domingo, 26 de outubro de 2014

Os dois lados da moeda



Ser pobre é lindo!!! Desde que quem cultua esse "estilo de vida", não seja, como é o caso de Regina Casé, apresentadora do Esquenta!, que por saber ou não, culturaliza a pobreza, que é o principal tema de seu programa. O programa traz uma visão de pobreza como cultura, como sendo algo bom e escolhido. É como um museu... As minorias são apresentadas alegoricamente, todas as classes misturadas entre sorrisos e abraços, na tentativa de amenizar a extrema diferença, histórica e social entre eles, o "tamo junto e misturado" que é o lema do programa, mascara a realidade, já que grande parte do elenco, são a pequena porcentagem de negros e pobres que conseguiram conquistar algo a mais, que a maioria. É um lugar onde rico e pobre se encontram para mostrar ao mundo a ilusão de que no Brasil não ah conflito entre as classes, cantando e dançando juntos, mas na verdade logo depois de sair dali, cada um vai se deslocar para o "seu lugar": ricos em seus respectivos condomínios e pobres nas suas favelas.
Ou será que a moeda tem duas faces e do outro lado o programa só queira mostrar as varias faces do negro, ou como o mesmo pode conquistar seu espaço na mídia e mudar de vida? Ou então que o mesmo tem sim cultura e pode sim ser qualificado, escrever um livro, contribuir de alguma forma para a sociedade? Mostrar as "minorias" como elas são, ou podem ser, seria um incomodo tão grande? Porque então tantas famílias sentam-se no sofá no domingo, para se entreter com este programa? Talvez porque nele, encontrem-se, talvez porque nele se enxerguem, ou vejam alguém que querem ser, uma possibilidade, uma demonstração de que é possível alcançar além do que se é esperado dele. 

Tabu Brasil - Criolo

"Quem vê de longe pode não gostar
Não entender e até censurar
Quem tá de perto diz que apenas é
Cultura, crença, tradição e fé"

A gente vê, a gente ouve, a gente quer
Mas será que a gente sabe como é?
Quem vê de longe pode não gostar
Não entender e até censurar
Quem tá de perto diz que apenas é
Cultura, crença, tradição e fé

Terra de avião é céu
Piso de jangada é mar
Livre pra poder chegar
Na curva do vento
Recorte no tempo
Os extremos vão se encontrar
Viver pra poder contar

A gente vê, a gente ouve, a gente quer
Mas será que a gente sabe como é?
Na rosa o olho visitar
Pétalas e espinhos no mesmo lugar
Pétalas e espinhos no mesmo lugar

(Júlia Carvalho - SS/Noturno)

   Aos domingos temos acesso ao Programa Esquenta, um espaço dedicado a diversidade brasileira. A diversidade étnica e a pluralidade cultural fazem parte do processo histórico de formação das sociedades,  e como os seres humanos não conseguem viver isoladamente os conflitos estão presentes na nossa civilização, conflitos acompanhados de desrespeito pela opinião do outro, pela música que aprecia, preconceito contra tudo aquilo que é diferente, ver de forma "estranha" a cultura do outro. A ideia de que uma cultura é superior a outra está contida na edificação do preconceito, e presente no conceito que fazem sobre o Esquenta. Como Marx disse "Os homens fazem sua própria história, mas não a fazem como querem". Esse estranhamento a diferentes tipos de cultura já estava presente no passado, e foi transmitido até os dias atuais. O programa é uma evolução, para ir de frente a esse tipo de pensamento preconceituoso que vem sendo arrastado há um bom tempo. 
   O Rap foi uma das maneiras encontradas para expressar o sentimento de insatisfação do povo com o sistema estabelecido que deixa em evidência a desigualdade social, e o Esquenta procura levar isso para o programa, mostrar não só a cultura das pessoas com maior poder econômico mais também a cultura daqueles que se encontram descontentes com suas condições. Reunindo tudo em um mesmo lugar, como deveria ser a sociedade, um lugar onde não existisse uma separação por poder econômico. Afinal, todos nós pertencemos a um mesmo lugar, uma mesma nacionalidade, que é representado por sua diversidade. 





