sexta-feira, 2 de maio de 2014

A lógica do fato social

       A sociologia na perspectiva de Émile Durkheim que, passa a ser chamada de sociologia funcionalista,pretende conhecer a sociedade à fundo para reformá-la e para curá-la,no entanto,podemos notar facilmente o progresso no pensamento de Durkheim quando ele propõe conhecer a sociedade pelo que ela realmente é,e não por uma visão de "ordem e progresso"como vislumbrava Comte,é nesse aspecto,porém,que ele deixa de ser positivista,afasta-se de um olhar superficial que nunca vai explicar os reais fenômenos da sociedade,para poder então compreendê-la de maneira mais profunda.
       Para Durkheim a sociedade prevalece sobre o indivíduo e o molda,havendo pouco espaço para a ação individual;pois as maneiras coletivas de pensar e de agir (fato social)são exteriores ao indivíduo,respondendo por vezes a influência de um grupo social que vai dar respostas a um corpo social, que visa manter a compostura e a moral que muitas vezes acaba gerando uma coerção social.
      A criminalidade segundo Durkheim está condicionada ao meio social,para ele não é uma questão patológica ou psíquica ,mas está diretamente relacionada com  o meio social no qual o indivíduo está inserido, levando em consideração sua formação educacional,que lugares frequentam,onde e como vivem.
      E é exatamente à partir dessa perspectiva do pensamento Durkheimiano que podemos analisar a notícia divulgada pelo portal GCN: Centro Pop vira lugar de sexo,drogas e brigas.
      Pode ser claramente entendida como uma anomia,ou seja,uma instituição criada com o intuito de tirar pessoas do " mundo das drogas "e que de repente se torna um ambiente propício para o desenvolvimento de tais práticas, é uma situação um tanto quanto contraditória , e do ponto de vista de Durkheim o que há nessas instituições  é um desequilíbrio, tanto do governo que não cria políticas públicas eficientes,e que não contratam funcionários qualificados para o bom funcionamento dessa instituição como dos frequentadores que querem impor suas próprias regras; o que Durkheim propõe é a necessidade de se encontrar um equilíbrio para que essa instituição possa dar certo,porém,o que muitas vezes acontece é que as políticas assistenciais não funcionam como deveriam,não procuram saber e trabalhar com os usuários as raízes dos seus problemas ,mas lançam sobre eles apenas olhares superficiais e imediatistas, e é nesse aspecto que a instituição vacila e se perde.Em suma,onde se tem dimensões diversas de regras não há uma sociedade coesa.
     Já a notícia publicada na revista Carta Capital:Suécia fecha 4 prisões e prova:a questão é social.Ela vem de encontro a perspectiva de Durkheim pois relata que o investimento na reabilitação dos presos é de grande importância para que esses possam ser reintegrados a sociedade, e um ponto interessante do qual a notícia relata que é o fechamento de penitenciárias por falta de detentos,ou seja , partindo desse princípio podemos analisar o quanto políticas publicas eficientes podem contribuir para o bom funcionamento das instituições e da sociedade como um todo.
    No entanto, são políticas públicas como essa aplicada na Suécia que Durkheim vislumbrava.Uma política pública capaz de compreender os reais motivos dos fatos , não uma política pública excludente mas,que seja capaz de entender , respeitar os direitos humanos e o mais importante políticas públicas que funcione,instituições que deem certo,ou seja,que o presidiário sai da prisão,não com o esteriótipo preconceituoso de ex-presidiário e de bandido, mas que saíam cidadãos com seus direitos assegurados e aptos a exercer e a viver a cidadania.


