domingo, 11 de maio de 2014



"Politicagem demais, promessas de um mundo melhor... Mal ensina escrever, dizem que o bastante saber tabuada de cor!
Limitar o menor, sem chances pro menino virar doutor, mas foi o bastante pra ele ir pra rua na febre do rato, de fato tocando terror! 
Morre um irmão com tiros na rua de trás... Me faz pensar mais nisso, e esquecer das coisas banais, mundo louco que leva meus "manos", vão sumindo ao longo dos anos. 
De onde viemos? Pra onde vamos? Todos pecamos, por que nos julgamos, então?" Pra não dizer que eu não falei do ódio - Projota 


"Eu já nadei na caixa d'água da escola e vi que não devia beber água dali. Já li o suficiente pra aprender a escrever. Vivi o suficiente pra aprender a viver. Já desci a ladeira da rua de rolimã. Já beijei uma mina e depois beijei a irmã. Já roubei chocolate no mercado, e danone. Já abri orelhão por não poder pagar telefone. Já dei calote um dia, mas já tomei bem mais. Já aprendi que nem todos os homens são iguais. Já dei murro na cara e já tomei na minha. Já pulei muro pra escapar dos coxinha. Já, já joguei capoeira, já lutei karatê. Já deixei de comer pra poder comprar um CD. Já vivi nela e também já saí da lama. Já catei latinha pra jogar fliperama. Já vi a oportunidade de ganhar um dinheiro. Mas prejudicaria alguém que "trampou" o mês inteiro. Já fui testado por alguém que eu sinto lá em cima. Já fui jogado ao chão junto com a minha auto-estima. Já perdi gente importante pra mim. Já vi na minha frente o semblante do fim. Já me reergui, já me despedi do chão. Já joguei capoeira, já lutei taekwondo. Já fiz sofrer e já me fizeram sofrer por amor... Já sofri preconceito por causa da cor." Muleque doido - Projota
Conclui que a melhor forma de iniciar minha analise hoje, foi com esses dois trechos do rapper Projota, que nasceu na periferia, tem origem humilde, viveu bem esse cenário por muitos anos, um dos poucos que em meio a todo caus que é viver em tais condições, conseguiu construir uma carreira de sucesso. Tudo começou nos próprios morros, onde ele se destacava nas batalhas de mc's e assim foi ganhando seu espaço, com suas musicas que retratam não só a sua realidade, mas a de todos os que cercavam. Essa realidade que não só o Projota, mas outros rapper's e mc's retratam, mostram bem a "questão social", vista e buscada por Durkheim. Uma vez que expõe a realidade vivida por eles, claramente, demaquilada, pura e dura, onde não ah qualquer tipo de investimento, condições de moradia, higiene, entre outros, a população é simplesmente jogada ao léu, que é oque leva muitas vezes os indivíduos, moradores desses lugares, a buscar soluções mais fáceis de ganhar a vida, ou mesmo só conseguir o alimento pra "hoje". Durkheim vê isso como a deficiência da ajuda do Estado na vida dessas pessoas, enxerga-os como "vitimas" que não deixam de ser, na verdade. Que ao buscar muitas vezes a única saida que seria "tirar de quem tem muito" são julgadas como quem faz isso por "lazer" não por uma necessidade básica. Durkheim defende antes do julgamento ou de uma tomada de conclusão, se aprofundar nas condições de vida do individuo, para que assim, possa saber oque ocasionou o fato em questão e ter ou não uma punição justa. Esse é só um dos exemplos que podemos encaixar na filosofia de Durkheim, que acredita que tudo pode ser considerado "normal" desde que não afete de forma descontrolada a sociedade.
Júlia Carvalho Rodrigues - 1SS/Noturno
Progresso dentro da ordem 


Para o filósofo francês Auguste Comte a ciência é a forma mais adequada de conhecimento.
Sua preocupação era como organizar a nova sociedade da França pós- revolucionária. Para Comte a desordem acontecia por causa da confusão de princípios que não podiam mais se adequar à sociedade industrial em expansão. Ele dizia ser necessário usar a razão como fundamento da nova sociedade.
Comte acreditava que o progresso deveria ser o alvo a se atingir, independente das causas, ele dizia que a punição era a melhor forma de manterá ordem para não desestruturar o sistema.
Sua filosofia foi tão influente que criou-se até a frase tão conhecida da nossa bandeira nacional: ORDEM E PROGRESSO


Alessandra Moreira - 1ºano SS - matutino

FATO SOCIAL

Emile Durkheim

   O pensamento durkheimiano tem por principais características a funcionalidade e objetividade, ele aconselha a encarar os fatos sociais como coisas, manter distancia e ser neutro e através disso encontramos soluções para os problemas da sociedade.
      Emile Durkheim descreve em seu texto sobre a coerção social, a sociedade que age e pensa no coletivo, mas que não necessariamente pensa do mesmo modo de maneira individual, pois tanto nas sociedades antigas quanto na atual em nome de um bem maior nos sujeitamos a regras e leis que não criamos para nós mesmos.
       Para ele a melhor maneira de impor a sociedade essas leis é através da educação, pois ela tem o poder de internalizar tais regras sociais, que também de maneira mais eficaz pode reintegrar e ressocializar um indivíduo a sociedade.
        Independente do que o individuo faz em particular, para Durkheim a consciência coletiva se baseia no que toda a sociedade define por moral (senso comum), sentimentos comuns entre as pessoas, que fazem a partir disto um sistema consideravelmente forte.

