segunda-feira, 5 de maio de 2014

Sem chance no Brasil

Lendo a reportagem que diz que na Suécia quatro prisões foram fechadas por falta de detentos vejo como um progresso muito grande no país, e vejo isso que isso ta longe de acontecer no Brasil. Na reportagem diz que um dos motivos desse acontecimento foi pelo fato do país investir na reabilitação dos presos, o que dá novas oportunidades aos presos de reconstruírem suas vidas,o que é direito de todo cidadão.
Essa reportagem prova a ideia de Durkheim, na qual acredita que tudo se dá a partir de fatos sociais, pegando como exemplo os ex-presidiários da Suécia, no ponto de vista de Durkheim, se eles não tivessem oportunidades de novos empregos e de buscar uma nova vida inserido na sociedade,eles com certeza ainda estariam presos, pois os fatos sociais não colaboraram.
Isso é o que acontece no Brasil, os presídios são terríveis, chegam a ser desumanos, os presidiários são vistos nesse país como "pessoas que não tem nada a oferecer a sociedade", como "pessoas perdidas", e por causa disso tudo os ex-presidiários não tem outra opção a não ser voltar ao mundo da violência e das drogas. Eles não são reeducados nas cadeias, acabam saindo de lá piores que antes. E todas pessoas merecem segundas chances, independente do erro que cometeu,e o Brasil não oferece essa segunda chance!
 
                                      Júlia Fonseca-1° ano SS/Noturno

O fato como objeto de estudo

 O Brasil sofre hoje com um dos maiores números de presidiários do mundo, por quê? Por que é um país subdesenvolvido, de terceiro mundo? Por que não possui uma raça definida ou porque esta mistura é inferior aos outros padrões de vida? Talvez o motivo seja exatamente tais generalizações. Na Suécia o sistema carcerário revolucionou todos os exemplos tidos até então. Não por ser um país rico, mas por ser uma nação à favor dos direitos humanos. Que acredita na reabilitação não apenas como medida remediativa como por exemplo o Centro Pop de Franca, São Paulo, mas como condição por qualidade de vida e um futuro menos violento. O Brasil erra ao tentar diminuir e desvalorizar seus problemas, quando uma melhor solução seria prover educação e saúde decentes - o que por si só já reduziria consideravelmente a criminalidade aqui - e também deveria parar de crucificar seus pecadores. O crime não uma característica humana, mas sim social.
 Para compreendermos esta perspectiva de forma mais ampla, analisemos a partir do método de Émile Durkheim. Ele nos propôs lidar com o fato social como fazemos ao estudar algo, transformando este fato, seja social ou psicológico em objeto, entretanto é necessário o distanciamento emocional, para que assim a análise não seja corrompida por nossas vivências pessoais e sim realize-se de maneira imparcial e satisfatória para a ordem geral.
 A racionalização teorizada, consideraria ambos os exemplos casos extremos e opostos que não auxiliam no progresso natural da sociedade. Para ele, o crime é natural e deve existir pelo menos em uma razão mínima, estabelecendo assim que tais atos não devem existir, por exemplo, imaginemos uma criança com uma metade de limão à sua frente, seu primeiro impulso é levar o limão à boca, e ao sentir o gosto azedo sua reação é fazer uma careta e se afastar, minutos depois, já esquecida do ocorrida, a criança se depara com o limão novamente e a cena se repete, minutos depois, mesmo com a curta memória dos bebês, ao pegar o limão a criança já faz a careta antes de experimentar. Ele supõe que o mesmo ocorre com o crime, pois as pessoas apenas saberiam que seus atos são proibidos se houvesse exemplos de que outros foram punidos.

Fernanda da Costa e Silva, 1º SS noturno

Durkheim.

Para Durkheim as pessoas são educadas com os valores da sociedade que pertencem, sendo influenciados de diversas maneiras. Não havendo comportamento individual, pois o homem sempre estará ligada a sociedade, obtendo alguns valores e princípios. Além de que existe acontecimentos sociais que devem ser analisados e demonstrados com técnicas especificamente sociais. Como o caso na Suécia, com os fechamentos das prisões, onde o detendo não é só mais um problema, o detento é enxergado como pessoa, que tem a possibilidade de se reerguer na sociedade, havendo uma reabilitação para inserção na sociedade, dando novas oportunidades e chances que muitas vezes o individuo não teve antes. Mostrando como essa medida é eficaz de varias espetos, pois além de diminuir o numero de prisões e presos, o país pode utilizar o dinheiro que era gasto em outras áreas, e o ex-detendo tem uma nova oportunidade na sociedade, onde agora ele pode olhar tudo de uma maneira mais adequada.

