terça-feira, 28 de outubro de 2014


                        Esquenta: Uma possibilidade de convivência da diversidade


Analisando o programa Esquenta exibido aos domingos percebemos nele um traço marcante que o diferencia de todos os demais programas : a união entre os diversos estilos,culturas,ritmos e etnias.Isso o torna diferenciado pois busca aproximar realidades,ou seja, pessoas de diferentes classes sociais, diferentes padrões de vida, diferentes gostos e ideais.

É um programa que busca valorizar e reconhecer a minoria ,e principalmente os negros, como também os desprezados pela sociedade,estes que são vistos na maioria das vezes como marginalizados, com preconceitos  e até mesmos ridicularizados. 
Diante da perspectiva de Marx e utilizando do seu método Materialismo Dialético vemos que há um movimento dos contrários pelo qual se produz a sociedade. E dentro dessa perspectiva podemos interpretar o Programa Esquenta, sendo a:
Tese: 
Aquele programa padronizado,conservador,onde em sua maioria tem a participação somente de uma certa "classe,(elite)",onde não se vêem  mistura de indivíduos, de gêneros,músicas,e até mesmos de etnias,não existe troca de experiências,de opiniões, ou seja, existe uma resistência para  a manutenção da ordem, do padrão onde cada um deve permanecer em seu lugar de origem.
Antítese:
 É formada por uma nova visão de programação onde se possa incluir,relacionar, aproximar e interagir indivíduos das mais variadas classes,estilos,opiniões,um ambiente criado onde todos possam desfrutar de um mesmo palco, de uma mesma música,tendo oportunidades iguais de mostrarem seu ponto de vista de um mesmo assunto,quebrando assim com todo o "estabelecido" .
                          E desse confronto surge a:
Síntese: 
Sendo esta o resultado deste duelo acima ao qual vemos todos os domingos : ESQUENTA o programa que representa toda a diversidade existente dentro de uma sociedade, um programa que abrange todas as classes,estilos musicais,etnias,trajes, entre outros mais;colocando todos em um mesmo patamar, não desmerecendo nenhum grupo mas pelo contrário valorizando e reconhecendo a minoria, o desprezado e desse modo revelando que é possível a convivência entre a diversidade .



                  Jordânia Mara  1º ano Serviço Social /Diurno

Analise referente ao programa esquenta ou se preferir, "ixxxxquentaa".

Até no sábado da semana passada, eu olhava o programa da rede globo de televisão de um outro angulo, mas depois de conversar com amigos de outros cursos para ver a visão deles sobre, percebi que sim, eu poderia estar correta em minha critica, mas também que eu poderia olhar de outra forma o contexto do programa para a sociedade. 
Em minha conversa eu dizia, - Uma rede de televisão que faz novelas com esteriótipos e preconceitos tão visíveis em pleno séc. XXI, não cria um programa em que seu publico, que por sinal é um publico muito grande, em que nas novelas são colocadas em "papeis" ridículos ao meu ver, para apenas mostrar que há uma integração social, e que tudo pode ser considerado cultura, não somente aquilo que a elite predomina como; mas creio que como o publico é grande só existe o interesse no capital que esse publico ao assistir o programa lhe passa. 
Dai, após dizer isso minha amiga disse algo simples, em que eu pude refletir e quem sabe fazer o leitor refletir também. - Concordo com a tua colocação com o fato das novelas taxarem os negros como empregados e os branquinhos sendo patrão, que são os papeis ridículos que você diz, e claro que o interesse que há é no capital, mas pensa, que avanço, é uma rede tão grande como a Globo criar um programa totalmente popular, uma rede que mesmo passando esses esteriótipos em novelas e influenciando muita gente, agora vem com o programa mostrar e por que não influenciar, que todos em seu próprio contexto são cultos e intelectuais, mostrar que mesmo com as diferenças de classe, um pobre pode ter o mesmo gosto que o rico, o mesmo intelecto. 
Muita gente pensa "é pobre e quer usar louis vuitton" um pensamento todo positivista como vimos com Comte, em que o programa trata claramente, "sim, sou pobre e eu posso usar louis vuitton". Porque taxar quem pode ter determinado gosto musical e quem não pode? Como muitas vezes até eu me deparo fazendo isso, deixe Comte com teu positivismo bem debaixo da terra, e deixe a sociedade ser ela mesma, sem que alguém vá e rotule o que ela é e como ela deve ser.
Vitória Raquel Ribeiro Rocha
1º SS - Diurno