Laís Neves-1° ano Serviço Social Diurno.

colocando em prática as ideias de Durkheim

Durkheim ele é muito claro e eficiente com as suas idéias. Os pensamentos, o método social que ele utiliza com certeza será usado por nós futuros assistentes sociais. Assim como Durkheim afirma, nós desde crianças somos condicionados a tomar certas atitudes e posturas, frases do gênero: você não pode fazer isso, não pode comer isso agora, tem que tomar banho, diversas dessas condições são impostas em nossa vida e essas relações sociais não só a família; que a base da estrutura humana individual e social, como também a escola, os grupos sociais de fato, as amizades, os círculos de conversa; são por assim dizer determinantes nos comportamentos que temos. Quando é tomada uma atitude imediatista (é uma característica que o difere do positivismo) onde o individuo está fora da ordem social, fora dos preceitos da moral e a solução é por exemplo jogá-lo em uma sela separado da sociedade como uma punição (no caso da matéria do fechamento das prisões na Suécia), ou criar um centro pop sem nenhum tipo de regra, de ressocialização e até mesmo sem um objetivo é arriscado ao meu ver do individuo sair deste local pior do que chegou. Durkheim foi sensato ao propor que nenhum individuo é “mal por natureza”, e que cada individuo é um “espelho” social. Nenhum ser vive sozinho, forma seu conhecimento de mundo sozinho e se há alguma anomalia nessa pessoa, não é culpa dela, não é porque ela quer ser assim; ou seja nós começamos a nos perguntar: Por que ela teve essa atitude? Teve ou tem uma boa estrutura familiar? Teve uma boa educação? Onde morou? Com quem conviveu? Será que conhecem regras? Em qual tipo de organização social se situam? Quais os reflexos sociais? Ora, será também que as autoridades e o próprio assistencialismo não estão fazendo “vistas grossas” para essa situação?  E também há a questão de não excluir esse ser da sociedade, mas sim fazer uma reinserção dela. Primeiro que por fazer parte de grupos sociais se essa pessoa cometeu um crime por influencia social ou se tornou um morador de rua usuário de drogas, outras pessoas também serão propensas a obter a mesma atitude, até porque para Durkheim não é interessante excluir, porque cada um desempenha um papel social, uma funcionalidade, desse jeito a sociedade está perdendo uma parte funcional do corpo social. A solução para o centro pop de Franca seria exatamente o que fizeram na Suécia; primeiro seria melhorar a educação desse lugar, das condições habitação, da escola, da família, do assistencialismo, da cultura, dos direitos humanos serem levados a sério pelos governantes, agir na causa; pois não há conseqüência sem causa. Mesmo assim haveria partes “doentes” do corpo social; no caso entraria a punição, não violenta sem cunho de profundidade, mas sim punições mais leves, na reinserção deles com o meio social, até mesmo de uma pena vigiada : trabalhos comunitários, liberdade assistida, inclusive o órgão de políticas públicas mostrar que um faz parte do todo.

(Aline Rosilei Vanin - 1°S.S noturno)
Sociedade - Para Refletir...
Na visão de Durkheim, a criminalidade e a violência é um fato social que é "normal". Pois seria impossível combater todos os criminosos do mundo.
O que deve ser feito é buscar as raízes do problema, ir mais afundo, questionar o porquê de o criminoso ter chegado a esse ponto... A partir desta análise, será possível reorganizar os pensamentos e assim colocar em prática de forma mais adequada.
No dia-a-dia, não conseguimos perceber o que realmente acontece a nossa volta. As crianças de hoje que vemos nas ruas; como elas estão? e porque estão assim?
É na infância que aprendemos o que é certo ou não, e essas crianças que não tem quem as mostre o caminho certo? "Mas pra que pensar nas crianças ???... Tanta coisa mais importante acontecendo no mundo..." São esses pensamentos que fazem o mundo se tornar uma verdadeira confusão.
São as crianças de hoje que formarão a sociedade de amanhã.
O exemplo que acontece hoje no Centro POP de Franca, está para refletirmos - Apenas os usuários são os verdadeiros culpados por tamanha desordem? Ou seria a falta de assistência por parte de governantes? Seria possível apenas usuários sem as devidas orientações conseguirem organizar um espaço com tantas pessoas com pensamentos diferentes?
O importante não é criar mais projetos, e sim investir nos já existentes...