Tatiane Gomes Montes, 1º ano, SS Diurno.

Preconceito e fato social

           Ao discutirmos fatos sociais, e particularmente termos refletido a criminalidade e fato social, torna-se propicio refletirmos acerca de preconceito, ás luzes de Durkheim. Todo comportamento que o ser humano possui é um comportamento que a sociedade lhe impõe em forma de regras sociais, que mesmo não sendo claramente coercitivas, possuem seu peso no moral.
           Assim, podemos dizer que o preconceito que existe ( e falamos deste em suas diversas formas; no preconceito em si) é um comportamento que é consequência,  efeito, destas regras sociais coercivas, ele é nascente da e na própria sociedade, pois aqueles que sofrem um preconceito de alheios é visto por esses como "infringentes" das regras.
           A causa eficiente do preconceito seria, então, as regras sociais?
           Pensemos: se as regras nos são impostas desde pequenos, essas regras possuem raízes nos ensinamentos de nossos pais e são de acordo com nossa realidade, país, cultura, classe, etc. E ao entramos em contato com algo que é diferente das regras com a qual vivemos, "automaticamente" formamos um pré-conceito deste. O que nos leva a pensarmos que a causa do preconceito são sim, de alguma forma, as regras sociais.
            Contudo, que essa reflexão não seja então uma desculpa, defesa ou incentivo ao preconceito. Pois como vemos em Émile Durkheim, quando nos deparamos com o diferente, com o "desregrado", não há a necessidade de exclusão, mas pelo contrário, há necessidade e possibilidade de inclusão, que se dá mudança das regras em nós. A partir da hora que se muda a maneira de enxergar, quebramos essas regras em nós. As únicas coisas que devem então ser excluídas são algumas das regras, não para uma anarquia, mas para a inclusão e o equilíbrio.
            
Mariangela Santos de Oliveira, 1º SS/N
    As regras do método sociológico


Durkheim acredita que tudo se dá a partir de fatos sociais. Podemos chamar de fato social tudo aquilo que vão além do nosso dia a dia como indivíduos e que não dizem respeito somente a nossa vida privada, más que estão ligados à estrutura de várias sociedades.
Para Durkheim desde que nascemos já encontramos prontos valores e práticas sociais, nas quais muitas vezes não temos como interferir e nem como fugir. Dessa forma muitos acontecimentos nos atingem sem termos colaborando em nada.
Segundo Durkheim as instituições correspondem a '' toda crença e todo comportamento instituído pela coletividade ''. O sistema judiciário é um exemplo de instituição que dá '' sustentação e permanência''  a sociedade, sendo assim a sociedade controlada pelas intituições ''sabe'' como agir para não desestabilizar a vida comunitária, tendo noção de que se não agir da forma estabelecida será punido.
O sistema penal é um bom exemplo dessa prática onde o infrator condenado é retirado da sociedade e inserido na prisão par ser reeducado e depois reintegrado ao convívio social. Porém na maioria das vezes não é isso que acontece.
Durkheim enfatiza a integração e manunteção da sociedade, mas para ele é preciso aprofundar no problema. E no caso do sistema penal, para que ele funcione é necessário ir ao ponto inicial do problema que é a falta de educação.
Verificamos na reportagem que na Rússia foram fechadas prisões por falta de presos, fato esse que aconteceu devido à maiores investimentos na educação.
Essa reportagem nos deixa claro que a educação é a base de tudo e se o Brasil seguisse o mesmo caminho que a Rússia, as prisões não seriam tão lotadas e com más condições como são hoje.

Alessandra Moreira - 1º ano SS - matutino

Vivendo em prol do equilíbrio social

                A sociedade evolui, e com isso os problemas, preocupações e fatos relacionados a ela também. E tal evolução deve acompanhar a nova formação social, e assimilar os novos papéis propostos a ela, os novos comportamentos e ações que a permeiam, com o passar dos anos.
                Os fatos sociais estão relacionados diretamente ao equilíbrio do meio social enquanto conjunto, e não se liga somente a manutenção e satisfação dos desejos social imediatos.
                Durkheim sempre procurou observar a sociedade, além do que podemos observar casualmente e diariamente, além das aparências, para procurar entendê-la.
                As pessoas se relacionam cada vez mais umas com as outras, sejam elas conhecidas ou não, mas que passam a se relacionar somos detentores de uma moral social, que nos inibe de agir de acordo com o que sentimos, pensamos ou fazemos, a fim de sempre manter o equilíbrio social, sem causar maiores transtornos, tanto coletivo, quanto individual. Para se explicar os fenômenos sociais, deve-se procurar respostas na própria sociedade, pois ela é a expressão de uma consciência coletiva, que cada ser carrega consigo, e que sustentam o equilíbrio social do meio em que vivemos. 

Marina Neves Biancini - 1º ano SS- Diurno

Viver no social

A evolução da sociedade faz com que esta modifique as suas normas para que se haja uma harmonia entre os individuos, que por sua vez age de acordo com a organização fisica e moral que ela determina.
As visões e comportamentos que temos diante dos outros, sem que percebamos, são imposições da sociedade, e devido a nossa acomodação as regras consideramos tais como naturais.Com o tempo as praticas e instituições se alteram sem que percam a sua aparencia exterior, como por exemplo o casamento. Alguns anos atras uma pessoa divorciada  era mal vista por todos, o que fazia com que as pessoas sustentassem  o casamento ruim a todo custo, deixando de lado a sua felicidade individual para a conservação da felicidade familiar. Ja nos dias atuais o divorcio é normal, o homem tem direito de buscar a sua propria felicidade.
Todo individuo exerce uma função social, e está deve ser desempenhada de maneira a garantir a harmonia da sociedade consigo mesma e com o exterior.Mas são os mesmos individuos que emanam ideias e necessidades que determinam a formação da sociedade, tendo em vista uma finalidade útil.
A maneira de agir, pensar e sentir do homem é resultado da influência da vida social, do coletivo mesmo que acreditemos que estes sejem frutos da nossa propria elaboração, o social nos domina.
Graziela Donizetti dos Reis  1º SS Diurno

A explicação não deve ser superficial.