(Mariana de Castro Pereira, 1° Ano de SS-Noturno)

                              Educação é a Base de Tudo  


É gritante a diferença entre as duas reportagens, nela nós vemos o que acontece no dia dia no Brasil, são centros de ressocialização que não funcionam, instituições super lotadas que ao invés de reinserir os  infratores na sociedade, como pessoas de bem, fazem com que muitos voltem para a sociedade piores do que quando entraram.
O Brasil precisaria investir em educação de qualidade para recuperar esses infratores. Já esta mais do que provado que uma educação de qualidade, assim como também serviços de qualidade, como saúde e condições de trabalho dignas são a melhor forma de recuperar esses infratores, não basta criar um local para receber-los mas dar condições para que eles possam ser inseridos na sociedade novamente.Como mostra a reportagem sobre a Suécia, a educação e serviços de qualidade é a base de tudo.
Como diz Durkhein, devemos educar o individuo para que ele possa ser reinserido na sociedade, não dizer a ele como fazer mas mostrar a forma correta de se faze-lo e dar condições para se faze-lo.Ou seja uma educação de qualidade é a base de tudo.

                                            Lúcia 1º Ano de Serviço Social Diurno
                                                    Demasiada Moral

Os sentimentos que me veio das duas reportagens são como espelhos de hábitos traduzidos, que para manter firme uma sociedade se expressam numa espécie de parâmetro, findando assim o configurar do fenômeno social no qual a materializa. 
Porém, será a composição da regra a predisposição para sua própria coerção internalizada? Pois para explicar uma punidade; um limite ou barreira impostos, de algum desvio valera para cada grupo social ser compreendido em suas particularidades. E assim, de qual percepção se precisa para buscar nesta tradução, uma funcionalidade e ao mesmo tempo algo que inspire harmonia?
Estes espelhos, portanto, são valores que dispomos a seguir e a considerar apenas por ser um fruto do nosso referencial. E é neste ponto em que o espaço social e seus objetos ficam em um contínuo exercício de como agir e de como não.
Uma moral que se faz valer de identidade, somente reparte a dimensão do ser social à uma coisificação, impedindo um aflorar dos elementos orgânicos e psíquicos que levaria assim, à uma avaliação melhor e mais clara de todos os segmentos em que a sociedade se estrutura e se guia.


Leonardo Pena Conrado - 1° ano Serviço Social - Noturno.

Corda bamba

“O homem é condenado a ser livre”.

Bonita frase. Porém ate onde a liberdade de um homem pode influenciar suas ações? A todo instante o noticiário inunda nossos lares com noticias de violência e outras barbáries absurdas. A sensação que se tem é nada pode ser feito e que não se pode fazer nada. No entanto será o melhor a fazer cruzar os braços e não se envolver? O cansaço chega aos olhos estamos cheios até a tampa de perguntas sem resposta, ninguém  nunca sabe ou nunca viu. Morte aqui é comum de se ver e sempre ninguém tem nada a ver, estamos indo as ruinas de nossa sociedade, o senso comum fala mais alto, isolar e excluir é o remédio por aqui. Os poucos que não se cansam e vão a luta ser perder a esperança de gozar de um país melhor é taxado  terrorista por os jornalistas sem vistas que não sabem mais trabalham apenas para comer. A anomia aqui é  a regra rimos da  nossa tragédia , o remédio está  diante do nariz mais a Globo trabalha para você não ver. Levanta vai a luta e seja um filho da puta para aqueles que taxarão  você. Vista grossa  é patológico de uma era analógica, ou então de HD. Salta pule do sofá e solte o grito pra valer não é porque Jesus sofreu você tenha que sofrer. Até quando  você vai ficar levando porrada até quando vai ficar sem fazer nada? E este é o retrato da nossa gente fina seja ali no assaí ou então na cocaína é assim que nos cuidamos do futuro  do Brasil a que ponto nós chegamos hein puta que pariu.  Até quando você vai ficar levando porrada até quando vai ficar sem fazer nada?

Marionetes da sociedade



A analise que Durkheim faz sobre a sociedade , é uma analise que deixa bem claro que somos pré-determinados ou totalmente determinados a agir e pensar desde a nossa infância se estendendo por toda nossa vida de um modo que a sociedade determina.Deixando de lado sentimentos e vontades somos influenciados a agir somente colaborando para o funcionamento da sociedade , recebendo essa influencia na educação.Seria uma sociedade perfeita se fossemos bonecos , mas somos pessoas e muitas vezes o "caos" se instala causando uma desordem , e o que fazemos diante de situações que estão cada vez mais marcantes na sociedade , o que pensamos quando regras são desrespeitadas e os indivíduos deixam de cumprir seu papel.