“É ai que Comte se contorce no túmulo”

O Esquenta é um programa de TV atual e cultural que aborda e mistura assuntos do dia a dia das diversas classes sociais.

Analisando ele pelo olhar de Augusto Comte, que prega a ordem como base para o progresso, onde “cada um tem seu lugar e lá deve permanecer”, este programa vai fugir totalmente destes preceitos, inverter de várias formas e em vários níveis a ordem pré-estabelecida até então.

Comandado pela apresentadora Regina Casé, que é uma figura popular ligada às classes mais baixas, o programa é um misto de etnias, classes e culturas. Nele os participantes saem do seu padrão social e cumprem outro papel, fatos como a “branca” sambando e dançando funk, o “pobre” divulgando a leitura, a mulher tomando frente da família, as novas famílias que estão surgindo, as crianças sendo educadas pela musica, entre outras normas que não deveriam estar sendo quebradas, positivamente pensando.

É perceptível, na visão de Comte, que o branco não deveria se misturar aos negros e mulatos, de classe baixa, mas acaba tendo um papel superior no programa, por dançar, cantar e até “zombar” dessa cultura distinta.

Justamente por essas “mudanças” a apresentadora e o programa são, por muitos, criticados, são positivistas querendo manter a ordem que tomam como correta, assim como Comte faria.

Mesmo com o programa querendo mudar o pensamento de exclusão e marginalização o pensamento de Comte ainda é muito presente na sociedade.


Podemos notar isso nessa sátira: 

Larissa Cristina Oliveira e Luana Rosada Vieira Tomaschitz
Primeiro ano de Serviço Social - diurno

Esquenta: Igualdade ou descriminação?

Esquenta
Igualdade ou descriminação?
Nas tardes de domingo um programa denominado Esquenta vai ao ar na rede Globo de televisão, olhando de uma forma pouco analítica reparasse que é um programa muito animado que tem como principal atrativo mostrar a cultura e costumes da população periférica do nosso país.
Abrangendo assim numa grande mistura vários ritmos musicais com samba, funk, pagode, sertanejo, tecnobrega, hip hop, rock entre outros podemos observar um pouco mais da cultura de cada canto do nosso país através de danças, estilos e consciência.
O que mais me chama a atenção é perceber que por trás de tanta felicidade (algo que é tipicamente brasileiro) esbanjada, se olhamos com uma perspectiva um pouco mais critica logo perceberemos que a maioria das pessoas incluindo a apresentadora Regina Casé é de cor parda e/ou negra o que não me constrange, mas o grande problema é a maneira que essas pessoas são expostas.
Em todos os programas vemos meninas com roupas curtas e garotos sem camisa exibindo seus corpos como se isso fosse o melhor que eles possuem, além das vestimentas inapropriadas vemos também um linguajar baixo.
O que me move a escrever este texto é que apesar de respeitar a cultura e modo de vida dessas pessoas fico imaginando se não poderíamos expor pessoas negras que moram na favela, mas que além de dançarem tenham uma perspectiva de vida como, por exemplo, que sejam formadas por alguma instituição acadêmica, que sejam poliglotas, que prefiram um bom livro a uma festa lotada, que curtam musicas clássicas enfim mesmo dentro da comunidade tenham outro estereotipo.
O Brasil é conhecido como um país de negros, pobres, desempregados, favelados e sem educação infelizmente esse programa só faz aumenta essa perspectiva nas pessoas que veem de fora, e principalmente influencia causada aos jovens desde próprio meio que continuaram achando “chique” expor o corpo e usar dialetos pelas ruas.
Pergunto-me se algum dia haverá um negro na televisão brasileira que seja minimamente respeitado e exposto de maneira correta que mostre sim suas raízes e suas lutas diárias para conquistar seu espaço e que mesmo assim não desistem de sonhos.
Que a influencia desses jovens seja outras não a negra que rebola, mas que busquem entender o seu meio como comunidade e, além disso, busquem ser o melhor pra si mesmo e pra sociedade.