        Durkheim  não se contentava com explicações superficiais para  os fatos sociais, ele acreditava  que para  ter uma explicação coesa de um fato social era preciso investigar todos os ramos e se aproximar da raiz do ato ocorrido.
         Segundo Durkheim , tudo o que ocorre, ocorre por uma necessidade, de causas eficientes, ou seja, todo ato ecoa de volta  para o indivíduo , porém não ecoa como reposta do indivíduo mas sim como resposta do consciente coletivo.
         A resposta a uma atitude negativa deve  vir com o intuito não de apenas castigar o indivíduo, as também de desestimular a sociedade a agir de forma semelhante.
        Durkheim enxergava o fato social como resposta de outro fato social,  Durkheim não coloca o indivíduo como único responsável por  seus  atos , como exemplo um cidadão que nasce em uma família de  analfabetos e não é apresentado a outra realidade muito possivelmente continuará o caminho dos pais e sofrerá  todas as conseqüências que derivam da ausência do ensino. Sendo um refém de um fato social . Ou seja o indivíduo sempre será um reflexo do meio em que ele vive.



Regras relativas à explicação dos fatos sociais
Émile Durkheim nos ensina a olhar os fatos profundamente e não superficionalmente. Em seus estudos ele nos mostra que podem ocorrer  consequências quando julgamos algo e agimos por impulso sem olhar os fatos corretamente.
Para Durkheim, não são as circunstâncias que formam os indivíduos e sim os indivíduos que criam as circunstâncias.
Desde o nosso nascimento estamos presos as relações que foram estabelecidas antes de nós e que se estruturam durante nossa vida.
Algumas pessoas enganam a si próprio se casando com alguém só para agradar a família, para mostrar aos pais que estão seguindo o padrão esperado pela sociedade, de que precisam casar e reproduzir para não desestabilizar a humanidade.
A história de uma sociedade é feita por todos, sempre procurando resolver as questões que e apresentam em seu cotidiano, conforme seus interesses e seu poder de influênciar as situações. Algumas pessoas até se declaram justiceiras e usam de sua força para agredir quem cometeram algum tipo de infração, considerando-se melhor do que o outro, achando que ele está correto em fazer justiça com as próprias mãos, e nisso, muitos inocentes pagam pelo crime de outras pessoas.




 Alessandra Moreira - primeiro ano SS - matutino

ÉMILE DURKHEIM

     Sobre a análise Durkheiminiana de que a educação,fica claro que para Durkheim a educação tem por objetivo desenvolver despertar na criança estados morais e físicos que serão requeridos pela sociedade ,ou seja,o indivíduo nasce como um animal,mas o mesmo acaba se socializando e se moldando de acordo com os preceitos da sociedade.
       Com este pensamento observemos a sociedade brasileira ,que devido á precária educação ,forma pensamentos em algumas pessoas de que bandido bom é bandido morto,ou a se começar a praticar justiça com as próprias mãos.
    Mas através do método da educação de Durkheim podemos  tentar transformar a sociedade em que vivemos.

Tamara dos Santos Oliveira 1º SS/Diurno


Fatos sociais

Entender a complexidade humana vai muito além de um olhar superficial sobre os fatos sociais. Os métodos de Durkheim busca aprofundar as causas internas decorrentes dos fatos sociais que englobam uma sociedade, mantendo um olhar frio e científico, sem interferir no modo de vida da sociedade estudada. A sociedade é composta de leis e regras morais que determina o padrão de conduta a ser seguido para manter a harmonia com o todo, desde de pequeno a moral é introduzida no ser para que aja uma coerção de modo que pareça ser natural, e não se tem a percepção das regras que são impostas. Toda ação vem de um fato social anterior, o ser nato livre de qualquer tipo de moral inexiste, mesmo os grupos que se excluem do padrão social tem se a percepção dos fatos que os tornam como são, e existe regras criadas por eles mesmos para que aja harmonia.As regras existem para manter o controle da sociedade, Durkheim diz necessário que o crime seja cometido para que aja a punição e mantenha o equilíbrio, ele não exclui os que vivem fora do padrão social, busca a ressocialização do indivíduo para que ele seja reinserido na sociedade. Para resolver os problemas sociais é preciso conhecer as causas internas para que não aja anomalias, como os justiceiros, que com as falhas das instituições resolveram fazer justiça com as próprias mãos, usando de violência e brutalidade, que causa um grande desiquilíbrio na sociedade. Solucionar o desequilíbrio social é de extrema complexidade, é necessário manter um olhar crítico e perspicaz,para buscar a causa eficiente,mas encontrar essa solução nos deixa perplexos e como diz Renato Russo: Vamos celebrar a estupidez humana A estupidez de todas as nações O meu país e sua corja de assassinos Covardes, estupradores e ladrões Vamos celebrar a estupidez do povo Nossa polícia e televisão Vamos celebrar nosso governo E nosso Estado, que não é nação Celebrar a juventude sem escola As crianças mortas Celebrar nossa desunião...