Caroline dos Santos 1º SS - Noturno




Análise do programa Esquenta

Cada um no seu lugar

O programa Esquenta é constituído por apresentadores e dançarinos afrodescendentes, a música que predomina é o samba, a plateia sempre tomada por sentimento de orgulho por fazer parte do “gueto”. Busca o contato entre plateia e palco, mostrando a pobreza de forma natural e até mesmo cativante.
            Sempre apresentam assuntos como suas origens, suas famílias, suas músicas, culturas entre outros assuntos pertinentes a mesma linhagem de apresentação; todos os assuntos que não são tratados em outros programas sendo considerados destinados a outro tipo de público alvo.
            Como cada qual deve desempenhar seu papel na sociedade, este programa reúne tudo o que deve ser inserido na classe baixa, como forma de distração e entretenimento; e de prevenção da anomia.

Pela visão de Emilé Durkheim


(Letícia Braga Carrijo – 1° ano SS – Noturno)

Mundo desigual

O programa Esquenta tem uma mensagem cultural e social muito forte, pois lá se reúnem pessoas com as piores dificuldades encontradas na sociedade capitalista, pessoas que já passaram por essas mesmas dificuldades mais conseguiram dribla-las e vence-las e pessoas que não passaram nem perto delas, e a cada depoimento contado no programa, é retratado varias formas de pré-conceito que podemos identificar como o grande culpado da maioria dos problemas sociais.
Infelizmente quando assistimos esse programa, percebemos o quanto estamos atrasados nessa luta e o quanto temos que evoluir para vivermos em uma sociedade igualitária. Ainda se encontra muita diferença de classes, muita desigualdade, e o programa apresenta as "duas ou três faces" que existe no Brasil.
Marx fala da luta de classes, e consciência de classe e no programa mostra pessoas de classe baixa que estão em constante luta no seus dia-a-dia, para serem reconhecidas e terem os mesmos direitos que outras pessoas possuem. Assim como também mostra pessoas de classe alta, que tem cotidianos totalmente diferentes de outras pessoas e que tem uma vida mais "fácil".
Já Durkheim fala que todo fato social esta vinculado com uma causa, a causa eficiente, ele baseia no funcionalismo, que tem como objetivo procurar qual fato aconteceu no passado para que ocasionasse aquele presente. Diz também que é a sociedade que faz o individuo, neste caso pessoas de classe baixa que são apresentadas no Esquenta, que tenham uma vida mais difícil, ele explicaria que isso aconteceu por que alguma coisa no passado dessa pessoa não aconteceu da forma certa, e que a culpa daquela pessoa estar naquela situação hoje, é da própria sociedade.
É um programa que nos mostrar as realidades das pessoas, e quão diferentes são uma das outras, tem como vantagem abrir nossos olhos e nos mostrar que o país ainda esta muito desigual e talvez até mesmo desumano.
                                                        Júlia Fonseca de Sousa  1° de SS/noturno

Seja livre ou entõ viva um padrão uniforme!