“É isso, dancem, cantem, divirtam-se. Mas não percam o pudor”.
Letícia M. Pinatti 1º ano-diurno
Tatiane Gomes 1ºano-diurno

Uma nova roupagem social

O programa dominical Esquenta apresentado por Regina Cazé, é o  projeto mais contemporâneo de seu trabalho, com intenções de criar misturas inusitadas que permitem a discussão e integração sociais que antes na televisão brasileira não seria visto sob nenhuma hipótese, gerando desta forma um novo prisma para vislumbrar como é a nova sociedade brasileira que mescla cultura de massa com cultura popular. Citando como exemplo o programa exibido no dia 26/10 onde foram convidados cantores sertanejos Leonardo e Eduardo Costa que representam a cultura de massa, que transfigurou-se a um grande consumo midiático e também o grupo Fundo de Quintal  que está há 35 anos personificando o samba, e reconhecido como uma grande influencia musical de seu gênero.
É perceptível analisar a conjuntura que o programa cria, com a inserção e mistura de gêneros musicais, dentre outras ocasiões para ver que a sociedade está delimitando novos segmentos, além do preestabelecido como pregava o Positivismo de Comte,  interessante por mostrar o inusitado, mesmo que não possua nada tão mais autentico, a saturação do conhecido, suas funções e seus papeis sociais. O que segundo Comte seria a forma mais inadequada, o que segundo ele a ordem deve ser mantida. O que foge completamente dos padrões propostos. Acima das diferenças sociais existentes e suas características, o que o programa deve perpetuar são os benefícios dessa interação; mostrando a importância para compreendermos as questões sociais e as pessoas, principalmente.

Graziella Donizetti dos Reis
Taciane Caroline Ferreira Araújo 1º ano diurno 



  Ixxxquenta!

  O programa Esquenta na Rede Globo é alvo de muitas críticas por conta do teor altamente popular, já que não exibe somente o que é considerado cultura pela elite, intelectual ou social, mas também temas que estão na moda entre o povo, mostrando que esses também podem ser considerados cultura. O que mexe com o que está estabelecido pela sociedade, a ideia de que cada "grupo" deve seguir uma característica, é desconstruído no programa, que mistura pessoas de diferentes classes, estilos, raças e com isso incentiva a diversidade.
  Por exemplo, a dançarina negra e a branca lado a lado, sem sugerir que a habilidade na dança é uma particularidade relacionada com a cor da pele ou o cantor de rock e samba cantando juntos, mostrando que nenhum estilo é superior ou inferior ao outro. Não é surpreendente ver cantores já consagrados pelas músicas bonitas e elaboradas cantando junto à outros nem tão famosos.
É comum que os temas do programa sejam abordados de forma simultânea, assemelhando-se ao que acontece na vida real, criando uma ligação ainda maior com o que normalmente é discutido separadamente pelas pessoas.
  Segundo a perspectiva positivista de Comte, essa união entre públicos que geralmente não partilham dos mesmos interesses quanto a programação ou se quer possuem a mesma preocupação com assuntos de importância vital para a sociedade, que assolam apenas aqueles desfavorecido, jamais poderia acontecer, porque atrapalha totalmente a ordem que a sociedade deve seguir para alcançar o progresso e sem a exata definição de "cada um no seu lugar", a organização social fica abalada.