Sociedade X Indivíduo

A reflexão de Durkheim me remete a história de Amala e Kamala...
" Amala e Kamala, também conhecidas como as meninas lobo, foram duas crianças 'selvagens' encontradas na Índia no ano de 1920. A primeira delas tinha um ano e meio e faleceu um ano mais tarde. Kamala, no entanto, já tinha oito anos de idade, e viveu até 1929.
Em 1920, o reverendo Singh encontrou, em uma caverna, duas crianças que viviam entre lobos. Suas idades presumíveis eram de 2 e 8 anos. Deram-lhes os nomes de Amala e Kamala, respectivamente. Após encontrá-las, o rev. Singh levou-as para o orfanato que mantinha na cidade de Midnapore. Foi lá que ele iniciou o penoso processo de socialização das duas meninas-lobo. Elas não falavam, não sorriam, andavam de quatro, uivavam para a lua e sua visão era melhor à noite do que de dia. Amala, a mais jovem, morreu um ano após ser encontrada. Kamala viveu durante oito anos na instituição que a acolheu,humanizando-se lentamente. Ela necessitou de seis anos para aprender a andar e pouco antes de morrer só tinha um vocabulário de 50 palavras. Atitudes afetivas foram aparecendo aos poucos. Ela chorou pela primeira vez por ocasião da morte de Amala e se apegou lentamente ás pessoas que cuidaram dela e ás outras crianças com as quais viveu.
 Obviamente, não falavam, e seus rostos eram pouco expressivos. Não sabiam andar de pé, mas se moviam rapidamente de quatro. Apreciavam carne crua, tinham hábitos noturnos e repeliam o contato humano, preferindo os cachorros e os lobos. Ao serem encontradas, gozavam de perfeita saúde."
Quando o indivíduo nasce ele tem que se adaptar a sociedade, as regras, as leis, aceitar tudo o que lhe é proposto, não pode ser diferente.
Amala e Kamala foram obrigadas a se socializarem para deixarem de ser um "animal selvagem", se tornando assim humanas.
Por que nos escandalizaríamos se víssemos uma pessoa comendo com a mão em um local público? Porque temos um modo de condição de vida pré-estabelecido.
Como fazer a diferença/revolução numa sociedade onde as leis não foram criadas por você, você já nasce tendo que obedecê-las e não pode modifica-lás?

Alessandra Ferreira Figueiredo - 1º SS Diurno

Fato social

Para Èmile Durkheim a sociedade possui o poder de influenciar os indivíduos. A mesma apresenta um conjunto de regras e normas que influenciam, diretamente ou indiretamente, o comportamento e as atitudes dos indivíduos. São reproduzidos involuntariamente, e constituídos fora da mente das pessoas. Dessa forma para o sociólogo, na vida em sociedade, o homem encontra regras e condutas sociais que não foram criadas por ele, mas que existem e são aceitas. O meio social é elaborado e desenvolvido por normas sociais, chamado de fato social, que sem essas regras e valores a sociedade não existiria.

Thiago Lima Rodrigues. 1 ano SS Diurno.


Sociedade de Durkheim


Durkheim busca na sociedade compreender os fatos, mas não apenas no superficial. Ele investiga mais afundo os problemas na sociedade.
Como Durkheim, na sociedade é preciso que tenhamos um olhar mais profundo. O que acontece na sociedade atual é reflexo de algo do passado.
Na visão de Durkheim, todos os indivíduos merecem uma nova oportunidade, mesmo tendo cometido erros. 
Cada ser humano tem um papel fundamental dentro da sociedade, que tem como dever ser cumprido.
O que leva aos indivíduos se criminalizarem nos dias de hoje? Uma pergunta que na visão durkheimiana é essencial. Cada ser humano possui uma história de vida diferente, o que leva algum desses a entrarem no caminho do crime. Portanto deve ser analisado em diferentes visões.
O que é realmente necessário na sociedade não é julgar, mas sim encontrar soluções. As soluções só serão possíveis a partir de um estudo aprofundado do fato social.

Laiane Mirelli, 1ª ano, S.S. Noturno

Para Além do Positivismo

O método que Durkheim usa para entender, explicar e pensar sociedade é parecido com o Positivismo de Comte mas o que diferencia um do outro é que para ele tudo é um fato social (tudo aquilo que expressa uma ação social) e todas as atitudes dos indivíduos são condicionados socialmente.
Ele não olha os fatos sociais em seus finalismos, mesmo sendo objetivista e considerando esses fatos como coisas, Émile defende as regras da sociedade para que se mantenha a ordem mas ao contrario do Positivismo como eu já havia dito ele abandona o pensar no progresso das sociedades e passa a querer entender cada uma assim como elas são, pois alem de todas as regras cada sociedade vai conter uma explicação.
Em seu método não basta identificar o problema, e superficialmente se pensar em uma solução de efeito imediato, de nada vale essas medidas pois não basta levar em conta apenas o que fica mais aparente e sim buscar a CAUSA EFICIENTE, tudo aquilo que vai explicar a manutenção da sociedade e vai alem do individual e fatos isolados, e ao entrar em funcionamento entra em conjunto com o todo, fazendo com que a sociedade funciona de maneira harmônica, e nessa perspectiva quando as instituições que são responsáveis por criar uma barreira moral para conter as pessoas falham, deixam de cumprir o seu papel social e passa a valer a lei do mais forte, então para Durkheim tudo o que esta doente dentro da sociedade é por conta disso e ele julga ser normal pois mesmo com todos esses problemas existe um equilíbrio social.