Esquenta é um programa que expressa um pouco da grande diversidade brasileira, apelidado de quintal, o programa todos os domingos nos traz algo novo da sociedade brasileira. Lugar onde não se tem apenas um estilo musical, uma só aparência ou um só público.
Em um de seus programas, Regina trata de assuntos ligados a desigualdade social, convidando jovens que tem um projeto que quebra esses paradigmas do preconceito. Jovens do jardim Ângela, em são Paulo, considerado durante muito tempo um dos bairros mais  violentos do mundo, com jovens de bairros considerados classe média alta que se juntaram para transmitir cultura. O grupo chamado “A Banca” é uma produtora cultural social, que foi fruto da revolução que o Jardim Ângela viveu na década de  90, onde procuravam uma forma de conquistar espaço, de criar uma identidade, conseguindo isso fazendo música.
O Rap foi uma forma que eles encontraram de quebrar barreiras, preconceitos e se aproximar das pessoas enxergando elas e as respeitando simplesmente como pessoas. Jovens de classe média alta e jovens da periferia quebrando os paradigmas que dizem que não podem conviver juntos.
Segundo visão de Weber, esses jovens trazem em si valores que são expressos através da música. Os jovens do Jardim Ângela, tiveram que encontrar uma maneira em que pudessem se expressar sem ser por intermédio da violência, que naquele instante era o que predominava naquela comunidade. A realidade do bairro considerado mais violento do mundo transmitia valores de pura violência aos indivíduos. Expressar a violência mesmo tendo os seus motivos pessoais para ela, não era mais o melhor meio.
Mesmo vivendo em situação de miséria extrema e criminalidade grave essa entre outras iniciativas sociais fez com que o jovem relatasse esses valores pelo canto e convivesse com indivíduos em que vivem uma realidade social contrária a que eles vivem sem preconceito. Os jovens de classe alta desmistificaram aqueles valores pessoais que discriminava o jovem da favela. E o jovem da favela como dito no programa não enxergou mais o rico como “playboyzinho babaca”. Foram colocados novos valores individuais, onde surgiram novas ações. Como diz o Lema do Programa:  Junto e misturado, o que o mundo separa o Esquenta junta!
Rap apresentado no programa:
Se informe ou se conforme
Seja livre ou então viva um padrão uniforme
Transforme, se envolve
O Tempo é sempre mais rápido para quem dorme
Não adianta mais fechar a janela do carro
Como ser levado a sério se tu tira sarro
Da gente a maldade é iminente
A verdade escondida  as vezes aparece na sua frente.
A dubiedade  do vagabundo e do separatista
Qual a diferença entra o nordestino e sulista?
Enquanto no nordeste só querem alegria plena
No sul senhor dos escravos nos envenena
Ei, você quer dar uma cesta básica
Entra na lista
Projeto social não é pra assistencialista
Se informe ou se conforme
Seja livre ou então viva um padrão uniforme
Transforme, se envolve
O tempo é sempre mais rápido pra quem dorme.
Larissa Bedo 1º SS noturno.

Realidade é no Esquenta!

 O programa popular Esquenta, apresentado pela Regina Casé, é um programa que passa aos domingos no horário do almoço, onde a família pode se reunir para ver exemplos da realidade de muitos da periferia. Com direito a músicas, jogos, artistas variados, histórias e participação da plateia, onde todos se interagem sem diferenças de classes, onde mostra a integração com um artista com um negro, em um ambiente que se parece com uma festa na periferia.
 O Esquenta é muito criticado, mas infelizmente as pessoas se mantem fechadas a diversidade vivida no próprio país, e essa diversidade é a realidade de muitos, que são aquilo que mostra no programa de uma forma muito clara e divertida, mas mesmo mostrando a realidade dos negros não se mostra muito a desigualdade sofrida pelo negro.
 E  assim podemos observar a dialética na questão do programa, onde as pessoas que criticam o programa se mostram conversadores com a cultura do negro, pois muitos não tem preconceito com o negro, mas somente com a cultura, se mantendo longe e criticando o modo de vida das pessoas que vivem daquela maneira, e a Regina Casé com o programa é a antítese que nega esse preconceito que o negro mostra por viver uma realidade mais simples, mas que também é muito importante e que não deve ser desmerecida. 
 Mesmo o programa tratando pouco a desigualdade, se sente que a síntese é o programa crescer cada vez mais, não deixando de mostrar a realidade do negro, pois é uma revolução para periferia ser mostra na televisão, o que negro realmente é a cultura mostrada no Esquenta, e que se deve superar esse conservadorismo e realmente aproveitar o programa.

(Mariana de Castro Pereira, 1° Ano de SS Noturno)
Esquenta? Ou não esquenta?