Laiane Mirelli, 1º ano, S.S. Noturno

Fato social  e criminalidade
Á luz de Émile Durkheim:
É fato social toda maneira de fazer, fixada ou não, suscetível de exercer sobre o individuo uma coerção exterior; ou ainda, toda maneira de fazer que é geral na extensão de uma sociedade dada e, ao mesmo tempo, possui uma existência própria, independente de suas manifestações individuais.” ( As regras do método sociológico/ Émile Durkheim; tradução Paulo Neves; revisão da tradução Eduardo Brandão;  3 ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007, p.13)
Durkheim em sua sociologia observa e explica,  não interferindo, que neste mundo não existe espaço para sermos individualmente, somos um reflexo do todo, da sociedade, e mesmo que não da maioria dela, somos reflexo de um grupo . Não existe o individual! Nós somos o que o social é!  Cada um é o que desde seu nascimento e formação, foi imposto: regrados socialmente a boa conduta. Porém cada ser nasce em um grupo, em uma realidade,  e a reproduz.
E atentando-nos a questão da criminalidade, podemos dizer que esta faz parte sim, da sociedade, e assim cumpre um papel nela, pois aquele que comete um crime é punido, e então esta punição serve de espelho/exemplo, para que outros não cometam o mesmo.
Porém como estamos tão imersos na regras da boa conduta, logo julgamos que estes que não as seguiram, o fizeram por vontade própria, mas o que a compreensão de  Durkheim nos pode fazer entender  é que a criminalidade como fato social tem causa; então ela é um efeito desta causa que só pode se saber se tivermos um olhar mais aprofundado e não imediatista: uma pessoa pode cometer um crime, ou “desobedecer a regra”, porque a realidade na qual ela cresceu e viveu não se teve imposição de regras sociais, e correção quando fora destas, não teve as bases onde se impõe, se aprende essas regras: família, educação, moradia, etc.. Assim, se compreendêssemos as causas poderíamos fazer de “punição” não mais a exclusão maior às regras, e sim a inclusão destes às regras, o que levará a um equilíbrio da sociedade.
Como vemos nas reportagens, o Centro Pop de Franca teve a intenção, então, de trazer estes que estavam fora das regras a se ressocializarem, porém esqueceram-se de investir em recursos necessários, que são muitos, esqueceram-se de reeducá-los, de fazê-los compreender. Já no caso da Suécia vemos que a causa foi buscada, e que então foi dado recursos  para que aqueles presos, excluídos fossem reabilitados, e incluídos às regras. O que nos chama a atenção também, olhando a comparação da proporção de detentos por habitantes na Suécia e no Brasil, é que podemos então dizer que a criminalidade no ultimo já chega a ser patológica, pois está gritante o desequilíbrio.
Contudo, a visão Durkheiminiana sobre, aqui, a criminalidade nos leva a refletir se devemos continuar com a regra do imediatismo, do horror a ressocialização (onde até particularmente a correção ortográfica de um programa de computador não aceita a palavra ressocialização como existente) e deixarmos que tudo entre em total colapso, e que se gaste milhões em melhorias de penitenciárias, enquanto se poderia melhorar as bases para uma vida, e imposição de regras melhor, como educação, moradia, saúde, etc. Até  porque se somos um todo e não existe o individual, porque deve-se excluir em vez de trazer para o todo?  Nós somos o que o social é: sociedade! 

Mariangela Santos de Oliveira- 1º SS/N
Emile Durkheim 

A sociedade teme a anomia 

Fato social para Durkheim, é todo aquele indivíduo independente de sua espécie, que  age em uma sociedade de acordo com as regras sócias, ou seja, todo indivíduo que obedece as regras tanto as escritas por lei como as morais.
Para Durkheim o crime é normal, desde que não desequilibre a sociedade. Com relação as reportagens descritas nos jornais a criminalidade é uma questão social, concordando ou não com tal afirmação, ela está devidamente correta.
Em uma observação a primeira reportagem, trás como um exemplo uma sociedade que se baseia no fato social de Durkheim. A Suécia procurou investigar a vida dos detentos, na tentativa de uma melhoria de vida para os detentos, beneficiando tanto eles como a sociedade em um todo. Tendo suas ideias e pensamentos baseados em que o crime é um fato social, foi preciso entender os motivos de porque os detentos estavam praticando tal crime para depois tentar resolvê-los.

