sábado, 25 de outubro de 2014

Esquenta!

Esquentar o que realmente? Esquentar uma tarde de um domingo chato sem nada para fazer?
Já assistiu ao programa esquenta? Já analisou o que o programa quer passar?
Marx vem nos dar inicio a um novo pensamento através do Materialismo Dialético. O fato Social é explicado através de uma revolução, de um acontecimento que está sempre em evolução. Agora vamos entrar com o programa esquenta que seu maior ensino é o “xô preconceito”, uma famosa fala dita pela apresentadora Regina Casé. Explica-se que o preconceito é existente desde séculos atrás.
Hoje o que temos é uma revolução, o programa é um exemplo disso, ninguém daria que negros estariam na televisão trabalhando, indo a programas e o melhor de tudo, passando para o mundo a vitória que tiveram pela luta de ter o mesmo direito que os brancos têm. Voltado ao passado... Os negros e outros tipos de pessoas que sofriam preconceito lutavam por uma melhoria de vida, tínhamos um materialismo dialético, havia a tese que era o preconceito, a antítese que era os praticantes do preconceito e a síntese que era a luta por esse reconhecimento como humanos iguais aos outros. Voltando ao esquenta, o que ele tem haver com isso? Tudo! No dia vinte e um de novembro de dois mil e catorze, um cantor de rap americano veio dos Estados Unidos, trazido pelo cantor de funk MC Guimé para cantar no programa Esquenta, temos uma diferença de cultura tão grande que se encaixou perfeitamente a ponto de criarem uma música juntos. Olham como há uma revolução, um pequeno socialismo nesse programa, todos são tratados iguais, nenhuma música é melhor que a outra, nenhum cantor é melhor que o outro, há uma mistura de varias culturas, o rock canta funk, o pagode canta rap o sertanejo canta musica popular brasileira. Por tanto o que esse programa nos passa é que estamos vivendo hoje, agora, nesse exato minuto, uma tese. Há evoluções acontecendo devagar e outras rápidas, claro que haverá uma negação, nem tudo é fácil. Mas o fim será melhor, se hoje temos o mesmo direito que o outro, como será o amanhã? A tendência é só melhorar, e quando melhorar, estaremos vivendo uma outra tese...






E ra tudo diferente
S ó que de repente
Q uem não acreditou, acreditará.
U m programa de televisão
E squentou o coração de quem
N ão imaginava, que um dia
T anta cultura diferente
A vançando numa mesma ocasião.
        Xô preconceito!
(Ana Laura Silva - 1º ano SS noturno)

Pode colar, mas sem arrastar...

O senso comum, vê o programa Esquenta, apenas como um programa, onde o negro, favelado, encontrou um espaço para mostrar sua realidade. Programa que é exibido uma vez por semana, que mostra a realidade de quem tem a pior realidade. Mostra com muita frequência, a vida nas favelas, principalmente do Rio de Janeiro, de todos seus moradores, principalmente dos jovens. Normal alguém falar que não gosta do programa, mais porque não gostam? 
Para o funcionalismo de Émile Durkheim, as coisas andam com a evolução da sociedade e tudo precisa se atualizar. Assim, como todas as partes precisam estar funcionando para que o todo também funcione. No programa, o funcionalismo funciona da seguinte forma, a inserção do negro, assim como com qualquer ser humano, colocando sua realidade, seus antepassados, sua história e mostrar que, só com a igualdade total, a sociedade pode seguir sempre crescendo.
Porem, não é necessariamente isso que acontece, pois muitas pessoas ainda não gostam de assistir, pelo simples fato de ter negros, e de ver sua religião, sua música, sua verdade. Pois para os preconceituosos, o negro esta se misturando com o branco, e não é isso que deve acontecer.
A realidade devia ser outra, não um programa especialmente reservado para isso, pois mostra a segregação que ainda existe no pais. 
A realidade já mudou muito com a evolução das coisas, porem, quando a realidade será realmente igualitária? 

https://www.youtube.com/watch?v=K66N55TTLY8

Calçada pra favela, avenida pra carro,
céu pra avião, e pro morro descaso.
Cientista social, Casas Bahia e tragédia,
Gostam de favelado mais que Nutella
Quanto mais ópio você vai querer?
Uns preferem morrer ao ver o preto vencer


Isadora S. Mansur
1 ano SS/Noturno 

Qual a sensação de igualdade?


 O Esquenta é basicamente um programa constituído por público pobre e apresentado por artistas famosos. Ele ilustra por meio de vários elementos a realidade de quem vive em periferias e favelas, por isso os estilos musicais, o cenário e aglomeração -e participação de todos- no programa.
 Por um contexto geral podemos perceber a diferença desse programa com os outros somente observando os programas seguidos dele na mesma emissora, o que mostra claramente a diferença de classes que vão ser atingidas. Aproximando um pouco mais, vemos a plateia, que mesmo sendo de classe baixa usam roupas de marca, para terem um sentimento de pertencimento maior com classes mais altas, o que é fruto da influência capitalista. Temos exemplos dessa diferença de classes no mesmo ambiente quando vemos a linguagem em que os convidados (artistas) e a plateia usam para falar ou quando vão se expressar de alguma forma.
 Se fossemos analisa-los conforme o pensamento de Marx  identificaríamos, esse público atingido através do materialismo dialético como uma síntese, a tese são seus pais de classe baixa, a antítese é o consumismo presente em toda sua vida, resultado (síntese); estão em um programa que os dá essa abertura para parecerem burgueses.
 O Esquenta transmite a falsa sensação de igualdade entre classes, o que promove ainda mais o capitalismo e a imagem em que ele impulsionou para ser a realidade de todos os que vivem nele.