Gabriela Vasconcelos 1° ano SS (noturno)

Explicação dos fatos sociais




Durkhein apresenta estudo pelas regras relativas á explicação dos fatos sociais propondo minuciosa analise sobre o funcionamento da Sociedade  e o vigor que exerce sobre o individuo nos meios sociais.


E estudando com as notícias que abordam a opinião coletiva, como a publicação pelo Portal GCN Franca sobre o Centro POP polemizando sobre sua finalidade X realidade.
De como um lugar destinado a assistência, se tornou local de grandes transtornos.

O fato social aqui inserido demanda pelo estudo dos sentimentos coletivos propiciados com a adesão sob consequência gerar aptidões de justiça e moral , por forma de influenciar atos, e opiniões sobre a realidade vivida e de como será interligada a outros fatos sociais a determinar como se retratará a Sociedade.



Taciane Caroline Ferreira Araújo, 1º Ano SS Diurno   

Quem determina as regras?
Durkheim coloca a sociologia como disciplina científica, definindo assim o tipo de ocorrência em que os sociólogos deveriam - se apoiar, define quais fatos sociais que deveriam ser objeto de estudo. A educação para ele, tem grande importância na formação dos indivíduos, sendo tão marcante a ponto de após algum tempo, as regras internalizarem- se nas pessoas, fazendo com que essa sociedade tenha atitudes parecidas.
Uma vez identificado os fatos sociais, Durkheim propõe como recursos para fazer sua análise o distanciamento, a neutralidade aos fatos, para garantir mais objetividade, pois para ele os fatos devem ser analisados sem a presença de sentimentos pessoais, pois eles nada tem de científico e podem distorcer a realidade dos fatos. 
Durkheim alega que os fatos sociais tenha existência própria, independente daquilo que pensa cada indivíduo, pois mesmo cada um tendo a sua consciência individual, as suas formas de comportamento seguem padrões determinados pela sociedade.
A consciência coletiva, é o que vigora, são regras fortes que determina o que é imoral ou criminoso em uma sociedade. 
Silmone de Lima Albino
1º ano SS diurno.

Interpretando a Sociedade a partir da visão de Durkheim

            Consigo enxergar na sociedade de hoje vários aspectos estudados por Durkheim, como a coerção, o auto controle, manter padrões já estabelecidos, o hábito de tentarmos analisar a origem de tudo (quando isso não leva a lugar algum). Percebo a partir das leituras das obras deste sociólogo que o que explica o fato social é algo anterior e mais profundo, devemos pensar em sua função social, para entender a necessidade, o funcionamento geral, devemos buscar a causa eficiente, ligado ao funcionamento do todo de uma forma harmônica, pois assim conseguiremos repensar nos atuais problemas que envolvem a sociedade, analisar a causa eficiente dos fatos e se o real é pertinente com o que teoricamente deveria ter o dever na sociedade de suprir com as necessidades.
            A educação, a base da cidadania cuja função social está em forjar o ser social, o elemento que construí o auto controle, “cria a partir de dentro”, cumpre as necessidades da sociedade moderna? A punição do nosso país parece reeducar? Ou serve de exemplo para os demais habitantes que pensam em fugir das regras? Na verdade a moral parou de ter sentido e foi extirpada do convívio social, e o que prevalece é a anomia. A justiça brasileira, a educação, saúde, efetivação de direitos essenciais a uma vida digna não vai de encontro com as necessidades da sociedade, engendrando a busca por novas regras.
            No Rio de Janeiro por exemplo, o mundo assiste as confusões do que realmente é certo, a justiça não funcionando, vale as regras de quem? Do justiceiro? Do tráfico? O que parece se apresentar como conduta não clara dos indivíduos se analisado com os olhos de Durkheim, concluiremos que por trás de tudo isso há inúmeras instituições em falha, que possibilitam ao indivíduo encontrar a sua própria lei que condiga com a real necessidade. Sabemos que para este sociólogo até mesmo o crime tem a sua função, mas no Brasil a criminalidade já está muito longe de um patamar que sirva como “espelhamento”, o que está em vigor é a regra do mais forte.
            O próprio Assistente Social deverá ter uma nova conduta mediante este cenário, devolvendo à sociedade o que está sendo roubado, colaborando para que a função do estado perante a obrigação de oferecer uma vida digna e justa à população, levando a estes últimos o direito de usufruir o que lhe cabe, o direito a educação, o encaminhamento ao acesso à saúde e condições básicas para que não seja necessário o abandono das leis que regem a sociedade serem ignoradas.


Ivone Carolina Fernandes da Silva – 1º Ano SS Noturno 

Durkheim e o fato social

O fato social esta presente em todas as relações sociais, Durkheim explica que a sociedade possui uma atitude de imposição e coerção no homem desde o seu nascimento, coerção que tem como objetivo formar sua personalidade e caráter para que ele possa viver e cumprir a sua função social.
Durkheim diferentemente de Comte não possui um julgamento superficial da sociedade,onde cada um tem um dever para se manter a ordem, o método durkheiminiano busca entender as funções de cada individuo na sociedade,compreendendo os fatos sociais, como a criminalidade por exemplo, é considerado "normal"dentro do meio social a intenção das instituições não é excluir o preso, ou um individuo diferente do padrão, e sim reintegra-los  e buscar uma nova função na sociedade para eles.
O exemplo apresentado na aula dos "justiceiros", demonstra que a falha das instituições em não realizar o seu papel controlador podem gerar anomias.
O método de Durkheim é mais profundo, busca explicar o fenômeno social e a função que ele desempenha.