Na segunda reportagem, também esta baseado em um fato social, onde a principal intenção é ajudar os moradores de rua. Diferentemente da Suécia que mudou sua forma de organizar suas cadeias e detentos, dando para eles recursos para retornarem aos trabalhos, para a sociedade, em Franca no centro pop estão fazendo o contrário excluindo os moradores de rua da sociedade. Isolando em uma casa, sem resursos para que eles saem das ruas. 




Camila de Jesus borges-( 1 S.S noturno)

AS DIFERENTES VISÕES DE UM MESMO ASSUNTO

O sociólogo Émile Durkheim faz um estudo profundo do desempenho de cada indivíduo frente à sociedade que vive. Primeiramente, em seu método de analise, busca conhecer cada grupo social de forma detalhada, deixando explícito que não é correto classificar um grupo como ‘’anormal’’, e sim vê-lo como reflexo dos erros que compõem o sistema vigente. Em segundo plano, Durkheim estuda os fatos sociais, que seriam o reflexo de tais grupos na vida individual. Em linhas gerais, o sociólogo defende que nenhum indivíduo faz uma ação sem ser influenciado pelo seu meio de vivência e que é preciso uma observação profunda para se entender o que levou tal pessoa a agir, defendendo que a coerção social deve vir da educação – a violência deve ocorrer de forma mínima e somente se necessária.

Atrelando o conceito durkheimiano a sociedade contemporânea é possível perceber como a uma diferença nas soluções sociais quando se procura entender as ações dos grupos sociais que, na maioria das vezes, são deixados de lado já que são tratados como células mortas da sociedade. Para analisar de forma clara esses aspectos há dois exemplos que trazem um assunto semelhante, que é o da criminalidade, entretanto as manutenções destes problemas foram feitas de forma diferentes.

Em 15 de novembro de 2013 a revista brasileira Carta Capital publicou em seu site a seguinte notícia: ‘’Suécia fecha 4 prisões e prova: a questão é social’’. Em um contexto geral, a notícia revela que na Suécia, devido a medidas de integração dos presos, como por exemplo, o investimento da reabilitação dos detentos, foi possível diminuir o número carcerário. Analisando esse fato na visão de Durkheim, é possível ver que devido a uma posição política e social que estavam dispostas a investirem na reabilitação dos presos é que foi viável uma reestruturação deste grupo. E é interessante ressaltar que na reportagem há a seguinte frase: “O exemplo sueco deixa claro, mais uma vez, que a questão da criminalidade é, sim, social. Ninguém nasce malvado, não existe o que popularmente é chamado de sangue ruim.’’ Dentro deste contexto está mais uma visão do sociólogo que afirma que o indivíduo é influenciado pelo meio em que está inserido, sendo assim, a mudança dele só poderá acontecer quando ele possuir alternativas para melhorar. Vê-se então que na Suécia, através de uma intervenção estatal passiva, chegaram a uma organização social.

Em contra partida, quando analisamos o segundo exemplo que é a matéria publicada recentemente no site GCN, com a manchete: “Centro Pop vira lugar de sexo, drogas e brigas” vemos uma inversão dos métodos sugerimos por Durkheim, pois para ele os grupos que são dados como ‘’excluídos’’ e que causam a desordem devem ser resgatados, buscando apresentar a eles uma nova perspectiva social. Entretanto quando lemos a notícia, que é composta por depoimentos de trabalhadores do Centro Pop e também de ex usuários, percebe-se que, aparentemente, o conflito vivido dentro da instituição é o fato dos usuários se sentirem livres para fazer qualquer ação e não estão sendo vigiados de forma efetiva. Estudando este caso na visão do sociólogo Durkheim, o correto seria implantar a punição – inicialmente – para colocar uma certa ordem e, posteriormente, deve ser dado aos indivíduos uma visão social que atenda suas necessidades.