Qual a finalidade do programa ?
Com base em alguns programas assistidos é muito perceptível o objetivo que Regina busca, expondo toda a diversidade que de fato o Brasil tem, que de fato ele é.
Um de seus objetivos principais é igualar todos ali presentes, colocar em evidência a comunidade do morro, o gari que levanta cedo pra trabalhar e que quase nunca tem o reconhecimento que deveria, não só como trabalhador mais sim e principalmente como ser humano, como cidadão que é, o cara que saiu da favela em busca de oportunidades, a cultura diversa que o Brasil tem. Casé chama a atenção aos indivíduos que estão na maioria das vezes à margem da sociedade, expõe ali (mesmo que de forma muitas vezes generalizada) a sua cultura, o seu dia-a-dia, a sua profissão, o seu papel principalmente como ser humano e cidadão que somos, e que sim deveríamos e que infelizmente não vemos acontecer, ser tratados igualmente pois assim somos. Um exemplo muito claro disso é o formato de seu programa colocando com muita evidência, o cidadão trabalhador que acorda cedo pra trabalhar, estudar e ir a luta, e o artista que trabalha com a imagem a música, enfim colocando-os no mesmo ambiente pra que possam assim interagir como um todo, "quebrando" assim o preconceito e barreiras que de repente não são muito evidenciadas.
Mais será que na "real" isso que assistimos na televisão aos domingos, globo, horário nobre, é o que acontece no dia-a-dia do cidadão trabalhador, no dia-a-dia do negro, da empregada doméstica, do gari, do cidadão que é considerado "marginal" por estar a margem da sociedade ? Aquele que enfrenta ainda hoje, depois de tanta luta, o preconceito racial. 
Uma cultura tão linda de tanta força que deve ser passada e respeitada, de repente pode estar ali sendo generalizada, mesmo que talvez com intenções boas. Mais só intenções não mudam a realidade é na prática, é na realidade concreta que se faz a mudança.
Esquenta, exibido aos domingos, por Regina Casé, pode ser sim uma porta pra abrir discussões, pra fazer pensar, pra colocar em evidência essa cultura, essa diversidade, essa luta, porém que seja pra muito mais além disso, pra muito mais além de um programa televisivo, que se faça presente realmente no cotidiano, sem que sejam generalizadas essas diversidades.
É preciso se atentar, é preciso indagar, olhar pro próximo com mais cuidado com mais atenção.
Inclusão? Igualdade? Ou uma falsa sensação de igualdade ?

Aline Neiland (SS - Noturno)
No programa Esquenta, apresentado no domingo (26 de outubro), houveram dois temas principais, samba e crescimento de acidentes de motoboys, estes temas serão analisados na perspectiva de Durkheim e Marx, respectivamente:
Samba
Analisando nosso objeto de estudo como “coisa” podemos afirmar que os costumes e cultura de brasileiros, internacionalmente conhecidos, torna-se fato social a partir do momento que causam coerção sobre grande parte da população, envolvendo regras, feriados nacionais, adequação do calendário escolar para tal evento, fluxo econômico, empregos, além de contar com ações governamentais (construções, infraestrutura, segurança). O samba é algo que independe dos indivíduos, suas ações tem como substrato o agir do homem em sociedade, de acordo com as regras sociais, não regras escritas, mas subentendidas.
Esse fato social surgiu da mistura de ritmos africanos, o longo período de escravidão deixou no país a cultura enraizada, sua causa eficiente está na efetivação dos direitos de expressar-se culturalmente, liberdade de agir e pensar e lazer, lembrando que até os anos de 1920, o samba era terminantemente proibido, por ser malvisto, apenas vinte anos depois que a população obteve o direito de incluir legalmente esse costume na sociedade, acabou gerando “solidariedade” para milhões de pessoas que aderem tal evento.
Desde cedo, crianças aprendem com a família as tradições, músicas e vestimentas que envolvem o samba, forjando o ser social, incutindo-lhes regras, impondo comportamentos aos quais não se chegaria espontaneamente.

Profissão motoboy
Em um programa de televisão,
Que discorrendo sobre motoboys, perigosa profissão,
Colaborou para a falsa igualdade disseminar.
“Somos todos iguais”, como alguém tem coragem de falar?
Para o pobre motociclista que acidentado, não pode mais trabalhar.
Artistas, cantores e médicos para explicar o fato crescente,
Do motoboy pobre, desempregado, marginalizado pelo sistema vigente.
O burguês explicando a situação do desvalido,
Acusando a profissão de imprudências ter cometido,
Ora! O que fez do médico digno de apresentar-se na televisão
E cientificamente dar explicação?
O que fez do motoboy acidentado,
Desempregado, pelo doutor ser estudado e criticado?
No capitalismo quem alcança altos postos são aqueles de “talento”
Só não é burguês quem ainda não merece algo em determinado momento.
Sem poder escolher, o trabalho do motoboy é condicionado,
Mas este afirma ser feliz, pois pensa livre estar das relações de mercado
Essa é a estrutura do capitalismo, deixa o homem livre, mas o aprisiona,

Diz que todos são iguais e que tem condição de crescer e ser burguês, mas muitos ele abandona.