Dois casos um pouco parecidos mas com dois desfechos diferentes.Quatro prisões na Suécia foram fechadas por falta de prisioneiros e apenas com medidas que não foram preciso gastar rios de dinheiro.Medidas para a reinserção desses detentos , penas menos brandas e alternativas , investigação de sua origem no crime foram algumas medidas tomadas para que esse fato se desse em tal país , enquanto no Brasil na cidade de Franca um centro criado para moradores de rua e usuários de drogas vem causando certa insatisfação entre os moradores e comerciantes daquela região.A ideia do centro não é ruim mas o que ele oferece não é o suficiente para que o problema seja solucionado.Falta profissionais e medidas que ajudem esses cidadãos a mudar o olhar sobre o mundo ,falta orientação e investigação.O que o levou a ser morador de rua? O que o levou a entrar no mundo das drogas?Todas perguntas sem respostas já que a politica positivista dessa cidade procurou solucionar superficialmente o problema sem olhar profundamente a situação e o que essas pessoas vivem.Um apedrejamento coletivo ocorreu desde então por parte de comerciantes e moradores que querem "esse problema" longe de suas casas e lojas levando,os para o mais longe possível sem se importar com o que vai acontecer depois em suas vidas já que isso não é problema deles que a policia resolva.

Nós enquanto membros da sociedade e presentes também nesses fatos sociais já que eles estão em varias esquinas da cidade e nas portas de nossas casas não devemos nos acuar e achar que a policia deve resolver.Eles não são bandidos são apenas marionetes dessa sociedade positivista que tenta mascarar todos os problemas.Reprimir não é a solução, cumprir nosso papel na sociedade independe só de nós,o conjunto deve contribuir a instituição família que muitas vezes não existe na vida dessas pessoas deve contribuir , porém seria hipocrisia de minha parte dizer que só isto basta se o governo não cumprir seu papel e colocar como prioridade a educação e as políticas sociais deixando assim de investir em segurança publica por pura falta de necessidade.

Durkheim: Uma Proposta de Mudança!



Durkheim parte da premissa que as ações dos indivíduos em sociedade são reflexos das condições sociais no qual ele esta inserido. Ele não acredita que haja comportamento individual e sim, um comportamento social.
Ao contrário de Comte, Durkheim acredita que a punição deve ter o papel de recuperar o indivíduo para o agir social, ou seja, atitudes imediatistas não se fazem presentes, há toda uma estrutura capaz de executar essas recuperações para posteriormente, reinserir o sujeito na sociedade.
Associando Durkheim à situações como as relatadas no Centro Pop em Franca e ao fechamento de presídios suecos é possível percebermos o quanto se faz necessário medidas tidas como durkheimianas.
No Centro Pop se torna evidente o despreparo tanto daqueles que deveriam oferecer e estabelecer a execução da proposta do local que é a de acolher os usuários e criar expectativas de mudança de vida quanto daqueles que deveriam garantir o pleno funcionamento do Posto de Atendimento, que utilizam da punição como meio de manter a ordem e dispersar a população usuária, sem garantir a eles o tratamento de reinserção que se faz necessário.
Na Suécia se faz presente todo processo de tratamento do indivíduo como meio de modificar seus interesses e ações, mas não através da manipulação, mas sim do efetivo estabelecimento de princípios básicos para convivência e mais do que isso possibilita expectativa de mudança social tanto para o indivíduo quanto para a sociedade num todo.
É fato que a medida adotada pelos suecos é extremamente eficaz uma vez que inclui fatores que vão além do próprio indivíduo, como por exemplo, o fato do Estado gastar apenas uma vez com o presidiário, visto que não há reincidência aparente e então, pode investir em outras áreas como a educação, capaz de fazer o indivíduo interiorizar visões e comportamentos aos quais ele não chegaria espontaneamente. 


Marina Leobina da Silva - 1º SS/ Matutino 
Mantendo o equilíbrio com Durkheim 

Segundo a perspectiva de Durkheim, as ocorrências em primeiro lugar são vistas como realmente acontecem, sem haver contaminação ou incoerência ao se tratar das ocorrências (objeto estudado). Estas situações conflituosas existentes no Centro Pop (uso de entorpecentes no, brigas constantes e furtos por parte dos usuários) cumpre uma função social de suma importância, através destes exemplos que podemos obter não só no Centro Pop, mas em toda sociedade, tem a função de manter o equilíbrio social, ou seja, alguns dos usuários executam essas infrações, sofrendo em seguida consequências em formas de punições ou castigos, para que a sociedade em geral, veja que, se existir o erro haverá punição e  tentar deixar claro que os referenciais normativos são necessários para existir ordem na sociedade. Não existindo, portanto, a anomia.  