É complexo analisar duas notícias que ocorrem em realidades tão diferentes, mesmo que seja de um mesmo assunto. Mas em linhas gerais, é visível perceber que os problemas sociais são criados devido às rachaduras que estão presentes na sociedade. Para resolvê-las, as medidas implantadas devem ser coerentes as necessidades dos grupos que são considerados ‘’células mortas’’ e fazer com que eles acreditem que têm valor na sociedade, pois de tanto serem excluídos esquecem que compõem o corpo social. A melhoria da qualidade de vida ocorrerá no momento em que o sistema tiver interesse em efetivar medidas que viabilizam a melhoria daquele cidadão que acredita não ter solução, melhorias que tratem dos problemas desde sua raiz, medidas preventivas e não punitivas. A educação é um caminho que possibilitará que este indivíduo veja as possibilidades que o cercam. 


ANA LAURA MATEUS PEDIGONE 1º ANO SS DIURNO 

QUEM VÊ CARA NÃO VÊ CORAÇÃO.

Duas reportagens vêm até nós para ser analisada a partir do pensamento de Durkheim. A primeira nos relata que 4 prisões são fechadas na Suécia pela falta de prisioneiros, um exemplo a ser seguido por muitos  países principalmente o Brasil. Eles seguem o pensamento de Durkheim e concordam plenamente que a questão é sim social.
Eles analisam a fundo cada caso, investem nesses delinquentes. “Ninguém nasce malvado”, por isso a extrema necessidade de realmente investigar o “passado” desses indivíduos, tentar entender os motivos que o levaram a entrar no mundo do crime, enfim, eles não só investem, mas eles fazem o possível para reintegrarem essas pessoas na sociedade, o que é fundamental para a solução desses problemas.
No outro caso, não tem nada haver com Durkheim, afinal, a prefeitura de Franca criou um lugar chamado Centro Pop, para ali abrigar pessoas das ruas, viciadas em drogas, álcool, enfim que fazem confusão. Acredito que a intenção era tratar essas pessoas, ou não? Aparentemente não, eles simplesmente pegam essas pessoas e colocam-nas ali, é mais um dos métodos do pensamento de Comte, resolver rapidamente algo para manter a organização, ou seja, para manter a organização da sociedade eles tiram esses viciados das ruas para evitar “bagunça”, e não demonstram interesse nenhum em "curar" essas pessoas, ajudá-las, entendê-las.
Uma mansão, com alimentação de melhor qualidade 5 vezes ao dia, não resolve nem 1% do problema, até por que neste lugar que conta com essa infraestrutura é o mesmo lugar na qual sem vigilância e segurança nenhuma é que eles bebem, se drogam, se prostituem, roubam.
De que adianta jogar eles nessas casas com benfeitorias, mas totalmente fora da realidade deles? Um lugar onde não há regras, equilíbrio, médicos especializados para tratamento adequado.
O problema é muito mais fundo, é muito mais complexo, mas a falta de interesse, de compromisso, de qualidade é ainda maior. Enquanto os governantes quiserem simplesmente manter a ordem e não mudar a ordem, continuará assim, sem nexo, e sem solução.

JULIA CRISTINA DA SILVA (1° SERVIÇO SOCIAL - NOTURNO) 
Formas de exemplos!


          Basicamente o que marca o pensamento de Durkheim, é que tudo o que acontece é um fato social.
         
          Em dois jornais diferentes vemos dois tipos de exemplos, independente de ser bom ou ruim não deixa de ser exemplo. Um em meu ponto de vista que deu certo baseado nos fatos sociais de Durkheim e outra tentando chegar a esses fatos sociais mais ainda sim ta mais para o positivismo de Conte.
          