Ivone Carolina Fernandes da Silva - 1º Ano SS Noturno

A grande mistura social da TV

Aos domingos na Rede Globo vai ao ar o Programa Esquenta que tem como apresentadora Regina Casé, aquele respectivo programa onde tem auditório, música, histórias de vida, dançarinos, muitas cores como qualquer outro programa de TV. Porém, mesmo apresentando as mesmas coisas que os outros, apresentam o programa de maneira diferente, tem destaque devido à diversidade social e racial. O lema da Regina é: “Tudo junto e misturado”.
Um programa que gosta de retratar a realidade social existente nas periferias, o programa que possui o maior número de participantes negros da televisão brasileira, um programa divertido, um programa onde mulheres usam roupas coladas e curtas, um programa onde os dançarinos estão vestidos de gari, onde o samba de raiz e o funk predominam sempre por mais que muitas vezes os convidados são cantores sertanejos, de rock e outros, também muitas vezes são discutidos assuntos sobre violência, criminalidade, superações na vida. No Esquenta é retratado a maneira como a sociedade vê as “favelas”.
Em um quadro do programa, o convidado Padre Jaime, fez uma crítica à sociedade. Irlandês e no Brasil vive no Jardim Angêla que é um bairro de SP, diz que ele se acostumou a viver no anormal do que no normal, pois nos acostumamos com aquilo que não deve ser aceito que é a desigualdade social, injustiça e que chega à violência. Está tal violência é refletida devido à falta de poder público na região e também pela falta de perspectiva a juventude. Conta o exemplo de um jovem que morreu em um boteco perto de sua Universidade em Moema/SP e que a população lamentou muito, e retrata a diferença que é a morte de um jovem pobre e negro onde dizem que é um a menos para nos assaltar. Existe ainda nessa sociedade esse tal preconceito.
Bom, na visão socióloga e de acordo com Emile Durkheim os fatos sociais rígidos por uma causa eficiente, ele é tudo aquilo que representa um fenômeno social é a coesão da sociedade sob um individuo.  É pró-funcionalista onde a sociedade que faz o indivíduo. Como exemplo referente o programa, quando se fala em “criminalidade” o principal motivo é entender porque o indivíduo cometeu aquele crime, deve-se estudar a vida dele e o porquê dele ter cometido aquele ato, não ir julgando (na visão de Durkheim).  Se o indivíduo cresce no meio em que é desenvolvido o tráfico de drogas, violências e criminalidade ele aprende e pratica isso, se tornará alguém disfuncional dentro da sociedade.
Todo e qualquer tipo de problema causado pelo indivíduo vai depender de como ele era no passado, onde viveu, como era a sua criação familiar, na escola, na rua, com os colegas, vai ser necessário conhece-lo. Porém o que ocorre com ele é culpa da sociedade, porque a pessoa sempre vai produzir o que a sociedade lhe ensinou. E como o próprio Padre Jaime disse, a desigualdade social e a justiça vão SIM gerar a violência, a qual, na visão de Durkheim foi à própria sociedade que causou.

http://globotv.globo.com/rede-globo/esquenta/t/convidados/v/padre-jaime-traca-um-paralelo-entre-desigualdade-social-violencia-e-preconceito/2720437/ 
*A cima segue o link com o trecho apresentado do programa. 


