quinta-feira, 8 de maio de 2014

A busca da felicidade


De acordo com a pesquisa feita em 2010 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a taxa de separações conjugais no país cresceu 200% nos últimos 23 anos. Émile Durkheim expõe que a sociedade deve acompanhar o desenvolvimento que acontece ao longo do tempo, ampliando sua maneira de pensar e de visualizar o mundo no qual habita.

Dessa forma, os pensamentos contraditórios de antigamente a respeito do divórcio, que possuíam uma nítida influência religiosa e que através da consciência coletiva acreditavam que não deveria haver separação, sem se importar com os sentimentos alheios, devem parar de existir e de criticar aqueles que por alguma razão verificaram que a união realizada perante à Deus já não estava agradável, e o convívio com a pessoa escolhida estava complicado.

As ideias do sociólogo remetem que o divórcio possibilita ao indivíduo que estava infeliz ou descontente, uma maneira ou nova chance de recomeçar sua vida, consequentemente um modo de buscar a felicidade, seja sozinho, ou com outro alguém. Além disso, a separação abre caminhos e oferece oportunidades a esta pessoa de encontrar uma outra, podendo os dois gerarem um outro núcleo familiar, muito mais feliz, maior e completo.


Daniela Aparecida da Silva
Serviço Social - Diurno


A funcionalidade durkheimiana

         
          Nos tempos em que hoje vivemos, para tentarmos ter uma sociedade melhor, seria mais viável utilizar a funcionalidade de Durkheim sobre o fato social, do que utilizar o positivismo de Conte sobre ordem e progresso.

          Toda  a explicação para Durkheim, vem a partir de que tudo o que fazemos acaba sendo um fato social. Aquele que comete coisas erradas ele define também como um fato social, mais esta definição vai mais a fundo, ele defini como o problema de um todo da sociedade, este que esta cometendo coisa errada tem que ser recuperado pela sociedade e não exterminado.

          Mais ai está o problema da sociedade de hoje, como exemplo disso eu vejo o seguinte. Um criminoso que vai preso, ao invés das autoridades tentarem fazer um trabalho especial buscando recupera-lo, apenas o deixa jogado na cadeia sozinho ou com outros presos que não tem discernimento nenhum. Ai da o dia dele sair da cadeia, e para retomar sua vida como não teve nenhum auxilio de como melhorar sua vida acaba voltando para o mundo do crime. Ai como muitas vezes acontece, alguém o vê roubando e o cidadão de bem que já não aguenta mais esse tipo de situação acaba o lixando, e assim a lei do mais forte prevalece.

          Ai vem a pergunta de quem é a culpa?

          Analisando pelo fato social a culpa é dos três, pois a culpa acaba sendo de um todo pois todos eles formam uma sociedade. Mas sem duvida poderíamos dizer que a culpa principal é do estado, pois é ele que comanda tudo. Como exemplo ele que comanda a educação, se ele desse uma educação de qualidade aquele criminoso talvez seria alguém na vida, o estado deveria dar um bom exemplo.

          Então para finalizar enquanto o estado não se enxergar como um fato social e assim tentar se recuperar, não podemos esperar muito do resto da sociedade.

José Carlos Duque de Oliveira 1 ano de S.S. Noturno

A lucidez do pensamento Durkheimiano

    Émile Durkheim é um pensador,que vai analisar a sociedade através de uma sociologia funcionalista,preocupado em compreender a sociedade em sua inteireza,ele nós convida a ultrapassar as aparências para entender a essência e a complexidade dessa sociedade,que demanda pesquisas sociológicas cada vez mais profundas.
    Uma de suas principais reflexões é a "consciência coletiva" que vai direcionar toda a conduta social e também estabelecer as regras morais de um grupo social,  o que Durkheim chama de "fatos sociais",esses,por sua vez,são exteriores ao indivíduo e próprios da sociedade.A explicação de um fato social está sempre em outro fato social,nunca em disposições individuais e psicológicas,é partindo desse princípio que podemos notar que a consciência individual se emerge no todo e que a organização da natureza não existe para que o indivíduo seja feliz mas,em nome da "harmonia"e para o bem e felicidade do todo.
   No pensamento Durkheimiano a divisão do trabalho é uma forma de unir os homens,uma cooperação e uma troca de serviços,sendo sinônimo da harmonia social e da solidariedade orgânica.Essa divisão do trabalho também pode ser entendida como um condicionamento interno,no qual,as sociedades modernas são tão complexas que os indivíduos seriam incapazes de realizar trabalhos sozinhos.
   O maior objetivo de Durkheim é reformar e curar essa sociedade,diferente de Comte,ele não quer marginalizar o indivíduo que tenha cometido algum delito,mas sim enviá-lo a uma instituição que seja capaz de ressocializá-lo para que esse possa se reintegrar a sociedade.Ele acredita na educação como um forte fator de ressocialização,pois, a educação constituí e visa o bem social.
   Ele acredita também na força das instituições,sejam elas,Estado,Escola,Família ,e principalmente ele defende a solidez dessas.Elas,no entanto emergem de uma necessidade e se vinculam ao ordenamento geral do organismo social.
    Entretanto,quando essas instituições por algum motivo falham,seja porque não cumpriram com seus papéis,ou não deram a punição esperada,ou ainda não atenderam as expectativas da "consciência coletiva",essas,se veem no direito de "fazer justiça com as próprias mãos",e resolver aquilo que as instituições não conseguiram resolver,intervir de forma violenta e brutal em nome das "leis morais",e com isso sempre são gerados problemas maiores,pois revidar a violência com mais violência nunca será a melhor solução,causando o que Durkheim pontua de "anomia".
    São atitudes como essas que frenquentemente vemos nos noticiários,casos de linchamentos,mortes causada por alguns justiceiros. O que muitas vezes essa "consciência coletiva"não percebe é que essas atitudes são retrocessos à barbárie.O estado omisso ,a justiça falha não podem servir de justificativa para a violência urbana,pois correremos grandes riscos de tornar essa sociedade em um ambiente caótico,atingindo o ápice da anomia.
    Ele relata que essas instituições se modificam de acordo com a sociedade,pois não é possível se falar em sociedades modernas,com instituições estruturadas em moldes antigos,contudo,as instituições assimilam as novas formas de viver do ser social moderno.
    Portanto,o que mais torna Durkheim um pensador inovador e lúcido, é sua sede por buscar compreender a essência das coisas,ele propõe que saiamos de nós mesmos para compreender a sociedade e o ser social.


"É preciso sentir a necessidade da experiência, da observação, ou seja, a necessidade de sair de nós próprios para aceder à escola das coisas, se as queremos conhecer e compreender."
                                               Émile Durkheim.



Laís Neves 1°Serviço Social-Diurno.