Kelvin V. Silvestre de Lima 1ºano SS noturno

Justiceiros injustos?



 Deixando de lado qualquer pensamento de Durkheim sobre a causa eficiente das coisas, mais precisamente, da criminalização, boa parte da população aceitou bem, ou melhor, uniu-se ao novo tribunal da justiça, localizado em qualquer rua com alguns postes e materiais imobilizantes. Você que está lendo isso pode estar com as sobrancelhas arqueadas, preparado(a) para fechar essa página, mas espere, o que quero dizer é: as pessoas estão fazendo justiça com as próprias mãos, ignorando a funcionalidade de um Estado, que pela omissão sempre tão revoltante, serviu de desculpa para que a violência fosse combatida com violência. Não parece muito certo? Pois é, assim como nada parece certo, educação, transporte, saúde, porém não é lidando diretamente com a situação que aquilo se resolverá, pelo contrário, coisas horríveis podem acontecer, como a morte da mulher que foi linchada por ser parecida com a mulher da rede social que estava sendo procurada. Não posso ser hipócrita e dizer que compreendo perfeitamente e até compreensivamente o que leva as pessoas a concordarem com essas atitudes bárbaras, nada parece ter solução, o Estado parece servir apenas para produzir notícias de corrupção e a população, bom, a população continua sofrendo com o ter pouco e ter esse pouco roubado. Quem, longe de uma sala de aula que estuda Durkheim, refletirá sobre o quão selvagem e nauseante é amarrar uma pessoa, sem buscar saber o que a levou para aquele extremo. Essas pessoas que apoiam os "justiceiros", com certeza não se colocam no lugar de um cidadão, mesmo que isso não corresponda com suas condições de vida, que cresceu numa favela dominada pelo tráfico, ter o incentivo de escolas que transmitem o conhecimento como uma maçante obrigação desnecessária, enfrentar um mundo tão competitivo e feroz como esse. Tudo está ligado e não é "resolvendo" com as próprias mãos, de imediato, que será resolvido. 
Vitor Veiga Corne, 1ºSS/D

EMILÉ DURKHEIM - AS REGRAS DO MÉTODO SOCIOLÓGICO

E o homem estuda e homem

            Emilé Durkheim é considerado o pai da Sociologia. Sua forma de encarar a sociedade tem raízes no Positivismo, entretanto vai além dele, sendo racionalista.
Sua ideia é a de não interferir no modo de vida social, apenas o observa para estudar e compreender seu sistema único entre tantos outros.
Durkheim apoia a sociedade que é constituída por pessoas que trabalham e vivem para o bem de um todo, evitando a anomalia e a predominância da força sobre o extinto, regendo assim a conduta humana, a moral. Encara a sociedade como um corpo; cada órgão com sua finalidade, cada qual correspondendo às suas funcionalidades.
Estuda, principalmente, o fato social, que se baseia na coerção da sociedade sobre o indivíduo, aquilo que já é pré-estabelecido socialmente, juntamente com os distúrbios consequentemente adquiridos. Deixa claro que todos os comportamentos humanos são sociais, menos certos individuais, como o fisiológico, por exemplo. Caso contrário, cada ato, pensamento, conclusão, é devido o ‘implantar de ideias’ ao longo dos anos de vida, sempre apoiados pela emoção e sendo supervisionados pelo chamado autocontrole.
Compreende a política como ativa, não mais a ciência.
Durkheim acreditava que, de certa forma, o crime é algo normal, desde que em baixas porcentagens, já que o ser humano necessita de presenciar punições de certos casos para se servir de exemplo. Sem exemplo, sem regras, sem ordem.


(Letícia Braga Carrijo – 1° ano SS – Noturno)
O desafio é entender o que se vê, e ir alem do que se nota.


Perceber e entender uma causa não é tão simples, quanto se nota, estamos rodeados de situações que acontecem derivadas de outras situações, não simplesmente observar e fazer julgamentos ou tomar decisões acerca daquilo que estamos vendo, ir além é um desafio e precisa ser efetivo, precisa ser realizado.
Ir além de uma visão superficial implica em desbravar  um horizonte que  poderia estar escondido ou sucumbido por um fato social, mas é preciso investigar esse fato social, a sua causa, e também a sua função na sociedade, pois tudo aquilo que acontece como o todo pode se classificar como fato social.  O que não podemos é deixar que a superficialidade esteja sempre a frente. Tomar uma decisão sobre um fato, ou uma função implica em enxergar tal fato de acordo com as suas derivações, aquilo que o antecedeu, só assim teremos uma visão completa e  clara da situação.
Estar em um meio implica em conhecê-lo, conhecer para amar, assim dizia o Santo Agostinho, “Ninguém ama aquilo que não conhece.”, portanto faz-se necessário conhecer o meio, para poder estudá-lo, entendê-lo e acima de tudo  aquilo que dá sentido o fato social.  O que da sentido é a razão da existência e a investigação para tal. Um fato social não se resume naquilo que vemos, mas esta engendrado numa causa social ainda maior, naquela que o individuo é levado pela razão do todo.


