é uma forma de restaurar a célula social que foi contra as leis estabelecidas a fim de recuperar e reintegra-la na sociedade, porém na perspectiva Durkheimiana essa punição não deve ser intensa e contínua, ela deve ser abandonada a partir do momento que a célula volte a compor o corpo social.
   Na matéria publicada na CartaCapital “Suécia fecha 4 prisões e prova: a questão é social”  a população carcerária diminui drasticamente, pois houve investimentos na reabilitação de presos, ajudando-os a ser reinseridos na sociedade. Quando falamos de questão social estamos nos referindo á fatores como a desigualdade social, a intensificação do pauperismo, a fome, a violência o desemprego, o embate entre capital e trabalho entre outros. Partindo do pressuposto que a questão social engloba todos esses aspectos é possível compreender que são estratégias operacionais que tem como objetivo reduzir e reintegrar os indivíduos na sociedade.
   Noticias com esse perfil causam na sociedade certa estranheza, pois é incorporada a marginalização do pobre, induzindo um pensamento preconceituoso e naturalizado, como se essa célula desregrada não tivesse nenhum vinculo com fatores que compõe a questão social percepção que se distancia totalmente de Durkheim que propõe uma analise da totalidade.
BIANCA BARBOSA DO VALE 1º ANO SS DIURNO