José Carlos Simão – 1º Ano SS Noturno 

Aplicando Émile Durkheim nos acontecimentos cotidianos.

Durkheim quer afastar a sociologia da ideologia e política, para ele, o sociólogo não é político e sim um profissional. Alguém que tenha como profissão a análise social. Ele propõe que não haja uma convergência de interesses, não compreende fatores como: fome e violência (entende como apenas uma forma de afastamento).
A sociedade sempre prevalece sobre o comportamento social. 
Durkheim deseja que a sociologia trabalhe em consenso com as outras ciências. Por exemplo, o que a Biologia comprova e analisa cientificamente, a sociologia estuda e também comprova socialmente. 
Durkheim usa recursos metodológicos respeitando e entendendo cada sociedade e cada cultura, até mesmo as que nós achamos mais bizarras e imorais,  quer conhecer para entender.
Não existem formas de pensar o comportamento humano fora de um sistema com regras estabelecidas e não existem regras únicas ou invariáveis para a sociedade. 
Assim, relacionando as noticias que temos por base com o pensamento de Durkheim, constatamos que a sua teoria é coerente, pois a criminalidade e a violência não são patológicas.
A noticia sobre o fechamento de 4 prisões na Suécia por falta de prisioneiros se assemelha totalmente a teoria de Durkheim de que a punição deve reabilitar as pessoas para a sociedade, recuperando esse individuo, reinserindo-o ao âmbito social. 
Para que essa ''proeza'' ocorresse foi necessário a inserção de políticas públicas e um olhar diferente para os infratores, onde aqui no Brasil, a visão do senso comum é a de que não se deve investir em bandidos e na ressocialização destes.
A notícia sobre o Centro POP de Franca, remete uma outra análise de Durkheim, onde se deve a partir dessa situação, tomar providências positivistas que controlem tal rebeldia que está desregrada. (anômica) Porém, Durkheim não é tão drástico e positivista como Comte. Somente através deste desregramento que ocorre no Centro POP é que poderá haver melhoras e para Durkheim, a educação deve forjar novos indivíduos, inserindo neste, uma nova moral, pois é melhor educar do que punir. Sendo assim, a educação para Durkeim é a essência de tudo, principalmente na formação da sociedade e também é através da educação que poderemos reestruturar indivíduos infratores à sociedade.

AMANDA GOMES CALDAS - 1º ANO/SS DIURNO

Influência social

Na visão de Durkheim, toda ação e atitude de um individuo não é propria dele, mas sim influência do meio social que este vive. Ele acredita em uma sociedade cada vez menos punitiva em que cada um respeite o que é do outro, porém desde que a punição não passe dos limites, ela é necessária.
A racionalidade dos valores não é genetica, é transmitida, então, para analisar determinadas atitudes de um individuo temos que analisar, como já foi dito, o meio em que este vive, ou seja, na reportagem referente ao centro pop, podemos observar, na visão de Durkheim, determinadas atitudes citadas no texto são resultados referentes ao meio em que esses individuos conviveram e automaticamente foram influenciados. Para ele, é necessário que entendamos como funciona este meio social para que possamos fazer  análises profundas, coerentes e trabalhar com a ressocialização desses individuos. Podemos citar esta mesma influência para fazer a análise referente ao texto que cita o fechamento de 4 prisões na Suécia.
Pode-se concluir então que, na visão de Durkheim, para situações como a do pop (e como a da Suécia) são frutos de um meio social, e que todos nós sofremos e somos reflexo de tal influência.
 
Miriã Ellen Monteiro Bandim, 1° Serviço social, diurno.
A social dos fatos

"A primeira regra e a mais fundamental consiste em considerar os fatos sociais como coisas."