ANA CAROLINA S.S. ALVES
1°SS Noturno 

Convidados especiais do esquenta: Marx e Engels e o materialismo dialético


O esquenta apesar de muito criticado e até mesmo repugnado por algumas pessoas carrega em sua essência a verdadeira realidade do mundo atual. Este programa é perfeito para a análise de Marx e Engels e a aplicação do materialismo dialético. Primeiramente é necessário definir qual é o lado positivo, materialista, o fato real e concreto que o esquenta apresenta. E o mesmo nada mais é do que a diversidade, a quebra de preconceitos: culturais, sociais e econômicos. A favela se mistura com a burguesia, o branco com o preto, o favelado que canta ópera, o cantor sertanejo que canta MPB, a funkeira que canta gospel, o chinês que samba, o brasileiro que dança hip hop, e diversas outras. Há de fato a expressão e compartilhamentos de curiosidades de diversidades do mundo inteiro sem preconceito. Bom, sabendo que esse é um fato – uma síntese de um antagonismo de idéias e que só é possível entender o presente e conhecer o futuro através do passado é necessário explorar qual a tese primeira. Ora desde a época colonialista mundial que houve o condicionamento social, o controle e opressão da classe minoritária e rica para com a majoritária pobre. Os jesuítas faziam isso, queriam impor sua fé, seu modo civilizado de vida, suas vestimentas, conhecimento, ideologias. E não foi só no colonialismo, na ditadura também, ninguém poderia se expressar contra aquele governo, nem nas artes, nem em manifestações, sempre condicionados. Mas ai, tanto devido ao avanço da globalização quanto ao avanço capitalista, criou-se uma necessidade de fazer essas quebras, esse mandonismo muito forte. A sociedade queria se expressar, as pessoas queriam conhecer outros pensamentos, outros lugares, outras formas de vida, cantar, pintar, declamar a sua forma de vida, era necessário viver essa mistura, essa diversidade. Com o telefone, a internet, o avião quem mora no Brasil tranquilamente pode ter acesso ao mundo, o mercado ganha em cima disso também. O esquenta é o resultado dessa luta, luta pela expressão popular. E ela é também uma tese de que gera um antagonismo das classes mais altas que repudiam essa diversidade para manter sua hegemonia. Agora é esperar para ver qual será a nova síntese!


No meu programa tem espaço para o funk, pagode, rap, rock, samba. Meu programa é um quintal    - Regina Casé
                                                                              ( Aline Rosilei Vanin, 1°SS - noturno)


Diversidade é no Esquenta!

    O programa esquenta direcionado por Regina Casé tem a intenção de nos mostrar a cultura do negro, dando a oportunidade de se expressar sem qualquer discriminação onde aqueles que fazem parte das classes de baixa renda podem fazer parte de um mesmo ambiente daqueles de classe alta (artistas).
    Pode-se observar a grande diferença de classes em um mesmo espaço para tratar de assuntos da realidade permitindo a participação de todos sem qualquer diferenciação tanto de raça quanto de classe e podemos trazer para a realidade o pensamento marxista onde "todos são iguais perante a lei', radicalizando a modernidade e expandindo as oportunidades para todos e não somente a um grupo especifico.
    Portanto este programa nos transmite visualizar uma realidade que muitas vezes se passa despercebida e nos da a oportunidade de refletir para a mudança deste cenário racista que nos cerca até os dias de hoje e que na verdade poderia realmente se transformar em uma sociedade igualitária.

...
E hoje é domingo
Dia que o povão... agita!
Se liga, se encontra, faz conexão, twita
Ou pra se dar bem,
Ou pra botar alguém na fita.
Bateria arrebenta, todo mundo comenta,
Que feito pimenta, o programa domingo esquenta


Monike Campos- 1°SS/Noturno




Solução imediata como "tapa buracos"

https://www.youtube.com/watch?v=rpg8qJiSdzk



No recorte dessa edição do programa Esquenta começa-se falando de alegria de uma determinada classe, (publico alvo). E quem são essas pessoas que fazem parte deste publico? Pessoas de periferia, em maioria negra e sem acesso a educação de qualidade.Para Comte todo esse contexto no quais essas pessoas estão, está diretamente ligado com a ordem e pregresso da sociedade como todo, pois para que haja equilíbrio é preciso que cada indivíduo exerça sua função, o papel social.

Este programa em específico trata-se de uma homenagem a um dançarino que foi assassinado com um tiro na periferia onde morava. E é nítido ver que para essas pessoas, o dia-a-dia junto com a violência e as injustiças é comum, e percebe-se também que isso é um apelo para que órgãos responsáveis tratem isso como um problema social e busque resolve-lo desde sua origem.