Entender sem julgar


 O método de Émile Durkheim geralmente é considerado uma maneira fria de pesquisa, pois Durkheim analisa os fatos sociais (que é o agir do homem em sociedade) como coisas... Mas ao contrário do que muitos dizem, não é um método "frio" e insensível, Durkheim apenas não coloca sentimentos entre observador e objeto observado, para entender da melhor maneira possível o fato estudado, sem julgar ou incorporar pensamentos pessoais na pesquisa.
 O titulo "para além do positivismo" quer dizer que o método Durkheimiano vê as coisas como elas realmente são, mas diferente de Comte (que apenas vê os fatos registrados, sem nenhuma pesquisa mais aprofundada e propõe uma alternativa rápida), Durkheim entende primeiro, pesquisa, observa... Sem olhar para aquele fato social pelo nosso ponto de vista, sem julgar um grupo melhor do que outro.
 Durkheim entende (como no positivismo) que a sociedade só existe por causa de um todo, porque está em harmonia, mas abandona esse positivismo quando exclui o ideal de progresso... Também considera alguns fatos sociais como a criminalidade ou a homossexualidade normais, pois são produtos sociais, são totalmente compreensíveis (a não ser que coloquem em risco a reprodução humana ou entrem em uma anomia total)
 Acredito que o método durkheimiano vai muito além do positivismo por ser mais completo, vendo as coisas como realmente são sem julgamentos... esse método deveria ser mais usado atualmente, pois só entendendo a sociedade como ela realmente é, de maneira clara, justa e livre de preconceitos é que encontraríamos respostas e alternativas para os problemas sociais. 

                                           

Marcela Cintra Comassio - 1º ano de Serviço Social / Noturno



Entendendo a sociedade

   Fato social é tudo o que é produzido pela sociedade, é o agir do homem em sociedade. De acordo com Durkheim tudo o que é produzido acaba tendo um poder de coerção sobre os indivíduos, isso faz com que as pessoas sejam criadas dentro de uma educação padrão com regras e normas, somos criados dentro de crenças, culturas e costumes, e assim sentimos, pensamos e agimos de acordo e igual aos seres que nos cercam e convivemos, que dizem o que é o certo e o errado.
   Émile Durkheim diz que todo ser que comete algo de errado na sociedade tem o direito de se reeducar e restabelecer para voltar a fazer parte da mesma, pois não devemos exclui-lo porque cada um tem seu papel social.
   Para ele é preciso encontrar respostas para os problemas sociais, pesquisando e se aprofundando, pois ninguém é mal por natureza, cada um age de acordo com o ambiente em que esta e em que vive, e encontrando essas respostas poderemos assim solucionar os problemas de um todo.

            
                                (Roberta Santos Martins 1ano SS-Noturno)

                       Durkheim e os fatos sociais


  Para Durkheim, a sociedade prevalece sobre o indivíduo, o que significa dizer que na vida social o homem defronta-se com regras de conduta que não foram criadas por ele, mas as quais deve submeter-se e obedecer para que a vida coletiva aconteça. Com suas ideias, ele mostra-se um positivista mais rigoroso do que os demais.
  O fato social no ponto de vista de Durkheim, é exterior aos indivíduos, isto é, toda e qualquer sociedade possui regras de comportamento, como sentar-se na mesa para comer, respeitar as pessoas mais velhas. Independente da nossa vontade ou escolha, a sociedade em que vivemos nos impõe determinações que podem se manifestar nas leis ou mesmo no idioma local, nas formas de construir moradias, de se vestir ou mesmo no formato familiar.
  Durkheim, propõe um método para os estudos sociológicos, com base no estabelecimentos de regras para analises de fatos sociais. Segundo ele, o cientista social deve manter distância e neutralidade sobre o fato social estudado, o que significa dizer que os sentimentos e os valores do profissional não devem interferir no objeto de estudo.
Enfim, para Durkheim, a finalidade da sociologia moderna é estudar os fatos sociais e apontar soluções para a vida em sociedade. 

Gabriela Teixeira 1° Noturno.

Mantendo a ordem com educação!


Durkheim assim como todos os filósofos em alguns sentidos ou em quase todos são muito radicais, mas o que mais me chama atenção nesse filósofo é o fato dele acreditar na sociedade, isso mesmo, ele não está interessado em simplesmente manter a ordem como Comte, ele vai além do que os olhos podem ver, ele acredita que é necessário investigar o passado, a vida, a situação em que o indivíduo foi educado, pois todos devem ter o entendimento que muitos criminosos por exemplo se formam pelo que ele viveu, ou vive.
Não acredito muito em influência, quer dizer acredito que para ser influenciado por alguém para se tornar algo ruim a cabeça tem que ser muito fraca, e sim, existem pessoas desse tipo e muitas. Mas, Durkheim não se importa com a punição, ou algo do tipo, ele apoia a reeducação do camarada, o tratamento, a investigação, e progredir, reintegrá-lo na sociedade para fazer parte dos fatos sociais corretamente e não excluí-lo.
JULIA CRISTINA DA SILVA - 1° SS - NOTURNO

Fato Popular

       Nas palavras de Durkheim o fato social é tudo aquilo produzido pela sociedade que acaba tendo um poder de coerção sobre algum individuo ou grupo, isso faz com que somos criados dentro das crenças, costumes e assim passamos a sentir, pensar, agir e a ter hábitos totalmente iguais aos dos seres que nos cercam e que dizem ser o modo de nos educar.     
       Os métodos seguidos por Emile Durkheim são contrários aos de Comte já que o mesmo tem um pensamento evolucionista onde dita que os povos que sucedem os anteriores são superiores por ter uma estrutura e modo de pensar diferentes daqueles impostos e também de sua ideia de procriação.
       Ao fugirmos deste senso comum somos julgados e o método usado é a punição  e que para Durkheim deveria ser visto primeiramente a forma como o individuo foi criado, as influências que teve durante sua infância e com isso cada um tem o direito de se inserir novamente na sociedade e ter oportunidade de se reeducar.
       Enfim para Durkheim os fatos sociais podem sofrer alterações com o tempo, busca compreender a essência das coisas, acredita na educação, no Estado e assim busca uma ordem no meio social mas que infelizmente não acontece de imediato já que todos estão submetidos a esse senso comum que predomina na sociedade.