                                                         Marcela Cintra Comassio – 1° ano de Serviço Social (noturno)

ESQUENTA NÃO(...)

Num "esquenta não"
É o que dizem por aí
Mas será que você aguenta,
Tanta pressão, tanta cobrança
Tanta opressão e nenhuma esperança.

Até que surge o "Esquenta"
E então você se atenta
Ao que um programa de TV
Quer mostrar, em horário nobre
Aquilo que ninguém quer ver
Já que é brega, coisa de pobre.

Porque então será que o negro
Tem menos emprego?
Não gosta de trabalhar.
Só quer cantar e sambar...

O fato é que, julgamos a Regina Casé
Simplesmente por mostrar uma linda cultura.
Aquilo que representa uma raça de pura ternura.
A vida do negro como ela é.
Simples assim, o que há de errado?
Pois o negro é sempre barrado,
É suspeito e indagado... é generalizado !

O senso comum carrega o preconceito,
Perpassando em cada um,
Vai pegando os trejeitos...
se tornando cada vez mais comum.

O pior é que existe sim, o racismo
Nosso egoísmo consiste enfim,
em não fazermos a nossa parte.

Destarte, a hipocrisia mata e cega,
e pior ainda é aquele que não enxerga.
Leva a vida numa boa, rindo à toa...

Enquanto os negros, ainda sofrem...
Sem oportunidades, com a dor do preconceito,
Lutam, tentam e morrem...
Morre também a esperança,
Ou será que um dia,
talvez o mundo acorde para uma mudança ?

Analisando  pela  perspectiva positivista, perpetua-se o preconceito racial, e até mesmo quanto ao tipo de música:  rep, pagode, funk, samba, etc. Ele(o negro) é tido como uma patologia na sociedade, não tem o direito de ter direitos, nem cotas para entrar em uma faculdade, porque senão estaria tirando a vez dos outros... aliás pra que estudar se nasceu mesmo foi pra trabalhar.



               Maria Aparecida Alves Caldeira 1º ano de Serviço Social- noturno


Não é porque o céu esta nublado , que as estrelas morreram.


O método funcionalista de analise da sociedade , trás como referencia a sociedade como o organismo humano, isso é " cada um desempenha sua função para que o organismo funcione". E assim o corpo precisa se analisado para que começa a anatomia e assim descobrir as causas e remédios para as doença. A sociedade precisa ser analisa e encontrado as resoluções para a desordem.
Sendo assim cada individuo não constroem sua própria historia por si só, tem em torno de cada um um sociedade que impõe e decidi muitas vezes que caminho cada um vai direcionar.
Afinal ninguém nasce com educação, cultura, se faz tudo isso com o tempo.
Se algo então sai mal, ou começa a apresentar problemas ao longo do tempo, tem que ser analisado, explicado. Tudo tem o porque, e como chegou até ali, ninguém nasce e por si só determina que vai se tomar um marginalizado e passa a pratica pequenos , e grandes delitos. Tudo tem uma grande constituição que nos foge das mãos quando temos o velho pensamento que cada um tem suas próprias escolhas, mesmo sabendo que ninguém escolhe aqui que não está nas opções.
Qual seria então a cura para o que está fora da determinada "ordem" ?



Paula Eduarda Martins Coutinho 1º SS/N



programa esquenta: um fato social


     O programa esquenta é um programa igual a qualquer outro, tem apresentador, tem os musicos, tem platéia e os convidados. E o que todos tem em comum, é que tudo ali é um fato social!  
     Esse é um programa funcionalista, pois pegaram os excluidos da sociedade e demonstraram a realidade de cada demonstrando que eles tem sua função, demonstrando que eles tem capacidade de fazer as coisas, demonstrando que eles são seres humanos.
     Essa platéia é basicamente de individuos que moram em favelas, e em grande parte são negros; os musicos são sambistas, o samba foi criado pelos negros da africa que aqui residiam no Brasil; então se pensarmos bem num pensamento positivista esse tipo de gente está causando desordem, mais não é bem assim, pois se terminarmos de contextualizar ainda faltaram os convidados, os convidados a cada semana, são de culturas diferentes, e isso demonstra que ali eles tem respeito por todas as culturas e eles querem tambem o devido respeito que merecem querem ser vistos diferentes por todas as sociedades.
     Então resumindo, esse funcionalismo está dando certo, pois a instituição que os assisti a mente humana, está conseguindo assimilar que não era aquilo que eles pensavam antes, por isso se ve um começo de coesão entre todas as culturas, e disso tudo podemos dizer que é um fato social!
                               José Carlos Duqe de Oliveira 1 Ano S.S. Noturno