Durkheim dizia que Fato Social era tudo: que são as regras impostas pela sociedade e que essas são coercitivas. As pessoas que não se impõem pelo direito, se impõem pela impossibilidade de se fugir a essas regras. E, a coerção se torna mais evidente se as pessoas resistem às regras sociais. Quem pensa o "fato social" acredita que se nos acomodarmos às regras, alguns sentimentos e pensamentos parecerão frutos de nossa própria elaboração, o que não sabem é que esse "medo" já é um fato social imposto pela sociedade. Esse conceito de fato social lembra muito o senso comum, o qual também é uma imposição feita pela sociedade. Cada indivíduo é influenciado pela sociedade inteira, pois são influenciados por seus pais, sendo que esses foram também influenciados pelos pais, e assim por diante.
Com base nas notícias analisadas, em que a primeira diz repeito às prisões fechadas na Suécia, e a segunda, ao Centro Pop em Franca, ambas trazem diferentes problemas sociais, ou seja, fatos sociais. Todo problema tem uma causa, e para Durkheim, os fatos sociais e/ou problemas sociais são resolvidos com o estudo do todo, procurando saber qual é a origem destes. A proposta baseada na metodologia sociológica dada por ele seria: observar e analisar os fatos sociais como coisas, e reconhecê-los e compreendê-los em razão da coerção que exercem sobre os indivíduos, isto é, os problemas trazidos pelas notícias são coisas que acontecem na sociedade, coisas em que a própria impõe nos indivíduos, e o que não pode ser feito é uma acomodação desse fato, que é vista como uma aceitação da sociedade... Mas, as pessoas não se revoltam com a coerção desses fatos? Como podem estar conformadas com isso? Há uma contraposição aí, e ninguém deve ficar calado, pois assim nada irá mudar, e a sociedade continuar levando a gente, nossos pensamentos e opiniões, para onde bem entender.

Débora Araujo Costa - 1º ano SS Diurno

O indivíduo e a sociedade

Com a leitura das duas reportagens fica claro a diferença da realidade de cada pais. No primeiro texto que fala sobre a casa para moradores de rua nos mostra uma situação critica onde não se tem uma organização e a reclamação tanto de quem esta fora como quem esta dentro é muito grande. As pessoas que estão ali não tem um acesso a uma nova forma de vida e sofrem uma critica muito grande da sociedade. A culpa é jogada de uma pessoa para a outra. 

No outro texto é elogiado a forma de organização da Suécia em relação a suas cadeias, percebesse que o nível de criminalidade diminuiu, esse resultado pode ser associado com o investimento do pais nos serviços públicos. Onde a sociedade tem maior utilidade sobre aquilo que é do seu direito, as coisas fluem melhor. 

Baseando pelo pensamento de Durkhein o correto a fazer é o exemplo do segundo texto. A criminalidade é uma questão social e se for tratada como pode diminuir em grande escala. É preciso analisar a sociedade e reabilitar o indivíduo que cometeu algum tipo de crime  para o meio. Os serviços públicos são fundamentais para que isso ocorra, é com uma base em educação, saúde, qualidade de vida, que torna uma sociedade "exemplar". A formação do indivíduo é influenciada pela sociedade, se não haver uma qualidade para essa sociedade sempre vai haver um desfalque.

Luana Tomaschitz, 1 ano - SS - diurno

Tudo faz parte do todo

Quando nascemos, automaticamente somos inseridos em uma sociedade onde os valores, regras e costumes já estão formados. Essa mesma sociedade nos impõe que devemos agir de determinada forma, e quando alguém age de forma diferente, é visto como o estranho dentro do grupo.

Mas por que há esse agir diferente? É para isso que nos alerta Durkheim, para pesquisar as causas profundas, e não as superficiais, que levam indivíduos a agirem de forma diferente dos demais.

A Suécia investe na reabilitação dos presos, nas penas alternativas, na educação, e fecha quatro prisões. Por que? Porque encontrou a causa profunda do problema enfrentado, e procurou soluções ao invés de esconder o problema como o nosso e muitos outros países fazem.

O comportamento social não nasce com a gente, ele nos é ensinado através dos grupos com os quais convivemos diariamente, e cujos valores são passados através dos tempos. Por isso Durkheim diz que o crime é normal, porque não é uma inclinação individual, mas o fruto do aprendizado dos valores de outros grupos presentes na sociedade.

Muitas coisas não são elaboradas por nós, mas elas se impõem a nós de tal maneira, que a única coisa que podemos fazer é agir de acordo, ceder a essa imposição. Somos vítimas da ilusão de que agimos por nós mesmos, quando na verdade isto nos é imposto pela sociedade fora de nossas consciências individuais. Cada um é arrastado por todos.

O que leva o sujeito a cometer algum crime? Algumas pessoas tendem a agir de certa forma porque o problema está no todo. Tudo faz parte do todo. Então, esse sujeito é arrastado pelo social, pelos ideais do grupo que lhe serve de referencial, pelas condições físicas e psíquicas, e as circunstâncias as quais está situado.

Portanto, como diz a reportagem da Carta Capital, ninguém nasce malvado ou com sangue ruim. A criminalidade é um fato social: a sociedade reflete, o indivíduo copia.

KÁLITA SOUSA BARBOSA GOMES 1ºSS Noturno