Vitor Corne, 1º/D
Julia Corne, 1º/D


Esquenta: Miscigenação de culturas.

O programa esquenta transmitido aos domingos pela rede globo serve de análise da divisão da sociedade, fugindo de uma ordem já pré- estabelecida.  Os moldes da sociedade faz com que se crie um padrão para determinadas classes e grupos e o programa faz com que esses padrões se misturem e relacionem em um mesmo ambiente. Podemos analisar essa forma de fugir da ordem como uma tentativa de inserção de todas as classes independente se é proletariado ou burguesia, se é rico ou pobre, em um mesmo local com um mesmo sentindo.
Podemos encontrar neste programa os mais diversos artistas que apesar do principal ritmo ser o samba abre espaço para os mais diversos estilos e artistas fazendo uma união entre todos os estilos apresentados e uma dinâmica onde um artista bem consagrado em determinado estilo canta ou participa de outro estilo pertencente a outro artista. Com isso o público que se identifica com determinado artista conhece uma diversidade de trabalhos de outros artistas que talvez senão apresentado naquela situação nunca os conheceriam.
O valor dado a determinadas culturas no programa faz uma inserção daqueles que estão às margens da sociedade em um espaço onde há a possibilidade da exposição das qualidades e valores das culturas excluídas de certa classe da sociedade. O Esquenta é um dos poucos espaços onde os valores e os padrões de classes diferentes se misturam trazendo uma visão mais ampla para público deste programa. Não podemos deixar de ressaltar que o programa Esquenta ainda segue os padrões da emissora em que é transmitido, porém a abertura de um espaço onde diversas culturas se misturam, pode ser considerado uma fuga da ordem e uma novidade nos meios de canais televisivos abertos hoje no Brasil.
Segundo o positivismo de Comte, a tentativa de unir essas duas classes seria totalmente fora de ordem, pois para ele cada ser deve ficar dentro do seu “espaço”, seria uma afronta, aos padrões da sociedade, unir pobres e ricos no mesmo ambiente.
Já Durkhein tentaria analisar o programa, de forma a entender a colocação das classes diferentes naquele palco e como houve esta junção, como o “excluído” foi parar naquele meio que não lhe pertence, segundo a sociedade preconceituosa. Entretanto, para analisar este fato social, Durkhein averiguaria outro fato social, pois para ele nunca se deve estudar apenas o individuo, mas sim o conjunto.

    Marcela Casagrande Manzolli- 1 ano SS- Diurno.
   Natyéllen Casimiro de Moraes- 1 ano SS- Diurno.

Análise do Programa Esquenta.