          No caso suéco visivelmente trataram os problemas dos detentos como um fato social. Da para se imaginar que chegam em cada um dos detentos e foram a fundo dos seus problemas, foram no mais intimo de suas histórias de vida, e assim conseguiram constatar os problemas vividos de cada um. além de tudo o governo suéco, investiu para reinserir cada um na sociedade, isso é um exemplo, um exemplo baseado nos pensamentos de Durkheim.

          Ja o caso brasileiro eu diria que também é um exemplo, só que o tipo do exemplo a não ser seguido. Eles tentam agir também a partir dos fatos sociais de Durkheim, por que tentam ajudar e tirar os moradores das ruas, mais a forma com o que fazem não esta dando certo.

          O que se da para enxergar é uma prefeitura que não quer investir em novos projetos dentro do centro pop, querem que o assistencialismo dentro do centro pop se vire, querem reintegra-los na sociedade de uma forma mais psíquica, no caso estão deduzindo os problemas. Eu continuo a intender que estão tratando este caso como uma forma positivista, ainda não conseguiram ir além do positivismo, estão mais preocupados com a ordem na cidade, e querem esta ordem o mais rápido possível, de imediato, por isso nada esta dando certo.

José Carlos Duque de Oliveira 1 ano S.S. Noturno
Cada um é arrastado por todos

O individuo surge em uma sociedade com costumes já feitos, o que faz com que ele os aprenda, e os reproduza.E é dessa ideia que Durkheim tira a conclusão de que o indivíduo na maioria das vezes não cria aquilo que ele demonstra no dia a dia, mas apenas reproduz aquilo que aprendeu durante sua vida, certo ou não.
Assim não podemos julgar o individuo como um só, ele carrega consigo toda uma historia de família, sociedade, religião etc. Assim sendo impossível  agir de outra maneira, que de sua assim dizendo "criação"..
O que acontece aqui no Brasil, com o grande sistema de carceragem e os centros POP de Franca- SP, é falta de estrutura, e de humanização para quem precisa não de uma solução imediata (positivista) mas de uma solução mais profunda, que analise a vida dos usuários não generalizando como um só.
"Isso sem falar na questão moral. Insuflada pelos Datenas da vida, boa parte da população acha que mesmo quem cometeu um crime leve tem de amargar longos períodos encarcerados em condições sub-humanas. E grita contra qualquer investimento na ressocialização de detentos –“pra quê gastar dinheiro com bandido?”.( Carta Capital)
Isso acontece ao simples fato do senso comum em que se  acredita fixamente de que se torna um marginalizado, usuário de drogas, um assim dizendo "bandido" por  escolha própria , ou de que já nasce com um tipo de "sangue ruim". E não uma serie de fatos sociais que desencadeiam um marginalizado.

O que falta é a conscientização de que "cada um é arrastado por todos ", de o que fazemos reflete diretamente ou indiretamente , no momento ou daqui anos , na vida de quem nos rodeia.

Paula Eduarda Martins Coutinho 1º SS Noturno

Tranformando a Questão Social!