Para Comte a melhor forma de solucionar este ataque contra a ordem é ir a campo e ver a maneira como esses grupos de pessoas se organizam, fazendo uma análise do que é real e concreto, sem buscar entender o porquê do problema, a causa eficiente como diria Durkheim.

Comte vai buscar através das leis que regem a sociedade a solução dos problemas sociais que para ele é o alicerce de todo o conjunto social. No caso da violência (tema do programa) a punição dos indivíduos que cometeram o assassinato perante lei é a melhor forma de restabelecer a ordem e garantir que nada impeça o progresso da sociedade. Esse método de prevenção do progresso e manutenção da ordem se estende para todos outros problemas sociais na perspectiva positivista.

Gabriela Vasconcelos de Castro 1° ano SS (noturno)

Inserir ou Descriminar 


   O programa Esquenta, parece ter uma proposta de aproximação entre os artistas e a população de menor poder econômico, colocando então essas evidências culturais na maior vitrine do país: A rede Globo.
    Assistindo e observando o programa, algo me chamou a atenção, a participação de um grupo de garis uniformizados com a sua roupa de trabalho. Talvez esta atitude vem no intuito de valorizar os trabalhadores.Mas uma dúvida me causou: Será que esta exposição não vem também demonstrar uma desigualdade social? Não só em relação aos garis, mas à todo o formato do programa, que muita das vezes transmite certa hipocrisia. Ao exibir a vida das pessoas de baixa renda, não estaria levando-os a aceitar suas condições sociais de subcidadania?
    Por um lado parece que há uma tentativa clara de reduzir o preconceito em relação as comunidades do morro e as áreas menos favorecidas. Mas por outro, parece que há uma naturalização em relação a pobreza. Ao mesmo tempo que busca reduzir a discriminação, o programa mostra uma acomodação e satisfação com a vida cotidiana. Valorizar o ser humano, não é convida-lo para ir num programa de televisão com seu uniforme de trabalho, como se ele não tivesse nenhuma função além dessa na sociedade. Olhando o fato com uma perspectiva positivista, veríamos que estes teriam que ser excluídos, pois não estão enquadrados, estão desorganizando a sociedade. Por isso tende a se acostumar com a posição que lhes foi dada.

Gabriela Teixeira 1° Noturno.

Esquenta: Diversidade, igualdade e positivismo

  O programa esquenta tem se consagrado pela diversidade social e principalmente racial. Um programa que busca a inclusão dos menos favorecidos, tratando-os de forma igual. Nele, vemos, claramente, como o público interage com a apresentadora, os cantores e os convidados, muitas vezes bastante ricos e caucasianos. Buscam a diversidade, buscam colocar todos no mesmo patamar, e juntos, eles interagem musicalmente, com notícias sobre as inclusões sociais, sobre conquistas, etc. Este programa consegue trazer para nossa realidade, dois grandes nomes da nossa sociologia: Marx e Comte. Ao mesmo tempo em que Marx prega sobre a igualdade, sobre a luta de classes, sobre os mesmos direitos à negros e brancos, à ricos e pobres, temos a ideia positivista de Comte, o modo como a sociedade está crescendo mentalmente e integrando os negros de forma mais abrangente. Enfrentando a questão das minorias, dentre elas a racial, percebe-se o seu tratamento na questão positivista. Cotas raciais, mesmos direitos de trabalho, inclusão dessas pessoas na sociedade, aumentam cada vez mais as características de igualdade e positivista. E assim, cada dia mais, o programa esquenta, aumenta seu espaço em rede nacional, e em um canal considerado um dos mais influentes no Brasil. 

(Obs: Para fazer este texto assisti alguns programas do Esquenta.)

                          Roberta Santos Martins 1ano SS - Noturno

               
Um programa que apesar de estar sendo apresentado há algum tempo, ainda incomoda grande parte da população de classe média, por apresentar a realidade sociocultural de pessoas excluídas socialmente.
Pessoas estas que analisadas por uma perspectiva positivista devem ser excluídas da sociedade e são tratadas de forma patológica, nessa perspectiva os gêneros musicais tocados, os apresentadores e as pessoas que compõem o programa, podem ser julgados como causadores de desordem e bagunça.
Os tipos de mazelas presentes no "Esquenta", como a realidade da favela, samba e a cultura negra, impedem o funcionamento 'correto' da nação que deve ser regida por leis visando o progresso da sociedade como um todo e não analisando a individualidade das pessoas.