   O programa Esquenta transmitido pela rede globo de televisão, aos domingos, têm como características marcantes a diversidade cultural, o humor e a música. Apesar de ter a presença enfática do samba, o programa conta com a participação de diferentes atrações e ritmos como funk, sertanejo, forró, rock, MPB, entre outros.
   O programa do dia 26 de outubro de 2014, teve como lema “trazer o campo para a cidade”, com a combinação dos clássicos do samba, com os clássicos do sertanejo.
O mais interessante ao pensar nessa mistura de ritmos é ver a aproximação dos participantes do programa, que vai de artistas globais, cantores famosos, até a galera do auditório, que são pessoas que vieram de diferentes lugares e realidades, unidas em uma mesma vibração através do embalo das músicas, intensificando a expressão da cultura popular e evidenciando a diversidade que os une.
   Tratou também de assuntos de interesse social, quando foi feito um alerta sobre os crescentes acidentes de moto, com a presença de um médico especialista e dois motoboys de São Paulo, que falaram sobre o assunto, em que o motoboy relata sobre o desrespeito com que são tratados e os perigos de acidentes, evidenciando  a precarização desse trabalho, que para muitos torna-se a única opção. Eles afirmam que quando as pessoas precisam de seus trabalhos, eles são os melhores, mas no trânsito são tratados com total falta de respeito. O próprio cantor sertanejo Leonardo fez essa reflexão de que no dia a dia do trânsito os motoqueiros sofrem muitas ofensas, mas que quando nós estamos em nossas casas e queremos pedir algo pra comer, são os motoboys que prestam seus serviços para nos atender.
Também tem um momento no 2º bloco que Regina Casé chama o também cantor sertanejo, Eduardo Costa, onde os dois fazem uma reflexão, quando Eduardo relata que só conheceu energia elétrica com 12 anos de idade, e o ex-vocalista do grupo de pagode ‘’Revelação’’ Xande Pilares também ressalta que só assistiu à televisão pela primeira vez aos 10 anos de idade. Houve também uma reflexão e um compartilhamento de vivencias com outros telespectadores sobre os seus primeiros contatos com a energia elétrica.
Regina Casé também faz uma comparação com as crianças presentes no programa e pergunta a elas do que elas mais sentiriam falta hoje, caso não tivessem contato com a energia elétrica.
O programa também possui também todos os domingos, um camarote que é destinado aos garis, onde procuram exaltar e valorizar a profissão que é desvalorizada por grande parte da população (o camarote é fixado em cima dos participantes e da plateia).
 É desta maneira que o programa colabora com as minorias dando-lhes valor, reconhecimento e espaço para fazerem seus apelos, reivindicações e reflexões.
    Sob a perspectiva do materialismo dialético de Marx e Engels podemos entender o programa Esquenta como a “revolução 2013/2014” assim como afirma Mano Brown em entrevista a revista Cult, pois, é um programa que tenta unir o que antes parecia impossível, dando visibilidade e representando as minorias, estabelecendo uma comunicação e interação com diversas camadas da sociedade, propiciando a inclusão social e a aproximação das classes sociais.
Conta com seus principais lemas “xô preconceito” e “o que o mundo separa, o Esquenta junta”, reafirmando que no programa há lugar para todos, menos para o preconceito, construindo um ambiente harmônico, agradável e alegre.

   Regina termina o programa dizendo que “tudo cabe no nosso quintal” rock, sertanejo, samba... reforçando  a  característica principal da diversidade cultural.

Amanda Gomes Caldas, Lais Caroline Neves. 1º ano SS-Diurno. 
O programa Esquenta sobre a visão de Marx
Após relembrar vários episódios do Esquenta, o qual é um dos meus favoritos, decidi analisa – lo pela perspectiva marxista. Do ponto de vista que o programa representa não somente os negros, o samba e o pagode, como muitos definem, é um espaço voltado para a interação de pessoas de diferentes raças, formas de pensar, estilos musicais, classes sociais e mostrando como todas essas diferenças são ricas, e principalmente que podem conviver em harmonia.
Muitos episódios contam com a presença de cantores não só de samba mas como de rock, sertanejo, MPB, forró, em que esses cantam músicas de dos seus próprios estilos mas também de outros, ou seja, por mais que uma pessoa goste de rock por exemplo não impede que ela também goste de samba, ou que se identifique com outros gêneros também.
Além disso o programa busca retratar a interação de pessoas de diversos níveis sociais, de forma a quebrar pensamentos preconceituosos de que o pobre não tem espaço na sociedade, que a favela é lugar só de bandido, o Esquenta vem pra dizer que ele tem sim lugar, que a favela tem as suas características, que tem uma cultura riquíssima que também deve ser valorizada e não mais inferiorizada, que o funk não é menos do que uma letra de MPB, que o RAP representa a busca dessas pessoas pela visibilidade e a igualdade.
Bruna Moreira 1° ano SS – diurno