 
(Monike Campos-1°ano SS Noturno)

Os enigmas de uma sociedade


Para Durkheim cada indivíduo segui as regras e normas de acordo com a sociedade para qual ele vive.
Durkheim diz que a criminalidade é um fato social normal, desde que não desequilibre a sociedade e se torne uma anomia, pois todos os indivíduos estão suscetíveis a se influenciar, tanto por outros grupos sociais, quanto pela poderosa mídia.
O indivíduo que comete algo de errado na sociedade, para Durkheim, tem o direito de se restabelecer e voltar a fazer parte da mesma, pois para ele não é interessante exclui-lo da sociedade, pois cada um desempenha um papel social, e perdendo um indivíduo estaria perdendo um corpo social funcional.
Nossas vidas, nada mais, nada menos, é um reflexo observado de um espelho, pelo qual apreendemos de acordo com o que já existe em uma sociedade, somos cópias de regras, de pensamentos, e de um todo, que age de acordo com a massa.
De acordo com Durkheim é preciso procurar respostas para todos os problemas sociais, pois para ele ninguém é mal por natureza, cada indivíduo é de acordo com o ambiente em que vive, e para encontrar essas respostas, é preciso estudar, pesquisar e se aprofundar na vida e na história de cada um, para podermos descobrir as raízes dos problemas que levou certas pessoas a agirem de tal modo, para poder a partir dai, solucionar os problemas da sociedade em um todo.

João Paulo de Carvalho, 1ano de S.S - Noturno

A explicação do fato social junto a realidade

Para Durkhein a explicação dos fatos sociais não está relacionada propriamente com a satisfação das necessidades sociais imediatas, pois não foram suas características que os criaram. Segundo ele um fato pode existir e não servir para nenhuma funcionalidade, assim ele pode já ter sido útil e hoje não é mais, mas também pode ainda não ser sido descoberto a sua utilidade.

A “causa eficiente” para Durhkein é estudar as causas anteriores para que assim consiga-se pensar e tentar achar uma resposta para o problema existente, assim deve-se pesquisar/procurar a "causa eficiente" que produz o fenômeno social e a função que desempenha isoladamente. A função do fenômeno social é a “manutenção da causa da qual deriva”.

Conforme Durhkein as causas independem do fim, ou seja, um exemplo para explicar são os casos recentes que vimos nas mídias dos “justiceiros” que são pessoas que tem como intuito fazer “justiça com as próprias mãos”, entretanto está nunca será a melhor solução, pois não é desta forma que diminuiremos os crimes urbanos, a função de punir é da justiça na qual se tem um julgamento e assim determinado por um juiz o indivíduo terá sua pena decretada.

Um fato social está sempre ligado em outro fato social, nunca será apenas relacionado a um indivíduo, por isso que a consciência individual não pode representar a junção do pensamento de uma sociedade.

Natyéllen Casimiro de Moraes – 1º ano SS – Diurno

Justiça com as próprias mãos

Durkeim ao falar de "causa eficiente" propõe que as causas primarias de um problema devem ser estudadas em busca de sua solução. Quando alguma "célula" do sistema age de maneira que contraria a ordem, a sociedade -que esta condicionada a pensar como um todo, ignorando a individualidade- tende a buscar a solução desse problema de forma imediata, sem buscar suas origens.

A perspectiva Durkheiminiana acredita na força exercida pelas instituições, como a escola, a família e o estado por exemplo.E por isso defende que problemas na estrutura dessas instituições são os grandes culpados por problemas no sistema.Para resolve-los seria preciso uma analise completa que visasse encontrar a raiz da questão e nela intervir, aplicando princípios morais para que eles nunca mais se repitam.A punição, principalmente a aplicada com violência, é muito usada como meio resolver os dilemas, mas não é essa a ideia defendida por Durkheim.

Seguindo essa tendencia, surgem na contemporaneidade os autointitulados "justiceiros", que buscam aplicar a justiça com as próprias mãos.Casos como o de um assaltante que foi amarrado nu a um poste, ou o de uma mulher inocente que foi linchada até a morte por ser confundida com uma sequestradora nos levam a perceber o retrospecto que a sociedade vem sofrendo rumo aos tempos antigos, onde o "olho por olho, dente por dente" dominava e era considerado a melhor forma de punir e prevenir desordens no sistema.

Porém, a sociedade que impõem seus próprios julgamentos e seus próprios castigos em busca de "justiça" é enganada e usada pelo sistema que deveria acolhe-la.Vive-se em um ciclo de incoerências onde os valores impostos como essenciais pelo povo não são postos em pratica por esses.Com isso podemos chegar a mesma conclusão que Durkheim também havia chegado: a de que as causas não dependem dos fins.


JULIA DE SOUZA CORNE
(1ºSS /DIURNO)