         "O progresso não é mais do que o desenvolvimento da ordem"

Fabricio Venerando - 1º ano SS - noturno

É no esquenta!

Para Marx é através do passado que vemos o futuro, por isso é tão interessante como a cada programa do Esquenta e seus variados temas como: dia das crianças, fazendeiro, rock, enfim todos os domingos podemos contar com a diversidade do nosso mundo, e assim presenciarmos uma cultura de forma tão divertida e concreta da realidade.
No passado os pais e avós não pensavam em estudar e sim trabalhar e com toda dialética a síntese é os filhos mudando isso e estudando, fazendo faculdade e etc.
É a partir do aprendizado de ver os pais que há em nós um anseio de fazermos a diferença e mudarmos a dialética tornando a nova.
A realidade social vem de um lugar e vai para outro. Mesmo que haja luta ainda há diferenças e ao meu ver sempre haverá.
Pertencemos a um mundo onde todos somos diferentes e cada um segue uma forma de vida, um estilo, uma religião.
No programa do meio dia de domingo visa colocar o tema no centro e nos contar a trajetória até nos dias de hoje, toda evolução, processo, desempenho, fracassos e vitória.
Recheado de negros, brancos, famosos, anônimos, donas de casas, crianças todos representando sua classe e seus conceitos, o que gera uma audiência mista, e um modo de olhar mais amplo pois existem várias pessoas ali representando suas origens em uma tentativa de quebra de preconceitos e ainda nos fornece um ensinamento rico em educação, humildade e divertimento em um só programa.
Julia Cristina da Silva - Serviço Social - Noturno

“É isso, dancem, cantem, divirtam-se. Mas não saiam do seu lugar”



Uma ideia sempre se concretiza quando se busca fielmente por aquilo sem medo do esforço, essa ideia pela qual iniciamos este texto no remete a uma perspectiva de socialismo utópico, onde se sonha com uma realidade diferente, mas o que se prega é o inverso daquilo que se faz , ou seja, estamos falando de uma realidade de comodismo. A situação ao qual abordaremos do programa esquenta, apresentado por Regina Casé, que vai ao ar ao domingos, demostra em si uma realidade, as diferenças sociais e como diz “tudo junto e misturado”. O programa é dinâmico, divertido, e mostra varias realidades existentes na periferia e mazelas de certa região de uma cidade, as favelas, assistindo o programa encontramos garis (pelo menos com o uniforme), meninas vestidas de mini saias, garotos com cabelo pintado de louro, enfim mostra a realidade de cada pessoa que vive na favela, a forma de falar, de uma forma divertida, descontraída como se estivesse em casa no domingo comendo feijoada e ouvindo de tudo. Não podemos desfigurar essa ideia do programa, de integrar, discutir e relacionar a realidade, no entanto visando entender numa perspectiva temos a impressão de que o que se remente e se mostrar ainda é utopia aos olhos daqueles que vivem as margens da sociedade.


Diante de tudo isso, chegamos a uma conclusão, aquilo que se mostra no programa é uma realidade baseada na perspectiva socialista e se caracteriza pela inserção do individuo ‘favelado’ numa realidade diferente da dele, no entanto a mensagem que transmite aos que assistem e vivem na favela é que eles são assim, e assim vão continuar, ate o ponto de se esforçarem e pagarem um preço para viverem uma transformação, contudo temos notado que o que mais se prega é mostrar a realidade de acordo como ela é sem efeitos e principalmente sem previsões de mudança, ou seja esses são os moradores da favela, e eles são assim.


O programa não privilegia apenas a uma classe, e busca atender a todos, mas sem ações que concretizem isso, mostra um parâmetro utópico de um socialismo onde as ideias são apenas ideias. Com base nisso podemos entender ainda que o que se mostra vai além de algo cientifico, ou poderíamos dizer estar apenas na tv.


Pedro Paulo Pereira Cardoso, 1°ano Serviço social, noturno.