Cada um no seu lugar

Análise crítica do programa Esquenta sob a perspectiva Positivista.
O programa tem músicas da periferia e movimentos contra o sexismo. Mas ao mesmo tempo, diz que toda mulher negra sabe rebolar, e que baiana de verdade tem "borogodó".
O programa tenta passar a imagem de que todos somos iguais, mas na verdade deixa claro qual é o verdadeiro papel do pobre e do negro (churrasquinho na laje, samba, funk) na sociedade brasileira. Visto que ao observar no programa um grupo de meninas que formam um "Bonde das Fantásticas", para dançarem funk, analisa-se que talvez esta seja a única forma que se tem pra elas alcançarem um patamar maior na sociedade, devido á elas serem primeiramente mulheres e todas vindas de bairros periféricos do Rio de Janeiro.
Se Comte assistisse o programa Esquenta, ele diria que este é um programa que está acabando com a ordem, visto que negros, brancos, ricos, pobres estão convivendo em um mesmo lugar com gostos e/ou ideias iguais sobre os mais variados assuntos, para ele não se questionaria do porque que brancos, negros, pobres e ricos estão convivendo em um mesmo lugar harmonicamente, questionaria-se apenas que esta convivência acaba com a ordem estabelecida.

Alessandra Ferreira Figueiredo
Tamara dos Santos Oliveira
1º ano SS - Diurno

Esquenta um programa para todos


O programa esquenta mostra que não é apenas um programa de entretenimento, é um programa social e cultural, que procura inserir pessoas de todas as realidades sociais com suas crenças, etnias, diferenças, seus gostos musicais e culturais.
Diz de forma "positivista" que perante as leis somos todos iguais, temos direitos as mesmas coisas, mas em contrapartida de forma de forma "materialista dialética" nos mostra que não temos uma realidade de legitima igualdade.
Só que nós temos que lutar por nossos direitos e aprender a respeitar o que é diferente, para podermos conviver pacificamente.


Lúcia Helena Duque de Sousa 1ºano de Serviço Social Diurno
As diferenças devem ser respeitadas!

O programa " Esquenta" dirigido por Regina Casé, que vai ao ar todos os domingos na emissora de tv rede globo, assim como outros, vem para quebrar com os tabus que enfrentamos diariamente. O século XXI nos traz uma grandeza de diversidades culturais e sociais, no qual ainda não estamos acostumados.
Diante disso, o programa é misto, onde há pessoas de todos os lugares, de todas religiões, culturas e costumes, mostrando-nos que o preconceito não pode existir, pois somos todos iguais. Analisando esta perspectiva de acordo com Comte, essa sociedade sem dúvidas estaria fora dos eixos.A ordem que foi estabelecida foi corrompida  e com isso, seria necessário uma ação para que tudo voltasse ao normal, sem ao menos ter um estudo profundo sobre as causas de tais acontecimentos.
Para Durkhein, as regras nos corrompe, a sociedade nos influencia, no entanto este tentaria entender o que está acontecendo, analisando assim a parte preconceituosa, o porquê do racismo, da diferença imposta, e até mesmo da exclusão,
O entretenimento proposto para tal observação é um ótimo estimulo para a sociedade em geral, para que o preconceito de qualquer espécie seja superado, e principalmente o respeito para com o ser humano. Porém, apesar de vários programas, e informações e até mesmo leis, diante da diversidade de novidades que temos hoje a respeito do ser humano e suas transformações e escolha, ainda sim o preconceito é certamente muito presente no momento e difícil de ser combatido.

Larissa Gonçalves Ferreira, 1° SS. Diurno

Manifestações artísticas e o respeito mútuo

     Analisando o programa dirigido por Regina Casé denominado Esquenta nota-se a presença de diferentes tipos de celebridades que ficaram famosas justamente por possuir um estilo diferente do empregado normalmente.

     Na exibição do dia 04 de Março de 2012, estavam presentes a banda Calypso e a cantora Gaby Amarantos, ambas reconhecidas por um gênero musical conhecido por tecnobrega, muito comum no estado do Pará e regiões do Nordeste.