De um lado Centro Pop vira lugar de sexo, drogas e bebidas, de outro Suécia fecha 4 prisões o que se difere nas duas situações? O que as duas tem como fator principal é o fato social, a questão social e é exatamente como lidam com a questão social que as tornam divergentes uma da outra.
Émile Durkheim leva o seu olhar além do Positivismo ditado por Comte, ele procura a raíz de um fato social, compreende a dimensão, os valores, as normas dessa questão social e a partir daí elabora alternativas que possibilitam um melhor resultado, se no fato social houver problemas.
De acordo com Durkheim o que explica um Fato Social é outro Fato social. O que explica a atitude dos usuários do Centro Pop é a ação dos usuários como indivíduos e parte da sociedade, o que explica é a formação dos usuários como indivíduos, como pessoas. O que os fez envolver com drogas? O que os fez ter essa perspectiva de vida? O que os fez agir desta maneira? É isso que Durkheim propõe explicar, compreender o mundo desses usuários, os medos, os anseio, a forma como veem o mundo, como veem as pessoas, a sociedade, o que esperam delas e até mesmo o que esperam da própria vida.
Por que as políticas dirigidas pelo Centro Pop não teve o mesmo efeito que ao menos o esperado ou não teve o mesmo êxito que o exemplo da Suécia? Pela questão social. A solução da questão não está só em “limpar” a sociedade, retirando das ruas, por tempo determinado, os usuários “cancerígenos”.  A solução está no modo de reinseri-los novamente na sociedade, em dar a esses usuários uma nova visão de vida, em reabilitar esses usuários, em acompanha-los não como “tumor” da sociedade, mas como pessoas. Afinal, não se trata mais o câncer, o tumor, a lepra excluindo e isolando o indivíduo da sociedade, existem tratamentos, procedimentos para uma possível cura e por que não levar esses processos para esses usuários? Estamos relativamente ligados e principalmente atualmente, precisamos uns dos outros, esses usuários tem sim, algo bom para oferecer a sociedade.
É preciso lembrar que todo fato social tem uma ação coerciva. A visão preconceituosa das pessoas partem dessa coerção. Não é natural ver dois homens brigando com facas, ou não é comum ouvir “gemidos” de adultos fazendo sexo. Os usuários perderam com o tempo essas regras morais que regem a sociedade e passaram a ser sujeitos instintivos e não mais racionais. E o porquê perderam essa moral? É preciso ter essa compreensão. A reação negativa da sociedade a isso, é, muitas vezes, mais intimidadora do que a lei.  
Por que não temos o mesmo resultado em que se teve na Suécia? Porque ainda não damos a devida atenção, da forma como tem que ser, ao fato social, não só por parte dos governantes mas de toda a sociedade. O sujeito é fruto de problemas funcionais da sociedade, devemos então buscar compreender o seu estado e então elaborar uma alternativa. Não se dá um tratamento ao câncer sem analisa-lo, estuda-lo, compreende-lo. Não se medica uma pessoa com tumor ser ao menos examina-la. Não podemos querer resolver um problema sem ao menos saber de onde ele veio, como ele surgiu e o que o fez chegar até aqui. Não se pode dar alternativas a uma pessoa sem ao menos saber do seu real problema, de sua ótica da realidade. 

A questão é social

 Não tem mais desculpa... A questão é sim social!
 Por isso se faz necessário entender e compreender cada situação.
 Cada situação é única e passível de influências.
 Cada situação não caminha por si só... mas caminhou por algum lugar para chegar até onde chegou.
 Não foi do nada, não se limita à circunstâncias momentâneas. Sempre existe um passado, uma explicação. Acontece que, e este é o X da questão, que tal explicação nem sempre é visível e perceptível, pelo contrário, provavelmente não será, daí a confusão. O julgamento prévio facilita as coisas. Elimina qualquer esforço maior da tentativa de se encontrar respostas. Poupa energia.
 Até aí tudo bem, se essa atitude apresentasse soluções, o que não acontece e nem tem como acontecer, pois o julgamento prévio segue ao lema: o que não tem solução, solucionado está. O que o permitirá passar o resto da vida apenas apontando defeitos mas sem mover um dedo para solucioná-los.
 E o que Émile Durkheim propõe a partir de um olhar sociológico é justamente um olhar mais profundo de cada caso. Pois sim, cada caso é um caso. É isolado mas não se isola. Está sempre inserido num contexto, contexto tal que precisa ser sempre estudado e analisado antes de qualquer proposta supostamente solucionável.

 "O caráter normal de uma coisa e os sentimentos de aversão que ela inspira podem inclusive ser solidários." 
                                                                                                                   Émile Durkheim

Letícia Fabreti Dias
1º ano de Serviço Social/diurno