     Examinando com uma visão de Auguste Comte no sentido de manter a ordem, o programa dá espaço em um dia próprio justamente para separar o comum do raro, para sair da ordem trivial, é durante sua exibição que essa parcela atua, canta, dança e se veste nos seus diversos estilos, é a oportunidade única de se manifestarem sem serem julgados ou repreendidos, pois nos outros dias da semana a emissora televisiva mantém sua grade de informações normais, sem abrir espaço para manifestações artísticas como essas.

     Em contraposição com a ótica de Comte, Durkheim se questiona a respeito desse posicionamento diferente dessas pessoas que estão ali presentes. Ele se indaga a respeito do motivo pelo qual levou aquelas pessoas a criarem tais hábitos de danças, vestimentas e modo de agir diante do mundo midiático; o por que a sociedade no geral não aprecia o estilo de música apresentado;  a razão pela qual as pessoas que gostam dessas manifestações artísticas não podem demonstrar tal gosto sem serem zombadas ou virarem motivo de piadas;  entre outros questionamentos que remetem à vida em sociedade, esta que sem precisar do auxílio de autoridades, controla sozinha a maneira pela qual as pessoas devem seguir suas vidas e se comportar no corpo social. 


Daniela Aparecida da Silva
1º ano de Serviço Social - Diurno




 E o domingo Esquenta

O Brasil é um país de culturas mil, vindas de diversas partes do mundo. No entanto também é um país machista, homofóbico e preconceituoso. O programa Esquenta da rede Globo tenta buscar nas pessoas que são tratadas como minorias a sua individualidade independente de cor, etnia e gênero. Busca o lado real das pessoas sem rótulos e estereótipos. Muitas são as críticas em relação ao programa e até o acham racista talvez pelo fato do negro ter vez e ter voz no programa podendo ser ali a única forma de ser ouvido e se expressar livremente. Acredito que deviam ter mais programas como este não ridicularizando a raça negra ou gordos, cantores de arroxa, funk e hip hop mais sim mostrando que somos todos humanos e iguais perante a lei, que a quantidade de melanina não pode distinguir o caráter ou personalidade de uma pessoa.

Tahina Tátila 1 ano SS noturno. 

Esquenta: desconstruir para construir 

Esquenta é um programa semanal transmitido por uma emissora conceituada, e que tem como pauta a diversidade de raças, religiões, gosto musical e culturas, e essa mistura pode ser analisada de várias forma. 
 Pelo olhar positivista, Comte diria que algo está errado, alguém saiu do seu papel designado, a ordem das coisas foi mudada, e isso atrapalharia o progresso  sob esse olhar. O correto seria cada um cumprindo o seu papel na sociedade, supostamente já estabelecido pela natureza divina, e caso isso não ocorria uma desordem social. 
No momento em que apresentadora Regina Casé,  traça um caminho onde mundos diferentes se encontram, podemos notar as diferenças existente entre ambos,  o que o sociólogo  Èmile Durkheim afirmaria ser consequência do s "fatos sociais", que somos produtos da sociedade e nosso modo de agir, pensar, falar ou até se vestir é influência por esta. Mas isso não quer dizer que não se possa conviver  de maneira civilizada, com respeito e até um certo entrosamento. 
Sob o olhar de Marx , onde afirma que a sociedade está sempre em conflito e é desse contraste, desse antagonismo, desse embate é que ela caminha, fazendo com que surja a tese e a antítese e como resultado a síntese e desta surgem novas teses e assim a ciência se converte em prática em seu materialismo dialético. 
Ao desconstruir a imagem que nos é imposta pelo meio em que vivemos a respeito do desconhecido, das pessoas de outra raça, cultura, classe social, religião, entre outras, damos um passo importante para a transformação desta sociedade conservadora.



Élica Batista dos Santos e Silmone de Lima Albino,
1° ano de Serviço Social, diurno.